E dura…e dura… e dura…

“Patriarca de Lisboa preocupado com “guerra aos símbolos religiosos” na Europa.

O prelado falava na Universidade Católica Portuguesa, na conferência intitulada “A Escola tem Futuro?”, iniciativa inserida no Fórum “Pensar a Escola. Preparar o Futuro”.

Na intervenção sobre escola e educação, José Policarpo sustentou que, “se o Estado é laico, a sociedade não o é”, acrescentando que se tem assistido, “nos últimos tempos, a correntes de pensamento numa dupla direcção”.

“Estender a laicidade do Estado a toda a sociedade e a todas as instituições do Estado ao serviço da comunidade, entre as quais sobressai a escola; e o fazer derivar a justa laicidade para um laicismo, qual nova religião, que combate qualquer presença ou influência da religião na sociedade”, apontou o dignitário da Igreja Católica.

Para o patriarca, esta última “é uma nova forma de hegemonia totalitária que se disfarça com as vestes da democracia”. Em sua opinião, “a escola, como instituição ao serviço da educação não pode ser laica, neste sentido, como não pode ser um espaço sagrado, na acepção religiosa do termo”.

Ver aqui.

“O laicismo como uma nova religião”, que “combate a presença da religião na sociedade”, numa “hegemonia totalitária que se disfarça com as vestes da democracia”.

Sim, Sr. Policarpo. Nada como utilizar uma linguagem extremista e alarmista para ter a sua cara mais uma vez no Jornal O Público.

Na opinião deste senhor, estamos a caminho de um Estado fascista- laicista, que quer combater a presença da religião…

Não diga disparates! Não diga enormidades. Tenha dois neurónios a comunicarem um com o outro e veja a irresponsabilidade das coisas que diz. Ninguém quer combater a presença da religião, e ninguém faz do laicismo uma “nova religião”.

É exactamente por pessoas como você, e aqueles que pensam como si, que (e aqui sim, isto é verdade) há um “combate contra” a influência da religião.

E a escola tem de ser laica. Neste sentido, e em qualquer outro. Bem queria você que fosse um “espaço sagrado”, mas desculpe, não vamos voltar a esse tempo.

e dura

Haja paciência!

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