A anedota do dia

«os padres acusados de abusos sexuais ou de pedofilia devem ser punidos, inclusive pela “justiça comum”.», palavras do prefeito para a congregação do clero, Cláudio Hummes, em relação ao escândalo irlandês.

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O que parece uma condenação evidente da ICAR em relação a estes crimes, soa-me a lágrimas de crocodilo. Interpretando estas palavras, leva-me a concluir que para esta gente a lei e tribunais civis parecem coisas secundárias e quase desprezíveis, secundarizadas em relação às leis da instituição “Igreja”, ainda por cima não havendo provas de punição dentro da própria instituição.

Neste pequeno artigo há mais do mesmo, tal como se pode ver de seguida. Faz-se tudo para repor justiça, mas no limite da cena lá terá a coisa de ir até à dita cuja dos homens.

«Há que estabelecer “objectivamente as responsabilidades por tanta dor”, disse monsenhor Hummes ao referir-se ao caso irlandês. E adiantou: “É preciso ir com determinação até ao fim, mesmo que se tenha de recorrer à justiça comum” para punir os culpados dos abusos.

Na opinião do cardeal, trata-se de uma questão que “atinge profundamente o coração da Igreja”, embora, recorda Hummes, é preciso “não generalizar” ao conjunto de bispos e padres. “»

Depende. Claro que nem todos serão iguais, mas numa instituição que protege criminosos que quanto muito, protegem ou protegeram criminosos todos levam por tabela a menos que dêem provas de querer cortar o mal pela raíz. Há gente boa e gente má em todo o lado, mas neste caso temos gente boa, gente má e gente aparentemente boa que protege gente má.

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