Nicky Campbell apresenta na BBC One um programa de debates à volta de assuntos morais, éticos e religiosos. Neste domingo, um dos temas apresentado foi “Os milagres acontecem?”
A série de debates The Big Question está disponível no site da BBC, mas apenas para quem está no Reino Unido. Espero que os vídeos, entretanto disponibilizados no Youtube, se mantenham.
[video]http://www.youtube.com/watch?v=Of0fSAA1fRM[/video]
[video]http://www.youtube.com/watch?v=Ncg2MVGjKhE[/video]
Só posso tirar uma conclusão depois de ouvir as declarações dos crentes: Acreditar num milagre significa que deus concedeu um favor a alguém que se considera especial porque acredita bastante. Basta este esforço egoísta, para deus se manifestar e conceder uma cura. Julgava eu que as maiores qualidades que um ser humano poderia ter seriam a bondade, a compaixão, a generosidade… Mas não, aquilo que é mais recompensado é a fé.
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Irlanda.
Campanha usa frase do Papa contra nova lei da blasfémia.
Uma organização chamada Atheist Ireland (Irlanda Ateísta) lançou uma campanha contra a nova lei da blasfémia, que entrou em vigor no dia 1. A lei prevê multas de 25 mil euros para quem publique afirmações abusivas sobre matérias consideradas sagradas por qualquer religião.
A campanha visa acabar com a lei e consistiu na publicação de 25 citações consideradas blasfemas, de vários autores, incluindo Monty Python, Frank Zappa e Mark Twain, mas ironicamente também do Papa Bento XVI, além de frases atribuídas ao profeta Maomé e ao próprio Jesus Cristo.
O presidente da Irlanda Ateísta, Michael Nugent, citado pelo Irishtimes, considerou a lei “pateta e perigosa”. Segundo explicou o activista, um grupo de estados islâmicos “está a usar o seu conteúdo para promover novas leis de blasfémia a nível da ONU”.
Caro ZipZip,
Por favor, não se esqueça que sempre que utilizar textos de notícias de outros sites, é de bom tom fornecer o link para as mesmas. Neste caso, do DN online.
http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1460634&seccao=Europa
Obrigado.
Peço desculpa por este meu esquecimemento. Por norma divulgo sempre a origem de algo que alguém ou orgão social publica. Tem razão na chamada de atenção.
Caros membros do Portal Ateu,
sei que estive bastante ausente desde há uns meses atrás e agora resolvi aparecer por aqui. Também já reparei que agora temos de nos registar para podermos dar a nossa opinião. É justo. Espero também que tenhais enquanto pessoas tudo de bom para 2010, bem como para aqueles que vos são mais próximos, e digo-o agora, pois como disse, não tive oportunidade de o fazer antes.
e continuo tão somente continuar a dar razões à minha fé – fé professada na pessoa de Jesus Cristo e na Igreja Católica – contudo, aberto ao dialogo sincero, não ofensivo e transparente, reconhecendo que a minha pessoa tem limites, como qualquer outro ser humano. Admito que vou ser do “partido contrário” ao vosso
para isso, que Deus me ajude…
Mantenho a minha posição quanto à fé. Creio que ela deve-se explicar e apresentar, não impôr ou impingir. Como tal, assumo ser “Cristão de nome”, “Católico” de apelido, como diria Tertuliano
“Julgava eu que as maiores qualidades que um ser humano poderia ter seriam a bondade, a compaixão, a generosidade… Mas não, aquilo que é mais recompensado é a fé.” – Creio que esse é o maior milagre, bem como o do Amor Fraterno, mas, por vezes, Ele dá-nos um “presente” desses
Quando acontece um milagre, e entnedamos milagre por alteração ao curso normal e cientificamente inexplicavel das coisas, sabemos que é feito pela Sua vontade e não por outra razão. A pessoa de Cristo, ao contrário do que se possa imaginar, era algo avessa aos milagres, pelo menos no sentido negativo da palavra. Normalmente vemos Jesus curar “dez cegos” e dizer-lhes: “não digais a ninguém…”. normalmente os milagres têm um duplo significado. o mais importante não é a cura fisica (p.ex. os cegos), mas sim a cura espiritual (eles viram no seu interior, puderam compreender e fez luz no seu íntimo, descobrindo quem era Jesus Cristo) Por ex. quando Jesus caminha sobre as águas, não sabemos certamente que o simbolismo dos abismos marítimos na Bíblia significam o mal, tal como era interpretado pelas culturas do médio-oriente daquela altura. pedro também consegue “caminhar”, mas depois “afunda-se”, pedro diz: “socorre-me Senhor!”, e Jesus dá-lhe logo a mão, depois diz-lhe: “homem de pouca fé, porque duvidaste?” compreendeis que existe uma série de símbolos que têm de ser entendidos na sua cultura e mentalidade, é necessa´rio ao homem do séc.XXI tentar descortinar uma linguagem do séc. I.
Por outro lado, há outras situações em que o factos falam por si mesmos… Por exemplo, ante as aparições de Maria, como aconteceu de 11 a 23 de Dezembro de 2009…. Não apareceu apenas a três pastozinhos “perdidos no meio do nada”, embora “Deus escolha os mais fracos, pequenos e esquecidos para fazer neles grandes coisas”, mas porque Maria apareceu no século XXI ante milhares de pessoas, e, mais do que a aparição em si, o maior milagre, para mim, é ver Cristãos Coptas e muçulmanos canatrem juntos à virgem Maria, de um lado, versículos da bíblia, noutros, versículos do corão. convido, àqueles que desejarem a ver.
http://www.youtube.com/watch?v=sFPfmvGS0Uw
Além do mais, podem ver os links e outros vídeos das aparições, bem como entrevistas em televisões árabes (embora confesse que não percebi nada.l
Saudações cordiais
Miguel Pereira
Mas eu percebi, não te preocupes: Ela anda em tourneé, na próxima semana já tem aparição marcada para Jerusalém e vai ter judeus na guitarra, cristãos a fazer o pino e árabes no baixo. Para fazer coro contrataram uns hindus e para a maquilhage uns budistas originais. Os gajos da cientologia fazem os efeitos especiais. Também vai ter mórmons como stewards convidados que se encarregam de distribuir os comprimidos para a parvoeira. Agora só precisam de comprar os bilhetes antes que esgote…
Caro Miguel Pereira,
Bem-vindo de volta!
Independentemente de considerar os milagres como não acontecimentos, custa-me a perceber como é que é possível acreditar que uma entidade supostamente superior, benévola, omnipresente e omnisciente, dá-se ao trabalho de se manifestar apenas porque quer mostrar-se perante aqueles que já acreditam. É por vaidade? Ou porque julga que todos os outros não merecem salvação?
Para alcançar essa salvação basta acreditar? Um não crente, sendo moralmente superior, não é salvo só porque não acredita? E qual é o critério? O que faz uma pessoa que seja milagrosamente curada e outra não, mesmo sendo ambas crentes? É pela cor dos olhos?
Porque duvidas tu, mulher de pouca fé? Não sabes a felicidades que têm os que acreditam sem ver? Se as outras vêm e tu não, o defeito está em ti de certezinha em ti e nas outras não! Abre o teu coração a Jesus e a tua carteira (sobretudo esta) à virgem e também terás as tuas preces atendidas em menos de um fósforo… pffffff….
“Embora Deus escolha os mais fracos, pequenos e esquecidos para fazer neles grandes coisas”???
“Grandes coisas”? Quinar a Jacinta e o Francisco logo a seguir às “aparições” é uma “grande coisa”? Ahahahah. Vocês crentes, realmente não têm a noção do ridículo.
Ops!…esqueci-me: “grande coisa” para vocês é sinónimo de morar numa divisória de 2metros por 2metros, passar o dia a rezar o terço e esperar que a morte venha rápido para finalmente conhecerem “a Jesus”.
Peço desculpa pelo engano.
A não ser que sejas opus dei que aí 2x2m é o tamanho da banheira mais pequena lá de casa…
“Normalmente vemos Jesus curar “dez cegos” e dizer-lhes: “não digais a ninguém…”.
Vemos Jesus curar cegos? A sério? Olha…eu não vi nada! Devo estar cego.
Contudo, a minha ideia é outra: Jesus não curou cegos – ele criou-os. E aqui, constatamos excelentes exemplares dessa criação.
Caro Miguel,
Provavelmente você já o disse, mas o que é exactamente neste fenómeno que o leva a crer tratar-se duma aparição de Maria?
cumprs
Ernesto Martins
E por falar em milagres: um padre ir mesmo dentro por envolvimento com meninos, pode ser considerado milagre?
http://clix.expresso.pt/prisao-de-padre-luso-frances-acusado-de-pedofilia=f556693
Aquilo em França… aquilo. é duro, lá…
Xiquinho:
Cuidado com as palavras. É que muita padralhada gosta mesmo de “ir dentro”. Esse é o problema.
Caro “Xiquinho”, ao menos viu algum dos vídeos? Se viu, que lhe significa aquilo que viu? Eu estou a falar de factos, não do que “diz que disse”…
Caro Lucas Samuel, disse: “Ops!…esqueci-me: “grande coisa” para vocês é sinónimo de morar numa divisória de 2metros por 2metros, passar o dia a rezar o terço e esperar que a morte venha rápido para finalmente conhecerem “a Jesus”.” Digo-lhe com muita sinceridade, eu amo a vida, e amo a VIDA, farei tudo o que estiver ao meu alcançe para promovê-la, então como fala-me de “esperar a morte”? Mas sei que a minha vivida egoísticamente, é vazia, sem sentido. Por isso, dedico-a aos outros. Que mal é que isso tem? contudo, so se pode doar vida morrendo para o egoísmo. E, caro Lucas, egoísmo não é somente pensarmos em nós e viver para nós. É considerarmos que somos os nossos próprios deuses, e o que faz de nós “todo.poderosos” ante os mais fracos. Acaso considera-se todo-poderoso? pois, citando-o: “Vocês crentes, realmente não têm a noção do ridículo.” …
Caro xiquinho, será que o único argumento que possui para apresentar é o da pedofilia de alguns padres da Igreja? Agora coloco-lhe as seguintes questões e por favor, responda-me com sinceridade:
1) – Será que a questão da pedofilia existe somente na Igreja ou em qualquer ramo da sociedade, ante qualquer profissão?
2) – Acha que a Igreja deve ser benévola para com as pessoas que sofrem desse problema psicológico, ou deverá continuar a fazer o que tem feito a esses padres: reduzi-los ao estado laical sob pena de excomunhão? Ou acha também, que se deveria fazer como já ouvi dizer (não aqui): “Aos padres deviam era cortar-lhes o pescoço!” ?
3) – Para quê procurar falar desse tema com piadinhas irónicas quando se pdoe falar abertamente do tema? Afinal, não vivemos num país supostamente livre? Não é necessário utilizar “códigos” como por exemplo as que são utilizadas pelo caro Lucas Samuel: “Cuidado com as palavras. É que muita padralhada gosta mesmo de “ir dentro”. Esse é o problema.” fale abertamente, não tenha problemas… Simplesmente tenho pena que a “mente quadrada” de muita gente leve a tomar a parte pelo todo…
4) – Nunca lhe passou pela cabeça, caro xiquinho que também poderão haver casos de acusações falsas? É tão simples, basta que alguém não goste do padre da sua freguesia, ou que se tenha chateado com ele por algo que ele disse e prontos… Mas isso também acontece no âmbito civil… Houve um caso de um passado recente de um professor aqui em portugal que foi acusado de pedofilia com uma adolescente, o mesmo professor foi destituído do seu trabalho, expulso da escola onde trabalhava, abandonado pela mulher e mal visto perante a sociedade que o rodeava. o caso seguiu para tribunal. Em tribunal, a miúda, em lágrimas, confessou que era tudo mentira e que tinha mentido porque o professor não lhe tinha dado uma nota escolar que ela queria… era mentira. E agora fica a minha questão, caro xiquinho, será que foi bom “brincar com a vida” daquele professor? Quem lhe pagará toda aquela situação. Caro “Xiquinho”, eu não nego que não existam casos desses no mundo, e faz-me sofrer no mais íntimo do meu ser toda essa situação, mas uso do princípio que até haver provas em contrário, a pessoa é inocente… Acaso também usa desse princípio?
“Digo-lhe com muita sinceridade, eu amo a vida, e amo a VIDA, farei tudo o que estiver ao meu alcançe para promovê-la, então como fala-me de “esperar a morte”?”
Porque a morte é o caminho para o Criador caro Miguel! Não percebes isso? A vida não o comporta. A vida dispensa a vossa entidade supervisora, totalitária e castradora. Porque razão é que alguém passa a vida de joelhos a rezar para o além senão encarasse esse além como algo mais desejável do que o “aqui e agora”? Masoquismo? Estupidez? Ah! Já sei: é gratidão: “obrigado meu Deus, por me teres eleito como teu escravo!”
“Mas sei que a minha vivida egoísticamente, é vazia, sem sentido. Por isso, dedico-a aos outros. Que mal é que isso tem?”
Que “outros” é que estás a falar? Eu apenas dedico parte da minha vida aqueles e aquelas que merecem. Para mim, nem todos os seres humanos são iguais. Ter direitos iguais não significa atenção e dedicação igual. Mas vocês adoram ajudar todas as velhinhas a atravessar a estrada não é? Mesmo aquelas que são umas sacanas do pior. Também deves ser daqueles que sente compaixão pelo irmão Armando Vara, pelo irmão Godinho, pelo irmão Jorge Ritto, pelo irmão Valentim Loureiro, pelo irmão Bibi, etc., correcto? É tão lindo ver o amor universal do cristão estender-se à mais reles escória humana…
“Contudo, só se pode doar vida morrendo para o egoísmo”.
Frases lamechas não me dizem muito…
“E, caro Lucas, egoísmo não é somente pensarmos em nós e viver para nós. É considerarmos que somos os nossos próprios deuses, e o que faz de nós “todo poderosos” ante os mais fracos. Acaso considera-se todo-poderoso?”
Os ateus: esse bando de egoístas! Que lindo estereótipo. Quanto ao “todo-poderoso”, o primeiro “todo-poderoso” foi Sócrates ao descobrir que só sabia que nada sabia, ao contrário do vosso patrão pedante e arrogante que se auto-intitulava de “caminho, verdade e vida”.
Enquanto a vossa religião viver da insubstituível muleta chamada “os mais fracos”, é óbvio que nunca poderão existir os fortes. O espírito cristão revela-se na caridadezinha da treta pelo miserável. Precisa da miséria para se manter. Precisa do jantarzinho dos pobres. Da esmolinha. Da choraminguice bacoca. Do menino Jesus nas palhinhas, do nhã-nhã-nhã da treta.
É por isso, e por muitas outras coisas que considero o cristianismo da estirpe católica, uma das mais desprezíveis instituições concebidas pela humanidade.
Mas quais “factos”? Os únicos factos que vemos aqui são a sua monumental ingenuidade e a maldade sem limites daqueles que se entretêm a enganar pessoas como o Miguel: não lhe passa pela cabeça a sua “nossa senhora” ser um projector holográfico no cimo da igreja? Não lhe ocorre perguntar porquê que nas 4 horas que durou a alegada aparição ninguém tenha ido ao telhado da igreja filmar a coisa de perto? Parece-me que não, na verdade a única coisa que lhe ocorreu foi tentar convencer os ateus que os seus delírios são “factos”. Tenha juízo, Miguel, que já deve ter boa idade para isso.
