«A Igreja não dá orientação de votos eleitorais mas pede aos cristãos que reflictam nos seus valores e na sua consciência cristã e votem em consonância (…)
A CEP recorda a nota pastoral publicada em Abril, «O direito e o dever de votar». O Pe. Morujão frisa ser um dever votar nas eleições mas aponta a necessidade de “se votar segundo a consciência. Concretamente para cristãos, segundo a sua consciência cristã”.
“Seria uma contradição acreditar em valores familiares, matrimoniais, da moral, da ética, na economia, e na urna votar contrariamente à própria consciência” (…)
“Não se trata de votar na direita, na esquerda ou ao centro, mas de votar segundo um programa e os seus correspondentes valores, sendo coerente até ao fim”.
Sem avaliar a evolução do debate eleitoral, o Pe. Manuel Morujão sublinha ser importante a “consciência cristã, mesmo de qualquer cidadão de boa vontade, perceber se os mais desprotegidos são privilegiados, se os valores éticos, nomeadamente a defesa do casamento e da família, são defendidos nos debates”»[Ecclesia]
Deixem-me traduzir

Explicitamente não aconselham nem desaconselham o voto no partido X ou Y mas dão directrizes para tal (uma espécie de aconselhamento indirecto do qual se pode adivinhar quais os partidos que apoiam, em teoria). Dizem uma coisa e poucas palavras depois quase o oposto, uma arte muito característica da política que é difícil de dominar, não haja dúvida.
Resta saber se o número de católicos do país estará em concordância com os votos em partidos em sintonia com os valores cristãos (e claro que outros factores contarão mais para a decisão no voto).
Nota Pastoral, “O direito e o dever de votar“
Aqui estão as directrizes para se poder fazer essa escolha em consciência. Alguns dos critérios foram omitidos (lembram um bocado a Caritas in Veritate), mas o documento integral pode ser consultado no link.
«Ninguém deve esperar que um programa político seja uma espécie de catecismo do seu credo, mas um modo de compromisso para a solução dos problemas do país. Neste sentido, enumeramos alguns critérios que consideramos importantes para escolher quem possa melhor contribuir para a dignificação da pessoa e a realização do bem comum:
(…)
– defesa e protecção da instituição familiar, fundada na complementaridade homem mulher;
– respeito incondicional pela vida humana em todas as suas etapas e a protecção dos mais débeis;
(…)
O eleitor cristão não pode trair a sua consciência no acto de votar. Os valores morais radicados na fé não podem separar se da vida familiar, social e política, mas devem encarnar se em todas as dimensões da vida humana. As opções políticas dos católicos devem ser tomadas de harmonia com os valores do Evangelho, sendo coerentes com a sua fé vivida na comunidade da Igreja, tanto quando elegem como quando são eleitos (…)
A Igreja não tem nem pretende ter nenhum partido político, mas não esquece o seu papel na defesa da democracia, reconhecido pelos políticos mais lúcidos e pelo povo, bem como o seu empenhamento nas causas sociais, onde o bem de todos e a solidariedade exigem a sua presença.»
Não foram encontrados artigos relacionados.
Vou já votar CDS!
Assunto que em nada deveria incomodar pensadores livres, laicos e defensores da liberdade de expressão.
Assunto que só diz respeito aos católicos, a quem se dirige esta mensagem. Se estes encontrarem incoerências entre a posição assumida e algum princípio do catolicismo a que livremente aderiram e apoiam, terão de denunciar e resolver esse assunto internamente.
Aos que estão fora de Igreja, esta pronunciar-se sobre política, futebol ou telenovelas, nunca poderia incomodar, pois vivemos num país livre.Se a Igreja estiver a ser incoerente com a sua doutrina ou a transformar-se num associação de dominó; é assunto que diz respeitos aos membros da Igreja ou aos futuros sócios da colectividade que livremente a ela aderiram e a apoiam.
O facto é que Igreja também não apoia nenhum partido.
Apenas relembram os valores e os princípios que o Catolicismo defende para a sociedade.
Um bonito exemplo de democracia e de coragem. Em vez de se apoiarem pessoas ou partidos; apoiam-se princípios nos quais se acredita. Seria bom que o debate político, ao qual pode e deve aderir a sociedade civil, até as Igrejas; se baseasse em princípios e valores, e não na fulanização e ataque pessoal ou endeusamento dos líderes partidários como salvadores da pátria, a começar pelos partidos.
