Umas poucas semanas após a vitória do “sim” à proibição da construção de minaretes na Suíça, um grupo da Extrema-direita alemã, Pro NRW, quer propor um referendo semelhante, mas desta vez com carácter europeu. Para isso contam angariar o apoio de outras organizações de Extrema-direita europeias.
O secretário-geral da PRO NRW – Movimento popular da região Nordrhein-Westfalen [numa tradução livre do original Bürgerbewegung pro Nordrhein-Westfalen] – afirma que a campanha é uma crítica ao Islão, onde se vê a construção de mesquitas como símbolo agressivo e poderoso de uma conquista muçulmana. De seguida acrescenta que a campanha não é especialmente direccionada contra o Islão, mas tem sim em vista o problema de imigrantes não-europeus que derivam de culturas predominantemente islâmicas.
O grupo pretende forçar um referendo a nível europeu e como o Tratado de Lisboa, agora em vigor, contém uma cláusula que permite a realização de um referendo se forem reunidas um milhão de assinaturas a favor do assunto a referendar.
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Este tipo de iniciativa não pretende resolver problema nenhum, serve apenas para empurrar o problema para debaixo da cama desde que esteja noutro país, bem longe.
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Bravo!
Ao menos estes não têm problema nenhum em se assumirem não apenas contra a liberdade religiosa mas também como declaradamente xenófobos.
Anda tudo doido!
Pois anda… e infelizmente o autor deste comentário é o que parece mais desiquilibrado…
Milú, depressa, vai buscar os comprimidos que ele já está a perder a noção do ridículo!
Anda, despacha-te.
E tu fazias bem, era se te despachasses a montar uma banca e começasse a recolher assinaturas para satisfizer a quota parte portuguesa. Ora aí está uma boa actividade para desenvolveres através da PAMAP e estou certo que não te faltará o apoio do presidente.
Despacha-te mas é fazer qualquer coisa de útil para a sociedade, pá!
Há 4 milhões de muçulmanos na Alemanha, a maioria de origem turca. Isto vai dar que falar…
Aposto que a grande maioria dos europeus adora fazer minaretes.
Ora diz o compadre neonazi que “a campanha é uma crítica ao Islão, onde se vê a construção de mesquitas como símbolo agressivo e poderoso de uma conquista muçulmana”. Até aqui, concordo.
Diz ainda,
“a campanha não é especialmente direccionada contra o Islão, mas tem sim em vista o problema de imigrantes não-europeus que derivam de culturas predominantemente islâmicas”.
E pronto. Aqui acaba a concordância e surge o meu aval para dar paulada nesta corja xenófoba e racista.
Tal como já referi em mails anteriores, é preciso distinguir aquilo que me parece uma posição válida de opção cultural e identitária (não queremos mesquitas, caravelas minaretes, etc.) de uma posição xenófoba e preconceituosa (não queremos emigrantes). Tanto os “demasiado liberais” como os “fascizóides” acham que temos de meter tudo no mesmo pacote: os primeiros para permitir, os segundos para proibir.
Do meu ponto de vista, isso não é assim. Há que distinguir entre aquilo que pode conduzir a uma descaracterização cultural e aquilo que pode conduzir a actos de ódio e segregação racial. Ambas as situações são diferentes e devem ter abordagens diferentes.