Caríssima L. Abrantes,
Resolvi responder-lhe à parte, porque as suas dúvidas são pertinentes e têm fundamento. permita-me, por favor, citar-lhe:
1 – “Independentemente de considerar os milagres como não acontecimentos, custa-me a perceber como é que é possível acreditar que uma entidade supostamente superior, benévola, omnipresente e omnisciente, dá-se ao trabalho de se manifestar apenas porque quer mostrar-se perante aqueles que já acreditam. É por vaidade?” – Ok, é normal que considere os milagres como não acontecimentos já que estes entram numa dimensão do metafísico, e de tudo aquilo que não é cientificamente comprovavel. Não, acredite que a entidade não se mostra por vaidade. O que leva a “apresentar-se” é o simples facto de querer dizer basicamente isto: “vejam, eu existo! e como diria o caro Pedro Abrunhosa: ‘Eu estou aqui’
” Ela melhor que ninguém, soube o que é a dor da rejeição… Sabe o que é a dor de ser diferente, pois foi escolhida para uma missão que mais ninguém poderia desempnhar por Ela: de ser mãe (cremos nós) do Salvador do mundo. Ela não se apresentou somente aos que acreditam. Todos aqueles que a quisessem ver – crentes ou não crentes, como as imagens o indicam – ela apresentou-se.
2 – “Ou porque julga que todos os outros não merecem salvação?
) É claro que um não crente se pode salvar. Mas tremenda surpresa apanhará
repare no que diz o Evangelista João: “Todo aquele que diz amar a Deus´e não ama o seu irmão, é mentiroso…” Então, se eu andar sempre batendo com a mão no peito dizendo: “amo-te-senhor…” mas depois fazer um manguito ao meu irmão que precisa, então, qual será a minha recompensa?
Para alcançar essa salvação basta acreditar? Um não crente, sendo moralmente superior, não é salvo só porque não acredita?” – todos merecem a salvação, todos. E se todos quiserem que assim sejam, basta uma coisa, que eu não indicar (não quero ser acusado de ser proselitista
3 – “Para alcançar essa salvação basta acreditar? Um não crente, sendo moralmente superior, não é salvo só porque não acredita? E qual é o critério?” – “Crer” é um acto que vem depois da palavra “amar”. Quem não ama verdadeiramente não crê. o acto de fé, mesmo numa relação com outra pessoa, vem do amor que lhe tenho. Se lhe amo, confio nela. Esse é o unico critério: o AMOR.
4 – “O que faz uma pessoa que seja milagrosamente curada e outra não, mesmo sendo ambas crentes? É pela cor dos olhos?” – aí já entra no âmbito do crer. E de algo pode ter a certeza, caríssima, é que o ser humano dispõe de capacidades mesmo a nível cerebral que ainda lhe são desconhecidas e acredito que dentro de alguns anos, essas capacidades serão estudadas. a autoregeneração, por exemplo, do corpo humano. é algo que o grande “milagre da ciência” poderá ajudar a desenvolver e a consolidar. Não é pela cor dos olhos
Quanto ao desígnios d’Ele, para a cura física – quando isso acontece – procure sempre questionar-se: qual o significado? Se aconteceu, porque será. mas nem tudo é de origem sobrenatural, há coisas, que esta bela máquina queé o corpo humano pode fazer e desenvolver – e que a cara L. Abrantes saberá muito melhor do que eu – pode realizar, cabe à ciência elaborar esse “milagre”
Saudações cordiais
Miguel Pereira
Caro Miguel,
“Ok, é normal que considere os milagres como não acontecimentos já que estes entram numa dimensão do metafísico, e de tudo aquilo que não é cientificamente comprovavel. Não, acredite que a entidade não se mostra por vaidade. O que leva a “apresentar-se” é o simples facto de querer dizer basicamente isto: “vejam, eu existo! (…) Ela não se apresentou somente aos que acreditam. Todos aqueles que a quisessem ver – crentes ou não crentes, como as imagens o indicam – ela apresentou-se.”
E porque optou por apresentar-se assim, longe de uma aparição inequívoca? Existem tantas possibilidades de explicação desse fenómeno, porque razão tem de imediatamente acreditar que é vontade divina e não um embuste? Uma entidade supra-natural, a existir, com certeza encontrava melhor solução para além de uma luz no topo de uma igreja.
Se me diz que o resultado é que conta – se por acaso todos se unissem e descartassem as diferenças entre as suas fés, como pretende insinuar com o caso do vídeo que mostrou – ainda poderia dizer que há alguma coisa de positivo. Mas isso não acontece, com toda a omnipotência e sabedoria que atribuem a uma entidade divina, neste caso, a tantas entidades divinas, ela opta por surgir numa situação ambígua e anedótica. Poderia ficar aqui eternamente a mostrar onde ela poderia surgir para nos mostrar os nossos erros…
“Todos merecem a salvação, todos. E se todos quiserem que assim sejam, basta uma coisa, que eu não indicar (não quero ser acusado de ser proselitista
) É claro que um não crente se pode salvar. Mas tremenda surpresa apanhará
repare no que diz o Evangelista João: “Todo aquele que diz amar a Deus´e não ama o seu irmão, é mentiroso…” Então, se eu andar sempre batendo com a mão no peito dizendo: “amo-te-senhor…” mas depois fazer um manguito ao meu irmão que precisa, então, qual será a minha recompensa?
”
Todos merecem salvação, até as crianças que morrem todos os dias de más formações congénitas, doenças, fomes, desastres naturais. Onde estão os milagres?
““Crer” é um acto que vem depois da palavra “amar”. Quem não ama verdadeiramente não crê. o acto de fé, mesmo numa relação com outra pessoa, vem do amor que lhe tenho. Se lhe amo, confio nela. Esse é o unico critério: o AMOR.”
Essa é uma racionalização muito bonita, mas não corresponde à realidade, porque as pessoas que falam destes milagres dizem apenas “eu tenho fé”. Eu posso amar alguém sem crer nela, posso crer sem amar. Posso também acreditar que creio nessa pessoa, sem realmente ter razões para confiar nela. Isso em nada diminui o meu amor por ela.
“E de algo pode ter a certeza, caríssima, é que o ser humano dispõe de capacidades mesmo a nível cerebral que ainda lhe são desconhecidas e acredito que dentro de alguns anos, essas capacidades serão estudadas. a autoregeneração, por exemplo, do corpo humano. é algo que o grande “milagre da ciência” poderá ajudar a desenvolver e a consolidar. Não é pela cor dos olhos
”
Não nego que ainda desconhecemos tanto sobre a capacidade ou incapacidade humana. Mas está a misturar duas coisas: uma, é o avanço do conhecimento do Homem para vencer doenças ou infortúnios físicos, outra é atribuir isso tudo a uma entidade divina, descartando os anos, séculos e esforços de homens e mulheres que tudo fazem para tentar salvar o máximo de vidas.
“Quanto ao desígnios d’Ele, para a cura física – quando isso acontece – procure sempre questionar-se: qual o significado? Se aconteceu, porque será. mas nem tudo é de origem sobrenatural, há coisas, que esta bela máquina queé o corpo humano pode fazer e desenvolver – e que a cara L. Abrantes saberá muito melhor do que eu – pode realizar, cabe à ciência elaborar esse “milagre”
”
Eu pergunto, se Deus quis que uma determinada pessoa se salvasse, porque não curar toda a gente? Muitas delas até têm fé. Porque uma e não a outra? Se vamos considerar um milagre, a cura do cancro da senhora que aparece no vídeo que coloquei, porque razão tantas mulheres morrem de cancro? Atribuir a essa cura, uma vontade divina, e não à ciência, ou mesmo a questões fisiológicas que ainda desconhecemos, é descartar todas as outras que morrem do mesmo mal, independentemente de acreditarem ou não.
Se certas e determinadas pessoas que não vou referir, não começam a escrever coisas inteligentes eu perco a minha fé nos milagres..
Para reconhecer comentários inteligentes é preciso ser inteligente.
O seu, particularmente, de inteligente não tem nada.
Nuno Leal, você é a anedota aqui do sítio… este é o último comentário que lhe dirijo. Não falo com pessoas lentinhas…
Eu só me admiro como é que alguém ainda é capaz de (tentar) manter uma conversação com a sua mente reles e subdesenvolvida.
Sabe como se diz na minha terra desgraçado? Tu ainda só foste eu já fui e já vim duas vezes.
Volte para a sua toca onde esteve nestas ultimas duas semanas e de onde nunca deveria ter saído.
Uma rapariga no Brasil é, p,lo Vaticano, considerada santa apenas porque reagiu a uma violação. O Vaticano considerou, a defesa da sua pretensa virgindade, um verdadeiro milagre’ Tanto assim que a mesma vai ser canonizada. Isto leva a crer, existindo diáriamente centenas ou milhares de violações, que todas as outras violadas o consentiram. A igreja católica teve, num acto cómico, de arranjar uma “mártir” para “provar” que os milagres existem. Além de descriminar todas as outras, tornou esta no alvo de gozo de uma comunidade inteira. Porque segundo se veio a constar mais tarde, a tal virgem nem de signo o é. O que criou um embaraço enorme entre aqueles que informaram o Vaticano. Porém o Vaticano, sem qualquer explicação, continua a afirmar a santidade da não não-virgem. Anedóticas teimosías.
Caríssimo Lucas Samuel,
respondendo às suas afirmações, peço que me deixe citá-lo:
1) – “Porque a morte é o caminho para o Criador caro Miguel! Não percebes isso? A vida não o comporta. A vida dispensa a vossa entidade supervisora, totalitária e castradora. ” – Essa entidade não é supervisora, totalitária ou castradora. E sim, a vida comporta-o, se não o comportasse, eu ou qualquer crente não O poderiamos inteligir.
2) – “Porque razão é que alguém passa a vida de joelhos a rezar para o além senão encarasse esse além como algo mais desejável do que o “aqui e agora”? Masoquismo? Estupidez? Ah! Já sei: é gratidão: “obrigado meu Deus, por me teres eleito como teu escravo!”” – Que é a oração para si? mera recitação de fórmulas? Ou um diálogo? E, curiosamente
Ele não me está a tornar escravo mas livre, caro Lucas.
3) – “Que “outros” é que estás a falar? Eu apenas dedico parte da minha vida aqueles e aquelas que merecem. Para mim, nem todos os seres humanos são iguais. Ter direitos iguais não significa atenção e dedicação igual. ” – Os outros, caro Samuel, incluem a sua pessoa, ou até aqueles que me odeiam…
Para mim TODOS são iguais, filhos do mesmo Pai que está nos céus e que um dia, diante da presença d’Ele me irá pedir contas pelo quanto eu me dediquei e dei a minha vida pelos meus irmãos. Até que ponto fui capaz de amar e soube “gastar-me” por eles. Para mim, TODOS mereçem o meu amor, e igual dedicação.
4) – “Mas vocês adoram ajudar todas as velhinhas a atravessar a estrada não é? Mesmo aquelas que são umas sacanas do pior. Também deves ser daqueles que sente compaixão pelo irmão Armando Vara, pelo irmão Godinho, pelo irmão Jorge Ritto, pelo irmão Valentim Loureiro, pelo irmão Bibi, etc., correcto? É tão lindo ver o amor universal do cristão estender-se à mais reles escória humana…” – PRINCIPALMENTE esses a quem citou, sabe porquê? Porque vivem nas trevas de uma existência na qual o que conta é satisfazer os impulsos, mais nada. Sabe, exactamente esses, devem ser perdoados. Mas perdoar não significa esquecer, caro Samuel, e a justiça realmente tem de ser reposta. Nisso creio estramos de acordo…. Por acaso sabe que o Bibi, tal como ele mesmo afirmou também foi violado em criança? Sabe os traumas que isso comporta? Obviamente que o amor cristão estende-se principalemente a esses. Aquele por quem o Samuel não tem estima nenhuma disse: “Não são os sãos que precisam de médico. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”, e isso, caro Samuel, também comporta a mim, comporta até o Papa, pois todos pecamos e todos erramos, logo, todos necessitamos da misericordia e amor do Pai.
5) – “Os ateus: esse bando de egoístas! Que lindo estereótipo. ” – Samuel, não ouviu isso da minha boca, aliás dos meus dedos
Não foi isso que quis dizer e digo-lhe mais: caro Samuel, o meu melhor amigo, a pessoa que melhor me ouve é um ateu… Nos momentos difíceis esse meu amigo apoiou-me, e, quando optei pelo “caminho, verdade e vida”, esse meu amigo disse-me que independentemente da escolha que fizesse, ele me apoiaria. “Amicus certus in re incerta cernitur” – diz Cícero. Por isso, caro Samuel, nunca viu nem nunca ver-me-á chamar os ateus o que quer que seja, são pessoas e “meus irmãos” mesmo que eu saiba que para eles isso apenas poderá ter uma conotação no âmbito da “Liberdade, Igualdade, FRATERNIDADE” e nada mais.
6) – “Quanto ao “todo-poderoso”, o primeiro “todo-poderoso” foi Sócrates ao descobrir que só sabia que nada sabia, ao contrário do vosso patrão pedante e arrogante que se auto-intitulava de “caminho, verdade e vida”.” – Sócrates? pobre homem…morreu com uma série de acusações que não merecia…. e o meu “Patrão”, como lhe queira chamar ,lol
, disse isso num determinado contexto, e para aqueles que n’Ele crêem é mesmo assim.
7) – “Enquanto a vossa religião viver da insubstituível muleta chamada “os mais fracos”, é óbvio que nunca poderão existir os fortes. – Samuel, os “mais fracos” têm tanto direito a existir como os mais fortes, sabia? Lembro-me de ter ouvido um discurso idêntico da boca de um indivíduo com um bigodinho abaixo do nariz… Então porque não tenatm os “mais fortes” ajudar e defender os mais fracos, para que estes também se possam tornar mais fortes?
9) – “É por isso, e por muitas outras coisas que considero o cristianismo da estirpe católica, uma das mais desprezíveis instituições concebidas pela humanidade.” – Esta sua conclusão indubitavelmente é “ouro sobre azul”.
Agora permita-me dizer-lhe ainda o seguinte…
a) – Tenho pena que pense assim do Cristianismo e dos Cristãos Católicos. Se a culpa da sua revolta contra o cristianismo é o agir menos edificante de alguns Cristãos (sejam católicos ou não) peço desculpa por eles.
b) – o meu objectivo é expor uma ideia e promover o diálogo e não impor o que quer que seja.
c) – Sente-se tão seguro dizendo: ” Eu apenas dedico parte da minha vida aqueles e aquelas que merecem. Para mim, nem todos os seres humanos são iguais. ” Lamento que assim seja. De facto é verdade: uns nascem num berço de ouro, outros sem nada; uns com tanta saúde e outros tão cheios de problemas. uns são “Mais fortes”, outros “mais fracos”. Caro Samuel, se cortar um dedo seu, e uma pessoa “não tão igual a si” também cortar, o sangue não é da mesma côr? Caro Lucas, vou citar não a Igreja, mas a sabedoria popular: ” Não podemos lançar pedras, pois todos temos telhas de vidro…” Faço votos que mantenha essa confiança e segurança em si mesmo.
Sabe Lucas, gostaria que pesquisasse e reflectisse nestes dois pontos:
Primeiro – gostaria que me encontrasse na História da Humanidade um Povo, um único que seja, na qual os seres humanos têm consciência de si mesmos como tal que não acreditasse no transcendente. Fosse o adorar um astro ou um pau ou uma pedra.
Segundo – pedia-lhe encarecidamente que me encontrasse um outro Povo no qual não houvesse culto aos mortos e a uma “VIDA além da vida”.
E por favor responda-me a esta questão: Quem ou o que é que incutiu ao ser humano a crença no transcendente e na perenidade da vida humana? Se o ser humano nunca ouviu falar em deuses, como pode crer no que nunca ouviu falar? Se não sabia nem imaginava uma vida para além da morte, mas porque raios oi-se lembrar de enterrar os animais de estimação, os pratos com que comia, para comer “na outra vida”? Que raio de ideia que o Homem foi ter!
