Já passou o Natal, e já passou o tempo para louvar o “nascimento do menino” (apesar de todas os relatos históricos apontarem para qualquer data menos o dia 25 de Dezembro – mas há que roubar as festas pagãs).
A ICAR, a pedir dinheiro (como de costume) convenceu o seu rebanho que devia comprar um pedaço de tecido (ou como diria o nosso visitante Lucas Samuel, um “napron”) e que devia colocar as bandeiras vermelhas com uma imagem que deve ser a cópia conforme de como era Jesus Cristo quando nasceu, e assim mostrar o “orgulho cristão” - veja-se a opressão que os católicos sofrem, coitados.
E agora, um pouco por todo lado é um pouco disto o que se vê.
Ou então é o povo Português que é esquecido. O mesmo já vimos à acontecer quando foi o momento alto de outro evento religioso em Portugal, sim o Campeonato da Europa da bola
Mas tal como circo do futebol nunca acaba, também o circo religioso também nunca cessa. Para breve com a vinda do papa, haverá mais naprons para colocar às janelas.
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Ó chefe, há azar?
Arranha na vista, é??
Já agora, duas coisas:
1) Escreve-se “napperon”, é uma palavra francesa, e em português pode-se escrever “naperão” (vejam no dicionário) e não está bem aplicada: perguntem às vossas avós, ou mães, se um naperão não é feito de renda ou em bordado
2) O Natal é quando o Homem quer!
Abraço!
Crap… e eu que sou francês!
napperon.. mais oui!
ó chefe! não há azar nenhum
Mas arranha a vista… se fosse um azul navy, ainda ia la…
; )
“2) O Natal é quando o Homem quer!” que grande verdade que disseste. É por ser quando o homem quiser que é dia 25 de Dezembro
Catarina,
«É por ser quando o homem quiser que é dia 25 de Dezembro»
Que não haja a mais pequena dúvida!
A Igreja nunca teve a pretensão de ter provas documentais do nascimento de Cristo a 25 de Dezembro. Não só se cristianizava uma festa pagã (algo que aconteceu em todo o lado como um fenómeno endógeno à sociedade), mas também se aproveitava o simbolismo. O Solstício de Inverno ficava assim associado ao nascimento de Cristo: se nesse solstício os dias começam a crescer, pode-se associar a essa data o nascimento da luz.
Estas analogias simbólicas não ocorrem por acaso. Ao contrário do que se pensa, o Cristianismo não destrói, nem destruiu, as coisas boas do simbolismo antigo. Pelo contrário: cristianizou esse simbolismo, o que é EXACTAMENTE o mesmo do que tornar esse simbolismo mais humano.
Um abraço!
então agora temos um evangelizador por aqui? em vez da espada dos séculosXV e seguintes agora utilizam o dicionário.
Ora bolas. Andava eu a pensar numa maneira de tornar os rituais pagãos com órgãos de albinos mais humanos e a resposta era tão simples: meter cristo na mistura!
Epá! Surpreendente! Os cristontos sabem ler dicionários! Ainda bem que os conseguimos estimular para fazer qualquer coisa de útil. Pavlov afinal estava correcto: os animais bem estimuladinhos chegam lá.
Ricardo,
Por onde é que tu andas para ver tantos…“NAPERÕES” rapaz? Eu ainda só encontrei alguns nas zonas mais degradadas da cidade e em alguns bairros de lata—sítios normalmente visitados pela presença pascal e por seguidoras malucas da hipócrita albanesa de Calcutá .
É óbvio que também podes ter dado um saltinho até à aldeia do irredutível Bernardix e seus estarolados cristontoleses, mas não te percas nessas bandas, pá! Isso é o District 9 da indigência e da irracionalidade tacanha. Mais tarde ou mais cedo o catrapila (uuhhhh!pardon me: caterpillar!) da civilização, deitará as cabanas dos gajos a baixo. É só uma questão de tempo.
Ah! E já agora: quando perguntares à tua avó pela renda ou pelo bordado, pergunta-lhe também se o corpo de Cristo era mais tenrinho quando a hóstia era feita por meios artesanais. É que ouvi dizer que muitas velhotas que deixaram de ir à missa nos últimos tempos, desmobilizaram-se por falta de erecção na hóstia. Vá-se lá saber o que fizeram ao Cristo com estes processos de produção mecânicos…!
Lucas Samuel,
Normalmente, salto por cima dos teus comentários.
Mas este bocado engasgou-me:
«Por onde é que tu andas para ver tantos…“NAPERÕES” rapaz? Eu ainda só encontrei alguns nas zonas mais degradadas da cidade e em alguns bairros de lata—sítios normalmente visitados pela presença pascal e por seguidoras malucas da hipócrita albanesa de Calcutá .»
Eu andei aqui às voltas, e à parte da demência, não encontro uma só razão para alguém dotado de juízo, bom senso, e educação, se atrever a criticar a actividade das Missionárias da Caridade, nos bairros degradados de Lisboa.
