Há grandes diferenças entre quem acredita em seres imaginários, e quem não acredita.
Não se trata apenas de pessoas que conseguem operar em termos racionais em todas as áreas da sua vida, excepto nessa. O problema é que na maioria dos casos, estas pessoas organizadas em comunidades, tentam por todos os meios ao seu alcance impor unilateralmente a sua visão, os seus valores.
Isto está em completa oposição com a postura da maioria dos ateus. A nós, não nos faz grande diferença que cada um acredite naquilo que bem entender. Começando no deus sol, passando pelo pai natal, até a santíssima trindade. Se querem acreditar que tem um mestre, um dono, um pai especial, que são ovelhas, cordeiros, servos de alguém, ou qualquer outra coisa, nada temos contra.
Grande parte dos ateus chega até ao ponto de manter uma expressão respeitosa, cada vez que estas pessoas entram em delírio e falam daquilo em que acreditam, por muito inverossímil que seja. No fundo não temos grande prazer em tirar ilusões a ninguém.
Infelizmente o contrário não é verdade. Quem acredita em algo sobrenatural, tem normalmente uma obsessão a raiar o patológico, em impor as suas convicções, as suas normas, e sobretudo a sua forma tortuosa de moralidade.
Não lhes basta conduzir a sua própria vida de uma certa maneira. Acham imperativo que todos os outros se curvem perante os seus valores morais (?), e que a sua concepção de sociedade seja a única admissível.
A sociedade civil permite actualmente três coisas que a ICAR (a mais barulhenta e com maior expressão em Portugal) detesta:
Divorcio: Visto com muito maus olhos, foi progressivamente sendo mais tolerado, sob pena de perderem uma parte significativa das ovelhas.
Casamento Homossexual: Estão na fase da negação. Já é uma realidade, mas ainda não conseguiram aceitar que veio para ficar.
Eutanásia: Ainda não é possível em Portugal. Na Europa, e por enquanto, é apenas legal na Holanda, Suíça e Luxemburgo.
Esta postura de repudio dos direitos dos outros, revela uma enorme intolerância por parte da ICAR. Afinal, se eu (que não sou uma das suas ovelhas) quiser divorciar-me, casar com o José, ou simplesmente deixar de viver, o que é que a ICAR tem a ver com isso?
Estarei por ventura a negar-lhes o direito às suas próprias escolhas?
Creio que não.
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“o que é que a ICAR tem a ver com isso?”
Acho que aquilo lá no céu funciona por comissões. Quanto mais gente for para o inferno menos eles ganham, quanto mais forem para o céu, mais amealham. eheh
Rui,
«Não lhes basta conduzir a sua própria vida de uma certa maneira. Acham imperativo que todos os outros se curvem perante os seus valores morais (?), e que a sua concepção de sociedade seja a única admissível.»
Isto não se pode aplicar, “ipsis verbis” a ti mesmo?
O teu artigo, escrito em linguagem ateísta fundamentalista, não é uma afirmação de verdade universal da tua forma de ver o mundo?
Não critico isso, pois se eu acho que Deus existe, acho que se trata de uma verdade universal. E então, não critico pessoas como tu, que achando que Deus não existe, pretendem afirmar uma verdade universal.
A coisa mais detestável é o relativista, que dirá que cada um cria a sua verdade.
Mas nota como és incoerente: atacas aqueles que defendem princípios universais (dizendo que eles “impôem” – será à base da pistola?), mas acabas por defender os teus princípios universais.
Em que ficamos?
Resolves essa contradição?
Abraço,
Bernardo
Bernardo,
“Isto não se pode aplicar, “ipsis verbis” a ti mesmo?”
Não. Não faço manifestações contra o casamento seja de quem for. Não me acho no direito de fazer juízos de valor sobre escolhas pessoais, que afectam apenas o próprio. (desde que este esteja na posse das suas faculdades mentais)
Ou a ICAR já acha que cada um tem por exemplo o direito à eutanásia?
“não critico pessoas como tu, que achando que Deus não existe”
Eu não acho que deus não existe. Não se trata de achar, como achar que vai fazer bom tempo. Deus não existe. Não percebo como é que algo tão lógico iluda a racionalidade de tanta gente. Mas estou disposto a mudar de posição, caso aconteça algo inequívoco. (como a praça de S. Pedro a flutuar)
E não adianta a velha desculpa esfarrapada “ele não trabalha assim”. É um insulto à minha inteligência.
“atacas aqueles que defendem princípios universais”
Não há princípios universais. Tudo são construções, como suporte da nossa forma de interpretar a realidade.
“Resolves essa contradição?”
Não há contradição.