Despeço-me saudando-o cordialmente
Miguel Pereira
Desculpe a intromissão, mas gostaria de lhe perguntar porque é que a história brasileira condena a igreja da exportação de escravos? Então em nome de quem foram destruídas civilizações inteiras, como por exemplo os Incas, Maias, índios brasileiros e norte-americanos. Não foi em nome da evangelização dos selvagens, segundo a santa madre igreja? Quantos escravos o foram do clero dessas regiões? Milhares’ Só que milhares para a igreja é sempre pouco, e milhões uma insignificância.
Vivas Mike!
Desculpa lá o post de resposta ser cumprido, mas tu é que o pediste:
“Essa entidade não é supervisora, totalitária ou castradora. E sim, a vida comporta-o, se não o comportasse, eu ou qualquer crente não O poderíamos inteligir.”
Ups…então devo estar enganado porque Deus nunca deu os 10 MANDAMENTOS a Moisés: foram os 10 CONSELHOS. “Toma meu caro amigo, isto são apenas uns conselhos. Faz o que quiseres com eles porque eu, a partir de agora, já não vos vou supervisionar. Ah! E esquece lá o Pentateuco que há-de ser escrito por ti porque aquilo também não é para seguir à risca. Até porque daqui a uns séculos eu estarei aí em baixo, sob a forma de um carpinteiro, para dizer que tudo aquilo que estou a dizer agora, não passa de estupidez!”
“Que é a oração para si? mera recitação de fórmulas? Ou um diálogo?”
Nem uma coisa nem outra: um papagueamento lamechas incutido por uma instituição manipuladora cujo único objectivo é manter amestrado o ser humano.
“E, curiosamente Ele não me está a tornar escravo mas livre, caro Lucas”.
Claro! Quem concordaria inteiramente contigo seria o Satanás de Milton em Paradise Lost: “Evil, be thou my good”! Lol.
“Os outros, caro Samuel, incluem a sua pessoa, ou até aqueles que me odeiam… Para mim TODOS são iguais, filhos do mesmo Pai que está nos céus e que um dia, diante da presença d’Ele me irá pedir contas pelo quanto eu me dediquei e dei a minha vida pelos meus irmãos. Até que ponto fui capaz de amar e soube “gastar-me” por eles. Para mim, TODOS mereçem o meu amor, e igual dedicação”.
É pena que só se tenham lembrado disso agora, ora bolas! Tanta gente queimadinha em fogueiras, trespassada por lanças e espadas de cruzados, suicidadas por vergonhas morais incutidas pela Igreja, contaminadas por vírus HIV por dogmatismos estúpidos… e a lista seria interminável. Ainda bem que vocês se preocupam e se “gastam” desta forma, dedicando-se incansavelmente a toda esta gente! O mundo, de facto, é algo bem melhor assim…! Lol.
“PRINCIPALMENTE esses a quem citou, sabe porquê? Porque vivem nas trevas de uma existência na qual o que conta é satisfazer os impulsos, mais nada. Sabe, exactamente esses, devem ser perdoados. Mas perdoar não significa esquecer, caro Samuel, e a justiça realmente tem de ser reposta.”
A lógica da tua resposta é simples: 1) perdoar; 2) não esquecer. Ora, a grande questão é: como compatibilizar o “perdão” com o “não esquecimento”? Hmmm…esta é simples: não compatibilizar coisa nenhuma! “Não esquecer” significa aplicar a justiça – justiça essa que o menino deve conhecer através da velha máxima bíblica, “olho por olho, dente por dente”. Ahhh…mas espera lá! Jesus quis deitar tudo isso para o caixote do lixo! Então como fazemos a coisa? Dar a outra face! Claro! Ora, se o Estado me gamar uns tustos no IRS, a primeira coisa que farei é chegar a uma repartição de finanças dizendo: “Mas leve mais este! Ainda não gamou tudo! Não se faça rogado!”. A “reposição da justiça” é algo que deve ser feito pelos seres humanos e não pelo amigo imaginário. O que o cristianismo propõe é exactamente o contrário: o paraíso da escumalha na terra à conta dos otários que esperam a “justiça divina”.
“Por acaso sabe que o Bibi, tal como ele mesmo afirmou também foi violado em criança? Sabe os traumas que isso comporta? Obviamente que o amor cristão estende-se principalemente a esses”.
Coitadinho…então isso quer dizer que todas as crianças neste país que forem violadas, estão desculpadas de violar outras? Olha que lindo! O “trauma” como legitimador da pulhice! Deixa-te de ridicularias Miguel! Milhares de outras crianças foram violadas e os traumas não lhe deram para fazer mal a outras crianças – muito pelo contrário. Além disso, estamos aqui a falar dum pulha mau carácter que não sou violou crianças como fez negócio com elas. O mundo cristão é um mundo de idiotas complacentes com a iniquidade – até porque muitos a conhecem e a escondem debaixo da batina.
“Aquele por quem o Samuel não tem estima nenhuma disse: “Não são os sãos que precisam de médico. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”, e isso, caro Samuel, também comporta a mim, comporta até o Papa, pois todos pecamos e todos erramos, logo, todos necessitamos da misericordia e amor do Pai.”
O “Pai” não mora aqui meu caro. Logo, na ausência do “Pai” dono, manda o capataz. E quem é o capataz do planeta Terra? O ser humano. Portanto, até que o “Pai” apareça, as directivas são humanas.
“caro Samuel, o meu melhor amigo, a pessoa que melhor me ouve é um ateu… Nos momentos difíceis esse meu amigo apoiou-me, e, quando optei pelo “caminho, verdade e vida”, esse meu amigo disse-me que independentemente da escolha que fizesse, ele me apoiaria. “Amicus certus in re incerta cernitur” – diz Cícero”.
Eu também tenho muitos amigos bêbados. Não me passa sequer pela ideia afastá-los do whisky. Lol.
“Samuel, os “mais fracos” têm tanto direito a existir como os mais fortes, sabia?”
Nem eu nunca disse o contrário. A questão não tem a ver com o seu “direito à existência”, mas sim com a manutenção “DESSA existência”: compete a quem é forte puxar pelo mais fraco, e não, mantê-lo na miséria onde ele se encontra – que é isso que faz o cristianismo (ainda que pense estar a fazer o contrário com a sua caridadezinha da treta).
“Lembro-me de ter ouvido um discurso idêntico da boca de um indivíduo com um bigodinho abaixo do nariz… Então porque não tenatm os “mais fortes” ajudar e defender os mais fracos, para que estes também se possam tornar mais fortes?”
Essa de colar o pensamento Nietzschiano ao Hitler é de um primarismo muito rudimentar. Aliás, a aplicar-se o pensamento Nietzschiano a toda a Europa, Hitler nunca teria tido sequer a oportunidade de emergir: se ele emergiu, emergiu à conta da complacência molenga dos bem-intencionados.
“Caro Samuel, posso lhe perguntar como pode falar da Caridade Cristã (que se revela não nessas coisas a que eu chamo de ‘filantropia’ mas na doação da pessoa aos outros) tendo um ódio visceral ao Cristianismo e sem o ter vivido?”
Oh meu caro, o cristianismo não doa nada. O cristianismo empresta. O cristianismo é um parasita. Ele não chega, ajuda e vai embora: ele fica, ele cola, ele suga. A doação desinteressada, só pode vir mesmo do ateu! Lol.
“O Cristianismo não necessita da miséria para viver, pelo contrário, promove a busca do bem-estar humanos.”
Claro! Isso bem se vê no “bem-estar” que pretende proporcionar aos casais homossexuais: “desculpem lá meus amigos e minhas amigas, mas a vossa felicidade…NÃO É NATURAL!” Deixem-se de hipocrisias, pá!
“Samuel, não lhe preciso recordar que os homens que assinaram a declaração dos Direitos do Homem eram todos Cristãos, nem certamente necessito de lhe recordar – que certamente saberá – que os primeiros a condenar a escravatura com pena de excomunhão foi o Papa Pio V no século XVI quando os movimentos abolicionistas eram apenas ainda um sonho”.
Ah! Que giro! Ora… existindo a escravatura há 16 séculos depois do Cristianismo (estamos a falar de 1600 anos!), porque é que só no século XVI o Pio a condenou? Bem sei que não havia relógios modernaços à época, mas, estavam as ampulhetas todas estragadas? Meu caro e ingénuo Miguel, Pio fez o que fez, por razões económicas e políticas que deixo à tua consideração estudar.
“Esta sua conclusão indubitavelmente é “ouro sobre azul”.
Platina se preferires! Lol.
“Tenho pena que pense assim do Cristianismo e dos Cristãos Católicos. Se a culpa da sua revolta contra o cristianismo é o agir menos edificante de alguns Cristãos (sejam católicos ou não) peço desculpa por eles”.
Já cá faltava o relambório da revolta: “meu filho, o que sentes é revolta interior, blá, blá, blá”.
“De facto é verdade: uns nascem num berço de ouro, outros sem nada; uns com tanta saúde e outros tão cheios de problemas. uns são “Mais fortes”, outros “mais fracos”. Caro Samuel, se cortar um dedo seu, e uma pessoa “não tão igual a si” também cortar, o sangue não é da mesma côr? Caro Lucas, vou citar não a Igreja, mas a sabedoria popular: ” Não podemos lançar pedras, pois todos temos telhas de vidro…” Faço votos que mantenha essa confiança e segurança em si mesmo.”
Oh meu amigo! Mas quem legitimou os berços de ouro, sempre foi a Igreja! Aliás, a aliança entre o Trono e o Altar não vislumbrava senão outra coisa: “obedecei aos príncipes da terra como aos do céu; Deus criou a hierarquia terrena por analogia à celeste, conformai-vos com a vossa posição hierárquica no mundo, etc., etc.” Foi o movimento republicano que deitou esta ideologia reles de subserviência para o caixote do lixo. É certo que o republicanismo anda pelas ruas da amargura hoje em dia, mas se isso acontece, a culpa é dos republicanos e não da ideologia republicana. E quanto à confiança e segurança em mim mesmo, podes crer que a cultivarei! Lol.
“Primeiro – gostaria que me encontrasse na História da Humanidade um Povo, um único que seja, na qual os seres humanos têm consciência de si mesmos como tal que não acreditasse no transcendente. Fosse o adorar um astro ou um pau ou uma pedra.”
Tu confundes “transcendente” com “desconhecido”. O conceito de transcendência é algo de relativamente recente, uma contaminação cristã daquilo que NÃO foi a prática religiosa antiga. Pega no paganismo da antiguidade e vais encontrar a prática sacrificial como factor mais relevante da dimensão religiosa. Ao pagão não se pedia que “tivesse fé” ou “acreditasse”: ao pagão pedia-se que “agisse”, que efectuasse o sacrifício para aplacar os deuses. Portanto, esse teu conceito de “transcendência” como algo sempre presente na mente humana, é algo completamente falso.
“Segundo – pedia-lhe encarecidamente que me encontrasse um outro Povo no qual não houvesse culto aos mortos e a uma “VIDA além da vida””.
E eu pedia-te encarecidamente que me encontrasse um povo da antiguidade para quem a escravatura não fosse um facto normal. Até para o teu amigo Jesus e seu comparsa Paulo, a coisa era aceitável, não era? Pois é… a bem da “tradição”, o ser humano acreditou em coisas muito inteligentes e humanamente dignas.
“E por favor responda-me a esta questão: Quem ou o que é que incutiu ao ser humano a crença no transcendente e na perenidade da vida humana? Se o ser humano nunca ouviu falar em deuses, como pode crer no que nunca ouviu falar?”
E quem incutiu à criança a crença no Pai Natal? Eu não sei se isso é só ignorância ou dissimulação, mas alguém que faz uma pergunta destas, não quer encarar o carácter oportunista das instituições religiosas e não sabe nada de história das religiões. Vou-te explicar muito sucintamente como a coisa se passou: no início, havia o desconhecimento: “porque cai o trovão? Porque caiu de maduro o meu colega de caça e nunca mais acorda? Porque cai água do céu? Porque nascem plantas da terra?”. Ora, neste, como em todos os tempos, o que sempre existiu foram as leis de mercado (e aqui puxo os meus galões de economista!Lol): existe aqui uma “janela de oportunidades” para explorar os proveitos do desconhecido, logo, quem é que pode surgir? O sacerdote: o indivíduo mais esperto da tribo que se apresentou como domesticador dos medos e providenciador de explicações. O preço a pagar pelo serviço? Conforto, estatuto, poder. O sacerdote, o shaman, o feiticeiro, querendo exponenciar ainda mais o seu poder, começa a precisar de auxiliares, de figurantes para o espectáculo; começam a crescer as instituições religiosas e com elas, a hierarquia. Simples, não é?
“Se não sabia nem imaginava uma vida para além da morte, mas porque raios oi-se lembrar de enterrar os animais de estimação, os pratos com que comia, para comer “na outra vida”? Que raio de ideia que o Homem foi ter!”
Oh meu caro amigo! Tudo a bem do espectáculo! Tu sabes que, se não houver espectáculo, se não houver a procissão das velinhas em Fátima, visitas papais, idas à janela para debitar o Angelus, se não houver missas dominicais, etc., etc., a coisa murcha. Há que manter vivo o negócio! Por isso é que eu gosto de estudar religião: tem tudo a ver com economia, lucro, marketing, espectáculo e, claro…enganar o papalvo do consumidor! Lol.
“Despeço-me saudando-o cordialmente”
Outro bacalhau para ti também, pá!
Mas quem legitimou os berços de ouro, sempre foi a Igreja…
Berços de ouro? Então e as hemorróidas? Já muito antes disso, o Samuel (não, não é o Lucas, é o outro, o do Tanakh), nos ensina que o grande anseio do Senhor são as hemorróidas: E disseram: Segundo o número dos príncipes dos filisteus, cinco hemorróidas de ouro e cinco ratos de ouro; (…) Estas, pois, são as hemorróidas de ouro que enviaram os filisteus ao SENHOR em expiação da culpa.
Não, não estou a inventar, está lá no livrinho para quem quiser ir estudar esta problemática: (Samuel I-6,4-17) http://www.bibliaonline.com.br/acf/1sm/6
“Oh meu amigo! Mas quem legitimou os berços de ouro, sempre foi a Igreja! Aliás, a aliança entre o Trono e o Altar não vislumbrava senão outra coisa: “obedecei aos príncipes da terra como aos do céu; Deus criou a hierarquia terrena por analogia à celeste, conformai-vos com a vossa posição hierárquica no mundo, etc., etc.” Foi o movimento republicano que deitou esta ideologia reles de subserviência para o caixote do lixo. É certo que o republicanismo anda pelas ruas da amargura hoje em dia, mas se isso acontece, a culpa é dos republicanos e não da ideologia republicana.”
Subscrevo na integra. A religião é o primeiro passo para a desigualdade e para a imposição de uma hierarquia estanque onde reina o conformismo.
Caro Lucas Samuel, haja saúde homem!


Antes de mais digo-lhe: tem um sentido de humor muito desenvolvido e eu aprecio isso. Haja humor!
