Um grupo liderado pelo Director do Laboratório de Física de Matéria Condensada (Laboratory of Experimental Condensed Matter Physics no original) da Rockefeller University criaram o primeiro modelo teórico que mostra como um sistema de codificação genética pode ter emergido de um caldo ancestral de moléculas simples.
O código genético é um código triplo, tal como uma sequência de três “letras” da RNA mensageiro (RNAm) corresponde a um dos 20 aminoácidos que constitui as proteínas. Adaptadores moleculares chamados RNA transferidores (tRNA) convertem esta informação em proteínas que podem desempenhar funções especificas no organismo.
Albert Libchaber (o Director do Laboratório) e Jean Lehmann, um dos seus colaboradores, juntamente como Michel Cibilis do Instituto de Tecnologia Suíço em Lausanne, fizeram uma experiência onde juntaram no mesmo ambiente dois aminoácidos simples que existem há mil milhões de anos com dois tRNA primitivos e um RNA mensageiro. A seguir desenvolveu-se um algoritmo onde foi aumentado de uma forma incremental a concentração das moleculas.
Os cientistas observaram que tRNA e os aminoácidos começara a se agregar espontaneamente e começaram a desenvolver a informação necessária para o RNAm começar a fazer cópias dessa informação, o que pode explicar a origem dos primeiros códigos genéticos para a formação de proteínas.
Apesar de Libchaber e Lehmann acrescentarem que esta analise certamente não dá uma imagem completa do problema, este trabalho aproxima-nos mais um pouco para o entendimento de como a vida começou.
Ver aqui (para o original que descreve muito melhor do que a minha tradução o pode fazer)
Já falta pouco. O engenho humano a descobrir aquilo que ainda não se conhece totalmente.
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O engenho humano existe porque o ser humano foi criado à imagem de Deus. Um chimpanzé nunca se interessaria por este tipo de questões.
O problema dessa experiência que refere, é que o código genético armazena quantidades inabarcáveis de informação altamente complexa, integrada e precisa, cuja origem acidental nem todo a idade do Universo tornaria possível.
Hoje sabe-se que muito do suposto “junk-DNA” tem, afinal, informação epigenética muito importante para regular a informação genética.
Essa experiência que refere, baseou-se no design inteligente de um algoritmo capaz de alterar, de forma gradual, a concentração de cada molécula, procurando levar os tRNA’s a traduzir codões de forma não aleatória.
O problema é saber como é que as moléculas, sem qualquer ajuda inteligente, poderiam levar a uma associação precisa dos RNA correctos aos aminoácidos correctos. O modelo teórico apresentado não consegue prescindir de intelligent design.
Em todo o caso, os autores da experiência não deixaram de reconhecer que a ligação dos tRNA’s ocorre graças a algumas enzimas que fazem a ligação entre código genético e o código proteico.
Eles não deixam admitir que o problema é tão complicado como o célebre problema da galinha e do ovo.
Ou seja, trata-se de entender como é que as regras de codificação poderiam surgir antes do surgimento de enzimas que só existem se as instruções para o seu fabrico já estiveram codificadas. A evolução só funciona se o código existir primeiro. E o código só existe dentro de células que necessitam de um código para existir.
Os próprios autores do estudo estão conscientes dos limites da sua abordagem, quando afirmam:
“Although these facts are fundamental, and have inspired scenarios for the evolution and the expansion of the code, evolutionary considerations may not, in essence, provide an answer to the origin of the code (since it is a prerequisite for biological evolution).”
O estudo em causa nada diz sobre a origem da informação codificada no genoma. O sistema genético da dita experiência mais não faz do que traduzir lixo genético.
De resto, eles mesmo reconhecem que “Although the molecular organization of genetic code is now known in detail, there is still no agreement on the reason(s) for which it has emerged.”
Lehmann, Cibils and Libchaber, “Emergence of a Code in the Polymerization of Amino Acids along RNA Templates,” Public Library of Science One, 4(6): e5773; doi:10.1371/journal.pone.0005773
“O problema dessa experiência que refere, é que o código genético armazena quantidades inabarcáveis de informação altamente complexa, integrada e precisa, cuja origem acidental nem todo a idade do Universo tornaria possível. ”
Argumentum ad ignorantiam
O facto de origem da vida e do código genético não terem uma explicação científica ainda, não quer dizer que teve de ser Deus. Mais uma vez, o Deus das Lacunas faz a sua aparição…
“Argumentum ad ignorantiam”
“O facto de origem da vida e do código genético não terem uma explicação científica ainda, não quer dizer que teve de ser Deus. Mais uma vez, o Deus das Lacunas faz a sua aparição”
O fato de conhecermos o mecanismo nao quer dizer que nao precisamos de um agente,esse povo nao se toca que o acaso nao sabe de nada.E que o tal “argumentum ad ignorantiam”(todos sao especialistas em falacias)se aplica mais a eles que a qualquer fanatico da IURD.
Imagine um codigo genetico ter surgido na natureza “porque sim”…
Não se trata de um argumento ad ingnorantia. Trata-se apenas de concluir que sempre que existe um código e informação codificada isso tem origem inteligente. O argumento baseia-se no estudo das propriedades da informação codificada e na análise da sua origem.
