“O diálogo entre fé e ciência irá marcar as celebrações do dia da Universidade Católica Portuguesa (UCP), que este ano se assinala a 7 de Fevereiro, Domingo. Manuel Braga da Cruz, Reitor da UCP, apresenta a instituição como “uma Universidade de investigação e não apenas de ensino”.
Este responsável sublinha na sua mensagem para a celebração que “a Universidade Católica é uma casa de ciência e de fé, para promover a articulação harmoniosa entre ambas, para que a fé oriente a descoberta do desconhecido, e para que as aquisições da ciência purifiquem e elevem a fé”.
Para o Reitor da “Católica”, a fé, “longe de ser um entrave ou um travão ao desenvolvimento científico, é um factor propulsor da descoberta científica, um foco de iluminação e um elemento fertilizador da pesquisa”.
“A UCP é uma presença da Igreja no mundo da ciência, para prosseguir e realizar o diálogo constante e permanente entre a fé e a ciência”, indica.”
Ver aqui.
Ah, que tocante. A fé não é um travão ao desenvolvimento científico.
Pois!
Vamos aos factos.
Evolução do cosmos:
O Cardeal Ratzinger, quando era presidente da Congregação para a Doutrina da Fé disse:
“Na sua vontade de criar e conservar o Universo, a vontade de Deus foi de activar e suster em acto todas as causas secundárias cuja actividades contribuíram para o desenvolvimento da lei natural.”
Evolução das espécies:
Novamente Ratzinger
“Através da actividade de causas naturais, Deus causou o aparecimento das condições necessárias para a emergência e suporte dos organismos vivos, e mais ainda, para a sua reprodução e diferenciação.
Células estaminais:
O Ministro da Saúde do Vaticano, cardeal Lozano Barragan diz que a investigação com células estaminais de embrios humanos “não serve qualquer propósito”.
Fertilização in vitro, clonagem humana, investigação genética:
Arcebispo Luis Francisco Ladaria Ferrer, secretário da Congregação:
“A Igreja não suporta tais métodos pois acredita que deve dar o direito de dar voz aqueles que não tem voz”.
Sejam coerentes então, e afastem as vossas crenças da investigação científica. A não ser que chame fazer teses de teologia “ciência”.
E acabo com uma frase de tãocondescendente que se torna insultuosa.
“O Cardeal Paul Poupard disse que ” nós os crentes devemos ter a obrigação de ouvir o que a ciência moderna secular tem para oferecer, assim como pedimos que o conhecimento da fé seja levado em consideração como uma voz de sabedoria na voz da Humanidade”.
Qual conhecimento? Qual sabedoria?
Na ciência, devemos ignorar estes piedades revoltantes de quem está a perder a batalha rapidamente e resolve atrasar o jogo com cortinas de fumo e com jogos de espelhos.
Com fontes aqui, aqui, aqui e aqui
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