Respondendo às suas afirmações:
a) – “Ups…então devo estar enganado porque Deus nunca deu os 10 MANDAMENTOS a Moisés: foram os 10 CONSELHOS. “Toma meu caro amigo, isto são apenas uns conselhos. Faz o que quiseres com eles porque eu, a partir de agora, já não vos vou supervisionar. Ah! E esquece lá o Pentateuco que há-de ser escrito por ti porque aquilo também não é para seguir à risca. Até porque daqui a uns séculos eu estarei aí em baixo, sob a forma de um carpinteiro, para dizer que tudo aquilo que estou a dizer agora, não passa de estupidez!” – não caríssimo, não é isso, trata-se da consciência do Povo em relação à vontade de Deus. Vamos lá ver: uma coisa são as normas (dez mandamentos), Cristo, por outro lado, veio dizer-nos,não que esses Dez não existam, mas que se resumem em dois: “Amar a Deus sobre todas as coisas. Amar o próximo como a ti mesmo”.
b) – “Nem uma coisa nem outra: um papagueamento lamechas incutido por uma instituição manipuladora cujo único objectivo é manter amestrado o ser humano.” – ó homem, eu pedi-lhe para descrever o que era oração, não o que são os discursos da Assembleia da República!
c) – “Claro! Quem concordaria inteiramente contigo seria o Satanás de Milton em Paradise Lost: “Evil, be thou my good”! Lol.” – Bem, não é tanto o meu tipo de literatura… mas já tive oportunidade de ler Baudelaire…muito soft. lol. E música? Nada para o Black Metal…lol. Vai tudo mais para Type-O negative, Darkwell, Moonspell, Lacuna Coil, Leave’s Eye, Theatre of Tragedy, Rammstein, Therion. Não gosto de Burzum (Black Metal Nacional Socialista- o homem só berra, parece que está com cólicas intestinais. lol. Não gosto de Cradle, mas faço justiça à voz do Dany, não gosto de Marlyn Manson, é para meninos…”
d) – É pena que só se tenham lembrado disso agora, ora bolas! Tanta gente queimadinha em fogueiras, trespassada por lanças e espadas de cruzados, suicidadas por vergonhas morais incutidas pela Igreja, contaminadas por vírus HIV por dogmatismos estúpidos… e a lista seria interminável. Ainda bem que vocês se preocupam e se “gastam” desta forma, dedicando-se incansavelmente a toda esta gente! O mundo, de facto, é algo bem melhor assim…! Lol. – Ora, ora, se pensarmos como os homens do séc. XIII aí tem toda a razão… então, falando em dogmatismos: Diga-me lá porque é que “E” tem de ser = mc2 ? e não pode ser outra coisa?
e) – A lógica da tua resposta é simples: 1) perdoar; 2) não esquecer. Ora, a grande questão é: como compatibilizar o “perdão” com o “não esquecimento”? Hmmm…esta é simples: não compatibilizar coisa nenhuma! “Não esquecer” significa aplicar a justiça – justiça essa que o menino deve conhecer através da velha máxima bíblica, “olho por olho, dente por dente”. Ahhh…mas espera lá! Jesus quis deitar tudo isso para o caixote do lixo! Então como fazemos a coisa? Dar a outra face! Claro! Ora, se o Estado me gamar uns tustos no IRS, a primeira coisa que farei é chegar a uma repartição de finanças dizendo: “Mas leve mais este! Ainda não gamou tudo! Não se faça rogado!”. A “reposição da justiça” é algo que deve ser feito pelos seres humanos e não pelo amigo imaginário. O que o cristianismo propõe é exactamente o contrário: o paraíso da escumalha na terra à conta dos otários que esperam a “justiça divina”. – Vamos lá ver caro Samuel, imagine esta situação: “uma pessoa mata outra. O assassino é apanhado e preso. O familiar da vítima, vendo que existem diversas situações que levaram a isso, perdoa o assassino. E inclusive falam-se. O assassino arrepende-se profundamente do que fez. O familiar da vítima, mesmo perdoando no seu íntimo, sempre que encontrar aquela pessoa, vai quase lembrar-se instintivamente que o outro matou o seu familiar… Perdoou, mas não esqueceu….
f) – “Coitadinho…então isso quer dizer que todas as crianças neste país que forem violadas, estão desculpadas de violar outras? Olha que lindo! O “trauma” como legitimador da pulhice! Deixa-te de ridicularias Miguel! Milhares de outras crianças foram violadas e os traumas não lhe deram para fazer mal a outras crianças – muito pelo contrário. Além disso, estamos aqui a falar dum pulha mau carácter que não sou violou crianças como fez negócio com elas. O mundo cristão é um mundo de idiotas complacentes com a iniquidade – até porque muitos a conhecem e a escondem debaixo da batina.” – se pensas assim… que posso eu fazer? Eu acredito nas pessoas… aliás, condenar, condeno o erro, não as pessoas. Por debaixo da batina? Lol, e os que escondem a iniquidade debaixo da toga, pena que não se fale nesses…
g) – “O “Pai” não mora aqui meu caro. Logo, na ausência do “Pai” dono, manda o capataz. E quem é o capataz do planeta Terra? O ser humano. Portanto, até que o “Pai” apareça, as directivas são humanas.” – Sobre isso, caro Lucas, não lhe posso comentar.
h) – “Eu também tenho muitos amigos bêbados. Não me passa sequer pela ideia afastá-los do whisky. Lol.” – bem, há bebedeiras e bebedeiras, eheheheh A “minha” não me dá ressaca…
I) – “Nem eu nunca disse o contrário. A questão não tem a ver com o seu “direito à existência”, mas sim com a manutenção “DESSA existência”: compete a quem é forte puxar pelo mais fraco, e não, mantê-lo na miséria onde ele se encontra – que é isso que faz o cristianismo (ainda que pense estar a fazer o contrário com a sua caridadezinha da treta).” – Caridadezinhada treta? Lol. Isso são 10 euros que o nosso governo pensa dar como subida do ordenado mínimo nacional. Mas isso são contas de outros rosários que rezaremos posteriormente no nosso debate…
J) – “Essa de colar o pensamento Nietzschiano ao Hitler é de um primarismo muito rudimentar. Aliás, a aplicar-se o pensamento Nietzschiano a toda a Europa, Hitler nunca teria tido sequer a oportunidade de emergir: se ele emergiu, emergiu à conta da complacência molenga dos bem-intencionados.” – nope, permita-me discordar. Foi à custa do caos social e económico que a Alemanha estava a sair do pós-primeira grande guerra…
k) – “Oh meu caro, o cristianismo não doa nada. O cristianismo empresta. O cristianismo é um parasita. Ele não chega, ajuda e vai embora: ele fica, ele cola, ele suga. A doação desinteressada, só pode vir mesmo do ateu! Lol.” – valha-me santo ateísmo… lol. Se somos assim tão parasitas….bem, nós já falaremos a seguir em parasitismo…lol
l) – “Claro! Isso bem se vê no “bem-estar” que pretende proporcionar aos casais homossexuais: “desculpem lá meus amigos e minhas amigas, mas a vossa felicidade…NÃO É NATURAL!” Deixem-se de hipocrisias, pá!” – hipocrisias? Ok…lá sabe. se pensa assim…
m) – “Ah! Que giro! Ora… existindo a escravatura há 16 séculos depois do Cristianismo (estamos a falar de 1600 anos!), porque é que só no século XVI o Pio a condenou? Bem sei que não havia relógios modernaços à época, mas, estavam as ampulhetas todas estragadas? Meu caro e ingénuo Miguel, Pio fez o que fez, por razões económicas e políticas que deixo à tua consideração estudar.” – Respondo-lhe com um texto de Paulo a Filémon: “Por isso, embora tenha toda a autoridade em Cristo para te impor o que mais convém, 9levado pelo amor, prefiro pedir como aquele que sou: Paulo, um ancião e, agora, até prisioneiro por causa de Cristo Jesus. 10Peço-te pelo meu filho, que gerei na prisão: Onésimo, 11que outrora te era inútil, mas agora é, para ti e para mim, bem útil. 12É ele que eu te envio: ele, isto é, o meu próprio coração. 13Eu bem desejava mantê-lo junto de mim, para, em vez de ti, se colocar ao meu serviço nas prisões que sofro por causa do evangelho. 14Porém, nada quero fazer sem o teu consentimento, para que o bem que fazes não seja por obrigação, mas de livre vontade. 15É que, afinal, talvez tenha sido por isto que ele foi afastado por breve tempo: para que o recebas para sempre, 16não já como escravo, mas muito mais do que um escravo: como irmão querido; isto especialmente para mim, quanto mais para ti, que com ele estás relacionado tanto humanamente como no Senhor. 17Se, pois, me consideras em comunhão contigo, recebe-o como a mim próprio. 18E se ele te causou algum prejuízo ou alguma coisa te deve, põe isso na minha conta. 19Sou eu, Paulo, que o escrevo pela minha própria mão: serei eu a pagar. Isto, para não te dizer que me deves a tua própria pessoa. 20Sim, irmão, possa eu sentir-me satisfeito contigo no Senhor: reconforta o meu coração em Cristo. 21Escrevo-te porque confio na tua obediência: sei que até farás mais do que aquilo que digo. 22Mas, ao mesmo tempo, prepara também alojamento para mim, pois espero, graças às vossas orações, poder brevemente ser entregue a vós.” Que dizia da igreja e escravatura mesmo?
n) – “Platina se preferires! Lol.” – também serve.lol.
o) – “Já cá faltava o relambório da revolta: “meu filho, o que sentes é revolta interior, blá, blá, blá”.” – lololol!
p) – “Oh meu amigo! Mas quem legitimou os berços de ouro, sempre foi a Igreja! Aliás, a aliança entre o Trono e o Altar não vislumbrava senão outra coisa: “obedecei aos príncipes da terra como aos do céu; Deus criou a hierarquia terrena por analogia à celeste, conformai-vos com a vossa posição hierárquica no mundo, etc., etc.” – A Aliança entre o Trono e o Altar é consequência da mentalidade de uma época caríssimo.
q) – “ Foi o movimento republicano que deitou esta ideologia reles de subserviência para o caixote do lixo. É certo que o republicanismo anda pelas ruas da amargura hoje em dia, mas se isso acontece, a culpa é dos republicanos e não da ideologia republicana. E quanto à confiança e segurança em mim mesmo, podes crer que a cultivarei! Lol.” – ora, ora, caro Samuel, todos sabemos que essa história do Republicanismo traz água no bico. Ora, a velhinha República que agora está a fazer cm aninhos, está tão caduca coitadinha… tinha um profeta, chamado Afonso Costa. O senhor “profetizou” que em duas gerações acabaria com a Igreja em Portugal e já vai em mais de cem… já ele está nos anjinhos e a Igreja continua por aqui… Os ideais, ora os ideais: Liberdade, Fraternidade, Igualdade… Fraternidade? – Na própria Revolução francesa mataram-se irmãos com irmãos para impor uma ideologia. Igualdade: tirou-se a nobreza do poder para pôr uma burguesia ainda mais déspota que a nobreza da altura, mas continuaram a haver na mesma ricos e pobres. Liberdade: ? looooll, bem se viu. Mataram-se todos os que nãos seguiam os ideais de “liberdade, igualdade e fraternidade”. Cá em Portugal, a Liberdade manifestou-se mais uma vez, lol, como em muitas outras ocasiões da história se manifestou, “confiscou-se os bens da Igreja, expulsou-se as Ordens Religiosas, pôs-se no olho da rua os Jesuítas depois de se andarem a fazer testes (mais parvos do que aquilo não vi) para ver qual era a origem da “doença” que os levava a ser religiosos… A 1ª grande Republica portuguesa teve, desde o 5 de Outubro de 1910 até ao 28 de Maio de 1926 uma série de presidentes, tal era a confusão , lol, mas era a República
r) – “Tu confundes “transcendente” com “desconhecido”. O conceito de transcendência é algo de relativamente recente, uma contaminação cristã daquilo que NÃO foi a prática religiosa antiga. Pega no paganismo da antiguidade e vais encontrar a prática sacrificial como factor mais relevante da dimensão religiosa. Ao pagão não se pedia que “tivesse fé” ou “acreditasse”: ao pagão pedia-se que “agisse”, que efectuasse o sacrifício para aplacar os deuses. Portanto, esse teu conceito de “transcendência” como algo sempre presente na mente humana, é algo completamente falso.” – Não caro Samuel, permite-me discordar contigo, segundo me parece, os Hindus (e não os Budistas, pois são coisas diferentes) têm noção do que é o transcendente, e associam-no à imensidão de deuses que têm. Pedia-te que se dispusesses de informação sobre essa questão que me indicasses, pois queria aprofundar um pouco esse tema.
) Mas confesso-lhe que essa do “Porque caiu de maduro o meu colega de caça e nunca mais acorda?” está brutal. lolololol. Bem, eu daqui a bocado vou perguntar-lhe alguns tipos de milagres que somente um economista pode explicar…
s) – “E eu pedia-te encarecidamente que me encontrasse um povo da antiguidade para quem a escravatura não fosse um facto normal. Até para o teu amigo Jesus e seu comparsa Paulo, a coisa era aceitável, não era? Pois é… a bem da “tradição”, o ser humano acreditou em coisas muito inteligentes e humanamente dignas.” – a resposta está no ponto ‘m’ caríssimo.
t) – “E quem incutiu à criança a crença no Pai Natal? Eu não sei se isso é só ignorância ou dissimulação, mas alguém que faz uma pergunta destas, não quer encarar o carácter oportunista das instituições religiosas e não sabe nada de história das religiões. Vou-te explicar muito sucintamente como a coisa se passou: no início, havia o desconhecimento: “porque cai o trovão? Porque caiu de maduro o meu colega de caça e nunca mais acorda? Porque cai água do céu? Porque nascem plantas da terra?”. Ora, neste, como em todos os tempos, o que sempre existiu foram as leis de mercado (e aqui puxo os meus galões de economista!Lol): existe aqui uma “janela de oportunidades” para explorar os proveitos do desconhecido, logo, quem é que pode surgir? O sacerdote: o indivíduo mais esperto da tribo que se apresentou como domesticador dos medos e providenciador de explicações. O preço a pagar pelo serviço? Conforto, estatuto, poder. O sacerdote, o shaman, o feiticeiro, querendo exponenciar ainda mais o seu poder, começa a precisar de auxiliares, de figurantes para o espectáculo; começam a crescer as instituições religiosas e com elas, a hierarquia. Simples, não é?” – Graças a Deus até foi uma cadeira que tirei boa nota: “História das Religiões”. Caro Samuel, vejo que estou falando com alguém que sabe falar e que tem fundamento isso é porreiro. Se partir da dimensão do desconhecido enquanto ponto de partida, obviamente que vai conduzir a isso, mas sabe que o fenómeno religioso é tão antigo como a realidade humana (aquela parte chata em que ainda não se sabe bem se o Homem já era homem ou ainda macacóide
u) – “Oh meu caro amigo! Tudo a bem do espectáculo! Tu sabes que, se não houver espectáculo, se não houver a procissão das velinhas em Fátima, visitas papais, idas à janela para debitar o Angelus, se não houver missas dominicais, etc., etc., a coisa murcha. Há que manter vivo o negócio! Por isso é que eu gosto de estudar religião: tem tudo a ver com economia, lucro, marketing, espectáculo e, claro…enganar o papalvo do consumidor! Lol.” – Tem tudo que ver com isso?
Bem, agora vou eu dizer-lhe algo caro Samuel. Há alguns “milagres” no nosso País, que para um apolítico como eu, levantam muitas questões, principalmente quando vejo uns indivíduos no governo – poucos – a comer à pala de muitos. Queria pois que me explicasse alguns “fenómenos sobrenaturais” no mundo português e como economista me poderá ajudar a compreender:
1) – Tão bem vai a democracia em Portugal, que se negou um direito tão básico ao povo como poder votar em referendo uma opção como a questão dos casamentos homossexuais não acha? Vivemos em democracia para pô-los no poleiro: “vá votem, não contribuam para a abstenção!” mas depois quando a gente quer votar dizem: “não, não! O governo já decidiu, está decido!”
2) – O fenómeno da gripe-a é outra bem interessante: olhem-me bem para este “milagre”: “Laboratórios da UE lucraram já 5 mil milhões de euros com a gripe A Os laboratórios que fabricaram as vacinas contra a gripe A tiveram lucros de cerca de 5 mil milhões de euros. O número levanta suspeitas à União Europeia.
