Saramago dixit

Palavras de José Saramago em Roma, durante um colóquio com o filósofo italiano Paolo Flores D’Arcais (ver artigo no Sol). Haja gente com a coragem e frontalidade para dizer mal de certos indivíduos cuja conduta é duvidosa e a quem é dada demasiada graxa e atenção.

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«”Que Ratzinger tenha a coragem de invocar Deus para reforçar o seu neo-medievalismo universal, um Deus que jamais viu, com o qual nunca se sentou a tomar um café, demonstra apenas o absoluto cinismo intelectual da personagem” (…)

assegurou que é um «ateu tranquilo», mas que agora está a mudar de ideias.

Às insolências reaccionárias da Igreja Católica há que responder com a insolência da inteligência viva, no bom sentido, da palavra responsável. Não podemos permitir que a verdade seja ofendida todos os dias pelos presumíveis representantes de Deus na terra, a quem na realidade só interessa o poder” (…)

interessa pouco à Igreja o destino das almas e o que sempre procurou é o controlo dos seus corpos.

“A razão – acrescentou – pode ser uma moral. Usemo-la”»

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