Caro Rui, eu sei, quem é vivo sempre aparece…. Espero que tudo esteja bem consigo. Não resisti a dizer uma coisa, comentando aquilo que o sr. disse: “Não. Não faço manifestações contra o casamento seja de quem for. Não me acho no direito de fazer juízos de valor sobre escolhas pessoais, que afectam apenas o próprio. (desde que este esteja na posse das suas faculdades mentais)” – Ok, então eu conto que não se ponha a fazer manifestações tresloucadas na visita do Papa. Recordo as suas palavras: ” Não faço manifestações…” . Não me acho no direito de fazer juízos de valor sobre escolhas pessoais, que afectam apenas o próprio. ” ok…então nada de manifestações
Caro Miguel,
Tudo óptimo, espero que se encontre bem também .
“Não. Não faço manifestações contra o casamento seja de quem for. Não me acho no direito de fazer juízos de valor sobre escolhas pessoais, que afectam apenas o próprio. (desde que este esteja na posse das suas faculdades mentais)” – Ok, então eu conto que não se ponha a fazer manifestações tresloucadas na visita do Papa.
Não sou muito dado a manifestações, e não vou fazer nenhuma dedicada ao responsável máximo da ICAR. Deixo o julgamento das várias questões que se levantam – A forma pouco laica como o governo se tem portado, com especial incidência do PR, e as acusações que pairam sobre o dito responsável máximo sobre os graves crimes que alguns dos seus subordinados tem praticado – para o povo Português.
Dando-lhe um exemplo: Se alguém, depois de conhecer os malefícios do tabaco sobre a sua saúde, quiser fumar, merece as consequências da pratica do tabagismo. Se os católicos querem ignorar o comportamento da igreja, apesar daquilo que se tem sabido, então merecem essa mesma igreja.
A única coisa que pretendo, Miguel, é que nos deixem em paz.
Cumprimentos,
RR
Caro Rui,
obrigado pela sobriedade e seriedade da sua resposta.
1 – “Não sou muito dado a manifestações, e não vou fazer nenhuma dedicada ao responsável máximo da ICAR.” – agradeço, em nome pessoal tal decisão, já que para mim, e para muitos portugueses, poderão, de forma condigna viver a sua fé.
2 – “Deixo o julgamento das várias questões que se levantam – A forma pouco laica como o governo se tem portado, com especial incidência do PR…” – Quanto à forma “pouco laica”, compreendo um pouco o seu ponto de vista, mas Rui, há que tme em conta alguns aspectos: o Papa é Chefe de Estado, tal como outros e tal como os outros chefes de Estado deverá ser recebido com a protecção que é devida a um chefe de Estado; Além do mais, é o representante máximo da Igreja Católica, o “dirigente de uma confissão religiosa”, o Catolicismo. Agora imagine-se o que seria para a Nação Portuguesa que houvesse um lunático qualquer como em 1982 que tentou matar o João Paulo II em Fátima com uma Baioneta Francesa, já viu que imagem também recairia sobre o nosso País?
3 – “… e as acusações que pairam sobre o dito responsável máximo sobre os graves crimes que alguns dos seus subordinados tem praticado – para o povo Português.” Quanto a isso sr. Rui, repito o que já disse aqui outrora: a) os que realmente são responsáveis pelos crimes, pois então que sejam punidos, mas (embora eu saiba que este factor é bastante positivo para a causa, mas nada abonatório em prol da verdade) não se deve tomar a parte pelo todo, e, até lhe posso comentar algo que sucedeu há pouco tempo em determinado edifício pertencente à Igreja Católica da zona onde resido. Uma bela manhã acordo, e, quando passo ao pé do mesmo, vejo escrito mesmo na porta: “SS”, uma “Cruz Céltica”, uma “cruz suástica” e uma linda mensagem: “Morte aos pedófilos”! Esses indivíduos que fizeram isso, são tão cobardes e agem como os ratos, que só saem dos seus abrigos à noite, quando ninguém os vê. E depois, arvoram-se em grandes “heróis”. Heróis seriam se fizessem isso de dia, e diante das pessoas que habitavam nesse local! Isso é que era ser-se corajoso! Agora, à noitinha, de madrugada, quando ninguém os vê… ” Digo isto, caro Rui, não afirmando que todos os que se opôem à Igreja são assim, intolerantes como estes indivíduos, mas sei reconhecer que, em todo o lado (inclusive dentro da Igreja), existem pessoas boas e pessoas más.
4 – “Escândalos haverão… mas ai por quem os escândalos vierem…”, dizia o meu Mestre. Se eses escândalos vêem à luz do dia, é porque algo de muito mau estava acontecendo, e era necessário que a Igreja se purificasse dessas coisas. Rui, para mim também não é fácil ouvir constantemente falar mal da minha Igreja, mas há muita gente que se aproveita disso para destruir, para deitar a baixo pensando que a Igreja é construção humana. A Igreja suportou muita coisa: foi difamada, acusada (no príncípio) por “comer a carne e beber o sangue” do seu Mestre, até de ser ateia (lol, mas juro que é verdade) ela foi acusada. Foi perseguida, colocada em fogueiras, lançada às feras, tentaram com invasões tentar destruí-la, mas ela rensaceu sempre… ela renascerá sempre sr. Rui, até que os tempos se completem. E quando chegar a hora…. – Também recordo, sr.Rui, que os escândalos não vêem somente dos memebros da Igreja. Ela tem servido de lobby para muita gente fugir com o nome e a imagem de cena: Processo casa pia, alguém tem ouvido falar nele? Os escãndalos do “face oculta” queimaram-se as fitas… porquê? os portugueses não têm direito a saber? Depois, a pedofilia (eu seu que é a isso que se refere), não é problema somente da Igreja e isso caro Rui, não se resolve com o fim do celibato. Resolve-se com psiquiatria. Então e os pais que violam os filhos? então e os recentes casos de pessoas que têm relações sexuais com os fihos menores? estamos a falar de gente que tem mulher e filhos…
5 – “A única coisa que pretendo, Miguel, é que nos deixem em paz.” – Caro Rui, se quer que eu o deixe de incomodar, pois respeitarei a sua decisão….
