A 27 de Junho tem lugar em Sófia, Bulgária, a “Rainbow Friendship”, a marcha local do Gay Pride.
Porém, um grupo de estudantes de teologia da Universidade de Sófia resolveu lançar uma contra-manifestação (referida mesmo como “manif” anti-gay) de protesto no dia de ontem, com o apoio de outros cristãos ortodoxos (religião maioritária no país), de clérigos e da “Irmandade dos Templos Ortodoxos de Sófia”.
Leia-se o seu “manifesto”:
[Trad: Não estamos contra o direito de alguém se identificar e pertencer a determinado grupo, mas não pensamos que é em benefício da sociedade a publicidade à homossexualidade]
Indicam ainda que “a Gay Parade não é um fenómeno inofensivo, mas sim uma tentativa de eliminar as fronteiras entre o que é normal e o que não o é“.
A primeira Marcha Gay da Bulgária teve lugar no ano passado, com a prisão de 60 pessoas (nomeadamente membros de grupos de extrema direita) pela polícia devido ao arremesso de pedras e cocktails molotov. A marcha deste ano tem o apoio de 11 embaixadas, incluindo as da Alemanha, Reino Unido, EUA e França e é dedicada ao 40º aniversário da Rebelião de Stonewall, acontecimento que deu origem às marchas do Gay Pride.
Aqui está mais um exemplo de tolerância cristã (que felizmente não é representativa de todos) mas que passa quase despercebida (e não se vê também muita gente de dentro a condená-la). Dizem sempre que não estão contra o facto de alguém ser A ou B, mas ai dele se resolver ir para a via pública manifestar as suas ideias. A isto eu chamo censura e hipocrisia.
Resta saber os efeitos que uma manifestação anti-cristã teria na imprensa e opinião pública se um grupo de cidadãos resolvesse manifestar o seu desagrado em relação a certos aspectos da doutrina religiosa, afirmando ao mesmo tempo que essa doutrina não é “em benefício da sociedade”.
Outros artigos relacionados:
Rui,
Nessas paradas de “orgulho gay” é frequente a sátira anti-religiosa (gays vestidos de freiras ou padres é um clássico). E isso entende-se como “liberdade de expressão”. No entanto, qualquer crítica públic às “gay parades” é intolerância?
Acho mesmo que a questão “tolerância” vs. “liberdade de expressão” é uma questão difícil mas importante.
Os cristãos têm todo o direito de proclamar o óbvio, ou seja, de refutar a falsidade da “doutrina” LGBT. Isso não tem nada a ver com intolerância: tem a ver com a total liberdade que o cristão (ou qualquer pessoa) tem para defender verdades essenciais ao ser humano.
Abraço,
Bernardo
Bernardo,
Sátiras com indumentárias eclesiásticas são uma provocação mas que tem os seus motivos, pois entre os religiosos encontramos os maiores intolerantes em relação à homossexualidade. É uma espécie de reacção depois de séculos de opressão.
Atenção que estes cristãos têm todo o direito em (contra)manifestar-se. Mas fazer uma assumidamente anti-qualquer coisa (que não seja crime) representa o quê? Não seria melhor fazer uma manif pró-família ou em favor de determinadas ideias? Falsidades há muitas…
Abraço,
RJ
Existe universidade sobre estudos do Papai Noel ?
E sobre o coelho da Pascoa ?
Coitados desses ignorantes que passam anos estudando sobre o NADA (Teologia), discutindo lendas, fantasias, mentiras e historia da idade da pedra.
Perguntar nao ofende: Padre pedofilo eh gay ? E o rei dos padres que usa saia e sapatinho vermelho ? Eh gay ?
Incrivel como toda religiao eh ridicula.
Rui,
Continuo a achar que usas mal a palavra “intolerante”.
Ora bolas…
Posso eu dizer que, só por seres ateu, és um “intolerante anti-cristão”?
Só porque há diferença de posição, isso implica intolerância?
