Este é um resumo (muito resumido) do artigo publicado pelo grupo da UCLA (University of California in Los Angeles) liderado por Sam Harris.
O artigo é muito interessante, mas seria uma tarefa enorme estar a traduzir todas as partes. Fica aqui parte da discussão. Para ver o artigo na totalidade, visitar aqui.
“Cerca de um século de sondagens mostra que 70 a 85% dos Americanos professam não apenas uma crença num Deus genérico, como inclusive crença em proposições religiosas muito específicas: a Bíblia é a palavra de Deus, Jesus Cristo irá retornar à terra no futuro, Satanás existe e faz as pessoas praticarem o mal, que orações podem ser respondidas, etc.
Bloom e col apresentaram o conceito de “senso comum dualista” - o que quer dizer que podemos estar de maneira inata inclinados para ver a mente como uma parte distinta do corpo, e que imaginamos a existência de mentes em acção fora do corpo que as retém. Isto poderá significar que podemos ter relações com amigos já falecidos ou com familiares, que podemos antecipar a nossa sobrevivência à morte, e que geralmente pode-se pensar nas pessoas como tendo almas imortais.
Devido ao facto de as nossas mentes terem evoluído para detectar padrões no mundo, podemos detectar padrões que não existem na verdade – desde ver faces nas nuvens até à mão do divino em acção na Natureza.
Estudos recentes para compreender as correlações neuronais entre crenças religiosas sofreram com o facto de não terem um grupo de controlo de pessoas não religiosas, ou não foram desenhados para isolar as variáveis das crenças. Para investigar as correlações neuronais da crença tanto para religiosos como para não religiosos, perguntámos a Cristãos e a não crentes para avaliar um certo número de afirmações enquanto se encontravam numa máquina de ressonância magnética.
O nosso trabalho sugere que o cérebro humano pode ter diferentes estados cognitivos, que podem ser observados com neuroimagética funcional, e que estão intimamente ligados a redes neuronais ligadas a centros de auto-representação e de recompensa. Apesar das vastas diferenças nos mecanismos de processamento cerebral para pessoas com maneiras de pensar religiosas e não religiosas, a distinção entre acreditar e não acreditar numa proposição parece transcender conteúdos.
Estes resultados podem ser aplicados em muitas situações – desde a neuropsicologia da religião, até ao uso de “detecção de crenças” como um substituto de “detecção de mentiras”, até ao entendimento de como a prática de ciência, assim como o desenvolvimento de afirmações que traduzem o mundo real, podem emergir da biologia do cérebro humano.
De qualquer modo, estas investigações podem também aprofundar a nossa compreensão de como o cérebro aceita, como válidos, pressupostos de todos os tipos para a descrição do mundo.
”
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O CÉREBRO HUMANO COMO EVIDÊNCIA DE CRIAÇÃO INTELIGENTE
Para os criacionistas, o cérebro humano é uma maravilha da Criação.
Vejamos os factos observáveis em si mesmos, esquecendo por um momento histórias da carochinha sobre uma hipotética evolução ao longo de hipotéticos milhões de anos que ninguém observou.
O cérebro é o centro de um complexo sistema de computação, mais maravilhoso do que qualquer supercomputador criado pelo ser humano.
O sistema de computação contido no corpo humano computa e transmite ao longo de corpo humano biliões de bits de informação, informação essa que controla todas as operações do corpo humano, até ao simples pestanejar de olhos.
Na generalidade dos sistemas de computadores, a informação é transmitida por cabos e componentes electrónicos.
No corpo humano, os nervos são os cabos que transmitem a informação para trás e para a frente, a partir do sistema nervoso central.
De acordo com o especialista Ratnakant Sanjay, de Bangalore, na Índia, a cablagem existente no cérebro humano é mais complexa do que a que existe em todos os computadores do mundo juntos.
Realmente o cérebro é o resultado de uma inteligência e de uma capacidade muito superiores àquelas demonstradas por todos os cientistas do mundo juntos, passados e presentes.
Os factos realmente observados corroboram inteiramente a doutrina da criação. Falar numa hipotética evolução não observada por ninguém é simplesmente levar a discussão para o mundo da fantasia e da especulação.
