“Difamações”
No passado dia 2 o Conselho dos Direitos Humanos da ONU aprovou uma resolução (texto proposto pelos Estados Unidos e Egipto) sobre a liberdade de expressão, com a União Europeia e países latino-americanos a manifestar reservas. Estes consideraram «que o texto se cola perigosamente ao conceito de ‘difamação das religiões’».
Os representantes de França (e UE) e do Chile (em representação de outros países sul e centro-americanos) reagiram da mesma maneira. O embaixador francês afirmou que «o direito internacional não protege e não deve proteger religiões ou outros problemas de crença», enquanto que o diplomata do Chile indicou que o «conceito de difamação refere-se à protecção da reputação de pessoas e não se aplica às religiões. O conceito de difamação das religiões não tem base no direito internacional».
O texto indicado «denuncia ‘a continuação do aumento dos estereótipos negativos raciais e religiosos no mundo e condena, neste contexto, qualquer incitamento ao ódio racial, nacional ou religioso‘».
Sem surpresas, a Organização da Conferência Islâmica (representada pelo Paquistão) lamentou «que o texto não condene a ‘difamação das religiões’ e defendeu uma evolução futura sobre este assunto dos 47 Estados membros do Conselho dos Direitos Humanos».
Há certos temas onde o mundo ocidental não pode ceder em nome das liberdades individuais. Tão ou mesmo mais importante que a liberdade religiosa é a liberdade de expressão. Infelizmente há muitos que não compreendem isso e outros que nem querem compreender…
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