Vão ser investigadas as alegadas pressões que a indústria farmacêutica exerceu sobre a Organização Mundial de Saúde e que levaram os governos a comprar a vacina em grandes quantidades. Cinco mil milhões de euros (5 000 000 000), um número com nove zeros que impressiona em anos de crise. O fabrico de antivirais e vacinas contra a gripe A deu um tal impulso à indústria farmacêutica, que levanta agora sérias dúvidas. O Conselho da Europa prepara-se para investigar o caso e quer criar uma comissão de inquérito para perceber se os laboratórios pressionaram a Organização Mundial de Saúde e a levaram a declarar a pandemia. Um dos responsáveis do Conselho da Europa fala em falsa pandemia da gripe criada em benefício da indústria farmacêutica. No dia 25 de Janeiro, o organismo promove em Estrasburgo um debate focado no exagero da OMS sobre os perigos da gripe A. Só a Glaxo, o laboratório que fornece as vacinas para Portugal, teve 2.642 milhões de euros de lucro. O Ministério da Saúde encomendou 6 milhões de vacinas. Até 5 de Janeiro só tinha recebido 470 mil doses. Ainda assim, há dias, Francisco George garantia que não sobram. O mesmo não acontece noutros países europeus como a Holanda, a França, a Alemanha ou a Suiça. A França, por exemplo, pediu 94 milhões de doses. Tem agora 50 milhões a mais. A gripe A matou 83 pessoas em Portugal. Em Julho, as autoridades nacionais de saúde previam que o vírus pudesse matar duas mil e 500.”
(Fonte:http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida/laboratorios+da+ue+lucraram+ja+5+mil+milhoes+de+euros+com+a+gripe+a.htm) – Os laboratórios esvaziaram o stock, arrecadaram 5 mil milhões de euros, que grande milagre.
3) – Bem depois também é engraçado ver como o sistema político português e em especial a república é “mãe e mestra”, lol, durante as autárquicas coloca indivíduos que eram para estar atrás das grades à frente de câmaras municipais. Outro fenómeno inexplicável…
4)- Depois, outro fenómeno muito engraçado são as contas do nosso (dês)governo: repare-me nisto. lol. confesso que dá vontade de rir sem graça nenhuma:
(Fonte: http://sol.sapo.pt/blogs/void2/archive/2009/06/21/O-Pre_E700_o-dos-Deputados.aspx)
E ainda:
“ Salários custam 45,7 milhões – A Assembleia da República gastou, em 2008, 45,7 milhões de euros em remunerações, abonos e pagamentos à Segurança Social dos deputados e funcionários. Trata-se de um aumento de perto de 7 por cento face a 2007, de acordo com o parecer sobre a Conta da Assembleia da República de 2008 realizada pelo Tribunal de Contas (TC). As despesas com remunerações representam 45 por cento do orçamento do Parlamento, que neste ano atingiu os 135 milhões de euros, entre transferências do Orçamento de Estado e valores transitados do ano anterior. A execução ficou aquém do orçamentado, fixando-se nos 76 por cento. O maior aumento de despesa registou-se nas despesas de capital, que cresceram 178 por cento, para mais de dez milhões de euros. Na compra de bens e serviços, o Parlamento gastou menos 3 por cento, fixando–se nos 16 milhões. Entretanto, o TC afirma, no seu parecer sobre a Conta do Estado de 2008, que o Governo ‘camuflou’ as despesas de aquisição dos terrenos da Margueira, no valor de 214 milhões de euros, ao classificá-las como encargos de dívida pública e não ‘despesa de activo financeiro’.”
(Fonte: http://www.correiodamanha.xl.pt/noticia.aspx?contentid=CD71C514-360C-4365-8E7F-66A0A31BE5F9&channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181&h=11)
Ah, mas depois ainda há o milagre dos tachos! Veja-me só isto:
“Deputados em funções a part-time – Quase 60% dos deputados eleitos nas últimas eleições legislativas, realizadas a 27 de Setembro passado, exercem as funções parlamentares em regime de part-time, facto que gera descontentamento junto da presidência da Assembleia da República.”-
(Fonte: http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181&contentid=2546A6A4-FE54-43E1-AC29-DCD17405EC69&goComments=11)
5) – Mas depois acontece um outro milagre no nosso país: o dinheiro do povo desaparece misteriosamente. Veja só: “Patrões propõem aumento de 10 euros do salário mínimo em 2010 – As confederações patronais vão propor na reunião de concertação social um aumento de dez euros do Salário Mínimo Nacional em 2010, para os 460 euros, menos 15 euros do que o valor proposto pelo Governo. “Num esforço acrescido, vamos apresentar o valor de 460 euros em linha com os valores do Governo para as prestações sociais”, avançou à Lusa o vice-presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP). Em declarações à Lusa, António Saraiva explicou que a contra-proposta dos patrões, que será apresentada quinta-feira em reunião de concertação social, tem uma perspectiva social e não exige contrapartidas. “Acompanhamos o Governo no esforço de cariz social para não nos acusarem que somos insensíveis às situação”, avançou o vice-presidente da CIP, que falava em nome das confederações sociais que haviam prometido um contra-proposta de aumento do SMN em 2010 “a uma só voz”. António Saraiva realçou ainda a urgência de “a comissão de acompanhamento, prevista no acordo de concertação social de 2006, comece a funcionar e indique os valores de aumento para os próximos anos”, acrescentando que deve ter a missão de “fazer a recalendarização de forma sustentada”. Em declarações à Lusa, o porta-voz dos patrões alertou para o facto de “a subida proposta pelo Governo pode fazer-se sob pena dos 10 por cento [de desemprego] subir para os 12 por cento”, reforçando a necessidade de “atender à realidade concreta” e “às mudanças económicas” ocorridas desde 2006. Os patrões já tinham avisado que não concordavam com o aumento do SMN para os 475 euros em 2010 proposto pelo Governo e que as medidas compensatórias anunciadas pelo Governo não eram suficientes. Para compensar a proposta de subida do SMN para 475 euros, o Governo propôs algumas medidas de compensação, entre as quais a redução excepcional em um ponto percentual da Taxa Especial Única relativa aos trabalhadores com SMN e o alargamento do prazo para as empresa regularizarem dívidas ao Fisco. O Governo propôs ainda uma terceira medida de apoio às empresas, que passa pelo alargamento do Programa Qualificação-Emprego aos sectores têxtil e vestuário, turismo e fabrico de mobiliário, bem como uma nova dotação do Programa de Apoio à Modernização do Pequeno Comércio.”
(Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1447307)
Mas este é o “milagre que faz toda a gente acreditar”:
“O governador do Banco de Portugal, considerado já um dos mais bem pagos do mundo, pode vir a ganhar ainda mais. Vitor Constâncio é candidato à vice-presidência do Banco Central Europeu e, se ganhar o cargo, ganha também um aumento salarial de mais de 3.700 euros. O actual governador do banco central português ganha 17.817 euros, mais do que o governador da Reserva Federal norte-americana. Mas, se a sua candidatura a vice-presidente do BCE for bem sucedida, passará a auferir 21.539, mais 3.722 euros. É por estas e outras que o silêncio é a melhor forma de se comentar uma notícia destas.”
(Fonte: http://platonismopolitico.blogspot.com/2010/01/os-ordenados-chorudos.html)
Depois vem as “despesas do culto”, ou seja, como se enche os bolsos a esses indivíduos que se dizem nossos representantes:
“Pensões de 2010 vão sofrer corte de 1,65% – Esperança média de vida determina corte de 1,65% nas novas pensões de 2010. A alternativa é trabalhar mais dois a cinco meses, num período que varia consoante a carreira contributiva. – Quem aos 65 anos se quiser reformar em 2010 enfrenta o risco de um corte de 1,65% no valor da pensão. A alternativa é trabalhar mais dois a cinco meses, consoante a carreira contributiva. Será este o efeito do factor de sustentabilidade, que determina progressivas reduções à medida que aumenta a esperança média de vida. Os cálculos do DN baseiam-se no valor provisório ontem divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que aponta para uma esperança média de vida em 2009 de 18,19 anos aos 65 de idade. A lei determina que, tendo também em conta o valor definido para 2006 (17,89 anos), o factor de sustentabilidade será de 0,9835 no próximo ano. O que, na prática, implica um corte de 1,65% nas novas pensões. Quem quiser anular o efeito do factor de sustentabilidade terá de adiar o momento da reforma. Os meses extraordinários de trabalho variam segundo a carreira contributiva. Assim, quem aos 65 anos tiver 40 anos ou mais de contribuições, terá de trabalhar mais dois meses. Este período extraordinário de trabalho aumenta à medida que diminui a carreira contributiva, até chegar aos cinco meses adicionais para quem descontou durante 15 a 24 anos (ver caixa). 2010 será o terceiro ano de aplicação do factor de sustentabilidade. Introduzido na última grande reforma da Segurança Social, o factor de sustentabilidade aplicou–se pela primeira vez em 2008, altura em que implicou uma redução de 0,56% nas pensões. Para quem se reforma este ano, a penalização é de 1,32% e pode ser compensada com dois a quatro meses de trabalho. Este foi um dos mecanismos introduzidos pela equipa do ex-ministro do Trabalho Vieira da Silva para suavizar o aumento da despesa provocado pelo envelhecimento da população. Alemanha, Eslovénia, Finlândia, Itália e Suécia optaram pelo mesmo sistema, que na prática implica um efectivo aumento da idade da reforma. A introdução do factor de sustentabilidade tem sido fortemente criticada pela CGTP que, tal como o PCP e o Bloco de Esquerda, exige a revogação do mecanismo. Mais recentemente, o PSD apresentou no Parlamento um projecto de resolução que recomenda ao Governo que “acompanhe e monitorize a aplicação do factor de sustentabilidade”, com o objectivo de “prevenir e acautelar impactos excessivos na determinação do montante das pensões”. O valor provisório que foi ontem divulgado pelo INE implica um corte que, mesmo assim, se situa abaixo das últimas previsões da Comissão Europeia. Num relatório publicado em Outubro deste ano, que se baseava nas projecções demográficas então disponíveis, Bruxelas apontava para um corte de 2,5% já em 2010 e de 7% em 2020, tal como o DN então noticiou. Todas as projecções revelam que os mais jovens serão mais penalizados. A Comissão Europeia aponta para um corte de 22,6% em 2060.”
(Fonte: http://dn.sapo.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1436220)
6) – Depois as contas do nosso (des)governo levam a realizar em sonhos de grandeza, despesas que se reflectem em situações como as apresentadas acima. Senão vejamos as obras de “caridade” que o nosso (des)governo realiza:
“TGV: Investimento de 1.494 milhões de euros no troço Poceirão-Caia – O investimento global na concessão do troço de TGV Poceirão-Caia ascende a mais de 1.494 milhões de euros, informou o grupo Soares da Costa, que integra o consórcio vencedor provisório do concurso internacional de adjudicação. Numa nota enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o grupo Soares da Costa informa que a concessão RAV Poceirão-Caia da ligação de alta velocidade entre Lisboa e Madrid tem uma duração de 40 anos e “importa num investimento global de 1.494.881.960 euros, com um valor de 1.440.749.262 para projecto e construção”. O valor apresentado ao mercado é superior ao que foi anunciado hoje pelo Governo em Évora, 1.359 milhões, porque inclui os custos do investimento (anunciado hoje por José Sócrates) mais os encargos inerentes à manutenção ao longo da vida toda da concessão, deflacionados e calculados à data de hoje”, disse à Lusa o presidente-executivo da Soares da Costa, Pedro Gonçalves. “O valor que apresentamos é o valor de todas as despesas de investimento ao longo da vida da concessão”, disse Pedro Gonçalves. “É o Valor Actualizado Líquido do contrato, ou seja a soma do investimento mais os custos de manutenção mais os custos de renovação”, acrescentou. O troço foi provisoriamente adjudicada ao agrupamento ELOS – Ligações de Alta Velocidade, na qual a Soares da Costa Concessões é co-líder e detém uma participação de 16,3 por cento, anunciou hoje em Évora o primeiro-ministro, José Sócrates. O consórcio Elos – Ligações de Alta Velocidade, liderado pela Brisa e pela Soares da Costa, apresentou uma proposta final que apontava um valor de construção de 1.359 milhões de euros, um aumento de 2,6 por cento face aos 1.324 milhões de euros da proposta inicial, segundo dados divulgados pela RAVE – Rede Ferroviária de Alta Velocidade, em Junho. A proposta final da Brisa e Soares da Costa também apontava um custo anual de manutenção de 12,2 milhões de euros. Este agrupamento integra também a Iridium Concesiones de Infraestructuras, do grupo espanhol ACS, Lena, Bento Pedroso, Edifer, Zagope, a norte-americana Babcock & Brown Limited, o BCP e a Caixa Geral de Depósitos (CGD). A adjudicação do troço Poceirão-Caia marca o arranque do projecto em Portugal.”
(Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1445980) – querem gastar 1.494 milhões de euros num comboio de alta velocidade, quando no Algarve, na zona do Sotavento Algarvio as linhas ainda são as dos anos 30??? Por favor não gozem com a minha cara! E só renovaram a linha do Barlavento por causa do Euro…
Ou então a outra grande “obra de caridade” que o (des)governo realizou. Um mamarracho, que se encontra no Algarve:
“Name: Estadio Algarve
Club: Louletano DC & SC Farense
Inauguration: 23 November 2003
Costs: $34.6m
Capacity: 30,300 seats
VIP-seats: 300
Press seats: 490
Address: Estacao Almancil-Nexe, Esteval, 8135-017 Almancil”
(Fonte: http://www.stadiumguide.com/algarve.htm)
34.6 milhões de euros no Estádio Algarve, com gente que nem uma habitação condigna tem, a ver aumentos de 10 euros no ordenado quando os políticos ganham o que ganham. Vemos os cortes nas pensões para dar 1.494 milhões de euros por uma coisa que só vão usufruir alguns… Para mim, o “grande milagre” é perceber como é que este país ainda não abriu falência como outros que já o fizeram ou estão quase a fazê-lo!
Por fim, com tanta coisa por causa de estarmos num País “laico”, mas nem a Constituição da República Portuguesa (2005), nem a Nova Concordata da Igreja Católica com o Estado Português vem lá a referência à laicidade e não-confessionalidade do Estado português. Diz o seguinte:
“As igrejas e outras comunidades religiosas estão separadas do Estado e são livres na sua organização e no exercício das suas funções e do culto.” (artº.41, n.º4) – Bem, que estão separadas do Estado, ok, está muito bem, mas onde está a dizer explicitamente que o Estado português é laico e aconfessional?
Ok, agora, depois de lhe falar destes “milagres” todos, lol, já lhe posso “chocar o bacalhau” Samuel
Cordialmente:
Miguel Pereira
Uma das coisas que sempre critiquei, é a ingratidão dos religiosos perante quem os auxilia. Um dos melhores exemplos são as operações clínicas. Se a coisa correu bem foi graças a deus-todo-poderoso. Se correu mal, foi por vontade de deus. Na primeira, nenhum religioso apressado em prestar graças ao divino mestre, se lembra de agradecer a quem durante horas manobrou o bisturí que o livrou, em muitos casos, de morte certa. Os clínicos são propositadamente ignorados. E afirmo propositadamente, porque em pleno Hospital de Setúbal critiquei tamanha ingratidão. Resposta da religiosa: “Nada lhes tenho a agradecer, foi o “senhor” que lhes guiou as mãos para que eu fosse salva.” Isto é que é ter “fé”. Quanto á segunda parte, de tão anedótica, nem vale a pena falar. Se os milagres acontecem, então porque não esperam a cura em casa? Hipocrisías…
Não há muitos dias, vários orgãos católicos, os mesmos que condenam a eutanásia, pediam para as pessoas doarem os seus orgãos’ Não é caricato que depois da morte, um religios se apresente, ao senhor, todo desfalcado internamente como se fosse um carro de sucata? Mea culpa’ Esqueci-me da regeneração milagrosa. Por vezes sôfro destes lapsos de memória, e esqueço-me dos milagres divinos.
