Dia mundial da Religião

É uma surpresa para mim, julgo que para a maioria de quem nos visita, saber que, segundo a Antena 1, hoje dia 21 de Janeiro, é o Dia mundial da Religião. dia mundial da religiaoO dia foi instituído em 1949 pela National Spiritual Assembly, representante da Fé Bahá’í nos Estados Unidos, com o objectivo de propiciar a unidade entre os diferentes credos existentes em todo o mundo. Acontece sempre no terceiro domingo de Janeiro.

Para assinalar este dia, a Antena 1 convidou Moisés Espírito Santo, sociólogo das Religiões, para falar sobre a actualidade das religiões e o impacto da mesma sobre a sociedade. A entrevista pode, e deve, ser ouvida em formato podcast aqui:

Muito interessante as opiniões dos ouvintes. Cada um deles daria um artigo de opinião, desde aquele que acha que os 10 Mandamentos bastam como código de conduta para a actualidade; aquela que não acha possível a existência sem crenças no divino ou sobrenatural; passando por um que acredita que foram os árabes que mataram Deus.

Obrigada, SL, pela chamada de atenção.

ACTUALIZAÇÃO: A surpresa foi tão grande, que nem conferi que hoje não é o 3º domingo de Janeiro. Fui induzida em erro pela entrevista na Antena 1. Obrigada, Bufo, pelo reparo.

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19 Comentários

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  1. Não é dia mundial da religião todos os outros dias do ano?

    • Num ti priocups!

      Se eles ficam com os dias, nós ficamos com as noites: todas as noites são noites mundiais da irreligião. E como diriam os meus amigos Smashing Pumpkins:

      “We only come out at night, the days are [not!] much too bright ” :)

  2. Algo está errado neste texto…
    «hoje dia 21 de Janeiro, é o Dia mundial da Religião.»
    «Acontece sempre no terceiro domingo de Janeiro.»

    Mas hoje é quinta-feira?

    • Tem razão, hoje é 5ªfeira, mas a entrevista da Antena 1 diz que é hoje, e na página da Antena 1 está a indicação do dia 21. É provável que o programa tenha sido uma repetição do domingo passado.

      Vou fazer um reparo na notícia. Obrigada

  3. A última ouvinte acaba com o velho cliché:

    “Deus é amor e amor é Deus”, expressão vazia, forjada para impressionar o zé povinho.

    “E esta frase penso que diz muito.” Não, a frase diz pouco ou nada. Por algum motivo temos palavras diferentes para diferentes conceitos. O conceito de “amor” é diferente do conceito de “divindade”.

    Utilizar o sublimar silogismo: “Deus=amor, o amor existe – logo, Deus existe” é uma artimanha do clero para convencer papalvos.

    Quanto ao resto das intervenções dos ouvintes, estava à espera que alguém vociferasse contra a religião, se auto-intitulasse ateu e se expressasse a favor do pensamento crítico e de uma sociedade plenamente secular. Mas não. Só crentes delirantes e outros assim-assim… Intervenção divina?

    Cumprimentos

    A Trindade

  4. Finalmente tive tempo para ouvir este festival de cidadania.

    Só me ocorreu uma palavra:

    Ignorância, ignorância, ignorância, ignorância, ignorância, ignorância, ignorância, ignorância, ignorância, ignorância, ignorância, ignorância, ignorância, ignorância, ignorância, ignorância, ignorância, ignorância, ignorância, ignorância, ignorância, ignorância…

    Nem aquele nabo (pretensamente sociólogo) que meteram para ali a comentar o fenómeno, dava uma para a caixa. Absolutamente deprimente o panorama intelectual português (cada vez mais reforça as minhas convicções ditatoriais! Lol!).

    Em conclusão, acho que toda esta ignorância abre enormes perspectivas para a PAMAP: está na hora de vocês começarem uma “OUT campaign”, não para promoverem o folclore dos autocarros e dos cartazes, mas para promoverem debates e encontros esclarecedores com a população. Esta gente precisa de informação séria como de pão para a boca.

