Como é do vosso conhecimento, criámos recentemente a associação Portal Ateu – Movimento Ateísta Português (PAMAP). Na Assembleia Geral constituinte estiveram presentes todos os sócios fundadores e colaboradores do Portal Ateu.
Chegou agora a hora de alargar a nossa associação a todos aqueles que estiverem interessados em colaborar connosco para atingirmos os objectivos propostos nos estatutos da associação.
Assim, é com muito orgulho que convocamos todos os interessados a estarem presentes na 1ª Assembleia Geral ordinária da PAMAP:
1ª Assembleia Geral ordinária da associação Portal Ateu – Movimento Ateísta Português
Local: Espaço Fábulas
Morada: Calçada Nova de São Francisco, 14, ao Chiado, em Lisboa (ver no Google Maps)
Data: 12 de Dezembro de 2009
Hora: 14h30
Ordem de Trabalhos
- Aceitação de novos associados
- Apresentação e discussão do Plano de Actividades da Direcção para 2010
- Outros assuntos do interesse da associação e dos associados
Conforme previsto no Regulamento Interno, a aceitação dos proponentes a associados é feita em Assembleia Geral. Assim, todos os interessados em serem associados de pleno direito da PAMAP já a partir da 1ª Assembleia Geral deverão preencher o formulário online até às 24 horas do dia 11 de Dezembro de 2009. Recordamos que deverão previamente ler os Estatutos e o Regulamento Interno já disponíveis online.
Associe-se – o seu contributo é indispensável. Quantos mais, mais fortes!
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Helder,
Este comunicado suscitou-me uma dúvida (mais por curiosidade). A associação PA-MAP é terá uma direcção eleita democraticamente que reflectirá a vontade dos associados. Mas o Portal Ateu é um site pessoal, criado e gerido por algumas pessoas (tu, principalmente). Como pensam conjugar as duas coisas? O site vai passar a ser gerido e administrado por quem a direcção da PA-MAP decidir? Ou em caso de discordância o PA continua de quem sempre foi e a associação que arranje outro site?
Ocorre-me isto porque, como sabes, nisto de associações de ateus nem sempre toda a gente está de acordo em tudo…
“Ocorre-me isto porque, como sabes, nisto de associações de ateus nem sempre toda a gente está de acordo em tudo…”
E ainda bem… Desde que as regras do jogo sejam respeitadas, só posso achar isso positivo.
Quanto à tua questão, o site, a partir do momento da constituição da PAMAP é da responsabilidade desta. No entanto, os textos são da responsabilidade dos seus respectivos autores.
Portanto, quando chegar o dia de existir uma direcção que me queira afastar, assim será. Da mesma forma, se for eu a fartar-me dos PHP’s e dos WordPresses, a continuidade será assegurada.
Vou-me já inscrever para poder votar asp.net…
Xiquinho,
«Vou-me já inscrever para poder votar asp.net…»
Segundo o artigo 15º do regulamento interno da PAMAP, o teu voto vale só 1/10 do voto do Helder. É que há ateus fundadores, ateus de escalão 1 e ateus de escalão 2. E pelo andar da carruagem acho que, pelo menos nos próximos anos, a direcção não te vai promover. Por isso boa sorte nisso…
É claro que segundo o artigo 175º do Código Civil, numa assembleia geral «as deliberações são tomadas por maioria absoluta dos associados presentes.», e ninguém tem mais votos que os outros. Por isso se tiveres um advogado ou a PAMAP decidir guiar-se pela lei talvez consigas qualquer coisa
Ludwig,
Não há ateus fundadores, ateus de escalão 1 e ateus de escalão 2. Há associados fundadores, associados de escalão 1 e associados de escalão 2. Desconhecia esta tua faceta de fazer citações incorrectas para servir os teus propósitos, mas tu lá sabes a carapuça que queres enfiar.
Ao contrário de outras organizações, aqui queremos privilegiar o mérito. O que te é tão difícil de perceber nesta opção é que me deixa confuso.
