Como está apresentado aqui e aqui, estes são os vídeos do meu pedido de apostasia para com a igreja católica apostólica romana em Portugal.
A seguir as janelas com os vídeos do YouTube, podem encontrar os documentos necessários para fazer um pedido igual.
Na parte 1 apresento as minhas razões por fazer o pedido de apostasia.
Parte 1 de 3.
Nesta parte explico como se pode fazer.
Parte 2 de 3.
Finalmente, como concluir o processo.
Parte 3 de 3.
Quanto à carta que entreguei, este é o texto que fiz, e pode ser usado por alguém que queira fazer o mesmo pedido.
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“Eu, Ricardo Silvestre, portador do Bilhete de Identidade com o número 1234567 de 34/13/2007, do Arquivo de Identificação de Lisboa (como se pode ver em documento anexo) venho, de forma consciente e livre, pedir, em conformidade com as normas canónicas que o regulam (cf. câns. 124-126), que seja realizado um actus formalis defectionis ab Ecclesia catholica, com a consequência de uma ruptura com os vínculos de comunhão – fé, sacramentos e governo pastoral.
Este pedido é feito à autoridade competente da Igreja Católica, o Pároco (introduzir aqui o nome), da Igreja de (introduzir aqui o local), onde fui baptizado.
Por conseguinte, e na conjugações de dois elementos; um acto interior e correspondente manifestação exterior, com a elaboração deste pedido, venho solicitar que seja averbado no livro de baptizados (cf. cân. 535, § 2), a menção explicita que se realizou um “defectio ab Ecclesia catholica actu formali” onde se encontra o meu nome, e com isso se concretize o acto de apostasia da Igreja Católica Apostólica Romana.
Espero deferimento.
Com os melhores cumprimentos.”
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Existe depois a necessidade de fazer um pedido de certidão de baptismo onde estará averbada que existiu um actus formalis defectionis ab Ecclesia.
O documento do Vaticano pode ser encontrado aqui.
De qualquer forma deixo-o aqui se quiserem consultar directamente.
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“Já há tempos, vários Bispos, Vigários judiciais e outros profissionais do Direito Canónico têm apresentado a este Conselho Pontifício dúvidas e pedidos de esclarecimento a respeito do assim chamado actus formalis defectionis ab Ecclesia catholica, a que se referem os cânones 1086, § 1, 1117 e 1124 do Código de Direito Canónico. Trata-se, efectivamente, de um conceito novo na legislação canónica e distinto de outros modos, a bem dizer “virtuais” (ou seja, baseados em comportamentos), de abandono “notório” ou simplesmente “público” da fé (cf. cân. 171, § 1, 4°; 194, § 1, 2°; 316, § 1; 694, § 1, 1°; 1071, § 1, 4º e § 2), circunstâncias em que os baptizados na Igreja Católica ou nela recebidos estão obrigados às leis meramente eclesiásticas (cf. cân. 11).
O problema foi cuidadosamente examinado pelos Dicastérios competentes da Santa Sé com o intuito de precisar, em primeiro lugar, os conteúdos teológico-doutrinais do actus formalis defectionis ab Ecclesia catholica e, sucessivamente, os requisitos ou as formalidades jurídicas necessárias para que este se configure como um verdadeiro “acto formal” de defecção.
Após ter recebido a decisão da Congregação para a Doutrina da Fé acerca do primeiro aspecto e tendo examinado toda a questão em Sessão Plenária, este Conselho Pontifício comunica aos Em.mos e Ex.mos Presidentes das Conferências Episcopais quanto segue:
1. O abandono da Igreja Católica, para que possa ser configurado validamente como um verdadeiro actus formalis defectionis ab Ecclesia, também para os efeitos das excepções previstas nos cânones supra mencionados, deve concretizar-se na:
a) decisão interna de sair da Igreja Católica;
b) actuação e manifestação externa desta decisão;
c) recepção de tal decisão por parte da autoridade eclesiástica competente.
2. O conteúdo do acto de vontade deve ser a ruptura daqueles vínculos de comunhão – fé, sacramentos, governo pastoral – que permitem aos fiéis receber a vida da graça no seio da Igreja. Isto significa que um tal acto formal de defecção não tem somente carácter jurídico-administrativo (sair da Igreja no sentido de proceder à averbação de tal acto em cartório, com as respectivas consequências civis), mas se configura como uma verdadeira separação dos elementos constitutivos da vida da Igreja: supõe portanto um acto de apostasia, heresia ou cisma.