A posição que os cristãos defendem, nesta matéria da homossexualidade, é a de que não é algo fatal ou definitiva, que pode ser combatida pela pessoa (visto que também defendemos que é nociva), e que é fortemente imoral.
Precisamente por causa disto tudo, os cristãos preocupam-se mais com os homossexuais do que outras pessoas, pelo facto de que são os únicos que consideram que há realmente algo que vai mal nessas pessoas, e que necessita de atenção e de cura.
Podes dizer que somos todos loucos, que só dizemos disparates, que as nossas ideias são absurdas.
Mas se entras no discurso do ódio e da intolerância, estás a passar ao lado da realidade. E a ser injusto…
Abraço
Só uma nota: não é, obviamente, preciso ser cristão para ver o erro ético da homossexualidade (praticada).
O que é triste é que, nos dias de hoje, de forte dissolução moral e de confusão intelectual, apenas as doutrinas mais sólidas, que passaram a prova do tempo, é que são capazes, hoje em dia, de identificar estes e outros erros.
A base para a rejeição cristã da homossexualidade é, sobretudo, naturalista (ou seja, baseia-se na filosofia natural, ou no jusnaturalismo).
Os protestantes dão uma importância central ao argumento escriturístico: o católico não o menospreza, mas dá primazia ao argumento jusnaturalista. Antes de a homossexualidade ser errada para o cristão, ela é errada para o ser humano.
Por falar em “linguagem neutra” e “científica”…. O bmotta não está concerteza a par do que a ciência nos diz sobre a homossexualidade. Que discurso mais paternalista. Os homossexuais não precisam da preocupação parola e hipócrita dos religiosos.
“Os ateus preocupam-se mais com voçês religiosos iludidos, do que as outras pessoas, pelo facto que são os únicos que consideram que há realmente algo que vai mal com essas pessoas, e que necessitam de atenção e de cura.”
E já agora, procure também ajuda…pode ser que haja cura para tanto solipsismo idiota.
Bernardo,
“Posso eu dizer que, só por seres ateu, és um “intolerante anti-cristão”? Só porque há diferença de posição, isso implica intolerância?”
Atenção que eu nem sempre tenho grande respeito por algumas ideias, mas tolero-as e acima de tudo respeito a liberdade das pessoas em manifestá-las. Agora falamos de gente que considera que aquelas pessoas não têm o seu direito a ser como são dentro da sociedade, condenam o comportamento delas (ainda que não criminoso) e consideram mesmo que o comportamento é “anormal”. Isso é tolerância?
“Precisamente por causa disto tudo, os cristãos preocupam-se mais com os homossexuais do que outras pessoas, pelo facto de que são os únicos que consideram que há realmente algo que vai mal nessas pessoas, e que necessita de atenção e de cura.”
Não me parece, mas admito que haja uma percentagem que (com boas intenções) quer erradicar essa “doença”.
Se a fé for provada no futuro como “doença mental” também acho que as pessoas se devem preocupar e tentar ajudar a tratar nos crentes esse suposto comportamento “anormal”…
Abraço
Ahahaha!
Este Carvas tem piada! Só uma pequena correcção caro confrade: concordo com a parte do “idiota”, mas quanto à parte do “solipsismo”, infelizmente a crentalhada não está muito voltada para aí; se assim fosse, os disparates gerados pelos seus atrofiados mecanismos cerebrais (if any…), ficariam contidos em si mesmo – qual aterro sanitário devidamente selado.
Mas não! Estes disparates propagam-se como um vírus de maneira rápida e abrangente por via da cantilena pimba domingueira e da choramingueira histérica de 13 de Maio. Tudo isto sob os signos do… “amorrrrrrrr” e do “mistéééééééério”…
“Amor” e “mistério”: conceitos que o ser humano jamais alcançaria se não fosse instruído pela iluminada filosofia cristã!
Em resumo: devemos a nossa humanidade à ICAR. Amén!