Cumprimentos
Caro Miguel,
“o Papa é Chefe de Estado, tal como outros e tal como os outros chefes de Estado deverá ser recebido com a protecção que é devida a um chefe de Estado”
Durante uma visita de estado, com certeza que sim.Em acções religiosas, com certeza que não.
“a) os que realmente são responsáveis pelos crimes, pois então que sejam punidos, mas (embora eu saiba que este factor é bastante positivo para a causa, mas nada abonatório em prol da verdade) não se deve tomar a parte pelo todo”
Eu não disse que todos os elementos da ICAR são culpados. Disse que o chefe máximo, é em ultima analise o responsável pelos actos dos seus subordinados. Ou se preferir, responsável por nada se ter feito.
“Foi perseguida, colocada em fogueiras, lançada às feras, tentaram com invasões tentar destruí-la, mas ela rensaceu sempre…”
A igreja foi perseguida no inicio, e depois tornou-se a perseguidora.
Digo-lhe apenas: A inquisição, e o Index.
“a pedofilia (eu seu que é a isso que se refere), não é problema somente da Igreja ”
Isso não torna os crimes menores.
“Caro Rui, se quer que eu o deixe de incomodar, pois respeitarei a sua decisão….”
Não estou a falar de si, mas dos membros da sua igreja que tentam a todo o custo fazer com que a sociedade em geral viva segundo os seus costumes.
Se dois homossexuais quiserem casar, o que é que a ICAR tem a ver com isso?
Cumprimentos
RR
olá, este é o meu primeiro post, pois acabei de me inscrever neste site!
apenas quero deixar bem claro aos autores e a todos os que frequentam este espaço que nâo me considero ateu, pelo simples facto de muita gente classificar o ateismo como uma religiâo! diagmos entao que sou um cientologo, sem crença religiosa alguma, mas ainda assim acredito numa entidade, a entidade que criou o big-bang, seja ela uma entidade de uma dimensâo superior, seja energia, seja o que for, acredito que existe algo superior ao nosso “pequeno” universo!
Esta é basicamente a explicaçao da minha posiçao, e tomei como base a propria natureza, sim, porque nâo seria mais facil nâo haver nada na terra? porque a natureza insiste em tentar sempre adaptar a vida a tudo, e evoluir a cada geraçao de todas as especies na terra? talvez porque exista algum proposito, algum objetivo na existencia de vida!
qualquer cientista concorda na afirmaçao, de que o ser humano sabe muito pouco sobre o universo em que vivemos, mas será assim tao pouco mesmo? senao, pensem comigo: como é que um ser, um animal terrestre como nós, consegue criar a tecnologia e utilizar tudo o que está ao seu alcance de maneira a saber tudo o que sabe sobre a terra, a vida na terra, o universo e tudo o que ele contem, mesmo tendo um cerebro, que nao passa de 1kg e pouco de proteinas e enzimas e moleculas!
entao cheguei a esta pergunta:
será o objetivo da vida e do universo criar um ser capaz de tomar consciencia de tudo e obter o conhecimento absoluto?
talvez sim talvez nâo!
mas se a resposta for sim? e entao? e depois? existe algum prazo?
a existencia da vida será um jogo em que o objetivo tem de ser cumprido antes que um metorito extinga a vida, ou a propria especie se auto-destrua, ou a estrela expluda?
deixo-vos a pensar e desde já agradeço a quem perdeu tempo a ler isto até ao fim e que deixe as suas opinioes!
TIago Santos – TeCrda
Ola´, Tiago, como você, eu também encontrei este site recentemente e agrada-me as discussões que aqui leio pois é exatamente esta fórmula que evolue o homem: ” DISCUSSÃO”-no bom sentido é claro ,sem ofensas. Também acredito que fé e razão podem se harmonizar e ajudar-se mutuamente na procura da derradeira verdade. Eliphas Levi escreveu: “Quando se sabe, deixa-se de ter fé”
—Ora, Fé nada mais é que um escape de nossas mentes, na esperança de encontrar respostas de um modo ou de outro. Razão por outro lado, é um juízo, um tipo de ponto final sobre a verdade. Porém tanto a Ciência como as Religiões querem abocanhar o que é nosso, do homem, dos cérebros: A capacidade de obter respostas. Neste universo dual, onde tudo tem o seu oposto, creio que quando uma pessoa formula uma pergunta, cria-se a resposta em algum lugar no tempo e espaço. Ora se a resposta já existe, porque ela ´foi criada instantaneamente ao formular-se a pergunta onde ela está? será uma dimenção psiquica, quântica, cósmica, dentro do nosso tempo?