3. O acto jurídico-administrativo do abandono da Igreja de per si não pode constituir um acto formal de defecção no sentido designado pelo CIC, visto que poderia subsistir a vontade de perseverar na comunhão da fé.
Por outro lado a heresia formal e, menos ainda, a material, o cisma e a apostasia não constituem sozinhos um acto formal de defecção, se não se concretizarem externamente e se não forem manifestadas do modo devido à autoridade eclesiástica.
4. Deve tratar-se, portanto, de um acto jurídico válido posto por pessoa canonicamente hábil e em conformidade com as normas canónicas que o regulam (cf. câns. 124-126). Tal acto deverá ser emitido de modo pessoal, consciente e livre.
5. Requer-se, ademais, que o acto seja manifestado ao interessado de forma escrita, diante da autoridade competente da Igreja Católica: Ordinário o pároco próprio, a quem compete exclusivamente julgar sobre a existência ou não, no acto de vontade, do conteúdo expresso no n. 2.
Por conseguinte, somente a coincidência dos dois elementos – o aspecto teológico do acto interior e a sua manifestação do modo como aqui se definiu – constitui o actus formalis defectionis ab Ecclesia catholica, com as penas canónicas correspondentes (cf. cân. 1364, § 1).
6. Nestes casos, a mesma autoridade eclesiástica competente providenciará que se averbe no livro dos baptizados (cf. cân. 535, § 2), com a menção explícita de que se realizou a “defectio ab Ecclesia catholica actu formali”.
7. Em todo caso, resta patente que o liame sacramental de pertença ao Corpo de Cristo que é a Igreja, dado pelo carácter baptismal, é um liame ontológico permanente e não cessa por causa de nenhum acto ou facto de defecção.
Com a certeza de que esse Episcopado, cônscio da dimensão salvífica da comunhão eclesiástica, compreenderá bem as motivações pastorais destas normas, aproveito a ocasião para me confirmar com sentimentos de fraterna consideração”
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Parabéns, Ricardo. Está muito, muito interessante.
Assustei-me quando o teu irmão Edgar apareceu de costas para a câmara, pensei que era uma visão de Jesus a interferir na imagem, mas repus-me rapidamente.
Esperemos que este teu exemplo sirva de incentivo para outros ateus baptizados tomem a mesma opção.
Pela minha parte, tenho que agradecer aos meus pais nunca me terem baptizado. Isto dá cá uma trabalheira…
Ricardo PARABÉNS:
- pelo pedido em si
- pelos vídeos e demais informação prestada (isto é que eu considero serviço público)
Já há algum tempo que tenho investigado sobre este processo, tinha inclusivamente entrado na página do vaticano que referiste nos vídeos. Mas como proceder… pedi mesmo informações à diocese de Coimbra mas nem o bispo parece ler o mail… Onde tinha a cabeça quando pensei que me responderiam? O clube não quer perder sócios, nem mesmo os que não pagam quotas!
Irei lá à tasqui… à igreja onde me deram banho falar com o chefe para ver se sou mais um a baixar esses 80% para valores mais próximos da realidade (já tenho pensado no interessante que seria nos próximos censos haver averiguação do número efectivo de religiosos no geral e católicos no particular).
Ricardo, saúdo-te por esta tua decisão e dou-te os parabéns por finalmente, como tu tanto desejavas, não contares para a estatística da Igreja Católica Apostólica Romana.
Devo-te dizer que estranhei no primeiro vídeo aparecer o Edgar de costas para a câmera, pensei que ele teria um secador de cabelo na mão que fosse usar para secar os restos de água de baptismo que ainda pudesses ter, eheh, mas surpreendentemente o vídeo tomou um rumo totalmente diferente, e devo frisar que o que acontece com o Edgar acontece com muitos de nós, sejam ateus, agnósticos, cépticos, em que quando damos a cara somos discriminados ou alvo de ignóbeis e imbecis comentários, como por exemplo “coitadinho de ti, podes não acreditar em deus, mas que ele existe, lá isso existe, e ele acredita em ti” “se não acreditares vais parar ao inferno, e és tão boa pessoa”. Penso também que essa será uma situação que nas próximas gerações deixará de existir, sendo que me parece a mim, que a religião em Portugal nos dias que correm, e cada vez mais no futuro, é e será mais um factor cultural do que efectivamente a existência da crença nos dogmas em si.