Aqui há um mês a esta parte, estive de visita a um deles, em Chelas. Estamos a falar de um andar decrépito, com problemas de aquecimento, com portas e janelas de improviso, onde vivem para cima de uma dezena de missionárias, seguidoras da Madre Teresa. Elas abandonaram o seu país, as suas famílias, os seus amigos, para virem para Chelas, aprender uma língua nova, dar comida a quem não tem, tomar conta das crianças e adolescentes, impedindo que optem pelo crime.
Nesse dia, vi um grupo de quase uma centena de crianças e adolescentes de volta das irmãs. As irmãs, sobretudo a superiora, tinham claramente um ascendente sobre as crianças, e elas olhavam para as irmãs com o respeito que eu não vejo nas palavras do Lucas. Se calhar, as crianças, dotadas do bom senso que falta ao Lucas, deram-se conta de que aquelas mulheres largaram tudo por eles. E que isso só pode vir do Amor.
Lucas: é preciso ser-se muito abrutalhado para fazer chacota com o notável, meritório e heróico trabalho que estas missionárias (mas há tantas mais) fazem nos NOSSOS bairros degradados. A que bairros vais, Lucas, ajudar quem precisa? Por onde tens andado? O que tens feito pelas pessoas necessitadas da NOSSA, da TUA sociedade?
Hipócrita és tu. As tuas palavras são uma vergonha para ti mesmo e para quem te aplaudir.
Termino só com mais algum banho de realidade, Lucas, porque achas que precisas seriamente de um banho desses…
Elas dormem em beliches improvisados. Elas partilham a despensa delas com as crianças. Há idosos (eu vi uns vinte) que passam o dia na casa das Irmãs, porque encontram calor humano e comida. Portugal (e quase todo o Mundo) não seria nada sem o esforço social dos missionários católicos.
Elas estão magras, mal vestidas, com olheiras. Elas entregam-se totalmente à comunidade de Chelas. E falo apenas da única comunidade das Irmãs da Caridade que eu visitei. Sei que elas têm dezenas de missões em Portugal.
Lucas: cala-te e tem vergonha na cara…
“Lucas: cala-te e tem vergonha na cara…”
Terei lido bem? Terei sido mandado calar por um fervoroso católico?
Aleluia! O espírito da Inquisição está vivo! Aleluia! Rejubilam os anjos, os santos e os mártires! Aleluia! Hosana in excelsis!
Ok, rapazola. Queres conversa, vamos lá conversar a sério então:
“não encontro uma só razão para alguém dotado de juízo, bom senso, e educação, se atrever a criticar a actividade das Missionárias da Caridade, nos bairros degradados de Lisboa”
QUAL actividade? Alguém deu por ela? Já tiveste tempo suficiente para ler “The Missionary Position” do Christopher Hitchens e ganhares consciência (um pouco difícil, é certo…) da hipocrisia que é essa “Missão”? Onde é que param os milhões de donativos que foram parar à conta da hipócrita albanesa? Construiu quantos hospitais? Contratou quantos médicos?
“Estamos a falar de um andar decrépito, com problemas de aquecimento, com portas e janelas de improviso, onde vivem para cima de uma dezena de missionárias, seguidoras da Madre Teresa. Elas abandonaram o seu país, as suas famílias, os seus amigos, para virem para Chelas, aprender uma língua nova, dar comida a quem não tem, tomar conta das crianças e adolescentes, impedindo que optem pelo crime.”
Pois obviamente! O modus operandi das MC resume-se a uma palavra: miséria e hipocrisia. Miséria, porque é para os ambientes miseráveis que as superioras das MC enviam umas miúdas totós, lavadas cerebralmente, para servirem de figurantes da “bondade católica”. Hipocrisia, porque a verdadeira miséria da humanidade não está em Chelas: está no parlamento português, nos ministérios, nas secretarias de estado, nas fudnações, nas empresas privadas e públicas que contribuem, com as suas negociatas vergonhosas, para a formação dessas bolsas de pobreza. Está em gente como tu, que alimenta esta podridão à sombra da filosofia da esmolinha e da reza inconsequente. Felizmente existem ainda países verdadeiramente civilizados que conseguem refrear a corrupção e a podridão ética do ser humano (como alguns países escandinavos). Eles não precisam dessa gentalha pseudo-caridosa que apenas serve para perpetuar o status quo nojento que se instalou neste país de beatos.
“e elas olhavam para as irmãs com o respeito que eu não vejo nas palavras do Lucas. Se calhar, as crianças, dotadas do bom senso que falta ao Lucas, deram-se conta de que aquelas mulheres largaram tudo por eles. E que isso só pode vir do Amor”
Não sejas ridículo, pá! A inocência das crianças até à perversidade de um pedófilo se entrega com amor. Essa gente mais não faz do que aproveitar-se da tábua rasa que é o cérebro de uma criança para fazer passar mensagens desprezíveis, subservientes e manipuladoras.