O mundo parece-me um pouco como um grande play-ground, onde vejo crianças querendo correr sem ao menos saberem andar. Cremos, porque não sabemos; porque ao sabermos se dissipará a dúvida e a fé não será mais precisa. Mas quem é o homem que não crê no futuro? entende?
… DIMENSÃO, idiota.
Prezado Rui Rodrigues,
espero poder responder às suas questões:
a) – “o Papa é Chefe de Estado, tal como outros e tal como os outros chefes de Estado deverá ser recebido com a protecção que é devida a um chefe de Estado” – Durante uma visita de estado, com certeza que sim. Em acções religiosas, com certeza que não.
Caro Rui, como ficaria visto o nosso País, de um ponto de vista de segurança e internacionalmente se o Papa, ou outra personagem famosa qualquer, sei lá, Britney Spears, não tivessem segurança que o defendesse de lunáticos e fanáticos? Deve estar certamente o que aconteceu na missa de Natal no Vaticano, com aquela rapariga que tinha problemas psicológicos… A segurança é um elemento fundamental até no que se refere à imagem de um País: “Bolas, deixaram matar o Papa, não foram capazes de o proteger, eu é que não vou àquele País…”
b) – “a) os que realmente são responsáveis pelos crimes, pois então que sejam punidos, mas (embora eu saiba que este factor é bastante positivo para a causa, mas nada abonatório em prol da verdade) não se deve tomar a parte pelo todo” – Eu não disse que todos os elementos da ICAR são culpados. Disse que o chefe máximo, é em ultima analise o responsável pelos actos dos seus subordinados. Ou se preferir, responsável por nada se ter feito. – Bem o Rui teve a lucidez e a seriedade para não dizer: “todos os Padres e elementos do clero são pedófilos”, como gostaria que outras pessoas tivessem a mesma seriedade e lucidez…. Bem, quanto à responsabilidade, teríamos de resolver como na Idade Média, com um “Julgamento cadavérico”, o qual decorreu quando se foi buscar os restos mortais de um Papa que fora após a sua morte acusado de feitiçaria e foi julgado em tribunal…lol. Ambientes tétricos à parte, considero Rui, que para se julgar alguém, deveriam ser os responsáveis e mais ninguém. Perdoe-me mas ao estar a responder-lhe passou-me algo pela cachimónia, mas nada tem que ver com esta situação… não resisto a deixar isto: “o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante, acabrunhado de dôr e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de juelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam varios tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de varias classes e posições.” ( 3ª parte do segredo de Fátima)- ok, o Papa ser julgado por algo que ele não fez… Desculpe-me, tome como desabafo e não como parte da resposta à sua questão.
c) – “Foi perseguida, colocada em fogueiras, lançada às feras, tentaram com invasões tentar destruí-la, mas ela rensaceu sempre…” – A igreja foi perseguida no inicio, e depois tornou-se a perseguidora. Digo-lhe apenas: A inquisição, e o Index. – Sem dúvida Rui, é claro que seria a Inquisição e o Index. Vamos ver caro Rui, a Igreja não se tornou perseguidora (outra vez a questão da generalização), alguns membros da Igreja com objectivos que em nada contribuíam para a causa do Evangelho mas sim para os seus bolsos, serviram-se do nome da Igreja para conseguir o que queriam. A questão da Inquisição e do Index, caro Rui, acaso num País e estado que se diz “democrático”, no século XXI não existe novas “Inquisições” ou “Indexes”? ou será que o Rui é tão ingénuo – coisa que sinceramente acredito que seja, já que parece que estou alguém lúcido e com bom sentido crítico – que vive num país livre? Por exemplo Rui, parece-me que a Constituição portuguesa proíbe a existência de Partidos de extrema direita em Portugal, corrija-me se assim não for. Contudo, é permitido a existência de grupos partidários de extrema esquerda, e, quando por exemplo, se fala em extrema direita, os meios de comunicação social fazem questão de rotulá-los com uma série de epítetos. Rui, como já tinha dito noutra oportunidade eu sou apartidário, apolítico. O caso “Face oculta” é reflexo da Liberdade que se vive em Portugal…. Tentar controlar os meios de comunicação livres… O Rui condena as “Inquisições” – reais e eclesiásticas do séc. XVI, eu Miguel Pereira, condeno as “Inquisições” do século XXI, as quais não estão ligadas a qualquer tipo de religião, mas a uma seita que tenta controlar – uma minoria poderosa – os meios de comunicação e tudo o que se faz… essa é a grande inquisição hoje.