Uma crónica de uma recente reunião da American Association for the Advancement of Science, em Boston, permite mostrar quão disparatadas são as considerações dos ateus sobre a suposta evolução do cérebro.
Nessa reunião, Richard Lewontin, um conhecido evolucionista naturalista ateísta de Harvard, admitiu publicamente que os cientistas estão totalmente às escuras em matéria de evolução do cérebro.
Ou seja, os mesmos não fazem a mais pequena ideia acerca do modo como o cérebro, com a sua complexidade e capacidade massiva, alguma vez poderia ter evoluído com base em mutações aleatórias e selecção natural.
O pessimismo de Richard Lewontin baseava-se nalguns pontos fundamentais, como sejam:
1) a inpossibilidade de deduzir com certeza as linhas de ancestralidade a partir dos fósseis dos supostos hominídios;
2) a dificuldade que rodeia a interpretação dos fósseis (Lewontin confessou não fazer a mais pequena ideia do significado de capacidade craniana de um fóssil de um suposto hominídio);
3) dúvidas sobre a determinação dos hominídios que andavam erectos.
Ou seja, os evolucionistas não têm quaisquer pistas sólidas acerca das causas e dos efeitos dos artefactos que têm vindo a estudar e com base nos quais têm construído as suas fantasias.
Isto, apesar dos milhares de trabalhos científicos publicados em revistas científicas e das incontáveis primeiras páginas da revista National Geographic.
É interessante notar que isto não foi dito por nenhum criacionista, mas por Richard Lewontin, o conhecido evolucionista ateu.
Antes não saber e tentar descobrir do que pregar disparates sem questionar a origem desses disparates, pelo menos os ateus questionam as coisas e encontram provas em vez de impingir disparates com é o seu caso.
Só os burros é que não pensam! Este tipo parece um papagaio a falar, falar, falar e falar e depois não faz nada para concretizar! Vogel Tu gostas muito de pregar mas há uma coisa que tu não tens: a prova da existência de Deus! Se tu provares se ele existe problema é dele!
Gostas de fundamentar o Criacionismo aqui neste Portal e não penses que tens toda a razão de ver as coisas tu teu prisma porque isto é obsessão e deixa de te preocupares com isso e aproveita a vida que ela é curta!
Ateísmo é Razão e Deus é Irracionalidade!
Devo deixar claro antes de qualquer outra afirmação que sou Católico e que sou da área das ciências, mais especificamente da área da saúde.
Não culpo nenhum ateu dos seus pontos de vista: a fé é um milagre! Culpo sim se esse milagre não é posto em causa mas apenas abordado com ingenuidade, i.e. se não é questionado a tal ponto que se possa pesar (tod)os “prós e os contras” . Percebo também que para estudar a fé seja precisa uma extensa sabedoria na área da filosofia, da teologia e das ciências que estudam o ser humano; pelo que não é para qualquer um esse estudo.
Dentro da área das ciências gostava de deixar dois pontos:
– Ainda que não se acredite em Deus, com a tal questão de por em causa, analiza-se o ponto de vista de quem tem fé que afirma que Deus é omnipotente, todo-poderoso, infinito, eterno (mais do que eterno intemporal), entre outras coisas. Para quem está familiarizado com o método científico, aqui entra o essencial deste ponto: questionar Deus através das ciências naturais leva a que se submeta Deus ao método científico (seja lá o que isso for); esta submissão leva a que qualquer que seja este resultado o método cientifico exerceu um poder sobre Deus, o que é impossivel considerando a “definição” de Deus (assim já não seria todo poderoso nem infino nem Deus, estaria confinado aos limites a que o método cientifico permite chegar (que são absolutos)). Logo a fé nunca pode ser questionado pelo método cientifico pois de forma absoluta isso é impossivel.
- O segundo ponto é mais pessoal; quanto mais estudo o ser humano na área das ciências (porque sou da área da saúde) mais sinto que estas ciências são a área do conhecimento que menos explicam o ser humano enquanto tal. Permitam-me propor que façam um separador para “Matemática”, assim como fizeram para “Artes”, “Ciências”, etc.
Deus é Irracionalidade (a forma como compreendemos (quem tem fé) Deus chega a um ponto que é de facto irracional e ainda bem, assim não está limitado ao mísero conhecimento humano)
Caro Tiago, vou tentar responder-te, apesar da trapalhada que vai para aí no comentário.