Depois, essa tua citação do Cód. Civil só pode ser brincadeira ou mera provocação gratuita. Experimenta ir a uma assembleia geral de uma S.A. com meia dúzia de acções e exigir que o teu voto conte tanto como o do accionista ao lado com cinco mil acções. Ou experimenta ir a uma assembleia geral de um clube desportivo e vê a diferença do número de votos consoante a antiguidade.
Sabes, às vezes parece-me que só sabes criticar; pessoalmente, agradeço-te porque gosto que me critiquem para eu próprio poder melhorar. Mas, prefiro que sejam criticas válidas, o que não é o caso, ou que sejam criticas que contribuam para uma maior eficiência de processos. Lamentavelmente, no teu caso, e dadas as tuas capacidades que eu reconheço, acho que é um desperdício de tempo e energia. Mas, como o tempo e a energia são teus, tu lá saberás.
Helder,
A legislação que governa associações sem fins lucrativos é diferente da que governa sociedades comerciais. Nas associações não há accionistas.
Quanto a reconhecer o méritos, e criticar defeitos, concordo. Não percebo é como isso justifica que o voto de uns associados valha dez vezes o voto de outros. Mas sempre explica as tuas garantias acerca de como resolver eventuais conflitos entre a PAMAP e a administração do site…
«Sabes, às vezes parece-me que só sabes criticar»
Sim. As pessoas que eu critico costumam ficar com essa impressão
Mas quando critico faço-o de igual para igual. Quero que a minha opinião valha pelo seu mérito e não pela força do regulamento. É essa uma das razões que prefiro o ateísmo às religiões, e uma das razões porque me entristece ver estas coisas feitas em representação do ateísmo português.
Ludwig,
“Mas sempre explica as tuas garantias acerca de como resolver eventuais conflitos entre a PAMAP e a administração do site…”
Grande confusão que vai nessa cabeça! Mas quais conflitos entre a PAMAP e a administração do site se o site é administrado pela PAMAP?
Sabes, no meio dessa tua confusão deixas transparecer algo que me deixa satisfeito. Implicitamente, valorizas o site ao achares que este seria razão suficiente para um potencial conflito entre mim e a PAMAP sobre a administração do site. Obrigado por isso.
Mas, estranho que não recordes que no início do Portal Ateu (site) tu acompanhaste os processos de decisão e deverias saber perfeitamente que os assuntos são todos discutidos entre nós. As coisas nunca funcionaram como eu quis, mas sim como o grupo decidia. Aliás, acho que todo o processo de implementação do site é um excelente exemplo do que deveria ser um trabalho de equipa para este tipo de casos. Optaste por abandonar o projecto, não optes por te esquecer de como ele funciona. Era assim antes da fundação da PAMAP e continua a ser da mesma maneira.
“Sim. As pessoas que eu critico costumam ficar com essa impressão
”
Ainda bem que admites.
“Mas quando critico faço-o de igual para igual. Quero que a minha opinião valha pelo seu mérito e não pela força do regulamento. É essa uma das razões que prefiro o ateísmo às religiões, e uma das razões porque me entristece ver estas coisas feitas em representação do ateísmo português.”
Uma associação ateísta é uma associação como outra qualquer. Para funcionar tem que contar com quem trabalha para que ela funcione. Dar o mesmo poder a quem não faz ou não deixa fazer é um tiro no pé da própria associação. Por isso é que tantas associações por este país ficam moribundas à nascença.
Eu bem me pareceu que isto ia dar barraca… :<(
Helder,
Claro que dou valor ao PA. Não percebo esse teu espanto nem o que isso tem a ver com discordar que os sócios fundadores de uma associação ateísta tenham dez vezes o poder de voto dos outros sócios. Ou discordar que isso é para reconhecer o mérito quando são os próprios que “reconhecem” o seu próprio mérito.
A minha participação no PA foi curta, esporádica, e não me lembro de termos discordado de nada acerca disso. Por isso esse exemplo não me permite extrapolar.
