Mais do que uma tertúlia
É já amanhã que vamos organizar mais um encontro PAMAP, com uma tertúlia para animar ainda mais o evento.
Mas desta vez queremos fazer mais do que apenas uma “amena troca de opiniões”.
No seguimento do artigo colocado pelo Helder Sanches aqui, vamos aproveitar este momento para consolidar uma iniciativa da PAMAP e que passa por tomar uma posição oficial sobre a questão dos “pedidos de referendos” na questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Citando o Helder
“(…) são sugeridos referendos é que quem sugere o escrutínio popular apenas o faz quando estão em causa propostas de lei integradoras que visam anular diferenças no tratamento dos cidadãos, normalmente membros de algum tipo de minoria. Foi o caso do aborto e da regionalização, ia sendo o da Constituição Europeia e, agora, querem fazer o mesmo com o casamento de indivíduos do mesmo sexo (…) A minha dúvida é simples e clara: se uma proposta de lei integradora como a que prevê o casamento entre indivíduos do mesmo sexo pode ser alvo desta especulação referendária, que dizer, então, da Lei de Liberdade Religiosa ou da Concordata? Nenhuma delas é integradora, muito pelo contrário. Criam regimes de excepção para quem professa uma religião, no caso da Lei de Liberdade Religiosa, que reconhece diversos direitos que não são reconhecidos a quem não professe religião alguma, e, no caso da Concordata, são dados privilégios aos membros de uma religião em particular.”
Vamos então falar a sério sobre esta questão. Agradecemos todas as sugestões e comentários que queiram fazer os nossos visitantes e que queiram estar presentes amanhã no encontro.
O encontro será no dia 27 de Novembro, uma sexta-feira, no bar Fábulas, que fica no nº14 da Calçada Nova de São Francisco, que fica perto do Chiado, perto da Rua Ivens e do Grémio Literário. Iremos começar a partir das 20:30h.
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6 Comentários
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E que tal abordar a questão de um referendo para a condenação do celibato?
É que, nesse caso, nem sequer se trata de criar novas leis; trata-se, simplesmente, de cumprir as leis existentes que a Igreja Católica não respeita.
Veja-se o caso de um jovem, padre de 26 anos e uma jovem de 18, que vêm a sua vida íntima devassada, enxovalhados, na comunicação social e viram-se obrigados a partir para parte incerta, por pretenderem usufruir dos mais elementares direitos do ser humano, CASAR E CONSTITUIR FAMÍLIA.
Esta notícia surgiu esta semana.
O que é que eu (ou tu) tenho a ver com a opção que outros adultos tomam em não se casar? Por acaso há alguma lei em Portugal que impeça um padre, por ser padre, de casar no civil? Se sim, é grave. Se bem que tanto quanto me lembro só pessoas já casadas e pessoas que tenham sido condenadas por assassinar o conjuge é que estão proibidas de casar. mas posso estar equivocada.
Esse padreco por acaso tem que se lhe diga… Esperou até a miúda ter 18 anos para fugir, o que significa que o marmanjo de 26 anos andava com uma rapariga que nem 18 anos tinha!
Nunca conseguem renegar à essência pedófila.
Nuno Leal,
«Nunca conseguem renegar à essência pedófila.»
Esta frase é uma nojeira.
O que o Nuno Leal está a afirmar é que os padres têm uma “essência pedófila”.
Devia ter vergonha de dizer coisas destas, com a gravidade que têm.
Pode substanciar esta sua afirmação universal (pois refere-se à colectividade dos sacerdotes, e não a um caso isolado), ou vai ficar pela frase rasca e de chicana?
Porque é que há tanta gente que não consegue ter argumentos sérios, e que não tem qualquer capacidade de auto-crítica e que escreve o que lhe passa pela mioleira sem antes raciocinar?
Nuno: a liberdade de expressão é um valor universal e consagrado. Tem todo o direito a dizer os disparates que entender. Mas não tem receio de errar? E de errar pateticamente? E de ser injusto?
Qual é a sua ocupação profissional, Nuno?
E se eu fosse buscar um exemplo de um pedófilo que trabalha na mesma área que o Nuno, e dissesse que os do seu mister «Nunca conseguem renegar à essência pedófila.» ?
Não lhe repugna, a falta de consistência argumentativa?
Não lhe mete nojo a falácia descarada?
A mim, mete…
Bernardo Motta
Para ser curto, pouco grosso e para não ter de fazer um desenho sobre o porquê da renegação à sexualidade ser de alguém muito perturbado, digo-lhe que se devia enojar, isso sim, com os desvios do foro sexual dentro da sua amada e santa igreja.
O que mete nojo são as centenas e centenas de padrecos pedófilos, vejam-se os casos da Irlanda, Brasil, EUA, etc, que todos os dias violam crianças e ainda assim são encobertos pela ICAR!
E não venha com a falácia para cima de mim porque o Hamas tem, certamente, pessoas boas no seu seio sem que isso faça com que deixe de ser uma grandessíssima porcaria.
Em primeiro lugar não sei de que planeta é que o Nuno é porque não é raro ver-se namoros com essa diferença de idade…. nessas faixas etárias.
Depois a abstinência é um modo de vida perfeitamente legítimo…. não se trata de qualquer tipo de renegação…há coisas muito mais importantes na vida do que o sexo.
E já agora pergunto-lhe se não tem também nojo em ir para médico… quando existem uma infinidade de casos de negligência médica que são encobertos?