Quem rejeita essas observações é que tem o ónus de apresentar uma outra explicação.
Sempre pensei que quem quer provar o que está a defender é que tem de apresentar evidências nesse sentido.
Oh não, estive enganado a minha vida toda!!!! AHHHHHHHHHh
(Agora já sei como se sente um crente quando chega à conclusão óbvia de que deus não existe
:P:P )
“Não se trata de um argumento ad ingnorantia.”
Está assumir que como não temos uma explicação naturalista para tal fenómeno, a explicação tem de ser supernatural, e como tal baseia-se num apelo à ignorância. Os gregos também tinham dificuldade em explicar os relâmpagos e por isso afirmavam que era Zeus que estava chateado.
“Trata-se apenas de concluir que sempre que existe um código e informação codificada isso tem origem inteligente.”
A diferênça aqui, é que o materia genético muda de geração em geração através da reprodução. A complexidade da célula ou do código genético é o resultado de 3 mil milhões de anos de evolução.
“Quem rejeita essas observações é que tem o ónus de apresentar uma outra explicação.”
Existem outras expliações. Nenhuma delas está provada concretamente. Abiogenese e a Panspermia são dois exemplos.
Pois eu penso que a Vida é um “estado complexo da matéria”. A origem da vida não constitui uma curiosidade para mim, acho uma questão inútil, como acho inútil a questão da origem do universo. À escala humana essas questões afiguram-se-me tão complexas que dificilmente se encontrarão respostas aceitáveis, pois essas respostas, as verdadeiras, não são certamente explicáveis num mundo tri-dimencional como nós o apercebemos.
De resto, para mim, a vida não nasceu no planeta Terra. Parece-me bastante provável que a origem de toda a biosfera possa estar num pequeno esporo (matéria viva), integrado num meteorito que caiu na Terra. Esse esporo, se caiu num ambiente propício ao seu desenvolvimento como matéria viva, pode muito bem ter gerado toda a biosfera. Essa é a ideia central do darwinismo. Adaptou
PROBABILIDADES E ORIGEM DA VIDA
Relativamente à origem da vida, só existem duas hipóteses.
Ou a mesma foi criada por Deus, ou a mesma foi o produto de processos naturalísticos aleatórios.
A explicação “científica” dos evolucionistas para o surgimento acidental do Universo e da vida é de que, desde que haja tempo suficiente, tudo acaba por ser possível, mesmo aquilo que é totalmente improvável.
Por este método, o improvável torna-se provável.
A probabilidade de uma simples proteína de 100 aminoácidos precisamente sequenciados surgir por acaso é de 1 em 10^158.
Ora, geralmente as proteínas têm várias centenas de aminoácidos precisamente sequenciados.
Os cientistas Fred Hoyle e Chandra Wickramasinghe, recorrendo a um número reduzido de variáveis, calcularam a probabilidade de uma célula funcional surgir por acaso em 1 x 10^- 40. 000. Outros cálculos, jogando com mais variáveis, chegaram à probabilidade de 1 x 10^-57 800.
E estamos a falar apenas de uma célula.
Não estamos a falar de seres vivos complexos e funcionais.
No fundo, os evolucionistas dizem que por mais improvável que seja um evento acidental (1 em 1×10^57800 caso da origem acidental de uma célula), sempre teremos que acreditar que ele aconteceu se a alternativa for acreditar na sua criação por Deus.
Assim, por exemplo, a formação de um único gene estável seria possível e necessária, apesar de o número de anos necessários para isso acontecer ter sido estimada em l0^147 !
Por este método o improvável torna-se, não apenas provável, mas necessário e inevitável!
E chamam a isso uma explicação científica!!
A verdade é que a origem de informação codificada por mero acaso nunca foi observada.
Todas as observações (sem excepção!) atestam que a informação codificada tem sempre uma origem inteligente, pela simples razão de que informação e código são grandezas imateriais, e intelectuais, cuja origem não depende de uma combinação acidental de matéria e energia, mas de uma intenção deliberada, pessoal e inteligente.
Daí que não faça sentido, como sugere Richard Dawkins, calcular a probabilidade de um macaco dactilografar uma frase de Shakespeare, porque para ele dactilografar uma frase de Shakespeare é necessário existir um código que permita atribuir à frase dactilografada pelo macaco o sentido e o significado de uma frase de Shakespeare.
Esse código teria sempre que ter uma origem inteligente.
Na verdade, os anos necessários para um macaco dactilografar por acaso o primeiro verso do Salmo 23, foram estimados em 7.2 x 10^63.
E sempre seria necessária a existência de um código (inteligentemente criado) para isso ser possível!
A radical improbabilidade da origem da vida e a sua dependência de informação codificada corroboram inteiramente a crença num Deus criador.
Os evolucionistas gostariam que acreditassemos que a biologia molecular apoia a teoria da evolução.
Mas quanto mais conhecemos acerca da complexidade da vida e da sua dependência de informação codificada, mas absurda se torna toda a ideia de origem e evolução naturalista da vida.
Ou seja, continua a ser verdade que toda a informação codificada tem que ter origem inteligente, incluindo a informação codificada no genoma.