Referendo europeu anti-minarete

Umas poucas semanas após a vitória do “sim” à proibição da construção de minaretes na Suíça, um grupo da Extrema-direita alemã, Pro NRW, quer propor um referendo semelhante, mas desta vez com carácter europeu. Para isso contam angariar o apoio de outras organizações de Extrema-direita europeias.

O secretário-geral da PRO NRW – Movimento popular da região Nordrhein-Westfalen [numa tradução livre do original Bürgerbewegung pro Nordrhein-Westfalen] – afirma que a campanha é uma crítica ao Islão, onde se vê a construção de mesquitas como símbolo agressivo e poderoso de uma conquista muçulmana. De seguida acrescenta que a campanha não é especialmente direccionada contra o Islão, mas tem sim em vista o problema de imigrantes não-europeus que derivam de culturas predominantemente islâmicas.

O grupo pretende forçar um referendo a nível europeu e como o Tratado de Lisboa, agora em vigor, contém uma cláusula que permite a realização de um referendo se forem reunidas um milhão de assinaturas a favor do assunto a referendar.

Para continuar a ler, ver a edição inglesa da Der Spiegel

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Este tipo de iniciativa não pretende resolver problema nenhum, serve apenas para empurrar o problema para debaixo da cama desde que esteja noutro país, bem longe.

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7 Comentários

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  1. Bravo!

    Ao menos estes não têm problema nenhum em se assumirem não apenas contra a liberdade religiosa mas também como declaradamente xenófobos.

    Anda tudo doido!

  2. Há 4 milhões de muçulmanos na Alemanha, a maioria de origem turca. Isto vai dar que falar…

  3. Aposto que a grande maioria dos europeus adora fazer minaretes.

  4. Ora diz o compadre neonazi que “a campanha é uma crítica ao Islão, onde se vê a construção de mesquitas como símbolo agressivo e poderoso de uma conquista muçulmana”. Até aqui, concordo.

    Diz ainda,

    “a campanha não é especialmente direccionada contra o Islão, mas tem sim em vista o problema de imigrantes não-europeus que derivam de culturas predominantemente islâmicas”.

    E pronto. Aqui acaba a concordância e surge o meu aval para dar paulada nesta corja xenófoba e racista.

    Tal como já referi em mails anteriores, é preciso distinguir aquilo que me parece uma posição válida de opção cultural e identitária (não queremos mesquitas, caravelas minaretes, etc.) de uma posição xenófoba e preconceituosa (não queremos emigrantes). Tanto os “demasiado liberais” como os “fascizóides” acham que temos de meter tudo no mesmo pacote: os primeiros para permitir, os segundos para proibir.

    Do meu ponto de vista, isso não é assim. Há que distinguir entre aquilo que pode conduzir a uma descaracterização cultural e aquilo que pode conduzir a actos de ódio e segregação racial. Ambas as situações são diferentes e devem ter abordagens diferentes.

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