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	<title>Portal Ateu &#187; Helder Sanches</title>
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	<description>Movimento Ateísta Português</description>
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		<title>O filósofo, a dor de dentes e o último suspiro de Deus</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 04:30:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Helder Sanches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[dor]]></category>
		<category><![CDATA[Evolução]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>

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		<description><![CDATA[Deus, o eterno misericordioso, viu-se assim ultrapassado na sua benevolência e misericórdia por um pequeno comprimido branco.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.portalateu.com/wp-content/uploads/2010/02/ofilosofoadordedentes.gif"><img class="alignright size-full wp-image-9006" title="ofilosofoadordedentes" src="http://www.portalateu.com/wp-content/uploads/2010/02/ofilosofoadordedentes.gif" alt="ofilosofoadordedentes" width="240" height="289" /></a>Algures numa das suas obras, Shakespeare afirma que ainda está para vir o filósofo que consiga racionalizar pacientemente a sua própria dor de dentes. Uma boa dor de dentes é, sem dúvida, algo que tira qualquer um do sério. De facto, qualquer dor deveria tirar qualquer um do sério. Isso apenas não acontece graças aos anestésicos e a todo o tipo de medicamentos tão banais na nossa vida e que damos como garantidos. Mas, não foi sempre assim.</p>
<p>Há duzentos anos atrás, o aniquilar da dor era algo de ainda inconcebível para o comum dos homens e mulheres mesmo nas sociedades mais avançadas. Hoje, felizmente, já não é assim. Contudo, há ainda um grande caminho a percorrer até que os mecanismos de dor, sem dúvida indispensáveis à nossa evolução enquanto espécie natural, sejam completamente erradicados da vida de todo o ser humano. Isto pode parecer absurdo, mas não era absurdo também há duzentos anos atrás a erradicação das maiorias das dores que uma pequena dose de ácido acetilsalicílico obtém com a maior das facilidades?</p>
<p>Deus, o eterno misericordioso, viu-se assim ultrapassado na sua benevolência e misericórdia por um pequeno comprimido branco. Mas, o que nos impede hoje de ir muito mais longe e erradicar completamente a dor das nossas vidas, quer se trate de dor física ou de dor psicológica? O que nos impede de através de químicos, implantes, próteses ou sistemas híbridos de acabar de vez com o fardo desta condicionante imposta pela evolução?  Os que pensam como eu responderão &#8220;nada&#8221;! Os que não pensam como eu arranjarão um bom punhado de argumentos falaciosos, validados sempre e em última instância por uma moralidade cristã de respeito e veneração ao sofrimento, essa espécie de combustível fóssil da fé.</p>
<p>Mas, a minha esperança é grande; a minha esperança anseia que daqui a duzentos anos as diferenças no controle da dor sejam ainda maiores do que de há duzentos anos para cá. Tenho esperança que a própria ética médica deixe de querer prolongar a vida a todo o custo e dê sempre prioridade à erradicação da dor; tenho esperança que, seja por que método for, exista uma geração de seres humanos que apenas conheça a dor por definição; tenho esperança que as lágrimas que se vertam sejam apenas salgadas de felicidade e não dor. Quando esse dia chegar deveremos todos fazer um pequeno momento de silêncio e ouvir o último suspiro de Deus. Porque quando a dor desaparecer, um falso misericordioso deixará de fazer qualquer sentido.</p>
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		<title>Cartaz para a visita papal</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 13:38:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Helder Sanches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[PAMAP]]></category>
		<category><![CDATA[Papa]]></category>

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		<description><![CDATA[Iniciou-se no fórum da PAMAP o processo para criar e seleccionar uma frase que constará num (ou mais) cartaz(es) a colocar em Lisboa durante a visita papal que se avizinha.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.portalateu.com/wp-content/uploads/2010/01/cartazparaavisitapapal.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-8620" title="cartazparaavisitapapal" src="http://www.portalateu.com/wp-content/uploads/2010/01/cartazparaavisitapapal.jpg" alt="cartazparaavisitapapal" width="185" height="152" /></a>Iniciou-se no fórum da PAMAP o processo para criar e seleccionar uma frase que constará num (ou mais) cartaz(es) a colocar em Lisboa durante a visita papal que se avizinha.</p>