Eu também sou da “área da saúde” e acontece-me exactamente o contrário, quanto mais estudo o ser Humano mais sinto que as respostas todos os dias se multiplicam, exponencialmente, em direcção à Verdade.
Pessoalmente choca-me e incomoda-me que mandes assim umas para o ar do género de “misero conhecimento humano”. Nunca poderás ser um bom profissional de saúde se não confiares no conhecimento Humano cientifico. Se adjectivas esse conhecimento de “misero” no sentido de que existem muitas coisas que ainda não sabemos, concordo. Se o fazes no sentido de que não sabemos verdade nenhuma porque deus é que detém o conhecimento, então estamos mal.
Diz-me, como é possível um bom profissional de saúde, um técnico de ciência, ter esse tipo de duvida sobre a validade da sua prática? Como é possível um bom PdS ter um tipo de pensamento fantasioso que contraria o método cientifico? É que das duas uma, ou somos nós, com esse “misero conhecimento”, a curar os doentes ou é deus! Em que ficamos?
Talvez exista alguma hipocrisia quando te afirmas como Católico (pertences aqueles 20% que se afirmam como tal apenas porque sim), caso contrário, és/serás um péssimo profissional de saúde, desculpa-me a franqueza.
Queremos médicos e enfermeiros que confiem na ciência e que detenham um vasto conhecimento científico, e não supersticiosos que praticam a arte da medicina como curandeiros do séc. XV!
Para finalizar, num ponto estamos de acordo: “Deus é irracionalidade”.
Se eu não gostasse e confiasse no conhecimento ciêntifico não teria vindo para a área da saúde; quando digo “mísero conhecimento humano” refiro-me ao todo e não apenas ao ciêntifico. Não me leve a mal mas demonstrou uma profunda ignorância na área da filosofia. Houve um escritor americano que escreveu o seguinte: “in expanding the field of knowledge we but increase the horizon of ignorance” (Henry Miller) – «quando expandimos o campo do conhecimento não fazemos mais do que expandir o horizonte da ignorância». Pus a frase em inglês porque as traduções podem não corresponder em termos de significado ao original. Posso-lhe facultar o trabalho de filosofia em que estudei esta citação se quiser. Outro filósofo bastante conhecido disse também “só sei que nada sei”. Estas frases são apenas sugestões para que quiser pegar neste tema mais a fundo. Não pode analisar o conhecimento humano de forma matemática; concerteza que no ano 2000 se sabe mais do que no ano 1900.
“É que das duas uma, ou somos nós, com esse “misero conhecimento”, a curar os doentes ou é deus! Em que ficamos?” – Eu pessoalmente uso o método ciêntifico e esse mísero conhecimento mas fico bastante incomodado quando toda a ciência cai por terra por causa de curas inexplicaveis e aceites pelo próprio mundo ciêntico como humanamente impossiveis.
“e não supersticiosos que praticam a arte da medicina como curandeiros do séc. XV!” – permita-me que lhe aconcelhe que leia o seguinte livro “Suburban Shaman: Tales from Medicine’s Front Line” de Cecil Helman.
Isto é uma autobiografia de um médico (do século XX!! e não de um curandeiro).
“– Ainda que não se acredite em Deus, com a tal questão de por em causa, analiza-se o ponto de vista de quem tem fé que afirma que Deus é omnipotente, todo-poderoso, infinito, eterno (mais do que eterno intemporal), entre outras coisas. Para quem está familiarizado com o método científico, aqui entra o essencial deste ponto: questionar Deus através das ciências naturais leva a que se submeta Deus ao método científico (seja lá o que isso for); esta submissão leva a que qualquer que seja este resultado o método cientifico exerceu um poder sobre Deus, o que é impossivel considerando a “definição” de Deus (assim já não seria todo poderoso nem infino nem Deus, estaria confinado aos limites a que o método cientifico permite chegar (que são absolutos)). Logo a fé nunca pode ser questionado pelo método cientifico pois de forma absoluta isso é impossivel.”
Confundes-te todo. Primeiro falas da impossibilidade de submeter deus ao método cientifico, depois já falas do mesmo em relação à fé, como se do mesmo se trata-se.