“O Cristão não pode trair a sua consciência na hora de ir votar”; acho muito bem que os Católicos tenham liberdade para poder dizer isto. Se ser Cristão é defender princípios e valores em que se acredita, escolher os princípios em quais votar numa eleição, está englobado nessa vivência cristã.
Qual o problema?
A igreja apregoa que não se mete na política mas acaba sempre por orientar o voto em determinado partido, aqui está uma prova. Ao longo da história é fácil citar exemplos. Falemos ainda de países como a Nicarágua ou as Filipinas. E uma coisa é defender a doutrina internamente e apenas para os católicos, outra é pressionar para que leis civis estejam em conformidade com ela.
Numa eleição livre e democrática, qualquer entidade ou indivíduo é livre para orientar, incentivar ou convencer os seus fiéis, amigos, associados ou familiares a votar em determinado partido ou conjunto de princípios. Outra coisa não se fazem durante o perído de eleições, nos cafés e sofás deste mundo.
A Igreja não diz “votem em partido x”; podia dizê-lo que niguém tinha nada a ver com isso senão os seus fiéis. Afinal, a Igreja é do Estado, para ser neutra, ou um orgão de comunicação social, para ser isento, ou o Presidente da Républica, para guardar para si aquilo que pensa sobre a sociedade, respeitando os líderes dos outros órgãos de soberania ou algum protocolo? Não me parece.
E a Igreja faz muito bem em dar a sua opinião sobre o que pensa da alteração das leis civis. Afinal, as leis civis também regulam a Igreja, que está inserida numa sociedade civil e à qual pertencem civis. Todos devem ser livres para se exprimir sobre o que lhes afecta directamente.
Nunca ouvi nenhuma fonte oficial da Igreja Católica defender a aplicação da doutrina católica por parte do Estado. E quanto a “pressionar”, está a confundir isso com debate e expressão da opinião livre; tentando influenciar, dentro das regras da educação e da liberdade democrática, aquilo que considera ser melhor para a sociedade.
Que faz o portal ateu? Não é o mesmo, dentro das mesmas regras? Dar a conhecer aos outros aquilo que defende para a sociedade, usufruindo da liberdade de expressão e de consciência?
Se este projecto apoiar oficalmente algum partido, que tenho eu a ver com isso? Se não sou membro do “clube”?
Se este projecto decidir defender princípios e sistemas de valores que considerem mais justos para a sociedade; somos todos anjinhos para não saber quais os partidos que nunca defenderiam esses princípios?
E se o portal ateu quisesse relembrar esses princípios, ao seus amigos e colaboradores, na hora do voto?
Outra vez, que teria eu a ver com isso ou como poderia criticar?
Não vejo qualquer diferença.
Já agora, obrigado pela resposta e consecutivo diálogo, e cumprimentos.
Convivamos bem com essa liberdade.
“Nunca ouvi nenhuma fonte oficial da Igreja Católica defender a aplicação da doutrina católica por parte do Estado.”
OK. Chamemos-lhe outra coisa. Puxar a brasa à sua sardinha em relação a certos assuntos “fracturantes”, afectando tudo e todos e limitando liberdades. E não falo de leis civis que afectam directamente a igreja. Dentro dessas, há algumas coisas que saem do erário público em claro benefício da igreja.
Cumprimentos
“Puxar a brasa à sua sardinha”, concordo que lhe possamos chamar isso.
E qual é o mal? Não é isso que todos nós tentamos fazer quando falamos uns com os outros, dando as nossas opiniões?
Pois eu acho que qualquer lei que despenalize o aborto ou permite o divórcio “porque sim”, acaba por influenciar a Igreja, no sentido em que a Igreja é feita por pessoas, cidadãos de plenos direitos como qualquer outros, e que têm mães, pais, filhos, irmãos, esposos, vizinhos, amigos e colegas de trabalho, não necessariamente todos católicos, pois não consta que os religiosos vivam numa ilha isolados. Se se admite que estas discussões o são de facto ( discutíveis),não interessa se quem discorda ou concorda é religioso, fala em nome de uma comunidade ou não, certo?
Claro, se não for permitido pela Lei que alguém ache errado e mau para a sociedade a facilitação do divórcio, o aborto despenalizado ou o casamento de homossexuais; nesse caso, chegando a esse ponto em que só se pode concordar , caso contrário somos intolerantes e antidemocráticos; parece-me que também é indiferente que quem viole tais regras democráticas seja católico, ateu, judeu ou serralheiro mecânico. Mas, como tenho para mim que estas questãos podem ser democraticamente discutidas sem irmos parar à cadeia por delito de opinião, e que algumas das posições foram até referendadas, acho que não se pode criticar um cidadão por se pronunciar publicamente sobre esses temas.