<p>Este mini concurso está aberto a todos os associados da PAMAP e será levado a cabo no fórum da página institucional.</p>
<p><a href="http://pamap.portalateu.com/forum/viewtopic.php?id=12" target="_blank">Vistar site institucional</a></p>
<p><a href="http://pamap.portalateu.com/forum/viewtopic.php?id=12" target="_blank">Visitar tópico no fórum</a> (apenas para associados)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>As prioridades da CML</title>
		<link>http://www.portalateu.com/2010/01/04/as-prioridades-da-cml/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 12:35:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Helder Sanches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[António Costa]]></category>
		<category><![CDATA[CML]]></category>
		<category><![CDATA[igreja caravela]]></category>
		<category><![CDATA[igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[João Soares]]></category>
		<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[restelo]]></category>

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		<description><![CDATA[A Câmara Municipal de Lisboa vai pagar apoio em falta para a construção da igreja projectada pelo arquitecto Troufa Real. A verba, que ronda os 205.000 euros, faz parte de uma resolução camarária, aprovada apenas 5 dias antes das eleições que levariam Santana Lopes a "destronar" João Soares da presidência da CML, e que totaliza 234.250 euros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.portalateu.com/wp-content/uploads/2010/01/asprioridadesdacml.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-8512" title="asprioridadesdacml" src="http://www.portalateu.com/wp-content/uploads/2010/01/asprioridadesdacml.jpg" alt="asprioridadesdacml" width="260" height="230" /></a>De <a href="http://www.publico.clix.pt/Local/camara-de-lisboa-vai-pagar-apoio-em-falta-a-igreja-de-troufa-real_1416175" target="_self">acordo com o Jornal &#8220;Público&#8221;</a>, a Câmara Municipal de Lisboa vai pagar apoio em falta para a construção da igreja projectada pelo arquitecto Troufa Real. A verba, que ronda os 205.000 euros, faz parte de uma resolução camarária, aprovada apenas 5 dias antes das eleições que levariam Santana Lopes a &#8220;destronar&#8221; João Soares da presidência da CML, e que totaliza 234.250 euros.</p>
<p>Durante os mandatos de Santana Lopes e Carmona Rodrigues a CML não efectuou nenhum pagamento, argumentando indisponibilidade financeira. A CML irá agora calendarizar os pagamentos do valor em falta, o que obrigará, muito provavelmente, a uma alteração do orçamento camarário de 2009 ou à inclusão dos valores no orçamento para 2010.</p>
<p><a href="http://www.publico.clix.pt/Local/camara-de-lisboa-vai-pagar-apoio-em-falta-a-igreja-de-troufa-real_1416175" target="_blank">Ver notícia</a></p>
<p>Pois bem, vamos então por partes:</p>
<p>- Esta igreja será, aparentemente, construída em terrenos cedidos pela CML a preço muito inferior ao real valor dos mesmos no mercado, atitude lamentável, uma vez que nem os terrenos são da propriedade da CML, nem p0ropriedade dos católicos de Lisboa, mas sim de todos os portugueses;</p>
<p>- A cidade de lisboa continua a carecer da construção de mais habitação social e de programas de recuperação, uma vez que muito do parque imobiliário está degradado, não dando garantias de segurança e de dignidade a quem lá habita;</p>
<p>- As ruas de Lisboa têm vindo a degradar-se, sendo a quantidade de buracos existentes apenas comparável com o período anterior à Expo 98</p>
<p>- A segurança continua à espera de uma solução, quer numa perspectiva de estratégia geral, quer ao nível de muitos dos bairros mais problemáticos</p>
<p>- Muitas das obras públicas demoram uma eternidade, causando transtornos a quem habita e trabalha em Lisboa e provocando autênticas catástrofes nas micro economias de cada bairro</p>
<p>- Lisboa precisa de mais hospitais, escolas e centros de dia para idosos que continuam a não passar das intenções e das promessas eleitorais</p>
<p>Enfim, a lista poderia continuar por aí fora&#8230; Mas, para estas coisas essenciais que contribuem para o melhoramento da qualidade de vida de todos, o dinheiro nunca chega!</p>
<p>Como se não bastasse, o padre António Colimão, responsável pela paróquia de São Francisco Xavier, <a href="http://www.paroquias.org/noticias.php?n=2602" target="_blank">ainda aguarda &#8220;uma generosidade&#8221; do governo central</a> para este projecto megalómano de 4,5 milhões de euros! Bem, então é que a lista seria interminável&#8230;</p>
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		<title>Quem morreu por nós?</title>
		<link>http://www.portalateu.com/2010/01/02/quem-morreu-por-nos/</link>
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		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 17:48:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Helder Sanches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Multimedia]]></category>
		<category><![CDATA[astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Lawrence Krauss]]></category>

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		<description><![CDATA[Esqueçam Jesus; as estrelas é que morreram para que pudéssemos estar aqui hoje!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.portalateu.com/wp-content/uploads/2010/01/quemmorreupornos.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-8463" title="quemmorreupornos" src="http://www.portalateu.com/wp-content/uploads/2010/01/quemmorreupornos.jpg" alt="quemmorreupornos" width="142" height="80" /></a>Lawrence Krauss afirma de uma forma ligeira algo de muito sério: &#8220;Esqueçam Jesus; as estrelas é que morreram para que pudéssemos estar aqui hoje!&#8221;.</p>
<p>Esta afirmação demonstra-se cientificamente. Outras, nem por isso!</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/VFMmzKDonRY&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/VFMmzKDonRY&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Bem vindo ao clube</title>
		<link>http://www.portalateu.com/2009/12/30/bem-vindo-ao-clube/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 11:54:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Helder Sanches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[ateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[José Policarpo]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Araújo Pereira]]></category>
		<category><![CDATA[Visão online]]></category>

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		<description><![CDATA[Com uma ironia mordaz, Ricardo Araújo Pereira desconstrói com simplicidade algumas das mais óbvias contradições das recentes mensagens das lides católicas em relação ao ateísmo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.portalateu.com/wp-content/uploads/2009/12/bemvindoaoclube.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-8431" title="bemvindoaoclube" src="http://www.portalateu.com/wp-content/uploads/2009/12/bemvindoaoclube.jpg" alt="bemvindoaoclube" width="260" height="230" /></a>Na <a href="http://aeiou.visao.pt/paz-e-amor-para-todos-menos-para-mim=f542743" target="_blank">edição de hoje da Visão online</a>, Ricardo Araújo Pereira assume publicamente &#8211; uma vez mais  &#8211; o seu ateísmo.</p>
<p>Fá-lo a propósito do seu desencantamento com a homilia de José Policarpo na homilia da missa de 25 de Dezembro. Com uma ironia mordaz, Ricardo Araújo Pereira desconstrói com simplicidade algumas das mais óbvias contradições das recentes mensagens das lides católicas em relação ao ateísmo.</p>
<p>Todo o <a href="http://aeiou.visao.pt/paz-e-amor-para-todos-menos-para-mim=f542743" target="_blank">artigo de opinião</a> é digno de ser lido, mas quero destacar aqui algumas das suas afirmações:</p>
<blockquote><p>Os judeus acreditam tanto como eu que o menino cujo aniversário se celebrava é o filho de Deus. No entanto, receberam uma saudação. Para mim, nem um caridoso aceno de cabeça.</p>
<p>Todos os dias busco a não-existência do Senhor com renovada crença, ciente de que a Sua inexistência é misteriosa demais para que eu a tenha inventado.</p>
<p>Quando alguém diz acreditar em Deus, está a exprimir legitimamente a sua fé; quando um ateu ousa afirmar que não acredita, está a agredir as convicções dos crentes.</p>
<p>Eu não acredito em Cristo, mas sempre acreditei nos cristãos. É a primeira vez que vejo um deles recusar ao menos uma saudação a um pecador.</p></blockquote>
<p>Bravo, Ricardo! Bem vindo ao clube.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>A indignação de Francisco José Viegas</title>
		<link>http://www.portalateu.com/2009/12/28/a-indignacao-de-francisco-jose-viegas/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 20:50:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Helder Sanches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[ateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco José Viegas]]></category>
		<category><![CDATA[laicismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Francisco José Viegas apoquenta-se com os perigos do laicismo radical. Por que é que coisas que não existem apoquentam as pessoas?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Francisco José Viegas é um respeitável actor do meio literário, jornalístico e intelectual do nosso país. Convertido ao judaísmo, abandonando a tradição familiar católica, Viegas licenciou-se em Estudos Portugueses na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Ao longo dos anos tem tido uma intensa actividade jornalística na rádio e televisão e fez parte de diversas redacções de algumas das mais conceituadas publicações da imprensa nacional, tendo, inclusivamente, sido Director de algumas delas. Paralelamente, mantém uma actividade literária regular, tendo recentemente publicado o seu último romance com o título &#8220;O Mar em Casablanca&#8221;.</p>
<p><a href="http://www.portalateu.com/wp-content/uploads/2009/12/aindignacaodefranciscojoseviegas.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-8415" title="aindignacaodefranciscojoseviegas" src="http://www.portalateu.com/wp-content/uploads/2009/12/aindignacaodefranciscojoseviegas.jpg" alt="aindignacaodefranciscojoseviegas" width="164" height="219" /></a>No seu último <a href="http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=04198A1E-4078-4832-B2C9-48DE038F1C91&amp;channelid=00000093-0000-0000-0000-000000000093" target="_blank">artigo de opinião no &#8220;Correio da Manhã&#8221;</a>, Francisco José Viegas mostra-se indignado com uma série de pessoas e situações, tudo a propósito do lugar que o Natal deve ter na sociedade contemporânea.</p>
<p>Começa por demonstrar a sua indignação com aqueles que defendem um &#8220;laicismo radical&#8221; (termo do próprio). Ora, &#8220;laicismo radical&#8221; é uma expressão apenas utilizada por aqueles que querem fazer associar ao laicismo uma ideia de extremismo e, dessa forma, transmitir a ideia errada de que é possível ser-se mais ou menos laico. &#8220;Laicismo radical&#8221; é daquelas expressões úteis para quem quer defender o indefensável; neste caso, claro está, quem quiser defender os interesses da intervenção da religião na sociedade, soará muito melhor, pois colocar-se-á na posição de vitima, alvo de um radicalismo. O que é um facto é que uma sociedade ou é laica ou não é.</p>
<p>Se uma sociedade é laica, então respeitará caprichosamente a liberdade religiosa e dos religiosos. Se uma sociedade é laica, respeitará igualmente o direito à não crença e os direitos dos não crentes. Se não respeitar uns ou outros, não se tratará, seguramente, de uma sociedade laica.</p>
<p>Diz ainda Francisco José Viegas que estamos perante uma confusão entre religião e hábitos de civilização! Pode ser que sim &#8211; confesso que não entendi muito bem o sentido desta afirmação &#8211; mas, em meu entender, nem a religião nem os hábitos civilizacionais deverão estar isentos do escrutínio dos tempos, do respeito pelas regras comunitárias, do evoluir das mentalidades ou do cumprimento do laicismo. Portanto, se somos laicos não podemos permitir que, ao abrigo dos hábitos civilizacionais ou religiosos, se atropele a Constituição e se deixe o laicismo de lado, seja qual for o dia do ano. Para nos envergonharmos com excepções de conveniência já nos chega Barrancos!</p>
<p>Mais adiante no seu artigo, Francisco José Viegas afirma ainda que &#8220;a lista de ‘ditaduras antirreligiosas’ é longa e nenhuma apresentável&#8221;, dando um salto abissal entre o &#8220;laicismo radical&#8221; e a ditadura! Isto é do mais pernicioso que eu li recentemente: começa-se por falar de &#8220;laicismo radical&#8221; e, logo de seguida, vão-se buscar as tais ditaduras antirreligiosas. Perceberam a colagem? Em dois parágrafos apenas cola-se &#8220;laicismo&#8221; a &#8220;ditadura&#8221; e deixa-se o subconsciente tratar do resto&#8230;</p>
<p>Finalmente, confundir ateísmo (de pacotilha ou não) com jacobinismo, isso sim, parece-me deveras ridículo!</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O seu a seu dono</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 19:05:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Helder Sanches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[colaboradores]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade de expressão]]></category>
		<category><![CDATA[PAMAP]]></category>
		<category><![CDATA[Portal Ateu]]></category>

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		<description><![CDATA[É importante que fique claro que aqui no Portal Ateu a liberdade de expressão de cada um dos colaboradores é directamente proporcional à responsabilidade que o mesmo tem sobre a forma e o conteúdo do mesmo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando abro um jornal leio artigos de opinião que gosto e outros que não gosto; leio artigos de opinião com os quais concordo e com os quais não concordo; leio artigos que acho interessantes, leio outros que acho um perfeito disparate. E considero isso normal. Mais, considero isso louvável.</p>
<p>Para os leitores mais distraídos do Portal Ateu, desde o inicio, há quase 2 anos, que existe uma página intitulada &#8220;<a href="http://www.portalateu.com/sobre/disclaimer/" target="_blank">Disclaimer</a>&#8221; onde explicamos que a responsabilidade do conteúdo de cada artigo cabe única e exclusivamente ao seu autor. Isto significa, para quem tiver dúvidas, que nós no Portal Ateu não somos uma equipa formatada pelas mesmas opiniões sobre como ou o que deve ser o ateísmo. Damos, portanto, liberdade de expressão a todos os que connosco colaboram.</p>
<p><a href="http://www.portalateu.com/wp-content/uploads/2009/12/oseuaseudono.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-8410" title="oseuaseudono" src="http://www.portalateu.com/wp-content/uploads/2009/12/oseuaseudono.jpg" alt="oseuaseudono" width="220" height="158" /></a>Isto significa, obviamente, que qualquer um dos colaboradores do Portal Ateu pode defender nos seus artigos opiniões diferentes dos restantes e diferentes também da posição oficial da PAMAP, seja qual for a matéria. É compreensível que muita gente tenha dificuldade em compreender este princípio: generalizando, as pessoas estão mais habituadas a pensarem pela cabeça dos outros e convivem muito mal com quem pensa de maneira diferente. Menos entendem que num projecto deste tipo não exista pré-formatação de opiniões ou que a mensagem não esteja toda padronizada à volta de uma qualquer norma que supostamente deveria existir.</p>
<p>Assim, convido todos os visitantes a que sempre que se sintam chocados com qualquer texto apresentado aqui no Portal Ateu, hajam de acordo com estas opções:</p>
<ul>
<li>Confrontem o autor do texto com argumentos válidos em que sustentem o seu desacordo, quer com o conteúdo, quer com a forma</li>
<li>Virem a página e sigam em frente (é o que eu faço quando leio um jornal e me deparo com algo que não me agrada)</li>
<li>Passem a ignorar os artigos daquele colaborador</li>
</ul>
<p>A liberdade de expressão de cada um dos colaboradores está apenas limitada por algumas regras que têm a ver com:</p>
<ul>
<li>o uso de pornografia</li>
<li>incitamento à violência</li>
<li>manifestações de intolerância</li>
</ul>
<p>O que é importante que fique claro é que aqui no Portal Ateu a liberdade de expressão de cada um dos colaboradores é directamente proporcional à responsabilidade que o mesmo tem sobre a forma e o conteúdo do mesmo, ou seja, é total em cada um dos casos. Excluem-se desta regra os artigos na secção &#8220;<a href="http://www.portalateu.com/editorial/" target="_blank">Editorial</a>&#8221; e, claro está, os conteúdos do <a href="http://pamap.portalateu.com/" target="_blank">site institucional da PAMAP</a>.</p>
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		<title>Press Release: PAMAP contesta postura dos media</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Dec 2009 13:24:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Helder Sanches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[ateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[media]]></category>
		<category><![CDATA[PAMAP]]></category>
		<category><![CDATA[press release]]></category>

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		<description><![CDATA[A PAMAP lamenta que o jornalismo português continue, no que diz respeito à discussão pública do fenómeno religioso, agarrado a preconceitos decanos de falta de análise critica e de subserviência ao pensamento e à mensagem religiosa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.portalateu.com/wp-content/uploads/2009/12/pamapcontestaposturadosmedia.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-8389" title="pamapcontestaposturadosmedia" src="http://www.portalateu.com/wp-content/uploads/2009/12/pamapcontestaposturadosmedia.jpg" alt="pamapcontestaposturadosmedia" width="260" height="230" /></a>Lisboa, 27 de Dezembro de 2009</p>
<p>Nos passados dias, temos assistido à habitual romaria natalícia de líderes religiosos pelos media portugueses, fruto do constante interesse que os media nacionais sempre demonstram pelo fenómeno religioso.</p>
<p>A exemplo do que vem acontecendo ultimamente, as altas esferas da Igreja Católica não desperdiçaram a oportunidade para demonstrarem o seu alarmismo face à crescente mobilização ateísta na sociedade civil portuguesa, tendo o próprio Cardeal-Patriarca dedicado uma parte considerável da sua mensagem de Natal a esta preocupação.</p>
<p>A associação Portal Ateu – Movimento Ateísta Português (PAMAP) interroga-se com o facto de, na sua generalidade, a imprensa portuguesa não ser tão criteriosa na procura da contraposição como o é,eventualmente, noutras matérias. As declarações proferidas pelos elementos do clero passam, assim, para o grande público sem qualquer espécie de análise critica, quer por parte dos jornalistas, quer por parte daqueles que, tendo visões opostas, não são auscultados para o tão necessário contraditório.</p>
<p>A PAMAP lamenta que o jornalismo português – que tantas vezes demonstrou o seu profissionalismo e independência noutras matérias, tendo dado preciosos contributos para o cimentar da democracia em Portugal – continue, no que diz respeito à discussão pública do fenómeno religioso, agarrado a preconceitos decanos de falta de análise critica e de subserviência ao pensamento e à mensagem religiosa.</p>
<p>Por estarmos convencidos que a sociedade portuguesa só tem a ganhar com uma discussão aberta e pública do fenómeno religioso e porque é nossa convicção de que o ateísmo é cada vez mais indispensável para a construção de uma sociedade mais justa, mais livre e mais igualitária, manifestamos o nosso desagrado pela postura dos media em relação a toda esta matéria.</p>
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		<title>A Europa, o véu e a liberdade</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 14:53:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Helder Sanches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade religiosa]]></category>
		<category><![CDATA[véu]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando li o artigo de opinião "Véu", de José Ricardo Costa, agradou-me. Agradou-me ao ponto de reflectir um pouco sobre os exemplos que o autor dá e chegar a um ponto em que já parecia que a lei de liberdade religiosa se sobrepunha a todas as outras leis.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.portalateu.com/wp-content/uploads/2009/12/aeuropaoveuealiberdade.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-8294" title="aeuropaoveuealiberdade" src="http://www.portalateu.com/wp-content/uploads/2009/12/aeuropaoveuealiberdade.jpg" alt="aeuropaoveuealiberdade" width="260" height="230" /></a>Quando li o artigo de opinião &#8220;Véu&#8221;, de José Ricardo Costa (<a href="http://www.jornaltorrejano.pt/edicao/noticia/?id=5354&amp;ed=700" target="_blank">aqui</a> e <a href="http://ponteirosparados.blogspot.com/2009/12/o-veu.html" target="_blank">aqui</a>), agradou-me. Agradou-me ao ponto de reflectir um pouco sobre os exemplos que o autor dá e chegar a um ponto em que já parecia que a lei de liberdade religiosa se sobrepunha a todas as outras leis.</p>
<p>José Ricardo Costa está certo ao afirmar que &#8220;<span>não faz sentido proibir-lhes o que para nós constitui um direito básico da liberdade individual&#8221;, referindo-se ao uso do véu que, em muitas tradições, incluindo a portuguesa, é usado, por exemplo, pelas viúvas mesmo após o período de luto.</span></p>
<p><span>O problema é que este princípio poderá servir também para justificar o uso, ao abrigo da lei de liberdade religiosa, da burka ou de outro tipo de indumentária de cariz religioso incompatível com as restantes leis básicas de um qualquer Estado Europeu. E, aí, em que ficamos?</span></p>
<p><span>Não devemos cair na tentação de confundir liberdade religiosa com o direito a impor essa mesma liberdade às restantes leis que regulam o comportamento cívico em sociedade. </span></p>
<p><span>O exemplo dado por José Ricardo Costa de uma médica portuguesa que teria que andar de peito descoberto ao visitar uma tribo em Angola ignora por completo a opção que a médica tem sempre de ir ou não ir visitar essa tribo em Angola. Por essa mesma razão, muitos ocidentais não colocam os países do médio oriente nos seus roteiros de viagens turísticas.</span></p>
<p><span>Imaginemos, por outro lado, que uma determinada comunidade religiosa na Europa tem como tradição molestar crianças do sexo feminino quando lhes surge a primeira menstruação. Será que deveríamos aceitar tais práticas ao abrigo da lei de liberdade religiosa? É óbvio que não! Não só por razões humanitárias mas também porque a nossa lei não o permite. Portanto, se a nossa lei não permite determinada indumentária para os nativos, porque o há-de fazer para os outros?</span></p>
<p><span>Basicamente, defendo que deve existir toda a liberdade religiosa. Não aceito é que essa liberdade religiosa se imponha a outras regras da sociedade em que vivo.<br />
</span></p>
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		<title>Boas Festas? Feliz Natal? Porque não?</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 18:01:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Helder Sanches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[ateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[humanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>

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		<description><![CDATA[Para muita gente, um ateu celebrar o Natal pode parecer uma aberração e, de facto, seria obrigado a concordar com tal opinião caso a celebração do Natal tivesse alguma conotação religiosa. E, para mim, não tem!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.portalateu.com/wp-content/uploads/2009/12/boasfestasfeliznatalporquenao.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-8291" title="boasfestasfeliznatalporquenao" src="http://www.portalateu.com/wp-content/uploads/2009/12/boasfestasfeliznatalporquenao.jpg" alt="boasfestasfeliznatalporquenao" width="240" height="250" /></a>Para muita gente, um ateu celebrar o Natal pode parecer uma aberração e, de facto, seria obrigado a concordar com tal opinião caso a celebração do Natal tivesse alguma conotação religiosa. E, para mim, não tem!</p>
<p>O Natal, como para uma grande maioria de cidadãos ocidentais, representa uma época em que, durante 3 ou 4 dias, nos podemos dar ao luxo de dar a devida importância àquelas pequenas grandes coisas que durante o resto do ano, pelas mais diversas razões, optamos, consciente ou inconscientemente, por minimizar.</p>
<p>Se desejar &#8220;Boas Festas&#8221; ou &#8220;Feliz Natal&#8221; ao próximo significa desejar que ele possa estar bem de saúde, que possa passar uns dias na companhia dos que mais ama, que se possa sentir amado, que possa ter a certeza que os seus filhos são saudáveis e felizes ou que se sinta feliz e realizado, o que pode ter de errado para um ateu desejar tais coisas ao próximo? Afinal, se partirmos de um pressuposto &#8211; falacioso, talvez &#8211; de que um bom ateu é sempre um humanista, como é que estes desejos não se enquadram numa perspectiva humanista?</p>
<p>Por isso, desejo-vos a todos um Feliz Natal, consciente que não sou menos ateu por causa disso. O meu Natal, sem Deus, menino Jesus nas palhinhas nem missa do galo, é sempre &#8211; e espero que continue a ser &#8211; o período de muita paz e tranquilidade. Espero que seja para todos vós também.</p>
<p>Boas Festas e&#8230; Feliz Natal!</p>
<p><em>(Nota: Este artigo serviu de base para uma <a href="http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1454779" target="_blank">notícia no DN Online</a> sobre o Natal sem conotação religiosa)</em></p>
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