“Só posso tirar uma conclusão depois de ouvir as declarações dos crentes: Acreditar num milagre significa que deus concedeu um favor a alguém que se considera especial porque acredita bastante. Basta este esforço egoísta, para deus se manifestar e conceder uma cura. Julgava eu que as maiores qualidades que um ser humano poderia ter seriam a bondade, a compaixão, a generosidade… Mas não, aquilo que é mais recompensado é a fé.”
Para começar não vejo o mal de nos considerarmos especiais porque realmente todos (crentes e não crentes) o somos… . Irrita-me esta constante ideia ateia que os crentes se acham muito especiais, e que não nos deveríamos considerar como tal…. Se calhar como muitos sugerem devíamos era pensar que não passamos dum acidente e lixo biológico. Isso é que é uma visão saudávle e “realista” das coisas.
Basta este esforço egoísta? As pessoas têm problemas gravíssimos na vida e é egoísta tentar resolvê-los seja de que maneira for? E quando as pessoas rezam por outros, porque quem reza por si na maioria das vezes reza por outros também. E quem é que diz que Deus não ajuda os ateus?
O único esforço que vejo aqui é o de ver tudo o que vem da religião da maneira mais mesquinha e distorcida possível.
Então porquê? Incomoda-lhe o facto de ser apenas um “acidente”? De ser “lixo biológico”? A tal ponto que prefere acreditar que tem um lugar especial para o “papá” do universo, do que simplesmente ser um filho indesejado, ou pior, não ter papá sequer?
Isto soa-me familiar…
Sky, o tédio do costume…..
Mesmo que fossemos um mero acidente, não vejo o porquê de não sermos especiais, ou de não nos considerarmos como tal. O ateu tem um sentimento muito forte, contra os que se sentem especiais…vá-se lá saber porquê.
Eu acredito em Deus, porque acho que há boas razões para o fazer… Esse tipo de adivinhação nem sequer é argumento, eu também podia dizer que você teria medo dum julgamento divino… pelo que com estas coisas não vamos a lado nenhum.
Para a próxima arranje um argumento decente.
Ai sim? Pelo menos os ateus não se comportam como crianças mimadas perante o seu “lugar” no universo. Julgamento divino? Venha ele! Não me aflige minimamente
Caro “Xiquinho”, respondendo às suas afirmações:
1) – “Mas quais “factos”? Os únicos factos que vemos aqui são a sua monumental ingenuidade e a maldade sem limites daqueles que se entretêm a enganar pessoas como o Miguel” – Caro “xiquinho”, a mim, de uma coisa pode ter a certeza, não me enganam, arcredite
Aquilo que faço, faço-o conscientemente de que deve ser feito, e com os pés bem firmes no chão. A minha fé, não se fundamenta em “milagres”, mas se o tema foi falado, e o que está em causa é se os milagres existem ou não, então apresento-lhe um caso, que não corresponde à situação nem de Fátima, nem do Algarve, mas de aparições que toda a gente viu, procurando fomentar o diálogo e o são debate.
2) – “não lhe passa pela cabeça a sua “nossa senhora” ser um projector holográfico no cimo da igreja? Não lhe ocorre perguntar porquê que nas 4 horas que durou a alegada aparição ninguém tenha ido ao telhado da igreja filmar a coisa de perto?” – Mas caro xiquinho, o fenómeno que sucedeu – e por favor, permita-me corrigir -lhe este aspecto – não só durante quatro horas, mas de 12 de Dezembro de 2009 a 23 de Dezembro de 2009, não foi a primeira vez que sucedeu.
Por favor, convido-lhe a fazer bem o “trabalho de casa” , o mesmo fenómeno aconteceu de 1968 a 1971 na mesma cidade. Por favor confira no youtube: “Zeitoun apparitions” e verá que o mesmo sucedeu durante um espaço mais longo de tempo. E nessa altura, caro “Xiquinho” haveria “tecnologia holografica” para efectuar tais “enganos”
Sabe, as pessoas temem tudo o que é desconhecido…
3) – “Parece-me que não, na verdade a única coisa que lhe ocorreu foi tentar convencer os ateus que os seus delírios são “factos”. Tenha juízo, Miguel, que já deve ter boa idade para isso.” – Caro “Xiquinho”, não estou aqui para convencer do que quer que seja, e por favor, não chame de “delírios” àquilo que desconhece. Juízo? vou tentando ter o suficiente para poder servir a quem necessita.
Saudações cordiais
Miguel pereira
Mais propaganda dos crentes? Aqui ninguém quer comprar isso, adeus e boa viagem.
Caro Zip-zip, respondendo às suas afirmações:
1) – “Não há muitos dias, vários orgãos católicos, os mesmos que condenam a eutanásia, pediam para as pessoas doarem os seus orgãos’ Não é caricato que depois da morte, um religios se apresente, ao senhor, todo desfalcado internamente como se fosse um carro de sucata? ” – o sr. zip-zip tem muito sentido de humor, não há dúvida
Se o senhor zip-zip, sendo um ser humano, como esse religioso, se considera como – e citando as suas próprias palavras: “como se fosse um carro de sucata?” é lá consigo
o que está em jogo é a dimensionalidade e o valor da vida humana. Acaso valoriza a vida humana? Custa-me muito, e digo-o com fanqueza, que muita gente esteja dando ” tanto valor à cegonhazinha que ficou sem ninho” e depois, os ser humano seja simplesmente considerado como “como se fosse um carro de sucata”… Não retiro todo o direito à protecção que se deve dar aos animais, aliás, é nosso dever (crente ou não) defender e proteger os animais e os seus respectivos habitats, contudo, custa-me ver que as mesmíssimas pessoas que fazem isso são as primeiras a dizer que se “deve matar” porque não se mexe… Se não quer ver o ser humano como tal, por favor, veja-o como espécie animal (pois o ser humano também o é) em vias de extinção e que é necessário proteger…
2) – “Mea culpa’ Esqueci-me da regeneração milagrosa. Por vezes sôfro destes lapsos de memória, e esqueço-me dos milagres divinos.” – é fácil rir dos que se desconhece…. normalmente rimo-nos do que desconhecemos para esconder o real temor e o incómodo profundo que isso nos provoca…
Saúdo-o cordialmente
Miguel pereira
Ainda por cima também tem problemas com a eutanásia? Sabe, é do mais egoista fazer os que não se podem sequer mexer sofrer em nome dos seus ideais hipócritas, sem sequer ouvir a vontade dos mesmos.
Caro João Ribeiro,
Saúdo-o pela sua intervenção e principalmente pelo que disse na útlima parte da mesma : “E quem é que diz que Deus não ajuda os ateus?” – Eles são e continuarão sempre a ser ajudados por Deus, e tremenda surpresa eles vão ter quando chegarem diante do Pai e perceberem o que aconteceu….
Abraço fraterno em XP
Miguel Pereia
Ou então você é que vai ter uma surpresa quando chegar diante do….. seja lá o que houver, no meu caso pessoal acredito que você nem se vai aperceber que morreu, e volta ao “estado” que estava antes de nascer, mas pronto. Não é tão “bonito” como encontrar o “papá” não é?…
Caro Sky,
1) – “Ainda por cima também tem problemas com a eutanásia? Sabe, é do mais egoista fazer os que não se podem sequer mexer sofrer em nome dos seus ideais hipócritas, sem sequer ouvir a vontade dos mesmos.” – obviamente que tenho problemas com a eutanásia. Sabe é que os meus “ideais hipócritas”, como o sr. disse, são os primeiros a oporem-se à banalização da vida humana e a considerar a mesma como um mero capricho de um desejo…
Cordialmente
Miguel pereira
Capricho é você fazer uma pessoa sofrer atrozmente por tempo indefinido apenas para justificar os seus ideais retrógrados e barbáricos! E em última análise, o senhor não tem NADA que meter o bedelho no que uma pessoa faz ou deixa de fazer com a sua vida, mesmo que seja acaba-la!
Caro zip-zip, por favor, poderia explicar-me um pouco a sua reflexão?”Ou então você é que vai ter uma surpresa quando chegar diante do….. seja lá o que houver, no meu caso pessoal acredito que você nem se vai aperceber que morreu, e volta ao “estado” que estava antes de nascer, mas pronto. ” fico-lhe grato.
Cordialmente,
Miguel Pereira
isso fui eu que escrevi, e não o zip-zip e acho que fui bastante claro, mas estou a ver que você nem nunca sequer pensou nesta possibilidade, que é a mais provável.
Vou então dar-lhe uma ajudinha: Você lembra-se de alguma coisa ANTES de nascer? Não pois não? Pois é normal, não tinha um cérebro para ter consciência de si mesmo. Ora eu acredito que quando morremos, nesse preciso momento, o cérebro tem uma série de alucinações e sonhos, e algumas experièncias extra corporais às vezes, para as quais existem várias teorias. E quando o cérebro se “desliga” você não se consegue aperceber sequer disso, voltando ao tal estado de “não existência” em que estava ANTES de nascer.
E excusa de vir com histórias de almas e outras patétices, porque para mim, nós somos apenas máquinas muito elaboradas criadas por selecção natural.
Caro zip-zip,
1) – “Desculpe a intromissão, mas gostaria de lhe perguntar porque é que a história brasileira condena a igreja da exportação de escravos?” – Caríssimo, a história não pode condenar ou deixar de condenar, a história é uma ciência exacta e nãos e baseia na opinião pessoal mas nos factos. Percebo o que o sr. quer dizer, mas espero que compreenda o porquê que eu digo isto, e digo-o, não por mal, mas para sermos mais exactos na terminologia. Não tem que pedir desculpa, por favor, intervenha
É assim que se debate e como diz o povo “a falar é que a gente se entende”
A história da escravatura é dos pontos mais tristes da humanidade… Mas, procure reparar, a Igreja opõs-se à escravatura e actualmente, como tem feito, tem sido a “voz” ante a barbárie que se tem perpretado para com os índios amazónicos. Estão lá jesuítas, e já fizeram “soar o alarme”, ante as mortes de índios. Posso-lhe avançar que não são só índios que são mortos… “o sangue dos mártires é semente de Cristãos”, como dizia tertuliano, mas isso é outra conversa. Se bem que se lembra, por exemplo, o padre António Vieria foi um dos que condenou a forma brutal como os escravos eram tratados, o Papa Pio V. como eu afirmei condenou a escravavtura com pena excomunicatória (e se desejar, posso-lhe posteriormente apresentar as referências ao documento), e lembre-se que a excomunhão no séc. XVI não tinha o mesmo peso que tem hoje… Além do mais, vários grupos de religiosos condenanram a escravatura. Mas, caro Zip-zip, a igreja também é feita por homens e também nela, houve que visse mais os cifrões do que o amor ao outro, mas isso era para quem via na religião não “um meio de salvação dele e dos irmãos, mas do seu bolso”… Convido-lhe a ver um filme com o Robert Deniro, que se chama “A Missão” e que expõe de uma forma razoável esta questão…
2) – “Então em nome de quem foram destruídas civilizações inteiras, como por exemplo os Incas, Maias, índios brasileiros e norte-americanos. Não foi em nome da evangelização dos selvagens, segundo a santa madre igreja? Quantos escravos o foram do clero dessas regiões?” – Froam destrídas em nome da ganância dos homens, caro senhor! não foi em nome da Igreja! Foi em nome da ganância de homens como o Marquês de Pombal, que lhe interessava mais ter o Povo na ignorância e por isso mandou fechar os colégios portugueses que os Jesuítas tinham bem como os que existiam no Brasil para educar o povo. Pois esses “senhores” consideravam que é muito mais fácil governar o povo quando ele é ignorante, compreende caro zip-zip? Esses “senhores”, muitos deles estavam-se pouco borrifando para a religião contando que tivessem os bolsos cheios. Quando o pilim lhes começava a faltar para sustentar os seus devaneios, comecavam a expropriar o que “pertencia” à Igreja…
Cordialmente
Miguel pereira
Caro Miguel Pereira, apenas lhe vou rersponder á última parte, porque o resto nem merece resposta.”É muito mais fácil governar quando o povo é ignorante.” Meu caro, então não é isso que as religiões têem feito ao longo dos séculos? Umas acenam com virgens á farta depois da morte, outras com paraísos dívinos. Sem excluir o medo do desconhecido que lhes é ímpingido desde crianças. Você nota-se que anda muito desfasado da realidade. Se os religiosos acham que uns tipos apenas lhes interessava a “massa”, então porque cobram dinheiro aos crentes? Porque razão é negada a esmola ao mendigo á porta da igreja, e depois a entregam ao padre em bandeja de prata. Nesse caso todos os chefes religiosos também só vivem para a “massa”, como os tipos que você alude. Qual então a diferênça? E para lhe responder sobre a história do Brasil, da qual parece duvidar, aconselho-o a ler os relatos de Pizarro, e os massacres na América. Tudo em nome de deus. E, se dúvida da história, porque acredita na ´Bíblia?
Caro Sky,
1) – “Capricho é você fazer uma pessoa sofrer atrozmente por tempo indefinido apenas para justificar os seus ideais retrógrados e barbáricos” – Sabe caro sky, havia um senhor, baixinho, que resolveu dizer que tudo o que não mexe, deve-se matar, já que “o trabalho liberta” (roubaram a placa há pouco tempo do sítio), esse senhor, baixinho e de muito mau humor, começou a fazer experiências com seres humanos, em nome de um desenvolvimento científico (e diga-se de passagem que muitas das teorias desse tempo ainda estão em voga). Esse senhor com mau feitio e baixinho, a quem toda gente gritava “heil!” considerava, baseado na teoria da “sobrevivência do mais forte” e numa pesudo-ciência americana de inícios do séc. XX chamada “Eugenia”, que o mais fraco deve morrer… e vem-me dizer que eu defendo ideiais “retrógrado e barbáricos”?
2) – “E em última análise, o senhor não tem NADA que meter o bedelho no que uma pessoa faz ou deixa de fazer com a sua vida, mesmo que seja acaba-la!” – Aí estou mesmo muito de acordo, sim senhor. Mas por favor o senhor não tem que estar a chamar de “Boa-Morte” (significado da palavra grega “Eutanásia”), para o “Suicídio” ou “Homicídio” assistido…
Cordialmente
Miguel pereira
Também havia um senhor baixinho de bigode, que gostava de espalhar mentiras e fazer um culto pessoal sobre si. Esse senhor também gostava de distorcer a verdade e a história, e fazer comparações ridiculas e inflamatórias sobre assuntos e coisas que ele queria que o povo temesse para nunca as aceitar. Curiosamente, esse senhor baixinho andou num seminário quando era novo, mas é hoje em dia odiado pela igreja católica. Andou a ler o 1984, ou inspirou-se mesmo no tal senhor baixinho da Geórgia?
E digo-lhe desde já que comparar a eutanásia, feita de livre vontade por uma pessoa, com qualquer ideologia nazi é do mais ignorante e propagandista que já vi. Você é perigoso, e pior, mentiroso, e acabou aqui a minha discussão consigo. Até porque não discuto com pessoas mesquinhas e insensiveis ao sofrimento alheio. E ainda dizem que os ateus é que são os insensiveis.
Passar bem.
Caro Sky,
1) – “o isso fui eu que escrevi, e não o zip-zip e acho que fui bastante claro, mas estou a ver que você nem nunca sequer pensou nesta possibilidade, que é a mais provável. ” – Quero-lhe pedir desculpa pelo lapso, tal como ao zip-zip por algo que ele não escreveu e agradecer-lhe por me ter esclarecido. É de facto uma hipótoese plausível, mas é uma hipótese que o senhor considera a mais provável. então eu também posso fala-lhe numa outra “hipótese”, que para mim é a mais plausível a da tríplice dimensionalidade do ser humano: Física, intelectual e espiritual, e tendo terminado as duas primeiras que se referem ao concreto deste mundo, continua a existir através de uma nova realidade.
