A escolha é simples
Chase Kear teve um acidente grave e fracturou o crânio
Pessoas no local ligam para um hospital próximo
com os seus telefones Algumas pessoas no local rezam
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Médicos chegam ao local do acidente
por helicóptero Familiares rezam
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Médicos administram primeiros socorros Familiares rezam
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O helicóptero chega ao hospital e
Chase é transportado para a unidade de cirurgia Familiares rezam
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Cirurgiões removem parte do crânio para
proteger o cerébro do seu próprio inchaço Familiares pedem um padre para a extrema-unção
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Chase é tratado com antibióticos
para prevenir infecções Familiares rezam
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O inchaço reduz e os doutores restoram a
parte do crânio que tinha sido removida Familiares rezam
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Chase sente-me muito melhor e está a caminho de uma recuperação completa.
Há duas maneiras de olhar para este acontecimento.
Uma é dar valor a todo o trabalho realizado pelos paramédicos, pelos médicos, e todo o pessoal de apoio, tanto no transporte, como no hospital.
A outra é pensar que um conjunto de pessoas a murmurar com as mãos unidas podem chamar a atenção de um homem invisível para fazer algo indetectável.
Parece que a igreja Católica pensa que a segunda explicação é a mais provável, e enviou uma equipa de “investigadores” para determinar se a recuperação de Chase foi um “milagre” (ver aqui).
Antes de mais, expressar o meu contentamento por Chase estar a recuperar e não ter tido nenhuma complicação fatal.
Para quem não tiver paciência para ler a peça, há um padre envolvido, há muita oração, uma ou duas coincidências sem qualquer relação com a situação de Chase, e uns pais que são eles próprios fanáticos religiosos e que gritam aos céus “milagre, milagre”. Tudo o que é necessário para se iniciar uma “investigação religiosa”.
E isto no Kansas, terra dos Protestantes evangélicos.
Chamem o Randi!
Se vivessemos há 20 anos atrás, o mais certo era que Chase estivesse agora com o “senhor”.
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3 Comentários
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Acho muito mal a discriminação que as pessoas que perderam membros sofrem neste apartado dos milagres. Custará assim muito a deus fazer crescre um breço, ou uma perna, ou mesmo um seio?
“So how does it feel to be a miracle?” his mother asked him last week.
“It feels pretty cool,” he said.
I’d love to be a miracle too!!!!