Devo-te também agradecer por toda a informação disponibilizada no vídeo, que espero que ajude quem mais desejar iniciar um processo de apostasia, aliás até era giro caso houvesse muitas pessoas a aderir, a criar-se um cantinho no website a informar quantos processos de apostasia foram “patrocinados” pelo portal. eheh
PS: Seria curioso saber os resultados no próximo censos, em 2011, de qual seria a resposta é pergunta “Professa, crê e revê-se na Igreja Católica Apostólica Romana?” para ver se atingia os tais 80% que o ICAR tanto gosta de usar como bandeira.
Mas que raio é isto? A tentar baixar as estatísticas dos católicos não praticantes?
Excelente! Pode ser que daqui por uns tempos tenhamos gente de calções a fazer vídeos para o you tube a pedir para serem baptizados ou para a primeira comunhão enquanto ao lado as igrejas têm filas para pedidos de apostasia…
Caros “R’s” (Rodrigues, Ricardo, Rui)
Obrigado pelos vossos comentários.
Também gostaria de ver mais pessoas a fazerem este pedido e a desvincularem-se da igreja (seja ela qual for).
Ateísmo é uma filosofia de vida, e como muitas outras, requer dedicação e coerência.
Depois há aqueles que nunca foram baptizados….
; )
“Depois há aqueles que nunca forma baptizados….”
A frase está incompleta: “Depois há aqueles que ORGULHOSAMENTE nunca foram baptizados”. Assim é que se diz.
yes sir…
Não posso ver ou descarregar vídeos por razões profissionais.
Olhando para os vídeos vejo um “cabeça rapada”. Poderia ser apenas uma questão de gosto pessoal. Porém, das imagens de ateístas, membros e/ou fundadores da tasca ateísta de Lisboa, sobressai esta importante característica comum: cabeças rapadas.
Por ser característica comum, a cabeça rapada inscrever-se-á no ritual do ateísmo. Aqui temos 3 boas hipóteses de explicação para tal comportamento:
1 – Pode tratar-se de uma questão religiosa. Por serem uma seita – efectivamente o ateísmo tem as características de uma seita organizada (prefiro chamar-lhe gang, mas enfim!….) -, a simbologia é importante. Não creio que seja uma questão religiosa séria, como aquelas que vi em Kathmandu ou em Lhasa.
Será uma questão de padrão simbólico e identificativo, entre os membros da seita?
2 – Algumas organizações de carácter militar (e ainda paramilitar, mercenárias ou terroristas) têm por regra uma característica tonsura.
Será uma identificação de gang mercenário/terrorista?
3 – A conhecida retaguarda ofensiva do Adolf do bigode geométrico, tinha por sinal exterior “a cabeça rapada”.
Será uma questão de neo-“socialismo alemão”?
Juntando-se à tosquia colectiva o discurso subversivo, desregrado, insolente, provocador, contracultural, insultuoso, anormal e instigador de desobediência aos valores culturais, inclino-me mais para a hipótese alemã.
Junta-se a isto o facto do Adolf também baptizado e, pondo de parte (e aniquilando) a cultura social, tem intenções desastrosas.
Quando ao “Pedido” em si, acho bem. Aliás, tratando-se de um cidadão anónimo, sem qualquer visibilidade social, a Igreja desconhece em absoluto quem seja o Ricardo. Só em razão desse completo desconhecimento não condeno a Igreja por o não ter já enxotado.
È claro que a Igreja (como todas as verdadeiras religiões), sendo demasiado inclusiva, não penaliza ao anormais. Eu pessoalmente sou a favor de escorraçar alguns anormais indecentes.
Esta tentativa do Ricardo para sair do anonimato, saiu frustrada. È melhor inventar outra. Por aqui também não vai lá!
Para dar nas vistas, ou se é muito bom – não é o caso; ou se é demasiado estúpido – ainda lá não chegou.
“Seria curioso saber os resultados no próximo censos, em 2011, de qual seria a resposta é pergunta “Professa, crê e revê-se na Igreja Católica Apostólica Romana?””
Os Censos não dizem muito. A nossa Constituição não permite obrigar ninguém a responder a questões sobre a confissão religiosa.
Zeca Portuga:
Reze, reze muito que isso pode ser a gripe A, um dos sintomas é a ocorrência de diarreias fortes, pela quantidade de m**** que escreve… eu desconfiava.
Não sou advogado de ninguém, aliás, nem sequer sou advogado mas como o Ricardo não teve tempo de lhe responder (ou simplesmente o ignorou), aí vai:
“Olhando para os vídeos vejo um “cabeça rapada”. Poderia ser apenas uma questão de gosto pessoal. Porém, das imagens de ateístas, membros e/ou fundadores da tasca ateísta de Lisboa, sobressai esta importante característica comum: cabeças rapadas.”
Um Homem adulto produz uma hormona chamada Testosterona, sintetizada maioritariamente pelos testículos, a qual tem uma correlação directa com a perda de cabelo. Quando olhar para um Homem cujo cabelo caiu (não rapado), encontrará um Homem que “OS” tem no sítio. Não se preocupe que o seu cabelo não cairá enquanto for ceg… católico, tem alguém que toma as decisões por si.
“Quando ao “Pedido” em si, acho bem. Aliás, tratando-se de um cidadão anónimo, sem qualquer visibilidade social, a Igreja desconhece em absoluto quem seja o Ricardo. Só em razão desse completo desconhecimento não condeno a Igreja por o não ter já enxotado.
È claro que a Igreja (como todas as verdadeiras religiões), sendo demasiado inclusiva, não penaliza ao anormais. Eu pessoalmente sou a favor de escorraçar alguns anormais indecentes.
Esta tentativa do Ricardo para sair do anonimato, saiu frustrada. É melhor inventar outra. Por aqui também não vai lá!”
Anonimato??? Quem??? Este senhor???
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/sites/entrez?Db=pubmed&Cmd=Search&Term=%22Silvestre%20R%22Author&itool=EntrezSystem2.PEntrez.Pubmed.Pubmed_ResultsPanel.Pubmed_DiscoveryPanel.Pubmed_RVAbstractPlus
“Para dar nas vistas, ou se é muito bom – não é o caso; ou se é demasiado estúpido – ainda lá não chegou. ”
Esta frase é sobre si? Sobre o autor já mostrei que não deve ser…
O Ricardo Silvestre deu o primeiro passo, eu já estou a seguir as passadas, espero que muitos se juntem a nós.
O link que coloquei acima, por qualquer motivo, falhou, fica aqui de novo.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/sites/entrez?Db=pubmed&Cmd=Search&Term=%22Silvestre%20R%22Author&itool=EntrezSystem2.PEntrez.Pubmed.Pubmed_ResultsPanel.Pubmed_DiscoveryPanel.Pubmed_RVAbstractPlus
Bolas… ao colar o link está tudo correcto, ao submeter o comentário os parênteses rectos que deveriam fechar a palavra “Author” desaparecem, espero que algum administrador o corrija.
Já está, Rodrigues. Obrigado.
Não deixa de ser muito interessante que cada vez que um ateu diz alguma coisa polémica há logo uma caravana de crentes a exigir explicações, e retractações e afastamentos por parte dos outros ateus, mas um católico chamar ao Silvestre de nazi e de “anormal indecente” não levanta nem um sobrancelha aos Z’s, João Ribeiros, Lúcidos Irracionais, João C’s e outros católicos que andam por aqui.
Eu chamo a isso hipocrisia.
Caro Rodrigues
Muito obrigado por ter saído em minha defesa, mas acho que devia adoptar a mesma atitude que eu adoptei (e que o Rodrigues já tinha adivinhado no seu comentário) que é simplesmente de ignorar fanáticos.
O Prof. Dawkins contou uma vez uma história que um evolucionista Australiano recusava sempre ter debates com criacionistas. Um dia perguntaram-lhe se ele não tinha receio de debater um criacionista, porque não o fazia? E o cientista respondeu “porque um debate entre mim e um criacionista ia ficar bem no currículo do criacionista”.
Eu penso exactamente o mesmo. Dar a “honra” de direccionar uma linha que seja a pessoas deste calibre é uma vitória para eles, E eu, francamente, tenho mais para fazer na minha vida, que perder um segundo que seja com pessoas deste nível.
Rodrigues, vá nos dizendo como corre o seu processo de pedido de apostasia. Nós fazemos um artigo aqui no Portal com isso.
