Lembrou-me a minha irmã através do Facebook que hoje se celebram 40 anos sobre a morte de Jim Morrison. Embora nunca tenha sido um dos meus ídolos de juventude, Morrison foi a continuidade do processo iniciado anteriormente com Bob Dylan mas, desta vez, envolto em rock, um rock descarado, provocador, perverso e de confronto que não se fechava na beleza da poesia. Suportava-se na sua amargura e revolta e gritava com força e com candura as dúvidas, as objeções, as ansiedades de uma geração.
Poucos com tais atributos terão vivido numa época tão propícia ao desafio e à batalha que a arte permite. Poucos, em qualquer época, terão tido a arte de se atirarem para a frente em busca das resposta que uma geração procurava. Jim Morrison foi um deles. Músico, cantor, poeta… Nunca foi um ídolo, mas era um dos verdadeiros, daqueles que se construiu a si próprio sem esperar que outros o construíssem.

