Jim Morrison, 40 anos depois

Lembrou-me a minha irmã atra­vés do Face­book que hoje se cele­bram 40 anos sobre a morte de Jim Mor­ri­son. Embora nunca tenha sido um dos meus ídolos de juven­tude, Mor­ri­son foi a con­ti­nui­dade do pro­cesso ini­ci­ado ante­ri­or­mente com Bob Dylan mas, desta vez, envolto em rock, um rock des­ca­rado, pro­vo­ca­dor, per­verso e de con­fronto que não se fechava na beleza da poe­sia. Suportava-se na sua amar­gura e revolta e gri­tava com força e com can­dura as dúvi­das, as obje­ções, as ansi­e­da­des de uma geração.

Pou­cos com tais atri­bu­tos terão vivido numa época tão pro­pí­cia ao desa­fio e à bata­lha que a arte per­mite. Pou­cos, em qual­quer época, terão tido a arte de se ati­ra­rem para a frente em busca das res­posta que uma gera­ção pro­cu­rava. Jim Mor­ri­son foi um deles. Músico, can­tor, poeta… Nunca foi um ídolo, mas era um dos ver­da­dei­ros, daque­les que se cons­truiu a si pró­prio sem espe­rar que outros o construíssem.

Top 25 Female Songs — II

Depois da lista de ante­on­tem fiquei com a sen­sa­ção que estava muita coisa em falta. Devo dizer que depois de fazer uma nova lista com outros 25 temas con­ti­nuo ainda a achar que fal­tam alguns temas. Por exem­plo, “Bette Davis Eyes”, de Kim Car­nes, ou a ico­no­grá­fica “Kids in Ame­rica”, de Kim Wilde, entre mui­tas outras! Pro­va­vel­mente, terei que ir à ter­ceira lista…

Músicas de Natal Alternativas

Uma das coi­sas mais cha­tas nesta altura do ano é a música de Natal seme­lhante à má música de ele­va­dor. Os sini­nhos, os cori­nhos e as cadên­cias pla­gais pre­vi­sí­veis são-nos impin­gi­das até à exaus­tão, claro.

Mas, músi­cas de Natal há mui­tas, meus ami­gos… Exem­plo disso são estas dez fan­tás­ti­cas músi­cas de Natal alter­na­ti­vas que aqui apre­sento. Aviso desde já que o grau de “alter­na­ti­vi­dade” vai subindo de tom, pelo que as últi­mas 2 ou 3 podem ser ofen­si­vas para o espí­rito nata­lí­cio de alguns de vós. Who cares, anyway? Mas, fica o aviso! É que a última é do South Park…

A Long, Long Way

No pas­sado mês de Março escrevi este tema que é dedi­cado à minha mulher e a mim. Enfim, dedi­cado a nós!

Por­que mere­ce­mos e por­que nos mere­ce­mos. Espero que gostem.

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Keep the Faith in You

Aqui há umas sema­nas saquei as vio­las dos sacos e o resul­tado foi este. Ainda por cima, é a minha pri­meira música des­ca­ra­da­mente ateísta. Espero que gostem.

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Have you tal­ked
To your ima­gi­nary fri­end today?
Like before,
Have you asked him to show you the way?
Why don’t you trust in some­one of flesh and blood ins­tead?
Losing time, lis­te­ning to voi­ces in your head

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Três de seguida

Vou ini­ciar aqui uma série de arti­gos, pro­va­vel­mente sema­nais, onde colo­ca­rei três da minha músi­cas favo­ri­tas de todos os tem­pos. A série chamar-se-á “Três de Seguida”.

Para este pri­meiro artigo, teria que colo­car um tema dos meus três artis­tas favo­ri­tos: Bea­tles, Cat Ste­vens e Pink Floyd. Estes são os meus favo­ri­tos por­que pra­ti­ca­mente que desde sem­pre ocu­pa­ram essa posi­ção, por­tanto eu mesmo não con­testo a sua titu­la­ri­dade nos três pri­mei­ros lugares.

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Jamendo — boa música grátis, quer dizer, de borla

Jamendo

Jamendo — toda a música que pre­cisa, de borla

Uma das gran­des van­ta­gens das novas tec­no­lo­gias é que não per­mi­tem que alguns mono­pó­lios se eter­ni­zem. Ao dis­po­ni­bi­li­za­rem novas fer­ra­men­tas, pro­vo­cam dina­mis­mos no mer­cado ante­ri­or­mente ine­xis­ten­tes. A inter­net, as redes peer-to-peer e o mp3 por um lado e as fer­ra­men­tas digi­tais para cri­a­ção e pro­du­ção de música por outro, revo­lu­ci­o­na­ram com­ple­ta­mente o pro­cesso cri­a­tivo e de dis­tri­bui­ção do pro­duto final musical.

Mais do que isso, alte­ra­ram o con­ceito de pro­duto final. Só que algu­mas pes­soas ainda não repa­ra­ram ou sim­ples­mente estão dema­si­ado assus­ta­das para o admi­tir. Até há algum tempo atrás, o pro­duto final da música era a cópia do registo fono­grá­fico da obra, vulgo disco, cas­sete, etc. Hoje em dia, já não é assim. A livre dis­tri­bui­ção de música pela net, embora ile­gal segundo os para­me­tros “medi­e­vais” de alguns, pro­vo­cou uma alte­ra­ção rele­vante no con­ceito de pro­duto final; já não é o disco que se pre­tende ven­der, mas sim o espec­tá­culo ao vivo e, em alguns casos, ape­nas a publi­ci­dade no web­site de pro­mo­ção musical.

Por outro lado, existe uma nova opor­tu­ni­dade para à “caro­lice” ser dado o esta­tuto artís­tico. Fazer música por pra­zer, mesmo que essa não seja a prin­ci­pal fonte de ren­di­mento, e ver o tra­ba­lho reco­nhe­cido, não pelo número de com­pra­do­res de um disco ou CD, mas pelo número de visi­tas a um web­site ou pelo número de down­lo­ads de um mp3. Afi­nal, sem­pre foi essa a prin­ci­pal moti­va­ção de qual­quer artista que se preze.

Isto e muito mais pode ser facil­mente cons­ta­tado no Jamendo. Vari­e­dade, quan­ti­dade e qua­li­dade, tudo de borla. Vale bem a pena uma visita.

Algu­mas reco­men­da­ções de esti­los diversificados: