Dia de desenhar Maomé

Celebra-se amanhã, dia 20 de Maio, o primeiro “Dia de desenhar Maomé”. A iniciativa vem no seguimento do cartoon concebido por Molly Norris e aqui exposto, o qual surgiu em reacção à censura do episódio do South Park em que Maomé era representado disfarçado de urso e das inevitáveis ameaças subsequentes à integridade física dos seus autores.

A autora do cartoon afastou-se entretanto do movimento, mas a ideia acabou por tocar um nervo sensível e ganhar vida própria.

A iniciativa é um desafio directo a uma religião que reclama para si o direito especial de excepção ao texto da primeira emenda da constituição norte-americana:

“Congress shall make no law respecting an establishment of religion, or prohibiting the free exercise thereof; or abridging the freedom of speech, or of the press; or the right of the people peaceably to assemble, and to petition the Government for a redress of grievances.”

Em nome do reclamado direito a não verem os seus mitos e interpretações divinas ofendidos, o Islão tem perdido poucas oportunidades de mostrar ao mundo a sua faceta sanguinária e violenta, desde a fatwa condenando à morte Salman Rushdie em 1989, o assassinato do cineasta holandês Theo van Gogh por denunciar a violência contra as mulheres no Islão no seu filme “Submissão” em 2004, ou o ataque a embaixadas e violência generalizada em 2006 em resultado da publicação de cartoons de Maomé num jornal  dinamarquês.

É pois hora de mostrar aos devotos dos mitos da infância da humanidade que prezamos os nossos valores e os colocamos muito acima de direitos divinos auto-proclamados. Prevê-se um festim de auto-piedade e sentimentos ofendidos no mundo muçulmano.

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Como desenhar Maomé

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