A nossa participação na AAP já foi diferente, e a PA-MAP surgiu precisamente porque tu e o Ricardo não concordaram com as decisões votadas entre nós todos. O que tu deixaste claro publicamente, na tua carta aberta, foi que por discordares saias e ias fazer outra coisa. Daí a minha pergunta acerca do PA. É claro que com o sistema dos votos diferenciados a probabilidade de acontecer a mesma coisa é reduzida, por isso considero a dúvida esclarecida.
O que não impede que me sinta desiludido. Porque essa estratificação dos associados divididos entre aqueles que mandam mais e os outros cuja opinião só vale 10% é precisamente o oposto do que me parece apropriado numa associação de pensadores livres e racionais.
«Uma associação ateísta é uma associação como outra qualquer. [...] Dar o mesmo poder a quem não faz ou não deixa fazer é um tiro no pé da própria associação.»
Ah… o poder. OK, já estou esclarecido.
Xiquinho,
«Eu bem me pareceu que isto ia dar barraca… :<(»
Nah. Só dá conversa
“Ah… o poder. OK, já estou esclarecido.
”
Pois, voltamos ao mesmo. O que te esclareceu foi a utilização da palavra “poder”. O resto da frase onde ela está inserida mandaste às urtigas. É intelectualmente honesto da parte… Para a próxima tenta refutar o princípio e não apenas uma palavra lá pelo meio.
«Conforme previsto no Regulamento Interno, a aceitação dos proponentes a associados é feita em Assembleia Geral. Assim, todos os interessados em serem associados de pleno direito da PAMAP já a partir da 1ª Assembleia Geral deverão preencher o formulário online até às 24 horas do dia 11 de Dezembro de 2009. »
Mas então para eu ser aceite como associado tenho de ir aí a Lisboa, à Assembleia ou basta preencher o formulário online e depois é aprovado na Assembleia independentemente do facto de eu estar presente ou não?
É que a disponibilidade para sair daqui Dentre-Os-Montes é pouca… tenho frequência na segunda-feira na UTAD e andar de autocarro a ir e vir é complicado por causa do tempo que demora a ir aí… Ai, parece-me que vou ter de começar a rezar para haver comboio a partir de Vila Real para Porto ou Lisboa…
Caro Bufo,
Não é necessária a presença para seres aceite como sócio. Terás que preencher o formulário indicado, obviamente, mas não é necessária a presença na AG.
Um abraço.
Já enviei a minha inscrição, depois de ler os Estatutos e Regulamentos. É fácil de entender que quem quiser pertencer à PAMAP tem de respeitar as regras para poder entrar.
Acontece porém, que a Europa, também tem regras… E as regras da Europa dizem que não se mutilam os clitóris, que as mulheres podem ir à praia e ao hospital, que não precisam de usar burkas nem véus para andar na rua, que são livres escolher a sua religião inclusive a de não ter nenhuma, que não se casam aos 10 anos de idade, que na eventualidade de ornamentarem o marido não são apedrejadas até à morte e muitas outras mais que por economia de esforço me vou abster de especificar.
Ora também me parece fácil de entender que quem quer entrar na Europa tem de respeitar as suas regras.
O que é difícil de entender, é como é que há ateus com excesso de tolerância que não entendem isto…
Tens que me dizer qual é o ateu que não compreende isso. Já agora, explica lá qual é a semelhança entre o que tua descreves neste teu comentário e a construção de minaretes. É que eu, burrinho como sou, não vejo a relação, isto é, não vejo nenhuma relação maior do que aquela que encontro entre a torre de uma igreja e a inquisição, a queima de bruxas ou a escravatura.
Sabes, a demagogia só resulta e impressiona os distraídos.
Meu particular e estimado amigo, já no comentário aqui ao lado tentei explicar que o que estava em causa não era os minaretes enquanto apenas minaretes, mas antes aquilo que eles representam, acima limitei-me a fazer uma analogia entre a existência regras que regulam a sociedade e a necessidade de cumpri-las por quem pretende fazer parte dessa sociedade.