2) – “Vou então dar-lhe uma ajudinha: Você lembra-se de alguma coisa ANTES de nascer? Não pois não? Pois é normal, não tinha um cérebro para ter consciência de si mesmo. Ora eu acredito que quando morremos, nesse preciso momento, o cérebro tem uma série de alucinações e sonhos, e algumas experièncias extra corporais às vezes, para as quais existem várias teorias. E quando o cérebro se “desliga” você não se consegue aperceber sequer disso, voltando ao tal estado de “não existência” em que estava ANTES de nascer. ” – ok. essa é a sua teoria tem lógica para si e eu respeito-a.
3) – ” E excusa de vir com histórias de almas e outras patétices, porque para mim, nós somos apenas máquinas muito elaboradas criadas por selecção natural.” – ó caro sky, dou-lhe o mesmo conselho que dei ao zip-zip: veja como emprega os termos senão noutros contextos poderão rebater a sua reflexão pelas suas próprias palavras, senão repare:
a) – fala de sermos “Máquinas”… uma máquina tem um “maquineiro”, alguém que a fez. Então “Quem” elaborou a “máquina humana”?
b) – “Criadas”… “Quem é o Criador” das “Máquinas”?
c) – “Selecção natural”…. “Quem as seleccionou”?
Saudações cordiais
Miguel pereira
Vejo que não tem resposta para as questões e tenta inventar mais dúvidas só para tentar dar a impressão que o meu raciocinio tem falhas. Tipicamente demagogia básica de crente, à qual eu podia dar resposta, mas que sinceramente já foi tudo respondido neste site vezes sem conta.
Meus senhores,
Vou repetir aquilo que já foi dito neste Portal inúmeras vezes. Se não conseguem encontrar um argumento sem recorrer ao ataque pessoal, peço-vos, por favor, para se absterem de comentar.
Caro Zip-Zip,:
a) – “Caro Miguel Pereira, apenas lhe vou rersponder á última parte, porque o resto nem merece resposta.” – Porque não merece resposta?
b) – “Meu caro, então não é isso que as religiões têem feito ao longo dos séculos? Umas acenam com virgens á farta depois da morte, outras com paraísos dívinos. Sem excluir o medo do desconhecido que lhes é ímpingido desde crianças.” – Caríssimo, a religião, toda ela, tem uma dinâmica espiritual. Também lhe vou falar “cientificamente” se o senhor(a) desejar: Se recuássemos até 1869, cem anos antes da primeira alunagem, e disséssemos aos cientistas desse tempo que o homem iria pisar a lua, iria parar a um manicómio, não acha? Então se uma coisa pode soar ilógica em determinado momento da história, não quer dizer que a mesma não seja passível de ser uma realidade e o mesmo se passa com a fé. Aquilo que eu desconheço, por me ser desconhecido, não implica que seja impossível de existir.
O medo do desconhecido é algo primário, certamente que ninguém está isento de o ter. Eu o tenho, o senhor não?
C) – “Você nota-se que anda muito desfasado da realidade.” – ok, então agora sou um “alienado da realidade”, e a religião? “Também será o ópio do povo?” Caro Zip-Zip, compreendo o que o senhor deseja transmitir-me e com amizade digo-lhe, a realidade e bem dura, eu senti-a na pele ao longo da minha vida. Há uma regra de vida minha da qual, creio, nuca hei-de abdicar: “Nada daquilo que realmente vale a pena, nada daquilo que realmente é perene se consegue sem esforço e sem sacrifício.” Esta regra tem-me valido de muito, e posso-lhe dizer que a experiência que tenho recebido ao longo da minha formação permitiu-me “ver de tudo”. A nossa formação faz-se não só no âmbito das ciências eclesiásticas, mas também das humanas, no âmbito da psicologia, sociologia, história, filosofia, línguas. Além do mais tem a componente humana, na qual contactamos com o diverso tipo de realidades e de pessoas, além daquelas experiências que aprendemos na bela escola da vida. Por isso digo-lhe: alienado é que não sou.
D) – “Se os religiosos acham que uns tipos apenas lhes interessava a “massa”, então porque cobram dinheiro aos crentes?” – Em qual Igreja isso acontece? Na Católica, confesso que vi isso acontecer. Mas já agora, também lhe pergunto uma coisa: não lhe cobram para ver, por exemplo, um jogo de futebol? Há casos de pessoas que gastam todos os fins de semanas 20 euros para ir ver o futebol em determinado estádio de um dos três grandes. Essa pessoa fez-me a mesmíssima afirmação que o caro zip-zip.
F) – “Porque razão é negada a esmola ao mendigo á porta da igreja, e depois a entregam ao padre em bandeja de prata. Nesse caso todos os chefes religiosos também só vivem para a “massa”, como os tipos que você alude.” – Infelizmente, caro zip-zip, e digo infelizmente com todas as letras, há quem se sirva da mendicância, quase como uma rede de negócios. Mais uma vez vou-lhe falar por experiência própria. Na minha terra, todos os domingos são levadas duas mulheres romenas num jipe e deixadas ao pé da igreja da minha terra. Isto é feito assim “à cara podre”, utilizando expressão popular. As pessoas que vão à missa vêem isto, ficam chocadas exactamente porque essas pessoas estão ali a desempenhar uma profissão. Mas também lhe digo: há casos e casos e há que saber distingui-los. Nas situações em que se tratam realmente de pessoas pobres, pessoas necesitadas, então a igreja (comunidade) deverá utilizar os meios que estão ao seu dispor para ajudar essa pessoa. Mas sei, que isso já vai acontecendo.
G) – “E para lhe responder sobre a história do Brasil, da qual parece duvidar, aconselho-o a ler os relatos de Pizarro, e os massacres na América. Tudo em nome de deus. “ – Eu não duvido da História, caríssimo zip-zip, mas, tal como gosto de fundamentar as minhas afirmações de modo que a quem possa ler aquilo que escrevo fique esclarecido, também gosto que quando realizam afirmações nesse âmbito, peço por favor, que as mesmas sejam fundamentadas. Gostaria pois, que me mostrasse, fundamentando obviamente, que os massacres efectuados no Brasil aos índios foram feitos em nome de Deus e da Igreja, e não em nome do Rei e do “El-dorado” (no caso da América) que tanto se ansiava encontrar, bem como das minas de metais preciosos que tanto ansiava o governo Espanhol e Português da altura.
E) – “E, se dúvida da história, porque acredita na Bíblia?” – Eu, como lhe disse, não duvido da História, não duvido de factos comprovados. Vamos ver, uma coisa é nós pormos em causa diversos “tendencialismos” de pessoas que escrevem a História. Outra, é nós alterarmos factos históricos para que ela diga aquilo que queremos. Para se escrever história, é necessário ser-se o mais imparcial possível ante os relatos. Permita-me dar-lhe um exemplo para o elucidar: imaginemos que eu sou um indivíduo de extrema esquerda (o que não é verdade pois sou apolítico) e sou historiador se eu for uma pessoa tendenciosa, obviamente que eu vou apresentar a história segundo os meus critérios pessoais. Contudo, se eu sou um bom historiador, mesmo que seja um indivíduo de extrema-esquerda (cuidado que com este exemplo não quero conotar ninguém. Quando digo de esquerda também daria de direita, ou então anarquista, sei lá), então eu apresentarei a história segundo os factos concretos e segundo as fontes que disponho. Posteriormente, poderei colocar uma nota pessoal, mas totalmente identificada e não como “dado histórico”. Quanto á questão da Bíblia: Caro Zip-Zip, essa questão é deve ser respondida da seguinte forma:
1 – Enquanto livro da História do povo de Deus, ou seja história da caminhada na fé de um povo, então creio plenamente, sem quaisquer restrições ou dúvidas, porque nessa história está presente também a minha história pessoal enquanto membro desse povo. Do mesmo modo creio enquanto livro da fé e da revelação de Deus.
2 – Enquanto livro que apresente a mera factualidade histórica, dados puramente históricos, há alguns relatos que são puramente simbólicos. Já fiz alusão a isso numa outra resposta que procurei dar. Eu não estou a ver Josué segurar os braços de Moisés para o sol não se pôr…, por exemplo. Há um símbolo por detrás disso. Lembre-se, a Bíblia foi escrita num contexto histórico, num povo, e numa época bem diferentes da nossa. Logo, eu não posso fazer uma interpretação segundo a mentalidade ocidental, do século XXI.
Cordialmente
Miguel Pereira
Miguel Pereira, começo por subscrever as palavras da Leonor. Não ando aqui para ofender alguém ou ataques pessoais, a menos que seja provocado. O que não é o seu caso. Podemos argumentar, podemos discordar com cívismo e boa educação, e embora não concordando consigo em várias matérias, não desço na minha boa formação só para fazer vingar os meus pontos de vista e aquilo em que acredito. Não tenho pretensões a sabe-tudo, como com certeza você não terá. Estamos em campos opostos Num espaço que não é meu, e no qual sou impedido de postar, é-me difícil por vezes argumentar. Eu podía aqui colocar milhares de contradições Bíblicas, do Vaticano e de vários papas. Podia, mas não posso, mostrar-lhe relatos e fotos autenticadas que poêm a nú muitas das afirmações que os religiosos aqui publicam. E isto causa-me uma certa imobilidade intelectual. Não me é possível provar-lhe o quanto está errado, tanto na história como na Bíblia. E passar o tempo no é não é, retira-nos tempo para outras tarefas mais urgentes. Cordialmente. ZipZip.
Caro Zipzip,
Em primeiro lugar quero agradecer a forma como respondeu ao texto. Permita-me apenas dirigir-lhe algumas palavras:
a) – “Miguel Pereira, começo por subscrever as palavras da Leonor. Não ando aqui para ofender alguém ou ataques pessoais, a menos que seja provocado. O que não é o seu caso. ” – Agradeço as suas palavras mais uma vez, e digo-lhe que é perfeitamente normal que, quando alguém se sente provocado se sinta compelido a responder.
b) – ” Podemos argumentar, podemos discordar com cívismo e boa educação, e embora não concordando consigo em várias matérias, não desço na minha boa formação só para fazer vingar os meus pontos de vista e aquilo em que acredito.” – Estou cem por cento de acordo consigo e assim é que se consegue elaborar umd diálogo que seja proveitoso para ambos. Quando eu resolvi registar-me no “Portal” foi também com o intuito de poder aprender algo já que todos os seres humanos sem excepção têm sempre algo que ensinar.
c) – ” Não tenho pretensões a sabe-tudo, como com certeza você não terá. ” – acredite caríssimo que não tenho pretensões nenhumas nesse âmbito. Aquilo que busco, e esta é a grande conclusão que retiro é que todo o ser humano – crente ou não – busca exclusivamente uma coisa: a verdade. E independenetemente do sítio onde possamos considerar que a encontramos, assim moldamos as nossas personalidades, por isso, acredite, a única coisa que desejo é isso: a verdade.
d) – “Estamos em campos opostos. Num espaço que não é meu, e no qual sou impedido de postar, é-me difícil por vezes argumentar.” – Acredito, e como, lhe disse, há coisas para as quais não tenho resposta. Se me colocar uma equação, por mais simples que seja diante de mim, eu Miguel Pereira, vou ficar a olhar para ela como um burro diante de um palácio, e se calhar o caro zipzip poderá fazê-la “com uma perna às costas” como diz o provérbio. Reconhecço que não é fácil, e por vezes tambéme stamos limitados no tempo, já que há imensas coisas que nos levariam tempos e tempos de pesquisa.
e) – “Eu podía aqui colocar milhares de contradições Bíblicas, do Vaticano e de vários papas. Podia, mas não posso, mostrar-lhe relatos e fotos autenticadas que poêm a nú muitas das afirmações que os religiosos aqui publicam.” – caro zipzip, compreendo que há muuitas coisas nas questões da religião que não possam estar bem. João XXIII (creio que já referi isto) dizia que a “Igreja é santa e pecadora), e se pegar na genealogia de Jesus, vê simbólicamente três ou quatro prostitutas como seus antepassados, enquanto Lucas (creio) apresenta uma linhagem de gente “de bem”… Que quer isto dizer? e para mim isto é o mais belo, é que “Ele” veio para todo o género humano- justos e pecadores – e todos sem excepção são chamados a i ao Seu encontro. Como lhe disse, houve muitas coisas para as quais algumas pessoas da Igreja, se serviram do seu nome, para obter lucros pessoais, e a Igreja, em nome dessa pessoas, pede desculpa. Nem sempre é fácil assumir os erros, mas é possível e isso também já ficou comprovado. Por isso, a Igreja também peca, porque, embora de origem divina (acreditamos nós) ela é também humana, mas é na fragilidade que devemos demonstrar o quanto amamos mais uma pessoa, não é verdade? Permita “confessar-me” à sua pessoa: Aquilo que mais me custou, ao longo destes anos como cristão e, certamente como futuro padre, é o facto de ter visto pessoas que tantas vezes se disseram cristãs, mas, quando começaram a surgir os problemas associados ao facto de ser cristão, simplesmente “deram à sola”… digo-lhe “entristece-me”, não que esteja a efectuar qualquer tipo de julgamento a quem quer quue seja. Certamente que conhecerá a narração da negação de pedro, o Apóstolo: “Senhor, mesmo que todos te abandonem, eu não te abandonarei”, e depois fez o que fez…. Os apóstolos fugiram todos quando Ele foi preso… ok, hoje acontece a mesmíssima coisa… quando a Igreja não está na “mó de cima”, abanona-se… Fim de Confissão
f)- ” E isto causa-me uma certa imobilidade intelectual. Não me é possível provar-lhe o quanto está errado, tanto na história como na Bíblia. E passar o tempo no é não é, retira-nos tempo para outras tarefas mais urgentes. Cordialmente. ZipZip.” – Caro zipzip, mensagem recebida
Não se preocupe, mas peço-lhe que me continue a dar a sua opinião sempre que achar necesário. Da minha parte, procurarei apresentar-lhe o ponto do porquê que acredito, obviamente, sempre que me seja possível, fundamentando a opinião, já que também eu por vezes me deparo que o mesmo problema
Falta de tempo.