O “afectando tudo e todos e limitando liberdades” é que me parece exagerado. A não ser que em vez de darem a sua opinião publicamente, usufruindo do dreito de qualquer cidadão à liberdade de consciência e expressão; os padres andem por aí a encerrar mesas de voto ou a baterem em quem diz votar nos princípios contrários defendidos por eles.
Vamos tentar chamar as coisas pelos nomes, com este exemplo:
Será que o Rui Janeiro defende que se houver um referendo sobre o aborto, em que há duas respostas possíveis;
a) enquanto cidadão eu posso dizer publicamente qual a minha posição ou sentido de voto,tentando influenciar os o outros para aquilo que considero mais justo;
b) se for padre ou líder espiritual de uma comunidade já não tenho direito de dar essa opinião e de tentar influenciar pelas mesmas regras democráticas o sentido de voto, porque “estou a impôr e a limitar a liberdade dos outros”?
Não me leve a mal por repetir:
Se um líder partidário, desportista, professor universitário, taxista, cozinheiro, baterista ou comentador político defender publicamente como melhor para a sociedade o voto no Não à despenalização do aborto, está a promover um voto que o tribunal constitucional decidiu como válido no boletim de voto, ou não?
E se for um padre falando em nome individual ou da Igreja, já está a querer impôr alguma coisa aos outros, afectando a liberdade alheia, ou está apenas a usufuir do direito de liberdade de opinião e de consciência que toca a todos?
Obrigado.
A liberdade de expressão é um dos pilares da democracia e toda a gente tem o direito de dizer o que bem lhe apetece desde que não interfira com a iberdade individual de outros indivíduos.
O padre pode falar em nome próprio ou envergando a batina. As situações são diferentes. E claro que todas estas leis devem ser “democraticamente discutidas”, de preferência sem argumentação baseada em modelos de sociedade desadequados da realidade.
Recordando o que disse no artigo, apesar de não concordar com algumas coisas que normalmente defendem, eu defendo o direito deles de expressar as suas opiniões. Mas parece que estão a gozar com as pessoas quando dizem que não querem dar orientação nos votos e depois chapam com meia dúzia de directrizes orientadoras para tal.
As nossas visões do mundo reflectem-se (ou deveriam reflectir-se) na maneira como encaramos os problemas sociais como a saúde, a educação, a segurança social, o aborto, a eutanásia, a pobreza, a corrupção, a injustiça, a criminalidade em geral, o tráfico de pessoas, armas ou drogas, a programação da comunicação social, etc.
Daí que seja de esperar que as pessoas votem de acordo com a sua visão do mundo e em consciência.
Isso vale tanto para religiosos como para não religiosos, para cristãos e não cristãos.
Existe ampla liberdade de informação e expressão para as pessoas desenvolverem, exprimirem e debaterem as suas convicções e as sujeitarem à publicidade crítica.
As ideias, religiosas e não religiosas, podem ser testadas no confronto umas com as outras.
O voto é universal, igual, pessoal, directo e secreto.
Qual é exactamente o vosso problema?
É simples e basta ler o post: “Dizem uma coisa e poucas palavras depois quase o oposto”.
Isso não é verdade. Dizem que não apoiam partidos, apoiam princípios.
Mas mesmo que fosse verdade, e na linha seguinte fosse apoiado um partido, não me parece que estivessem a cometer alguma ilegalidade ou imposição contra a liberdade alheia.
A passagem de um simples ponto de vista de cariz religioso para a esfera política não é uma intromissão na vida civil e algo que pode condicionar a vida de todos? Ter por base princípios dogmáticos ou nesse sentido implica que o debate sobre assunto X emperre em determinado princípio. Apelar a que os crentes enveredem por determinado caminho ou princípios é abrir guerra a determinados partidos que defendam ideias diferentes.
“A passagem de um simples ponto de vista de cariz religioso para a esfera política não é uma intromissão na vida civil e algo que pode condicionar a vida de todos?”
É uma intromissão tão ilegítima e condicionante como a passagem de um simples ponto de vista de cariz desportivo, fiscal, político, social, económico, partidário ou individual por parte de qualquer outra entidade.
Chama-se a isto democracia e liberdade de expressão.