d) – “a pedofilia (eu seu que é a isso que se refere), não é problema somente da Igreja – Isso não torna os crimes menores. – Indubitavelmente Rui. Não torna os crimes menores. Mas também não os atém a uma única e exclusiva classe: a Igreja Católica Apostólica Romana. Há pais que violam e maltratam os filhos (são casados, têm mulheres), assim não se pode dizer ‘pedofilia’ = Igreja Católica. Embora eu sabia que o estigma da pedofilia ajude muita gente a fazer com que a Igreja caia no descrédito. O problema, é que um dia, a infelicidade também poderá bater à porta deles. Não se deve lançar pedras quando se tem telhas de vidro também…
e) – “Caro Rui, se quer que eu o deixe de incomodar, pois respeitarei a sua decisão….” – Não estou a falar de si, mas dos membros da sua igreja que tentam a todo o custo fazer com que a sociedade em geral viva segundo os seus costumes. – Caro Rui, a Igreja apresenta um modelo comportamental, ético e moral aos seus membros. Somente a eles diz respeito. Repare, documentos da Igreja antiquíssimos como a Didaquê ou a carta a Diogneto apresentam como algo não praticável para um Cristão o aborto. Para um Cristão o aborto nunca deverá ou poderá acontecer, mas isso é para um Cristão, para quem a vida, desde o começo (concepção) é sagrada e que não vê a dádiva da vida como um mero acaso, pois para o Cristão não existe acasos e Deus não deixa nada ao acaso. Agora, para um pagão( não estou a usar no sentido pejorativo), que não crê, que a vida não começa a não ser a partir de determinado momento, que não vê aquela vida como dádiva de Deus, então o aborto, no caso de um filho “indesejado” (meu Deus, como me dói falar nisto e olhe que isto é mesmo a sério…) é uma hipótese. Mas repito, estes valores têm significado para os Cristãos e servem para os Cristãos, compreende? Assim a ICAR apresenta para os seus um modelo que se adapta à fé que professam. Eu não posso dizer-me Cristão e agir como um não crente, estou a ser hipócrita se o fizesse. Assim, a Igreja convida a seguir os seus costumes a todos, agora, para aqueles que seguem a Igreja e se dizem Cristãos, por uma questão de seriedade, vivam aquilo que professam.
f) – Se dois homossexuais quiserem casar, o que é que a ICAR tem a ver com isso? – Rui, se dois homossexuais se quiserem casar, ou se quiserem juntar, ou em união de facto, isso é lá com eles. A Igreja – como eu disse – propõe que não se o faça a nível geral. Os membros da ICAR não poderão casar, já que, encaramos – segundo o modelo comportamental, ético e moral, fundamentado nas Escrituras e na Tradição não só da Igreja mas das grandes religiões (não é só a ICAR caro Rui que proíbe o casamento homossexual para os seus membros: nem o Judaísmo, nem o Islamismo, nem o Budismo, nem o Hinduísmo, etc.) permitem união de duas pessoas do mesmo sexo, embora eu veja que somente a ICAR é a feliz contemplada nas condenações como sempre… Assim, aborto, casamento homossexual, eutanásia, para aqueles que se dizem Cristãos Católicos não existe nem pode haver. Os outros são exortados a não fazê-lo, mas cabe-lhes a eles decidirem. Como já lhe disse: eu prefiro que o número de Católicos seja menor, mas que sejam Católicos a sério do que pessoal que se diz Católicos mas que depois têm uma vida que em nada condiz com o que professam. A Igreja Católica tem normas, como qualquer outro sítio ou como qualquer outra entidade e como qualquer outra entidade deve ser encarada com seriedade e respeito. As normas da Igreja são para os filhos da mesma e não para os que a ela não fazem parte. “Os filhos do mundo vivem segundo o mundo, os filhos de Deus vivem segundo a vontade de Deus.”
Cumprimentos.
Caro Miguel Pereira,
Creio que se enganou no artigo, mas tenho (como sempre) todo o gosto em responder-lhe.
“Caro Rui, como ficaria visto o nosso País, de um ponto de vista de segurança e internacionalmente se o Papa, ou outra personagem famosa qualquer, sei lá, Britney Spears, não tivessem segurança que o defendesse de lunáticos e fanáticos?”
O facto de alguém ser famoso, não lhe dá direitos especiais sobre os outros. No caso de chefes de estado, em visita oficial de estado, será o estado a zelar pela sua segurança. Quando o chefe de estado tem uma agenda própria, à margem da visita oficial, deve ser a sua propria segurança – com articulação com as autoridades – a assegurar-se de que não há problemas.
“O Rui condena as “Inquisições” – reais e eclesiásticas do séc. XVI, eu Miguel Pereira, condeno as “Inquisições” do século XXI, as quais não estão ligadas a qualquer tipo de religião”
Eu condeno todas as inquisições, mas especialmente as religiosas. E porque especialmente essas? Porque posso compreender lutas de poder entre tribos, tenho dificuldade em entender lutas e atrocidades em nome de “valores” ou deuses inventados.
