Ai o malandreco!

Foi feito um estudo sobre abuso sexual de mulheres por parte de líderes religiosos. Um em cada trinta e três líderes religiosos já abusaram do seu poder para obter favores sexuais. Todos os dados apontam para que este fenómeno seja transversal a todos os credos. A notícia pode ser lida aqui.

Neste momento várias denominações procuram combater este problema sensibilizando os seus líderes para este problema e punindo quem se envolve sexualmente com algum membro da congregação.

Neste momento comportamentos sexuais abusivos por parte do clero são ilegais em vários estados. A minha questão é: porque é que não são ilegais os comportamentos sexuais abusivos de qualquer pessoa em qualquer estado?

O estudo foi feito a 3 559 pessoas. Todas as mulheres tinham mais de 18 e frequentavam um lugar de culto pelo menos uma vez por mês. Das pessoas entrevistadas, homens e mulheres, uma em cada dez soube de pelo menos um avanço ou proposta por parte dum líder religioso.

Segundo o artigo este tipo de estudo ainda não foi feito para outros cargos de respeitabilidade e poder mas tenho poucas dúvidas que quando for feito os resultados serão muito semelhantes. Posso pegar na minha amostra. Sei de pelo menos um professor secundário na minha escola que fazia avanços sexuais às meninas mais vulneráveis. É bastante comum professores universitários envolverem-se e até mesmo casarem com suas alunas de doutoramento ou maestros com elementos do coro que dirigem. A maioria destes casos é consentâneo e diria mesmo que em parte a iniciativa vem da mulher (Não percebo porquê mas homens em lugares de visibilidade e poder que não sejam totais camafeus tornam-se automaticamente atraentes para um enorme grupo de mulheres) mas não duvido que parte dos casos são abuso sexual da pessoa em posição de poder.

Lanço então o desafio aos sociólogos para fazerem, ou apresentarem-me caso já existam, estudos sobre abuso sexual por parte de pessoas com visibilidade e poder. Gostava mesmo de ver as diferenças entre homens e mulheres nesses mesmos cargos.

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