Numa recente deslocação ao norte do nosso (lindíssimo) país (NIN! NIN! NIN!) confrontei-me com este estes aspectos pitorescos da religião dominante em Portugal.
Estas fotos foram tiradas na magnifica terra de Ponte de Lima. Quem não visitou, meta-se no carro e faça esse favor a si próprio.
Mas, e como em todo o lado, há sempre uma imensidão de igrejas no caso de os crentes se esquecerem das suas obrigações. Inclusive:
“Esmolas” e “culto” são duas palavras que podem, ou não, adaptar-se bem à situação, mas adiante, não quero ser acusado de estar a ser demasiado crítico.
Deixo mais as acções responderem por mim do que as minhas palavras.
Não, podem ficar sossegados os nossos visitantes crentes: eu não puxei a tomada que apagaria as “velas” que custaram 1 euro a acender por aqueles que acreditam que “acender uma vela” pode fazer qualquer diferença. É só mesmo para a foto.
Mas também devo dizer que foi por causa do “anjo” esculpido na madeira por cima de mim que me avisou que se eu puxasse a tomada, que deus iria causar um erro na minha conta da EDP e teria de pagar o triplo do que devo este mês.
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Que a religião tem aspectos realmente caricatos, não é nada de novo.
No Velho Testamento, Deus é o maior crítico da religião judaica e das suas derivações mais ou menos idólatras, apesar de ela construir sobre a própria revelação de Deus a Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, David, Salomão, etc.
No Novo Testamento, agudiza-se a tensão que já vinha desde há séculos, entre Deus e a religião institucionlizada: Jesus Cristo, Deus incarnado, é perseguido e crucificado às mãos dos religiosos judeus e dos romanos, estes talvez mais “secularizados”, mas não menos ciosos das suas posições de poder e privilégio.
No entanto, o ateísmo também tem aspectos caricatos, como a crença em que o Universo, com os seus milhares de milhões de galáxias e estrelas, começou por estar todo concentrado numa partícula infinitesimal (que ninguém sabe o que era nem de onde veio!) com densidade infinita!!
Eu consigo acreditar que o maravilhoso e bizarro universo tenha surgido de um ponto um bilhao de vezes menor que um proton,assim como as piramides,acredito porque ja aconteceu.Nao consigo acreditar que ele tenha surgido “porque sim”,se ele tivesse surgido porque sim a vida seria um mau gosto da materia.
Crentes e ateus acreditam em absurdos,sem duvida,mas de crente,ateu e louco todo mundo tem um pouco.Alguns acreditam em civilizacoes “pre big bang” que teriam ajustado o ritmo de expansao do universo,outros acreditam em patuas,em dizimos que melhoram por si so nosso nivel socio economico,etc etc.
Mas nada supera o absurdo do “porque sim”,um universo em um bilionesimo de um proton,sem causa,sem proposito,simplesmente porque sim