“Lucas: é preciso ser-se muito abrutalhado para fazer chacota com o notável, meritório e heróico trabalho que estas missionárias (mas há tantas mais) fazem nos NOSSOS bairros degradados. A que bairros vais, Lucas, ajudar quem precisa? Por onde tens andado? O que tens feito pelas pessoas necessitadas da NOSSA, da TUA sociedade?”
Ahh…a verdadeira bondade e ética do ser humano só se vêem verdadeiramente ampliados nos bairros de lata? Quem não vai dar sopinha aos pobres é um escroque? Que interessante. Pois…esse é o modelo católico que tanto agrada ao poder. O modelo “Trono e Altar” parece que continua vivo e a operar na república. Quanto àquilo que eu tenho feito pela sociedade (que raios! Já não és o primeiro a perguntar isso: também os meus compadres ateus têm feito essa pergunta. Não é, L?), não vos preocupais: é de certeza muito mais do que qualquer um de vós alguma vez terá consciência. Mas, diferentemente de todos—especialmente os exibicionistas católicos—não tenho qualquer interesse em vangloriar-me da minha conduta ética ou da minha checklist de boas acções. Não é por anunciá-la a ti ou a quem quer que seja, que me sentirei melhor ou pior ou que a minha acção é mais ou menos efectiva e empenhada. Portanto, estou-me a borrifar para as tuas considerações acerca do meu “abrutalhamento”.
“Hipócrita és tu. As tuas palavras são uma vergonha para ti mesmo e para quem te aplaudir.”
Azarinho, pá!…estou-me igualmente a borrifar para o nível de decibéis conquistados pelos meus aplausos. Se a mensagem tiver passado, já ficarei contente.
“Elas dormem em beliches improvisados. Elas partilham a despensa delas com as crianças. Há idosos (eu vi uns vinte) que passam o dia na casa das Irmãs, porque encontram calor humano e comida. Portugal (e quase todo o Mundo) não seria nada sem o esforço social dos missionários católicos. Elas estão magras, mal vestidas, com olheiras. Elas entregam-se totalmente à comunidade de Chelas. E falo apenas da única comunidade das Irmãs da Caridade que eu visitei. Sei que elas têm dezenas de missões em Portugal”.
Xiii…que linda poesia! Com tanta emoção, até me caíram as lágrimas do olho rectal. Tanta miséria, tanta desolação, tantas olheiras à volta das Missionárias da Caridade! O mundo seria bem mais miserável e desolado se mais Missionárias existissem! E elas têm “dezenas de missões em Portugal”! Ora aí está: o Portugal desenvolvido com o qual eu sonho, não albergaria nem uma Missão dessa escumalha!
Boas vigilâncias e aquele abraçinho!
“Abracinho” sem cedilha! Não quero arranhar as lentes do menino!
“As tuas palavras são uma vergonha para ti mesmo e para quem te aplaudir.”
Uma vez que o bernardo é defensor de uma instituição que abafa casos de pedofilia que ocorrem no seu seio, deduzo que tudo o que ele diz que é uma vergonha é porque é, de facto, algo valoroso. Assim, Lucas:
CLAP CLAP CLAP
“Elas estão magras, mal vestidas, com olheiras. ”
Esse sou eu na época de exames. Também quero ser exaltado! Ou não… Por gajos como tu prefiro estar na mira das vossas snipers.
É pá, Lucas Samuel.
Sabes que eu sou da direita snob e elitista (mas liberal no que toca à parte da sexualidade) e como tal só me movo em locais como Campo de Ourique, Lapa, Restelo, e o topo do Parque Eduardo VII.
Mas o meu olhar clinico destas coisas pascais faz-me notar que o povo, “o nosso povo!”, esqueceu-se de retirar o menino da janela.
Ou então é uma homenagem a um tal de Michael Jackson por aquilo que ele fez em Berlim.
Muitas mentalidades (zinhas) adoram apelar e defender a caridade (zinha) feita por irmãs, padres e afins!
esta veia assistêncialista do portuga para resolver todos os males da sociedade deixa-me desde já mal disposta!
E passo a dar algumas razões:
1- estes miúdos (os coitadinhos aos olhos das irmãs e das comunidades em geral) precisam é de técnicos e equipas especializadas que minimizem os danos e maximizem as suas potencialidades a nível pessoal e social (competências)
2- Frequentemente a caridadezinha dá cabo da auto estima dos putos entre outras coisas (como devem calcular participando em muito para a dificuldade de socialização e aumento das influências do grupo de pares destes jovens quando que se devia fazer era “fortalecer” tudo isto )
3- sem me querer estender mais, resumo desta forma, a caridadezinha de uma forma geral alimenta principalmente os “eus” das freiras em questão…
Em Campolide panitos às janelas também não faltam!