Saudo-o cordialmente,
Miguel pereira
Caro Sky gostaria tão somente de responder às suas mensagens,
A) – “Andou a ler o 1984, ou inspirou-se mesmo no tal senhor baixinho da Geórgia?” – o caríssismo Sky, passou o tempo todo, se bem que me recordo, atribuindo-me uma série de epítetos deveras interessantes, a saber:
1) – “ideais retrógrados e barbáricos” – ou seja, sou retrógrado e bárbaro, já que os meus ideias são assim;
2) – “o senhor não tem NADA que meter o bedelho no que uma pessoa faz ou deixa de fazer com a sua vida” – Sou intrometido…
3) – “mais egoista fazer os que não se podem sequer mexer sofrer em nome dos seus ideais hipócritas” – Sou egoísta e tenho ideais hipócritas, logo subentendo que também eu sou hipócrita…
4) – “Mais propaganda dos crentes? Aqui ninguém quer comprar isso, adeus e boa viagem.” – sou proselitista, pois faço propaganda da minha fé…
5) – “Andou a ler o 1984, ou inspirou-se mesmo no tal senhor baixinho da Geórgia?” – Esse senhor a que se anda a referir, presumo que seja Josef Estaline. Assim se eu, segundo o que o senhor Sky diz me inspiro no que Josef Estaline diz, então sou:
a) – “Também havia um senhor baixinho de bigode, que gostava de espalhar mentiras e fazer um culto pessoal sobre si.” – sendo assim sou mentiroso, e faço culto à minha pessoa (irra! Sou mesmo bom! )
b) – “Esse senhor também gostava de distorcer a verdade e a história, e fazer comparações ridiculas e inflamatórias sobre assuntos e coisas que ele queria que o povo temesse para nunca as aceitar.” – distorço a verdade e a história, faço comparações ridículas e inflamatórias…
c) – “Curiosamente, esse senhor baixinho andou num seminário quando era novo, mas é hoje em dia odiado pela igreja católica.” – Esse facto é verdade. Ele andou num seminário e eu também. Mas odiado pela Igreja Católica? Caro Sky, como pode ser odiado pela Igreja Católica se ele era Ortodoxo ? E de facto, esse senhor é mal amado não só pela Igreja, mesmo a Russa, ma por toda a humanidade, esse senhor ceifou perto de 20 milhões de vidas humanas. Descanse caro Sky, eu não sou Comunista, sou apolítico.
d) – “E digo-lhe desde já que comparar a eutanásia, feita de livre vontade por uma pessoa, com qualquer ideologia nazi é do mais ignorante e propagandista que já vi. “ – Sou propagandista e ignorante… (esta está repetida).
e) – “Você é perigoso, e pior, mentiroso, e acabou aqui a minha discussão consigo.” – sou perigoso, mentiroso…
f) – “Até porque não discuto com pessoas mesquinhas e insensiveis ao sofrimento alheio. “- sou insensível ao sofrimento alheio e mesquinho…
g) – “E ainda dizem que os ateus é que são os insensiveis.” – nunca me viu escrever isso caro Sky…
Na “segunda parte” chama-me:
h) – “Vejo que não tem resposta para as questões e tenta inventar mais dúvidas só para tentar dar a impressão que o meu raciocinio tem falhas. Tipicamente demagogia básica de crente…” – Chama-me de demagogo… Caro Sky, eu não estou tentando coisíssima nenhuma, acredite. Apenas quero ajudá-lo a ser mais específico nas suas afirmações e não o faço por mal. Hoje está falando comigo. Um dia, quando expuser os seus argumentos a outra pessoa ainda que saiba corroborar melhor e reflectir melhor do que eu as afirmações então as coisas poderão ser diferentes entende? Não se trata de ver “quem fica por cima”… Eu não quero nem devo ficar por cima de ninguém entende? Nem se trata de “demagogia crente”, somente de querer ajudar outra pessoa, ou será que:
– não aceita a ideia de ser ajudado por um crente por ele ser crente;
- não quer ser ajudado por ninguém( crente ou não);
- Tenho de me tornar ateu para poder simplesmente poder ajudá-lo a argumentar;
Caríssimo Sky, todos os epítetos que me colocou, de “retrógrado, bárbaro, intrometido, hipócrita, egoísta, proselitista, mentiroso, faço culto á minha pessoa, distorço a verdade e a história, faço comparações ridículas e inflamatórias, ignorante, perigoso, insensível ao sofrimento alheio e mesquinho, e demagogo… uffaaa, que rol! De tudo isso está perdoado, e, acredite que se me chamar de novo a mesma coisa, de novo vou-lhe perdoar. Eu não sei se conhece as Escrituras, mas deixo-lhe apenas duas frases da mesma:
– “Se o mundo vos odeia, reparai que, antes que a vós, me odiou a mim. Se viésseis do mundo, o mundo amaria o que é seu; mas, como não vindes do mundo, pois fui Eu que vos escolhi do meio do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: o servo não é mais que o seu senhor. Se me perseguiram a mim, também vos hão-de perseguir a vós.” Do Evangelho de S. João – Por isso, caro Sky, se Ele foi Mestre no amor ao próximo e foi morto numa cruz e mesmo assim perdoou, eu, não sou mais do que Ele…
- “O amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita nem guarda ressentimento.” Da 1º Carta de Paulo aos Coríntios.
Caro Sky, por isso, queria apenas deixar uma referência à “Eugenia”, retirada da wikipédia, que poderá ver na íntegra:
“Eugenia é um termo cunhado em 1883 por Francis Galton (1822-1911), significando “bem nascido”.[1] Galton definiu eugenia como o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente.[2] Em outras palavras, melhoramento genético. O tema é bastante controverso, particularmente após o surgimento da eugenia nazista, que veio a ser parte fundamental da ideologia de pureza racial, a qual culminou no Holocausto. Mesmo com a cada vez maior utilização de técnicas de melhoramento genético usadas atualmente em plantas e animais, ainda existem questionamentos éticos quanto a seu uso com seres humanos, chegando até o ponto de alguns cientistas declararem que é de fato impossível mudar a natureza humana(…) Galton foi influenciado pela obra de seu primo Charles Darwin, A Origem das Espécies, onde aparece o conceito de seleção natural. Baseado nele Galton propôs a seleção artificial para o aprimoramento da população humana segundo os critérios considerados melhores à época(…)Contrariamente a uma crença popular, a eugenia é inglesa (não alemã) em invenção e estadunidense (não alemã), em pioneirismo legislativo. Outra crença é que a eugenia fosse uma doutrina aplicada ou propagada pela direita política(…)Segundo alguns historiadores a Alemanha Nazista levou as politícas eugênicas ao extremo, porém, segundo outras fontes, acredita-se que o que ocorreu com os judeus durante o Terceiro Reich foi genocídio, e não foi a aplicação de idéias eugênicas que causou o holocausto e sim o ódio racial entre dois grupos étnicos distintos(…)O único consenso é que a eugenia foi praticada com alemães que possuiam deficiências físicas ou mentais, através do extermínio, e da esterilização(…)Nos EUA surgiu a eugenia negativa – aliança entre as teorias eugênicas européias e o racismo já existente naquele país -, que consiste na eliminação das futuras gerações de incapazes (doentes, de raças indesejadas e empobrecidos) através da proibição de casamento, esterilização coercitiva e eutanásia(…)Charles Davenport dirigia o laboratório de biologia do Brooklin Institute of Arts and Science, em Cold Spring Harbor, em 1903, e lá ao Instituto Carnegie instalou uma estação experimental de eugenia. Apoiado por criadores de animais e especialistas em sementes que participavam do movimento eugenista, criou em 1909 o Eugenics Record Office, registro de antecedentes genéticos de americanos com que pretendia pressionar o governo a criar leis propícias à prevenção do nascimento de indesejáveis(…) Século XXI(…)Companhias de seguro, planos de saúde e centros de imigração estão usando descobertas científicas para detectar características genéticas. Diagnóstico pré-natal de possíveis defeitos permite a opção pelo aborto. Estima-se que entre 91% e 93% das crianças diagnosticadas com Síndrome de Down sejam abortadas [6] Estes temas, bem como a AIDS, têm sido discutidos com base em pressupostos eugênicos, sem que se explicite essa referência. O filme estadunidense “Gattaca”, de 1997, descreve um futuro onde a maioria das crianças são selecionadas a partir de embriões fertilizados in vitro, e só os perfeitos são implantados no útero. As pessoas que não são geneticamente planejadas (“in-válidas”) são discriminadas pela sociedade(…)Nos Estados Unidos e Europa, no entanto, estas tentativas frequentemente têm sido criticadas como formas racistas de eugenismo, como as que ocorriam na década de 1930. Devido à sua associação com esterilização obrigatória e os ideais raciais do partido nazista, a palavra “eugenismo” é raramente usada pelos defensores desses programas.Eugenicistas argumentam que a imigração proveniente de países com baixo Quociente de inteligência (QI) é indesejável. De acordo com Raymond Cattell “quando um país abre suas portas à imigração de diversos países, é como um agricultor que adquire suas sementes de diferentes fontes, com sacos com conteúdos de diferentes qualidades.”[8]” (Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Eugenia)
Sobre a “Lei do mais forte” como lhe chamo, ou “selecção natural” de Darwin:
“A seleção natural pode ser expressa como a seguinte lei geral (tirada da conclusão de A Origem das Espécies):
1. SE há organismos que se reproduzem e…
2. SE os descendentes herdam as características de seus progenitores e…
3. SE há variação nas características e…
4. SE o ambiente não suporta todos os membros de uma população em crescimento,
5. ENTÃO aqueles membros da população com características menos adaptativas (de acordo com o ambiente) morrerão e…
6. ENTÃO aqueles membros com características mais adaptativas (de acordo com o ambiente) prosperarão.
O resultado é a evolução das espécies.” (…)As idéias de Darwin foram inspiradas pelas observações que ele havia feito na Viagem do Beagle, e pelas teorias econômicas de Thomas Malthus, que notou que a população (se não supervisionada) crescia exponencialmente enquanto que o suprimento de comida só crescia linearmente; logo limitações inevitáveis de recursos acarretariam implicações demográficas, levando a uma “luta pela sobrevivência”, na qual somente o mais apto sobreviveria.
(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sele%C3%A7%C3%A3o_natural)
… como lhe disse, a lei do mais forte a triunfar sobre o mais fraco, sobre o que não tem possibilidades de se defender.
Quanto à terminologia da palavra “Eutanásia”:
“Eutanásia (do grego ευθανασία – ευ “bom”, θάνατος “morte”) é a prática pela qual se abrevia a vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assistida por um especialista.” (Fonte: wikipédia)
- Para terminar, queria-lhe dizer que não sou insensível ao sofrimento dos outros. Por favor, procure perceber o que lhe quero dizer: há meios de minorar a dor dos outros, há meios para isso. A ciência evoluiu nesse âmbito e para esse fim. Por isso, em vez de simplesmente considerar o outro como um “problema a ser sanado”, então utilizemos os recursos da ciência sempre que se poda. Como lhe disse, a minha experiência de vida já me ofereceu algumas coisas, entre elas, vi uma pessoa numa determinada terra cujo qual tem um familiar próximo em coma, devido a um acidente ao atravessar uma estrada e a ser atropelado. Há seis anos que está em coma. Há seis anos que vai ao hospital, quase todos os dias ver esse ente querido. Ele não desiste e vejo que essa pessoa é e continua a ser para ele esse seu ente querido. O simples facto de estar ali dá-lhe forças…
- Também na minha vida, muita coisa mudou… Confesso que tinha um perspectiva da fé centralizada no ritual e tão somente nisso. Mas as coisas mudam… e forma os acontecimentos mais marcantes na minha vida que ocorreram no espaço de um ano que me fizeram mudar, principalmente junto daqueles que mais amo. Mas também foi nesses momentos, caro Sky, nesses momentos concretos que descobri que há um Deus que me ama, e que não me deixou. Livrou da morte e fragilidade físicas àqueles que eu amo? Não. Aliás, todos teremos um dia de empreender essa “caminhada”, contudo, fez-me compreender que na sua fragilidade eles manifestaram a realidade de a presença de um Deus que não os abandona e que os acolhe. Isto é porém a minha experiência… Caro Sky, há algo de transcendente e belo na vida…
Para quem não crê, realmente esta dimensão escapa um pouco… Por vezes, não temos medo de morrer, mas de sofrer… é normal que assim seja, somos humanos.
Despeço-me cordialmente, esperando ter respondido ao que desejava, senão, por favor, coloque as questões que queira colocar e terei todo o gosto em responder-lhe.
O “Mentiroso”
Miguel Pereira
Caro Miguel,
Provavelmente você não viu a minha pergunta colocada mais acima.
Volto a repetir: o que é exactamente neste fenómeno que o leva a crer tratar-se duma aparição da Virgem Maria? Quanto muito é um fenómeno luminoso sem explicação.
cumprs
Ernesto Martins
Caro Ernesto Martins,bem haja!
Peço desculpa de somente responder agora às suas questões, contudo o tempo não me permitiu poder fazê-lo antes. Espero que o possa fazer segundo aquilo que o senhor deseja.
a) – Se o Sr Ernesto tomar alguns documentos, como por exemplo a documentação crítica de Fátima, que foi publicado pelo santuário, verá que ante as aparições de 1917 a descrição da senhora “mais brilhante que o sol”, como a catalogaram, que é semelhante, senão igual àquilo que se pode ver nas imagens do vídeo. Do mesmo modo, a narração da 1º aparição do anjo, em 1916 que foi vista e descrita na memórias de Lúcia e na mesma documentção de Fátima, falam de “como uma pessoa embrulhada num lençol”.
b)- Nessa altura (1917) não teriam equipamento nem tecnologia para efectuar uma “farsa” bem elaborada, do mesmo modo , que em 1968-1971 as aprições de Zeitoun, também elas vistas por milhares de pessoas e bem documentadas (convido-o) a ver as imagens. Do mesmo modo, durante os anos 90 na Coreia (também isso documentado através de filmagens, análises, e testemunhos) Maria voltou a aparecer a Julia Kim, com milgres eucarísticos visíveis bem como milagres solares (as imagens também estão no youtube); o fenómeno voltou a repetir-se em 2001 (salvo erro) em Assiut (também existem a s imagens), e por fim, a mais recente e também a mais estranha, pois é a primeira vez na história das aparições que se voltam a haver aparições onde outrora já tinham sucedido, voltou a aparecer no Cairo de 11-23 de Dezembro de 2009.
C) Laguém aqui do portal falou-me na possibilidade de ser tecnologia holográfica. Essa hipótese é plausível nos tempos que correm, mas o seriam na década de 60-70? ainda por cima numa área tão pobre como o Egipto?
d) – Caro Ernesto, por haver paralelos (escritos e documentados graficamente) é que eu digo que se trata de uma aparição da virgem Maria. Por exemplo, num dos vídeos (e agora estou procurando fazer uma possível – e salvaguarde-se o ‘possível’ – interpretação teologica) a “figura luminosa” ao pé da cruz. Para quem crê, são-nos recordadas as palavras do Evangelhod d joão, no qual Maria permaneceu de pé, junto á cruz de Seu Filho. Mas como, lhe disse, é uma possível interpretação teológica.
e) – Como tive oportunidade dizer noutros âmbitos, a minha fé não se baseia em milagres, mas numa pessoa concreta: Jesus Cristo. Os milagres, para mim, são como um “doce”, um convite a permanecermos firmes na fé, porque, Ele sabe que a nossa fé é frágil e condicionada. Mas, caro Ernesto, também lhe digo que os milgres são para todos. No ar fica a dúvida expressada por Cristo, nos Evangelhos: “Será que quando o Filho do homem vier de novo sobre a terra encontrará fé?”
Espero ter podido ajudá-lo.
Cordialmente,
Miguel pereira
Digo-lhe desde já Miguel Pereira que a sua veborreia inflamatória e displicente não me afecta, assim como o seu discurso pseudo paternalista.
A verdade é essa mesma, você é mais um hipócrita que quer pessoas a sofrer em nome dos seus ideias retrogrados e barbáricos. Escusa de vir tentar comparar a eutanásia tal como é implementada hoje em paises civilizados com medidas nazis, ou mesmo com o a raiz etimológica da palavra.
Reze bastante ao seu deus imaginário para que um dia não seja você a pedir pela morte, e lhe seja negada em nome de ideais que você não partilha.
Caro Miguel,
A principio pensei que houvesse algo de mais substancial, que me tivesse escapado, que ligasse o fenómeno à suposta Maria, mas agora vejo que não. O que se depreende das suas alíneas é apenas e só uma grande vontade de acreditar – ou de se enganar a si próprio!
Um fanático da ovnilogia podia argumentar, de forma igualmente apaixonada, e baseado em ocorrências semelhantes “escritas e documentadas”, que o fenómeno em causa foi produzido por seres extraterrestres. Um adepto do espiritismo é também capaz de lhe apresentar a sua interpretação, completamente diferente mas igualmente “documentada”, do que se observou…
cumprs
Ernesto Martins
Caro Sky,
“o maior cego é aquele que não quer ver…”
Cordialmente:
Miguel pereira
Lucas Samuel, vê o teu GMail, please
Caro Ernesto Martins,
Permita-me dizer-lhe que, no prisma em que apresenta as coisas, realmente tem razão. Certamente que concordará comigo que, este fenómeno somente poderá ser interpretado de diversas formas. A forma em que eu tentei falar-lhe no mesmo entra mais no âmbito da Fé e isso é indiscutível. no âmbito das ciências exactas, não sei do que se trata: qual a razão a luminescência, o porquê do formato de um corpo, meio de deslocação, etc,etc,etc…
cordialmente
Miguel pereira