    PS: gostei particularmente do filósofo dos três tipos de ciência onde se inclui a “ciência interior”. Esta gente dá aulas e ensina crianças?????? AHHHHHHHH!!!!!!SOCORRO!!!

    PS: E já agora: ninguém fala do “Católico Pinto da Costa”? Ehehehe… Viva a NFL! Morte ao futebol português! ;)

    • “está na hora de vocês começarem uma “OUT campaign”, não para promoverem o folclore dos autocarros e dos cartazes, mas para promoverem debates e encontros esclarecedores com a população. Esta gente precisa de informação séria como de pão para a boca.”

      Eu cá gosto de folclore (pelo menos o dos autocarros) é assim uma espécie de despertador com rodas, já que anda tudo a dormir.

      Os debates tem um problema; o nível médio de literacia em Portugal, restringe muito este tipo de actividades. Ou debates pouco profundos com um máximo de 15 minutos ou a leitura de uma revista cor-de-rosa ou a consulta de um catalogo de vendas por correspondência.

      Actividades mais extenuantes do que as enunciadas acima, e começamos a ter problemas de concentração.

      Isto faz-me lembrar aquela Americana no concurso que achava que um elefante é maior do que a lua.

      Por acaso isto está a dar-me uma ideia para um inquérito em Portugal. Tentar aferir a genialidade deste povo…

    • “E já agora: ninguém fala do “Católico Pinto da Costa”? Ehehehe…”

      Lucas, já te disse que Pinto da Costa inventou o catolicismo e é o verdadeiro Papa. Vais ver quando o ratozinger vier cá quem é que beija a mão a quem…

      Viva o FêQuêPê-eh e a “fruta de dormir”.

      P.S.: Já agora Lucas, gostas mais de “café com leite muito escuro ou claro” para eu avisar o António Araújo. eheheh

      • Convém ainda dizer que o Ratzinger quando chegar vai ligar para o Sr. Presidente a pedir “rebuçados”!
        LOLOL

  5. Acho muito triste as pessoas porem as religiões e as “ciências” ocultas em pé de igualdade com o método cientifico.

    Fernando Rodrigues

  6. Rui,

    “Eu cá gosto de folclore (pelo menos o dos autocarros) é assim uma espécie de despertador com rodas, já que anda tudo a dormir.”

    O problema é que o tuga é uma espécie de boi: se picado pelo abelha, ele tende é a estrebuchar e a partir tudo o que vê pela frente. Olha o exemplo dos casamentos gay: quem é que aqui não ouviu um comentário do género “olha pra isto! Tem algum jeito esta coisa dos maricas?”. O boi tem de ser levado; não pode ser espicaçado. O problema deste país é que a decisão moral nasce quase sempre sem sustentação de base: é uma imposição de cima. Viu-se isso sobre o referendo acerca do Tratado de Lisboa, viu-se isso acerca do casamento homossexual, e com muitos outros assuntos. Não estou a dizer que a implementação de certas medidas não esteja correcta (até porque o Sócrates ainda acerta em algumas—muito poucas—coisas), mas quando elas são enfiadas pela goela abaixo, mais tarde ou mais cedo, nasce sempre o ressentimento. Achas que uma parada gay faz mais pela causa da homossexualidade do que a educação acerca da mesma desde cedo? Eu acho que não. Não basta o despertador acordar o pessoal: o pessoal tem de saber porque é que foi acordado. Senão, ninguém tem mão no estúpido do boi estremunhado.

    “Os debates tem um problema; o nível médio de literacia em Portugal, restringe muito este tipo de actividades. Ou debates pouco profundos com um máximo de 15 minutos ou a leitura de uma revista cor-de-rosa ou a consulta de um catalogo de vendas por correspondência”.

