Concertos em Igrejas

concertos_em_igrejasComo já aconteceu o ano passado  a Câmara de Lisboa está a organizar um conjunto de concertos ditos de Natal em  Igrejas. A música não é necessariamente natalítica (uma amiga inventou a palavra e eu não vou abdicar dela) nem necessariamente religiosa. Podem encontrar o programa aqui.

Gostava de recomendar um concerto em particular. O concerto de dia 13 na Igreja da Graça às 16h00. As peças do Mendelssohn são bonitinhas mas os Chichester Psalms do Bernstein são magníficos. O ideal seria a peça ser cantada por um coro exclusivamente masculino mas as vozes agudas podem ser cantadas por mulheres se bem que com crianças fique muito mais pueril. O texto é em hebraico e tem momentos de ir às lágrimas apesar de não se perceber nada do que é dito. A música é muito Bernstein, e muito americana, ao ponto de quando ouvi esta peça pela primeira vez ter havido alguns, poucos, momentos em que pensava que ia aparecer um corpo de bailado a coreografar lutas de rua e a cantar quão bons são os Jets e quão maus são os Sharks. Não me desviando mais, queria só recomendar boa música religiosa escrita no século XX, se bem que sou suspeita porque adoro o Bernstein.

Estando na Graça podem sempre ir ver uma das melhores vistas sobre Lisboa no miradouro da Nossa Senhora do Monte e podem também apreciar a estatuazinha da dita…

Artigos relacionados

Tags: , , ,

7 Comentários

RSS Feed RSS de comentários a este artigo »
  1. Há um ano e meio foi assim:

    Na Igreja matriz da Azambuja a missa foi animada!
    Um grupo de danças e cantares de Sevilha animou os católicos, que frequentaram a missa “rocillera”, com um espectáculo de dança Sevilhana.

    Na próxima semana a missa terá um espectáculo de tauromaquia, com a bênção dos touros e toureiros onde, provavelmente, será pegado o São José, pelo Grupo de Forcados Amadores de Azambuja.

    Ver vídeo AQUI.

  2. O Miradouro da Senhora do Monte é só A MELHOR VISTA sobre Lisboa.

    • Gosto muito do Jardim do Torel. Se calhar pode não ser a mais bonita no sentido clássico. Mas é decididamente a mais improvável. Quando lá estive da primeira vez pensei, “onde é que estou? ” Gosto também do miradouro da penha de frança. E o topo das amoreiras porque de lá não vês as torres das amoreiras o que a torna quase perfeita (se se estiver distraida ainda se apanha a outra mesmo ali ao lado e tem-se uma apoplixia).

  3. Olá Catarina!

    Sabia que uma vez eu participei num coro que cantou os Chichester Psalms na Igreja do Cemitério Inglês?
    Também gosto imenso da peça.

    Para o facto de que não se percebe nada de hebraico, pode-se levar uma tradução, para se seguir enquanto se ouve!

    Há partes mais bonitas do que outras, é certo, mas realmente, há momentos de ir às lágrimas: o Salmo do Bom Pastor (salmo 23), por exemplo…

    Aqui encontra-se uma tradução (não sei dizer se muito fiel, mas…):

    http://en.wikipedia.org/wiki/Chichester_Psalms

    É claro que é uma questão de gosto pessoal, mas eu queria sugerir, do magnífico programa, o Concerto de Natal do Arcangelo Corelli.

    Abraço!

    • Bernardo,

      Pensava que já tínhamos ultrapassado os formalismos do tratamento na terceira pessoa do singular….

      Acho que já tínhamos falado um pouco de música… Tipicamente eu não acho piada nenhuma a coisas escritas antes de 1750. E mesmo assim o classicismo só às vezes.

      • Catarina,

        Claro que podemos falar na segunda pessoa, usar a terceira é apenas um vício meu de escrita.

        Porquê essa data? 1750?
        Olha que o Concerto de Natal do Corelli é uma coisa magnífica…
        Então e a Missa Bruxellensis, do Biber, que é anterior a essa data e é um espectáculo sonoro incrível?

        Já agora, em termos de música coral, do que é que gostas?

        Abraço

      • O 1750 é uma boa proxi para o início do clacissismo. Gosto mais ou menos de mozart e de algumas coisas do Hayden. Adoro beethoven mas ele já é transição. Adoro românticos russos.

        Quanto a musica Coral depende se estamos a falar em ouvir ou cantar… Porque gosto de coisas diferentes. Adoro cantar à cappela ou só com piano a acompanhar. Se bem que fazer a nona de beethoven é espectacular e se não acabar com a laringe no céu da boca… Quando cantei era soprano e aqueles lás agudos em permanência não foram faceis. Ainda por cima o maestro decidiu diminuir o andamento. Foi mauzinho. É uma das minhas peças preferidas. Gosto de poulanc e Bernstein e carrapatoso, lopes graça (mas estou a ficar um bocadinho saturada) e alguns outros compositores portugueses contemporâneos.
        Gosto de românticos.

        Para ouvir já é um pouco diferente. Gosto de música coral sinfónica (de preferência romântica) com o expoente máximo talvez no requiem de Verdi. A primeira vez que ouvi o dies irea tive algum medo da fúria divina depois lembrei-me que não existia e passou-me (Estou a bricar Bernardo não pegues nisto, sff). ou o lacrimosa que me leva às lágrimas. E gosto de coros de ópera. Com o seu expoente máximo no coro dos escravos do Verdi. Este senhor sabia escrever para coro…

        Eu sei que sou terrivel mas não acho piadinha nenhuma a Bach, nem a cantar nem a ouvir. As Paixões apaixonam-me pouco. magnificats, etc.

        É claro que isto é só uma tendência à excepções nestas definições de épocas. Como já disse em tempos o stabat matter de pergolisi leva-me às lágrimas (não sempre…). E curiosamente cantar aquilo com um bom maestro numa igreja com boa acústica. uhh lá lá. Até fraquejam os joelhos.

        Quando tinha 18 ou 19 anos dizia que queria pelo menos uma vez cantar a nona de beethoven. a oitava de maller e segundo soprano no requiem de verdi. Já só falta os dois últimos mas algo me diz que a sinfonia dos 1000 vais ser díficil. E como este ano voltei para os contraltos duvido que alguma vez me deixem de lá sair. Não que eu queira para já. É fisicamente mais fácil e intelectualmente mas difícil. Perfeito.

        E tu, que gostas de cantar?

        Já agora, fui ao concerto e aquele primeiro andamento…

Deixe um Comentário

Você deve estar logado para enviar um comentário.