Que não podemos submeter algo que, supostamente, não é físico à ciência, sou obrigado a concordar. Agora, que a fé é um processo neurológico que pode ser estudado cientificamente, isso é, cada vez mais, indiscutível!
Eu percebo esse medo. É o medo de que mais tarde ou mais cedo, a ciência prove, com base na neurociência, que a fé é um delírio.
À frente.
“quando digo “mísero conhecimento humano” refiro-me ao todo e não apenas ao ciêntifico. Não me leve a mal mas demonstrou uma profunda ignorância na área da filosofia. Houve um escritor americano que escreveu o seguinte: “in expanding the field of knowledge we but increase the horizon of ignorance” (Henry Miller) – «quando expandimos o campo do conhecimento não fazemos mais do que expandir o horizonte da ignorância». Pus a frase em inglês porque as traduções podem não corresponder em termos de significado ao original. Posso-lhe facultar o trabalho de filosofia em que estudei esta citação se quiser. Outro filósofo bastante conhecido disse também “só sei que nada sei”. Estas frases são apenas sugestões para que quiser pegar neste tema mais a fundo. Não pode analisar o conhecimento humano de forma matemática; concerteza que no ano 2000 se sabe mais do que no ano 1900.”
Não sei se percebi o que quises-te dizer mas pareceu-me de uma irrelevância extrema.
Em primeiro lugar, apenas porque alguém conhecido disse X, isso não se torna necessariamente verdade. Em segundo lugar, essas duas citações vão de encontro ao que eu afirmei “Se adjectivas esse conhecimento de “misero” no sentido de que existem muitas coisas que ainda não sabemos, concordo.” Além disso, todo o conhecimento gera mais perguntas, é nesse sentido que a afirmação Socrática é legitima. No entanto, essas novas questões não anulam as descobertas que lhes deram origem.
“Eu pessoalmente uso o método ciêntifico e esse mísero conhecimento mas fico bastante incomodado quando toda a ciência cai por terra por causa de curas inexplicaveis e aceites pelo próprio mundo ciêntico como humanamente impossiveis.”
Caríssimo, não se incomode. É esse tipo de afirmação que indica que não está a perceber realmente a ciência. As curas inexplicáveis à luz dos conhecimentos científicos actuais não são mais que desafios para a ciência. Não há deus nenhum por trás dos mesmos e a história prova-nos isso mesmo! Leia, por exemplo, sobre o significado atribuído, na idade média, às manifestações clínicas de doenças que hoje estão mais que estudadas e não representam mistério absolutamente nenhum.
Mais tarde ou mais cedo todos esses “mistérios” são desvendados com a razão inerente à ciência!
“e não supersticiosos que praticam a arte da medicina como curandeiros do séc. XV!” – permita-me que lhe aconcelhe que leia o seguinte livro “Suburban Shaman: Tales from Medicine’s Front Line” de Cecil Helman.
Isto é uma autobiografia de um médico (do século XX!! e não de um curandeiro).”
Isso é a prova de que existem médicos que não compreendem o que é a medicina e dizem asneiras graves. Disso está o mundo cheio, basta ver o Dr. Oz na Oprah! LOL!
“É interessante notar que isto não foi dito por nenhum criacionista, mas por Richard Lewontin, o conhecido evolucionista ateu.”
Como disseste bem não foi dito por um criacionista mas sim por um evolucionista. Já pensaste que a selecção natural, assim como todas as teorias cientificas, apresentam sempre problemas? Já pensaste que apesar destas dúvidas o autor é evolucionista e não criacionista? Porque será?
Não se pdoe basear a defesa de uma teoria com base na ignorância da teoria concorrente. O que é que o Criacionismo explica? As suas explicações são válidas?
Mesmo que a evolução acabasse por se mostrar errada (o que uvido muito face àquilo que sabemos hoje em dia) isso não significava que o criacionismo fosse uma teoria plausível. E por os cientistas estarem completamente às escuras sobre evolução do cérebro (presume-se que seja verdade) não significa que toda a evolução esteja errada. Está a confundir “provar falsa uma teoria” com “ignorância relativamente a aspectos especificos de algo”.
Mas se quer defender o criacionismo eu pediria que expussesse as provas. Decerto não pensa que os seus primeiros parágrafos possam ser considerados provbas?! Quanto muito conseguem ser argumentos simplistas.