Para mim parece ser óbvio demais que uma religião que não respeita as mais elementares regras dos direitos humanos não tem o direito de usufruir de qualquer espécie de liberdade. Muito menos que se chore a perda dos minaretes…
Quem opina aqui na caixa dos comentários não está sujeito a regras? Aparentemente parece, presumo que em nome do politicamente correto, que se querem abrir excepções quando o assunto é religião.
é curioso que quando se realizou o referendo em Portugal sobre a IVG, fostes dos poucos visionários que conseguiram ver que não era apenas a despenalização do acto que estava em causa. Vale até a pena recordar uma das tuas diatribes contra os ateus velhos à época:
… É utilizado ainda um botão que transmite a ideia de que a única coisa que está em causa é ser a favor ou contra a prisão das mulheres que recorrem ao aborto! Como se esse fosse o único aspecto que estivesse em causa…
Ou seja, o Hélder que no caso do referendo português compreendeu perfeitamente que não era apenas a prisão das mulheres que estava em causa… é o mesmo Hélder que me tenta convencer que está com dificuldades de compreensão, no caso do referendo suíço, que estão muitos mais aspectos em causa, para além dos minaretes … Sabes que nome se dá a isto na minha terra: farisaísmo e tartufaria.
De burrinho acho que tens muito pouco, tens muito é de distraído, mas tás com galo porque eu tenho uma memória de elefante :>)
Se não te importas, respondo-te no outro artigo… Este é sobre a 1ª AG.
Helder,
O princípio que transparece na frase « Dar o mesmo poder a quem não faz ou não deixa fazer é um tiro no pé da própria associação.» é claramente o princípio de dar mais poder a uns que a outros.
Citei a frase na íntegra, e foi a esse poder que me referi. Não vejo o que possa haver de intelectualmente desonesto nisso. Fizeram ou não esse regulamento com a intenção de dar mais poder a quem escreveu esse regulamento? Foi essa a impressão com que fiquei, da tua explicação, e foi isso que me esclareceu.
É óbvio que não vamos concordar neste ponto, por mais que discutamos. Tu achas que numa associação a regra deve ser “um associado, um voto”. Nós achamos que não! Como já referi, é nosso entender que quem tem o mérito de trabalhar para a associação deve ver esse mérito reflectido na altura de tomada de decisões, conforme já te expliquei anteriormente.
Helder,
«É óbvio que não vamos concordar neste ponto, por mais que discutamos.»
Para mim não é óbvio. Não posso dizer que tenha chegado a um ponto em que seja impossível que mude de ideias…
«Tu achas que numa associação a regra deve ser “um associado, um voto”. Nós achamos que não! »
O problema é mesmo esse “nós”. Se o “nós” são os associados, então nesse “nós” têm todos o mesmo poder de voto. É claro que pode haver uma organização em que há vários “nós”. Patrões e empregados, accionistas com mais ou menos acções, etc. Mas essa não é a estrutura normal de uma associação de voluntários.
Supõe que a maioria dos associados acha que todos devem ter o mesmo poder de voto. Vai-se pela vontade da minoria que tem mais votos, ou pela vontade da maioria? Isso parece-me um problema em qualquer associação…
«Como já referi, é nosso entender que quem tem o mérito de trabalhar para a associação deve ver esse mérito reflectido na altura de tomada de decisões, conforme já te expliquei anteriormente.»
Concordo. E, em qualquer associação, qualquer associado cujo mérito seja reconhecido pela maioria dos outros associados terá provavelmente o apoio da maioria em qualquer votação.
A questão é porque há de ser o mérito decidido pela direcção em vez de pelos associados, no processo normal e democrático de votar segundo as propostas que consideram ter mais mérito?
Se 60% dos associados acha que a proposta A tem mais mérito, mas é aprovada a B porque uma minoria de associados tem mais votos, parece-me que se privilegia algumas pessoas em vez de se privilegiar o mérito…
Oops, o meu comentário anterior era para ter ficado na caixinha lá para o meio… devo-me ter enganado no botão.
Não faz mal.