Poema de Natal
De Filipe Vaz:
“(envio o) resumo do que representa o Natal: alegria do Nascimento de Cristo, Filho de Deus que veio nos chamar para a missão que Deus nos confiou. E que missão é essa? De uma maneira, bem resumida, é simplesmente AMAR. De forma FRATERNA. E estar disposto a arcar com as consequências que essa missão comporta pois o caminho não é fácil (as nossas fraquezas e limitações são mais que muitas mas as mesmas não são impossíveis de vencer) .
A verdade é que os caminhos fáceis não nos trazem felicidade.
Perdão pelo sermão.
Posto isto, desejo boas festas para ti e para os teus companheiros de crença.
Respeitosamente,
Filipe Vaz
P.S.: Sei que o (poema) não é nada por aí além e até te pode parecer muito pueril. Mas é não é nas coisas e nas pessoas mais simples que reside a verdadeira BELEZA e a VERDADE?
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Nascimento do Menino
Tocam os sininhos
No alto da ermida.
A Deus agradecemos
Pela graça concedida!
Nasceu finalmente
O filho do Senhor;
Assim nos dá mais uma prova
Do seu imenso amor!
O menino nasceu
Com missão peculiar:
A de a mensagem de Deus
A todos revelar.
E de todos chamar,
Sem qualquer excepção
Para o caminho da Graça,
Do Amor e do Perdão!
Autor:
Manuel Espírito Santo
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Caro Filipe
Está desculpado o “sermão”. Não te preocupes. Nós, os ateístas temos umas costas largas.
Discordo contigo quando dizes que “A verdade é que os caminhos fáceis não nos trazem felicidade.”, muitas vezes a melhor e a maior felicidade vem exactamente porque simplificamos as coisas.
E discordo também quando escreves, “Posto isto, desejo boas festas para ti e para os teus companheiros de crença.” Não no desejo de boas festas, que te retribuo com sinceridade, mas na questão da “crença”: nós os ateístas não temos “crenças”. Temos evidências, temos cepticismo, temos ciência, temos filosofia, temos técnica, temos conhecimento. Chega-nos bem
Caro amigo Ricardo,
Os ateus também têm crenças.
1- Uma das condições necessárias para ter conhecimento é ter uma dada crença. Assim, desde a tradição de Platão até à mais recente epistemologia, refere-se que o conhecimento é ter uma crença verdadeira justificada. A crença, a verdade, e a justificação são condições necessária para haver conhecimento. E sem crença não há conhecimento. Podes ver mais sobre o assunto em: http://criticanarede.com/fil_conhecimento.html .
2- Nenhum ateu tem a certeza absoluta e inabalável que Deus não existe; aliás, Dawkins diz que “provavelmente” não existe, ou seja, ele crê que não existe Deus, mas não sabe apoditicamente que não existe. Portanto, se nem crentes nem ateus sabem evidentemente que Deus existe ou não existe, pois, este não é objecto de experimentação científica; então, ateus e crentes só podem dizer que acreditam, crêem, na sua não existência ou existência.
3- A maior parte daquilo que dizemos parte de crenças ou de argumentos de autoridade. Aliás, George Orwell refere que não tem razões evidentes para dizer que a terra é redonda, mas crê que a terra é redonda e acredita (tem fé) naquilo que os especialistas dizem. Salienta mesmo que a maior parte daquilo que afirmamos “não repousa em raciocínio ou experimentação, mas na autoridade”. cf. http://criticanarede.com/html/credulidade.html .
Com estes pontos advogo que o teu enunciado “nós os ateístas não temos «crenças»” é falso.
Pois, todos os seres humanos (ateus, religiosos, agnósticos, indiferentes, etc) têm crenças.
Abraço amigo,
Isto não é poesia. É o contrário da poesia. Podem-lhe chamar oração, papagueamento, mas poesia não. É como dizer que receitas de culinária são literatura. Esta palermice até me deu dores nos olhos. Vou pestanejar e volto já.