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O fotógrafo Andy Craddock foi processado pelos responsáveis da paróquia de St. Michael Penkivel, Cornualha, Inglaterra. Sem ter pedido aurotização, efectuou um ensaio fotográfico numa igreja, onde “mulheres jovens seminuas em poses provocantes” posaram à frente de um cenário de “símbolos do Cristianismo”. Apesar de se dedicar a este tipo de trabalho “religioso” (e muito interessante, tal como se pode ver na imagem mais abaixo) há alguns anos foi a primeira vez que agiram judicialmente contra ele.

O padre Andrew Yates, representante da diocese, «acusa Craddock de blasfémia e de ferir a sensibilidade de “pessoas que tinham ligações com a igreja, por terem casado aqui ou por ter entes queridos enterrados nos jardins à volta”». Alegam ainda que o fotógrafo «não pediu autorização para fotografar na igreja da paróquia, que data do século XIII».

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Efectivamente, Craddock pode ser processado por invadir propriedade alheia. Quanto à blasfémia, a coisa é diferente e até já motivou uma interessante reacção por parte do fotógrafo.

«Apenas causou controvérsia aos olhos de uma minoria. Só uma em quatro pessoas é que não apreciou (…) Para um artista manter-se novo e fresco, tem de esticar os limites e tirar as pessoas de cenários confortáveis (…)

Sabia que ia causar polémica e ofender algumas pessoas, mas a minha intenção era criar arte. Mas só uma minoria é que ficou ofendida porque recebi muito boas críticas. Já fotografo em igrejas há cinco anos. Tem sido uma luta, mas nunca fui processado (…)

Sim, não tinha autorização. Se a pedisse, a resposta iria ser não (…)

A meu ver, um processo judicial não é um acto muito cristão. A doutrina da Igreja é perdoar e a perseguição não é um valor cristão. Se não fosse a acção legal, eu devia apresentar desculpas. Mas penso que vou ganhar este processo porque a Igreja tem de provar que houve blasfémia e injúria (…)

Para dizer que cometi uma blasfémia, a Igreja tem, antes de mais, de provar que Deus e Jesus Cristo existem e ninguém tem provas disso. Ninguém tem 100% certeza que Ele Existe»[i]

Uma coisa é certa. Polémicas há muitas, mas cada vez que aparece um clérigo a condenar algo deste género apenas torna mais provável que a coisa mediatize. Um simples processo por invasão de propriedade passaria muito mais despercebido, mas acompanhado por outro por blasfémia ou atentado à moral e bons costumes catapulta-o directamente para as primeiras páginas dos jornais. Publicidade grátis, por outras palavras.

Craddock agradece!

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3 Comentários

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  1. se fossem fotos de crianças de nuas… os padres tariam se mast….

  2. Isto é completamente anti-ateu!

    Destina-se a comprovar em absoluto a existência de…DEUSAS! ;)

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