“Ter por base princípios dogmáticos ou nesse sentido implica que o debate sobre assunto X emperre em determinado princípio.”
Quais princípios dogmáticos?
Não vou aborrecê-lo com a listagem completa dos assuntos referidos na nota que o Rui Janeiro aqui partilhou; mas qualquer um deles é matéria referida dia-a-dia nos cafés, empresas e lares portugueses. Os políticos falam desses assuntos diariamente em período de campanha, os cidadãos também. Já sei que só deve ter reparado nas ditas questões “fracturantes”, por isso vamos a elas:
Obviamente que visão cristã do Homem e da Vida é contra o aborto, o casamento de homossexuais ou a eutanásia. Mas numa sociedade livre, plural e democrática, é-se livre para ter essa visão e dizê-lo publicamente. Muitos pessoas não religiosas, ou não católicas, também são contra nessas matérias e podem expressar-se livremente nesse sentido. Por que razão haveria de ser diferente com os religosos?
Estas matérias são publicamente reconhecidas por todos como discutíveis, certo?
“Apelar a que os crentes enveredem por determinado caminho ou princípios é abrir guerra a determinados partidos que defendam ideias diferentes.”
Apelar aos nossos amigos, fieís, camaradas e conhecidos, tentar convencer os outros da bondade dos nossos argumentos, ou simplesmente ter a coragem de dizer publicamente aquilo em que acreditamos; é “abrir guerra” com quem pense de maneira diferente?
Não entendo esse conceito de democracia. Acho que quem se considera atacado ou não tolera que os outros digam o que pensam, é que terá alguns problemas com a liberdade de expressão, não lhe parece Rui Janeiro?
Ainda no que se refere aos “dogmas”, penso que o amigo se esteja a referir a matéria doutrinal da Igreja Católica. Não sucede que a Igreja queira que o Estado reconheça oficialmente a ressureição de Cristo ou a Santíssima Trindade, coisa que seria completamente desnecessária aos católicos e um atentado ao estado laico.
O Rui Janeiro pegou sobretudo na questão da família e da defesa da vida, referidas na nota. Sabemos que se referem não só, mas também, ao aborto e ao casamento dos homossexuais. Acontece é que existe hoje em dia na sociedade um debate sobre estas questões, que nada tem de “dogmático” ou “religioso”. Se quiser debater com um católico esses problemas, terá de lidar com argumentos práticos, éticos e lógicos por parte deste, e nunca com “Deus disse que isso era proibido”. Curiosamente, muitas pessoas que não são religosas, precisamente por não serem, conseguem também estar contra nesses assuntos, baseando-se de forma geral no mesmo tipo de argumentação.
Não se confunda estado laico com censura à religião. Até porque, indo ao extremo, se um indíviduo, igreja ou associação quiser dizer publicamente que é contra “porque Deus assim o determina”, tem todo o direito de o fazer e leva-o a sério quem quiser. Isto é liberdade.
Cumprimentos.
PS- Já agora, é possível a todos ler o tópico “Porque somos morais”, no vosso fórum?
Participei nele e tenho visto as referências no portal a novas mensagens, mas apenas aparece a página 3 com uma mensagem de Francisco Razzo em que só aparece a informação de três edições à mesma. A minha ainda não consegui ler, nem as que foram colocadas depois.
Obrigado.
É natural que a ICAR se manifeste contra determinadas coisas que atentem contra a sua definição de “família”. O que parece estranho é afirmarem que não se metem em política mas ao mesmo tempo dão orientação para tal. Não discuto a sua tomada de posição (que é livre), mas sim a passagem para uma esfera política ao apelarem a um voto em consciência, algo que pode suscitar uma reacção oficial por parte dos partidos.
Uma coisa é dizer “A Igreja pensa isto e aquilo de tema X”, outra é dizer “Os nossos membros devem votar em conformidade com o que nós pensamos”. Para isso formem um partido político (quer dizer, até já há um bastante explícito).
Como falamos de puras convicções (muitas não são negociáveis) e não de ideias em sintonia com a realidade é de prever que o debate fique empatado. Em política joga-se mais com argumentos, estudos e estatísticas e menos com dogmas (atenção que nesta temática os partidos da extrema esquerda também têm a sua quota-parte) ou moralidades. A ICAR tem todo o direito em regular os seus sagrados matrimónios, mas quando passa para a esfera civil está a influenciar todos os cidadãos. Se o governo aprova uma lei que afecta directamente a instituição, aí estão no seu direito de manifestar o seu desagrado. Mas o governo não pretende instituir os casamentos católicos gay.