“[a pedofilia...] Mas também não os atém a uma única e exclusiva classe: a Igreja Católica Apostólica Romana. Há pais que violam e maltratam os filhos “
Não haverá assim tantos, e os que houverem, devem ser condenados. A questão Miguel, é que a ICAR e a sua hierarquia, se coloca num patamar acima da sociedade. Uma espécie de guia, de mostra de virtudes. Como “farol” da moralidade e decência, tem uma responsabilidade acrescida sobre todos os outros membros da sociedade.
“Não se deve lançar pedras quando se tem telhas de vidro também…”
Deve enviar essa mensagem para dentro da usa própria igreja, afinal, a sensação que tenho é que a ICAR foi construída em cima de uma pedreira.
“então o aborto, no caso de um filho “indesejado” (meu Deus, como me dói falar nisto e olhe que isto é mesmo a sério…) é uma hipótese.”
Compreendo aquilo que diz, e tenho sérias duvidas que alguém (mulher ou casal) que pratique um aborto, não sofra seriamente com isso. Mas com a mesma franqueza lhe digo: mais depressa condenaria o meu próprio filho a não ver a luz do dia, do que condená-lo a uma vida de dor e sofrimento. Isso sim, seria de uma enorme falta de humanidade. Veja as crianças esqueléticas em África, que nunca conheceram um dia sem dor, ou sem fome, com os pais a darem-lhe terra para comer, para enganar a fome. É isto aquilo a que chama “a vida sagrada?” eu nunca sujeitaria o meu próprio filho a isto. E muito provavelmente, nem a mim próprio.
“(não é só a ICAR caro Rui que proíbe o casamento homossexual para os seus membros: nem o Judaísmo, nem o Islamismo, nem o Budismo, nem o Hinduísmo, etc.) permitem união de duas pessoas do mesmo sexo, embora eu veja que somente a ICAR é a feliz contemplada nas condenações como sempre…”
A ICAR é a mais significativa num contexto Europeu, ou ocidental, agora, por mim, a razia é geral: É tudo farinha do mesmo saco. Umas piores que as outras.
“A Igreja Católica tem normas, como qualquer outro sítio ou como qualquer outra entidade e como qualquer outra entidade deve ser encarada com seriedade e respeito.”
Depende. Estude os casos de pais crentes que não levaram os filhos ao Hospital; limitaram-se a rezar fervorosamente dia e noite. (as crianças morreram e eles foram acusados e condenados – EUA)
“Os filhos do mundo vivem segundo o mundo, os filhos de Deus vivem segundo a vontade de Deus.”
Gostava que isto fosse sempre verdade. Mas infelizmente, as várias religiões, passa o tempo a tentar impor as suas normas no resto da sociedade. É aliás o único motivo, pelo qual estou aqui, e dedico o meu tempo à causa do Ateísmo: Quero que respeitem as minhas opções.
Cumprimentos,
RR
Caro Rui Rodrigues,
peço que me desculpe pelo engano, mas como eu normalmente quando tenho de elaborar respostas que exigem uma maior reflexão, copio-as e vou depois com mais calma respondendo sem estar online. Tendo terminado de elaborar a resposta, depois coloco-a…. Pois parece que me enganei no artigo…lol
Bem, coloca-me algumas daquelas afirmações que davam pano para mangas, sabe?
Vamos ver como me safo…
a) – “O facto de alguém ser famoso, não lhe dá direitos especiais sobre os outros. No caso de chefes de estado, em visita oficial de estado, será o estado a zelar pela sua segurança. Quando o chefe de estado tem uma agenda própria, à margem da visita oficial, deve ser a sua propria segurança – com articulação com as autoridades – a assegurar-se de que não há problemas.” – estamos de acordo quanto a isso. aliás, estou plenamente de acordo consigo. o risco porém, não se estaria somente na protecção da entidade em causa – o Papa – mas creio que também estaria orientada para os fiéis. – corrija-me se estou errado Rui – mas, se houvesse um atentado bombista perpetrado por extermistas islâmicos durante a Missa no Terreiro do Paço, e morressem além do Papa, imaginemos, mais 50 pessoas, a responsabilidade seria do Papa ou estado português?
b) – “Eu condeno todas as inquisições, mas especialmente as religiosas. E porque especialmente essas? Porque posso compreender lutas de poder entre tribos, tenho dificuldade em entender lutas e atrocidades em nome de “valores” ou deuses inventados.” – caro Rui, o senhor é um homem que trabalha e está inserido num mundo laboral. Sabe melhor do que ninguém que essas lutas de poder existem em todo o lado… e sim, infelizmente também existem em alguns sectores da Igreja. Ainda é necessário purificar isso. Quanto a atrocidades, compreendo a sua repulsa para com as mesmas. Mas, nos tempos que correm as coisas são bem diferentes. Se calhar ( e é apenas um exemplo) verá a prostituição como um trabalho normal remunerado, eu vejo-o com uma atrocidade para com a dignidade da mulher. São perspectivas diferentes… a minah luta caro Rui, é só uma, pelo bem, pela verdade e pela justiça, fundamentados numa realidade transcendente e pessoal designada pela Sua natureza: Deus.
