Quem somos
Bruno Miguel Resende: Ateu porque a estupidez o aborrece, nunca se sentiu persuadido pelas coercividades religiosas que o envolviam, aos poucos se dedicou à pesquisa de conhecimentos e racionalismos, passando pelas obras de anarquistas como Kropotkin e Bakunin, entre outros intelectualismos demonizados. Interessado pela estupidez e pela ignorância humana, mais facilmente descobre o que não se deve fazer, as convicções estúpidas levam às acções estúpidas, e para isso existem os construtivismos sociais religiosos a minar o Ser Humano enquanto indivíduo e ser social. Ateísmo, anarquismo, satanismo, surrealismo, psicadelismo, são alguns dos “ismos” por si defendidos. Multi-facetado sem facetas definidas, desde microbiologia a informática, desde restauração a telemarketing, nada é definido na sua vida, frequenta a licenciatura de Ciências Sociais e revoluciona constantemente a sua vida mediante os factores externos. Sonha ser um escritor surrealista a tempo inteiro, tendo como hobby os bips de uma caixa de um supermercado. Incenso de ópio e trance psicadélico são duas das suas chaves de ouro para a hegemonia intelectual, e sexual por vezes. Não gosta de televisão, nem de futebol, nem de telenovelas, nem de consciências reduzidas, prefere a elevação dos sentidos e da mente, embora se regozije com os campeonatos de esfacelamento de joelhos em Fátima. A vida é o intervalo entre nascimento e morte, intervalo esse que deve ser aproveitado com os prazeres que existem, se a maioria prefere os sofrimentos alicerçados pela fé, que os sofram individualmente sem interferirem na vida dos outros.
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Catarina Pereira: Com formação em física, considera evidente a inexistência de metafísico. Ateísta desde que se lembra, só teve real contacto com a religião já na faculdade quando se apercebeu que havia gente que, de facto, ia à missa todos os domingos. Considera que enquanto for confrontada publicamente com o fenómeno religioso, irá confrontá-lo igualmente.
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Helder Sanches: Casado e pai de duas filhas, nunca revelou tendências para o sobrenatural. Aos oito anos aprendeu a dizer "Somos surdos, Senhor" no lugar de "Ouvimos, Senhor". Defende que o ateísmo deve ser construído à conta dos seus próprios méritos e não baseado nos desméritos das religiões. Fundador e webmaster do Portal Ateu, prefere abordar as questões de laicidade, moral e cultura. Blog pessoal: Penso, logo, sou ateu. Também no Twitter e no Facebook.
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L. Abrantes: Nascida e criada no seio de uma família católica, atingida pela dúvida no início da adolescência e desde então uma descrente assumida. Considera a História uma paixão e uma excelente maneira de conhecer a religião como um dos produtos da mente humana.
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Ricardo Silvestre: Ateísta desde os 13 anos quando lhe foi oferecido por uma avó pia um livro com "As histórias ilustradas da Bíblia", com todos os "favoritos contos" de genocídio, intolerância e injustiças. Já nessa terna idade, pensou que o que estava ali escrito era a maior estupidez que alguma vez lhe tinha sido apresentada. Vinte e dois anos depois, numa classe de Fisiologia Humana, o Professor que estava a dar a aula, um cristão "renascido" (born again Christian, no original) sugeriu aos seus alunos irem assistir a uma palestra com o (infame) Prof. Behe, sobre a "teoria" do Desenho Inteligente (onde os crentes defendem que certos sistemas biológicos são tão complexos que só podem ter sido criados por Deus). Nessa palestra tornou a pensar que, neste caso o que estava a ouvir, era o maior disparate inventado no mundo científico na sua área. Como para criticar, se deve saber mais, leu Richard Dawkins sobre a Teoria da Evolução das Espécies, o que o levou a ler The God Delusion, que o levou a ler Daniel Dennett, e por sua vez, Sam Harris, Victor Stenger, Christopher Hitchens. Estava feito um (novo) ateísta militante. Blog pessoal: Novo Ateísmo.
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Rui Janeiro: Não crente desde muito jovem e com uma educação neutra, sem influência religiosa, vê as superstições em geral e a religião em particular como uma ameaça à qual é preciso dar luta. Apesar de gostar de épicos como o Senhor dos Anéis e da mitologia pagã, apenas tomou contacto há poucos anos com os livros sagrados das religiões monoteístas, quando lhe emprestaram a "Bíblia das Crianças". Prefere prestar culto à gastronomia portuguesa, futebol, death metal e rock progressivo e, no meio disso tudo, ainda arranja tempo para escrever neste e noutro espaço.
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Rui Rodrigues: No inicio da adolescência, fez muitas perguntas a si próprio. Que era Ateu foi uma das respostas. Baptizado, teve no entanto uma educação neutra, com contactos esporádicos com a religião católica. Com formação em Tecnologias de Informação, com especial incidência em programação e análise de sistemas, considera no entanto que não é isso que o define enquanto pessoa. Aprender é uma paixão, partilhar o conhecimento com os outros é uma recompensa por si só. Não gosta de gravatas, de gente que não sorri, e de quem tem preguiça para pensar.
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Rui Silva: Com raízes no Portugal rural e profundamente religioso, educado num colégio católico, começou a despertar para a razão quando percebeu que as regras das aulas de catequese eram diferentes das demais e suspeitou da impaciência do padre perante as mais pertinentes dúvidas. No final do percurso escolar e ingresso na universidade, onde se licenciou em Eng. Electrotécnica e de Computadores, a religião tornou-se deliciosamente ausente e invisível, para regressar mais tarde em toda a sua fealdade numa poderosa demonstração do seu potencial para destruir mentes e relações humanas saudáveis. Sente-se privilegiado por participar no desenvolvimento da actual sociedade da informação, dela poder usufruir e ter a oportunidade de utilizar para fins meritórios as ferramentas que nos colocou à disposição. Profundo amante de literatura, de uma boa discussão e dos pequenos prazeres da vida.
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