Já estou a ver a ASAE ou os fiscais da Câmara de Ourém a multar os prevaricadores e a confiscar os santinhos, crucifixos, velas e bugigangas afins que (imagino que) estragam a paisagem e atrapalham o trânsito de pessoas, algo que provavelmente apenas pode ser atenuado pela compra dos ditos cujos. A espiritualidade e a fé são coisas muito interessantes, mas tão ou mais sagrado parece ser a economia indirecta à volta de todo aquele folclore, que até apresenta um centro comercial especializado na coisa…
«A partir de Fevereiro, os comerciantes de Fátima estão proibidos de expor imagens e artigos religiosos no exterior dos seus estabelecimentos, numa medida que visa “dignificar e modernizar” a Cova da Iria, tornando-a “mais atraente” para os milhares de peregrinos esperados para Maio, quando o Papa visitará Portugal»[i]
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Claro como vem aí o patrão, tem que se esconder o negócio que foge à sua manápula.
Isto até faz lembrar, quando a Rainha Isabel II de Inglaterra veio na década de 50 visitar Portugal, Salazar mandou prender todos os pedintes do País, para que os ilustres visitantes, ficassem com a ideia de que em Portugal, não havia miséria.
…E foi proibido andar descalço nas imediações das estradas nacionais, por exemplo. Pelos vistos continua tudo igual.
Isso é como andar de pneus carecas. Acho bem que a brigada de trânsito inspeccione o calçado dos peregrinos!