c) – “Não haverá assim tantos, e os que houverem, devem ser condenados. A questão Miguel, é que a ICAR e a sua hierarquia, se coloca num patamar acima da sociedade. Uma espécie de guia, de mostra de virtudes. Como “farol” da moralidade e decência, tem uma responsabilidade acrescida sobre todos os outros membros da sociedade.” – Caro Rui, neste momento se estivesse dialogando pessoalmente consigo, dar-lhe-ia um aperto de mão
a sério. Estou plenamente de acordo consigo quanto à segunda parte da frase, quando fala na responsabilidade acrescida. Mas por favor, não nos queira ver “acima” de ninguém. Quando Cristo disse: “Eu não vim para ser servido mas para servir e dar a vida….” é esse e deverá ser sempre o mote de vida de um cristão a sério. Se me o Rui quiser falar em alguém que aponta caminhos, também nos encontramos de acordo. Um Cristão deve ser alguém que aponta ( e não impõe) caminhos. Mais uma vez lhe falo no meu “Chefe”
Ele disse: “Aquele a quem mais se confia, mais se lhe será pedido..” ora, procurar ser rosto de Cristo para os outros é uma resposnabilidade daquelas bem grandes…
d) – “Deve enviar essa mensagem para dentro da usa própria igreja, afinal, a sensação que tenho é que a ICAR foi construída em cima de uma pedreira.” – mas isto agora das pedreiras tambéme stá em crise…lol. Eu não estou para condenar, nem ninguém deve condenar as pessoas… cada um é como é. Agora, acho que esta questão da pedofilia não é só inerente ao Catolicismo, Rui. Acho que é um problema que se reflecte numa sociedade decadente como é o caso da sociedade ocidental.
e) – “Compreendo aquilo que diz, e tenho sérias duvidas que alguém (mulher ou casal) que pratique um aborto, não sofra seriamente com isso. Mas com a mesma franqueza lhe digo: mais depressa condenaria o meu próprio filho a não ver a luz do dia, do que condená-lo a uma vida de dor e sofrimento. Isso sim, seria de uma enorme falta de humanidade. ” – Bem, acredito que ninguém aborta porque gosta, a não ser alguém profundamente inconsciente ou com uma falta de maturiadade tal que ultrapassa a barreira da ignorãncia supina. Mas, cada caso é um caso Rui, e este tema que mexe com a dor das outras pessoas é daqueles que me faz acima de tudo, mais do que ter uma palavra de condenação, ter antes uma de acolhimento e de amor para com quem fez isso….
f) – “Veja as crianças esqueléticas em África, que nunca conheceram um dia sem dor, ou sem fome, com os pais a darem-lhe terra para comer, para enganar a fome. É isto aquilo a que chama “a vida sagrada?” eu nunca sujeitaria o meu próprio filho a isto. E muito provavelmente, nem a mim próprio.” – Rui, a vida é sagrada, é um dom sagrado em si mesma. Agora a forma como ela está a ser vivida é que pode ter muitas condicionantes. É tão sagrada para mim a vida de alguém que vende saúde como é a vida de alguém que tem deficiências. Eu amo as pessoas como elas são e simplesmente porque “são” (existem).
Sabe Rui, vou desabafar consigo, aqui que ninguém nos ouve… Se imaginasse a revolta que sinto ante esse tipo de situações de sofrimento em África… a sério… mas mais do que isso, revolta-me a exploração de meia dúzia de papalvos que governam esses países e que ficam não só com o que é enviado para esses países para vender no mercado negro mas também parasíticamente chupam os recursos do país e engordam às custas de quem morre à fome. E aí de quem é a culpa? certamente que não é nossa Rui…E que fazem as organizações internacionais para mudar a situação. Nada, simples e rigorosamente nada… melhor (eu sei que isto é sensível para si e não em leve a mal em dizer isto desta forma, mas bolas, é verdade!) para um povo que anda a morrer À fome, mandam o quê? Preservativos…. Isto é qusae anedótico…
g) – “A ICAR é a mais significativa num contexto Europeu, ou ocidental, agora, por mim, a razia é geral: É tudo farinha do mesmo saco. Umas piores que as outras.” – irra que está a ser realmente mau… será que somos assim tão ruins?
h) – “Depende. Estude os casos de pais crentes que não levaram os filhos ao Hospital; limitaram-se a rezar fervorosamente dia e noite. (as crianças morreram e eles foram acusados e condenados – EUA)” – Caro Rui, agora posso responder-lhe com uma afirmação que me fez inda há bocado: “”Não haverá assim tantos, e os que houverem, devem ser condenados.” Mas também há situações de parvoíce em que isso acontece de facto. Mas creio que tal acontece mais entre os seguidores de detrminadas seitas, não acha?
