Coyne e Pinker sobre Francis Collins

No seguimento deste meu artigo sobre a nomeação de Francis Collins para Director do National Institutes of Health nos USA, deixo aqui duas opiniões de dois conceituados cientistas, que é verdade, são ateístas.

De qualquer forma, serve para reflexão.

Primeiro Jerry Coyne:

“Pensem no seguinte caso: poderia um cientista não crente e tão igualmente fervoroso no seu ateísmo como é fervoroso Collins no seu Cristianismo ter sequer a oportunidade de ser o Director do NIH? Eu acho que não. Um cientista cientologista que tivesse expressado publicamente a sua crença em Xenu seria considerado demasiado lunático para ter tal responsabilidade no NIH. Mas claro que Cristianismo é uma forma aceitável de superstição, enquanto Cientologia não o é.”

O resto do texto pode ser lido aqui.

E agora Stephen Pinker:

“Eu estou francamente incomodado com a nomeação de Francis Collins como Director do NIH. Não é que eu ache que é preciso um teste sobre qual a religiosidade de um administrador científico na área de serviço público, o que ser um devoto Cristão seja uma desqualificação. Mas no caso de Collins, não é uma questão de crença privada, mas de política científica. O Director do NIH não é apenas um burocrata (…) ele é igualmente alguém que comanda um dos púlpitos mais importantes para a ciência neste país. O Director do NIH testemunha perante o Congresso, determina prioridades, escolhe formadores e conferencistas. Em muitas situações ele é visto como um símbolo para a investigação biomédica nos Estados Unidos e no mundo. Nesse aspecto em particular, a nomeação de Collins é fracamente preocupante.

A ideia [tal como é descrita por Collins no seu livro “A linguagem de Deus] de que existe um desenho divino e uma teologia que explica as funções desse desenho, sendo que essa ideia é baseada em dogmas da Idade do Ferro e da Idade Média é diametralmente oposta ao espírito vibrante da investigação. Como irá presidir Collins à alocação de recursos e definir prioridades para investigação se ele acredita que “é minha convicção que o materialismo ateísta deve ser combatido de uma forma determinada”. “

Ver o resto do texto aqui.

Concordo totalmente com estas duas opiniões.

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