Exercicio de poder

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Parece que ultimamente a ICAR apontou baterias aos ateus. Varias figuras da sua hierarquia sairam a terreiro, dar a sua opinião sobre o flagelo do ateismo.

Para ser honesto, pelo meu lado também falo há muito tempo do flagelo das religiões. Não tenho é um megafone tão grande. E convenhamos que a ICAR tem os mass media bem oleados. Salvo honrosas excepções, o jornalismo Português limita-se a repetir as mensagens da ICAR como se fossem o seu Diário da Republica para as coisas da fé. Fica-se com a  impressão que faltaram todos a umas aulas sobre a necessidade do contraditório.

Mas porquê esta acção concertada contra o ateismo?

Talvez porque somos cada vez mais visiveis. Nunca se escreveram tantos livros, se fizeram tantos debates, se colaram tantos cartazes como agora. O status quo religioso sente-se naturalmente ameaçado. E isto nada tem a ver com deus ou com a religião. Tem a ver com poder. As religiões coexistem de forma mais ou menos pacifica umas com as outras. Desde que todos tenham o seu “dono e senhor” está tudo bem. Felicitam-se mutuamente, fundem-se, promovem encontros entre si.

Os ateus são uma ameaça natural à “ordem das coisas”; não tem mordaça, não tem nada que os atemorize, e não querem saber da cenoura virtual que os recompensará depois da morte.

Tem como hobby expor as incoerencias das religiões, e ainda se atrevem a denunciar alto e bom som cada vez que se descobre mais um padre pedófilo. Depois há essa diferença magnifica de haver muita gente a cometer atrocidades em nome da fé, mas nenhum ateu o faz em nome dos seus principios. Sempre que há comparações, as religiões ficam mal na fotografia. É obvio que isto os chateia.

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