“Não sucede que a Igreja queira que o Estado reconheça oficialmente a ressureição de Cristo ou a Santíssima Trindade, coisa que seria completamente desnecessária aos católicos e um atentado ao estado laico.”
Então e o que se passou com a constituição europeia?
PS: Em relação ao fórum o melhor é falar com o moderador, pois não estou muito dentro do assunto.
Caro Akira,
Não tenho notado qualquer dificuldade, da minha parte, ou de outros, no acesso ao Fórum. Diga se continuar com problemas.
Continuo com o mesmo problema a ver o vosso fórum.Nem sei que em página vai esse tópico. Só consigo ver até à pagina3, a última mensagem que leio é de Francisco Razzo, de 9 de Setembro e só consigo ler isto ( a azul):
“Post editado 11:32 am – 9 September, 2009 por francisco razzo
Post editado 11:35 am – 9 September, 2009 por francisco razzo
Post editado 11:36 am – 9 September, 2009 por francisco razzo”
Assim, também ainda não consegui ler a mensagem que publiquei nesse tópico. Não sei se alguém me respondeu ou não; em caso afirmativo, peço desculpas se não tiver respondido a algo que me possa ter sido dirigido ou perguntado; mas não consigo passar para lá da página 3, onde só encontro três mensagens.
Obrigado.
Caro Akira,
Uma vez que este problema ainda não foi reportado por mais ninguém, sugiro que limpe a cache do seu browser ou, se possível, tente aceder ao forum com um outro browser.
Depois diga-nos o resultado. Obrigado.
Rui,
Olá!
«Dizem uma coisa e poucas palavras depois quase o oposto, uma arte muito característica da política que é difícil de dominar, não haja dúvida.»
Não percebo bem onde é que, na tua opinião, isso sucede, essa contradição nas palavras do Pe. Morujão.
O católico, antes de ser de direita ou de esquerda, antes de ser militante ou apoiante do partido A, B, C ou D, é católico, e deve ser coerente com a visão da realidade que defende como sendo verdadeira.
Um católico pode, legitimamente, ser a favor de um estado mais social (com mais presença do Estado).
Um católico pode, legitimamente, ser a favor de um estado mais liberal (com menos presença do Estado).
Um católico pode ser pela regionalização.
Um católico pode ser contra a regionalização.
Um católico pode ser pelo TGV.
Um católico pode ser contra o TGV.
Um católico pode ser pelo reforço dos poderes da União Europeia.
Um católico pode ser contra o reforço dos poderes da União Europeia.
Isto são coisas básicas, mas que devem ser ditas, porque as pessoas ainda não perceberam bem o que é que o católico defende.
Na mania de ver TUDO sob o prisma da política, a opinião pública deve achar que o católico é mais uma força política.
Eu votaria, sem sombra de dúvidas, no Bloco de Esquerda se fosse o único partido contra o aborto, contra o “casamento” homossexual, contra a (des)educação sexual.
Mesmo sendo contra as ideias económicas e sociais do Bloco de Esquerda, se eles fossem o único partido a defender uma moral compatível com a moral cristã, eu votava bloco.
É isto que é preciso que as pessoas percebam, a começar pelos partidos, e a acabar nos jornalistas.
E é isto que o Pe. Morujão tentou explicar, e que, como sempre, não foi compreendido.
É que o cristão é por Cristo. E Cristo não veio ensinar teorias políticas ou económicas: veio salvar-nos e trazer-nos uma moral verdadeira que liberta, e que nos conduz a Deus.
Um abraço,
Bernardo
Olá Bernardo,
Compreendo o que queres dizer, mas o padre fala em nome da instituição. Não se discute aqui o indivíduo.
Abraço,
RJ
“E Cristo não veio ensinar teorias políticas ou económicas: veio salvar-nos e trazer-nos uma moral verdadeira que liberta, e que nos conduz a Deus.”
Caro Bernardo,
salvar-nos de…?
ah… é verdade… já me esquecia… do facto de uma cobra falante ter convencido Eva que comer uma maçã da arvore do conhecimento era boa ideia e apenas após comer a dita passou a ter conhecimento do bem e do mal, razão pela qual todos os seres humanos ao nascer, ja nascem com pecado original por algo que não tiveram qualquer tipo de culpa e mesmo assim têm de pedir perdão por isso.
agora sim, faz mt mais sentido