i) – “Gostava que isto fosse sempre verdade. Mas infelizmente, as várias religiões, passa o tempo a tentar impor as suas normas no resto da sociedade. É aliás o único motivo, pelo qual estou aqui, e dedico o meu tempo à causa do Ateísmo: Quero que respeitem as minhas opções.” – Como lhe disse, não tenho por objectivo impor o que quer que seja, pretendo isso sim, expor. E procuro respeitar as suas convicções como pessoa e como Ateu. Mas isso não implica que não se possa falar e debater saudavelemente os temas propostos…
Cumpriementos:
Miguel pereira
Caro Miguel Pereira,
“…mas, se houvesse um atentado bombista perpetrado por extermistas islâmicos durante a Missa no Terreiro do Paço, e morressem além do Papa, imaginemos, mais 50 pessoas, a responsabilidade seria do Papa ou estado português?”
A responsabilidade seria dos extremistas islâmicos.
“verá a prostituição como um trabalho normal remunerado, eu vejo-o com uma atrocidade para com a dignidade da mulher.”
- Se a mulher for prostituta por sua livre vontade, sem pressões de ninguém, por motivos pessoais. Incomoda-me, mas respeito a sua opção. (é o seu corpo, a sua vida)
- Se a mulher for prostituta porque não tem outra alternativa (não consegue sobreviver de outra forma ou é coagida). Sou completamente contra.
“Agora, acho que esta questão da pedofilia não é só inerente ao Catolicismo, Rui. Acho que é um problema que se reflecte numa sociedade decadente como é o caso da sociedade ocidental.”
Creio que a questão é precisamente a oposta; A sociedade moderna, secular, já não está disposta a fechar os olhos. Já não baixa a cabeça e olha envergonhadamente para os pés, com receio de afrontar a igreja, ou quem quer que seja. (Ex. Caso Casa Pia)
“para um povo que anda a morrer À fome, mandam o quê? Preservativos…. Isto é quase anedótico…”
Menos povo, implica maior possibilidade de ajudar. Permitir que se multipliquem como coelhos (típico das sociedades pobres e subdesenvolvidas) significa perpetuar o problema. Acha que eu acredito que ao fim de décadas, nada se tenha feito, porque não era possível? O problema é que as soluções não são “dignas” para as organizações religiosas em África, com o principal intuito de proselitisar. O sofrimento perpetua-se na geração seguinte. Serão os preservativos A solução? Não. Mas fazem parte dela.
“[É tudo farinha do mesmo saco. Umas piores que as outras.] – irra que está a ser realmente mau… será que somos assim tão ruins?”
Normalmente sim…
“[pais crentes que não levaram os filhos ao Hospital...] Mas creio que tal acontece mais entre os seguidores de determinadas seitas, não acha?”
Mas não serão essas seitas quem segue os ensinamentos mais à risca? Confiar num deus omnipotente para curar, não será a conduta adequada para quem realmente acredita? Ser coerente é mau?
“Como lhe disse, não tenho por objectivo impor o que quer que seja, pretendo isso sim, expor.”
Acredito que afirme isso de boa fé. Mas ao mesmo tempo que o Miguel quer perceber melhor “o outro lado”, pessoas como o nosso presidente fazem birra, e não compreendem que haja quem não partilhe da sua opinião, e que faça acusações de divisão social.
Aproveito para lhe deixar algo em que possa pensar:
O que será preferível, morrer de morte induzida, com consciência, com dignidade, ou morrer após um enorme sofrimento, de fralda, alimentado por um tubo, sem ter já capacidade de reconhecer a família, ou de ter consciência de si próprio?
Para mim, a vida não é sagrada em termos absolutos. O importante é que seja sempre digna. Esta visão daquilo que é importante sobre a vida, talvez mais do que acreditar ou não num deus qualquer, é aquilo que de facto nos separa.
Cumprimentos,
RR
Caro Rui Rodrigues,
Acabei agora de ler este tópico e felicito-o pela sua paciência. Infelizmente não há pior cego que o que não quer ver e o seu interlocutor parecia estar nesse caso .
Cumprimentos
Caro Carlos Cardoso,
Agradeço-lhe o elogio, e sobretudo ter-se juntado a nós. Acho importante podermos ter uma voz activa na sociedade.
Creio que o problema dos crentes, é não serem capazes de conceptualizar um universo sem um deus. A ideia é-lhes demasiado estranha, e com implicações demasiado profundas na forma como encaram o mundo.
Nessa medida, discutir com um crente, é como debater o azul e o verde com um daltónico que só consegue ver na gama dos vermelhos. Faço-o por duas razões; se me colocam questões legitimas, sinto-me na obrigação de responder. Por outro lado, sou lido por muitos ateus, que podem beneficiar (por pouco que seja) com a forma como encaro o ateísmo, e como leio o fenómeno religioso.
Aproveito para o convidar a tornar-se nosso associado.
Cumprimentos,
RR