    Em que debates em que tu andas metido oh Rodrigues? Não confias na criatividade do pessoal ateu para inventar debates dinâmicos e estimulantes? Não tem mistério nenhum: o debate com o Hitchens vai confirmar o que te estou a dizer ;)

    “Por acaso isto está a dar-me uma ideia para um inquérito em Portugal. Tentar aferir a genialidade deste povo…”

    Não é necessário: para isso, basta consultar os resultados eleitorais!

    Nuno,

    “Já agora Lucas, gostas mais de “café com leite muito escuro ou claro” para eu avisar o António Araújo”

    António quem? ‘Tás a brincar? Dispenso intermediários ranhosos na escolha dos ingredientes do meu Nespresso. E sabes porquê: porque I am “Lucas, what else?” ;)

    • “olha pra isto! Tem algum jeito esta coisa dos maricas?”

      Mas também ouvi o famoso “Espectáculo, mais gajas sobram para nós!!!” ehehe

    • Companheiro Lucas,

      -“Eu cá gosto de folclore”

      -”Não basta o despertador acordar o pessoal: o pessoal tem de saber porque é que foi acordado. Senão, ninguém tem mão no estúpido do boi estremunhado.”

      -Então isto vai demorar muuuuito tempo…

      - “Os debates tem um problema”

      -”Não confias na criatividade do pessoal ateu para inventar debates dinâmicos e estimulantes?”

      -Eu confio, não tenho é muita fé (pun intended) no outro lado.

      -”Não tem mistério nenhum: o debate com o Hitchens vai confirmar o que te estou a dizer ;)

      -Quer dizer que te vou conhecer finalmente nesse dia!!! E não adianta tentares passar incognito; salto para cima do palco, (cumprimento o Hitchins para não ser mal educado) e mando fechar as portas até te dares ao reconhecimento. :) :)

      -“Tentar aferir a genialidade deste povo…”

      -”Não é necessário: para isso, basta consultar os resultados eleitorais!”

      -Pois, não deixas de ter razão. Mas eu gostava de saber quantos acham que a lua é maior que as estrelas, apontar o Haiti num mapa, e o que é melhor amortizar primeiro: a casa ou o cartão de crédito. (tudo perguntas básicas)

  7. Caro Lucas

    Correndo o risco de já não veres isto antes do Fim-de-semana e da confissão de Sábado e a homilia de Domingo, deixo-te aqui um convite para seres um dos convidados para um debate sério realizado pela PAMAP, mas como não acreditamos no Menino Jesus, terias de vir em carne e osso, com a vestimenta que mais te agradar, seja os collants cor-de-rosa ou a manta verde.

    Que achas? Ou é como a grande maioria dos portugueses, é só falar e nada de agir?

  8. L,

    “deixo-te aqui um convite para seres um dos convidados para um debate sério realizado pela PAMAP”

    Debate SÉRIO? Seriedade não é comigo, L.! Logo aí, estou impossibilitado de preencher os vossos apertados requisitos de participação.

    “Que achas? Ou é como a grande maioria dos portugueses, é só falar e nada de agir?

    Portugueses? Iac! Quem é que te disse que eu pertenço a essa reles maioria? Como diria o outro: Ich Bin ein Berliner! E como verdadeiro Berliner, já deixei de usar o meu tempo para participar em peixeiradas tugas há algum tempo atrás.

    Aliás, para gáudio dos muitos detractores da minha pessoa, devo dizer-vos que, em breve, irei deixar a tugolândia.O exílio obviamente não me impedirá de ler o vosso site, mas deixarei de ter tempo para participar neste divertido wrestling na lama entre brights tugas e crentes esquizofrénicos.

    Noblesse oblige…

    Já dizia profeticamente o grande McPhisto:

    “Look what you’ve done to me….. you’ve made me very famous, and I thank you. I know you like your pop stars to be exciting, so I bought these. Now, my time among you is almost at an end; the glory of Zoo TV must ascend and take its place with all the other satellites. Don’t fear, for I will be watching you”.

  9. De Lucas Samuel
    “Ich Bin ein Berliner!”

    És uma bola com creme?

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