Alguém chamar animal indecente ao Silvestre não me incomoda, visto não ter nada a ver com isso, não conheço as pessoas em causa, nem sei o que se passou entre as duas pessoas ou quem ofendeu em primeiro lugar. Quando alguém disse que todos os ateus eram selvagens, eu “levantei a sobrancelha” e disse que tal não era aceitável! O mesmo para quando ouvi generalizações do género para os crentes.
Quanto ao resto, vejo que me meteu no grupo dos católicos. Obrigado pelo elogio, mas não o sou. Ainda assim, é estranha essa mania de apelaram ao catolicismo ou cristianismo alheio, quando é para ele vos beneficiar. Não sei se é contra a religião por princípio, ou a favor dela quando a possibilidade de alguém a seguir lhe pode trazer vantagens.
Por um lado dizem que ser religioso é mau, por outro queixam-se quando os religiosos não são bons….
Eu chamo a isso grave incoerência!
Para finalizar,o próprio Silvestre não teria gosto algum que eu interviesse para lhe defender a honra, visto ter-me como um fundamentalista insignificante. Acho que não seria decente se eu me associasse a quem me tem em tanta desconsideração.
Ainda era acusado de estar a defender alguém superior só para disfarçar a minha inferioridade e ganhar respeito através dos méritos alheios…
Escusa de me responder; desde que não chateiem ou refiram o meu nome despropositadamente, eu discuto argumentos e ideias, não pessoas que não conheço!
Lúcido, você não é católico? Não me faça rir!
Então se não é católico, é o que? Da igreja “do contra”?
de Lisboa, acusa-me de catolicismo ao Ministério Público. E depois prova em tribunal de que faço parte desse grupo criminoso….
Olha para mim tão preocupado para vos provar que não sou católico…..
Ilustríssimo Rodrigues:
Esclareço previamente que não conheço ninguém ligado a este site, muito menos o comentador “Lúcido Irracional”.
Após umas altercações, tive, no entanto as referências de um “ciberamigo” – o HH -, que conhece quase toda a trupe. Às vezes acho-o, até, um infiltrado na tasca ateísta de Lisboa (que, segundo ele, são saloios, não são de Lisboa!)
Não sei se ele conhece o comentador Lúcido Irracional.
Penso que não (embora me tenha deixado confuso num mail em que parecia conhecer muito bem a pessoa, mas dizia:
“Tens razão: A comentadora Lúcido Irracional tem uma capacidade e uma inteligência muito superior aos ateus.” Comentadora!!!)
E, sobre ateístas, gangs, nazis, talibãs, terroristas, maçonarias e outras seitas e máfias afins… não quero (aqui) saber.
Estou aqui para me divertir com as vossas palhaçadas. Só por isso passo por este circo. Mainada!!!…
Depois, fico de ego despedaçado, quando leio coisas destas:
“Eu penso exactamente o mesmo. Dar a “honra” de direccionar uma linha que seja a pessoas deste calibre é uma vitória para eles…”
Palavra d’honra! Fico sentido!
E digo mais: “chorar, não chorei, mas vou passar cinco dias sem cantar!”
Perdão: eu disse “sem cantar”, mas a Ave-maria de Schubert não conta, porque eu não resisto a cantarolá-la, ao meio-dia, enquanto trato das hortaliças – sobretudo de alguns nabos rechonchudos e rosados (qual rabanete), que cultivo no meu quintal.
Eu nem queria acreditar na desconsideração que tão elevada figura (muito subida, altíssima… tão alta que até anda em competição celestial!) ousou fazer-me.
Esta de vir tão marcante e distinta figura negar-se a dedicar-me uma só linha de texto… é traumatizante! É claro eu fique amuado… Amuado e de coração contrito!
São os valores morais do ateísmo militante cratonizado, a gretarem (parecem laterites), por minha causa.
Pesaroso de vos ter ofendido, fico expiando as minhas culpas.
”Anonimato??? Quem??? Este senhor???” – Anónimo não! Faz até bastante publicidade ao nome. Só que, mesmo assim, tive que visitar este Ladrorium para o conhecer.
Quer um rol da bibliografia minha (e, minha et al.)?
Ilustríssimo Rodrigues:
O mundo em que você vive já foi pisado por muita gente. O que você diz já foi vociferado por muito pateta.
Você (e os ateístas todos) acha que descobriu a pólvora? Acha que os muitos milhões de pessoas que o antepassaram era uns analfabetos estúpidos, e você é superior a todos eles?
Que quer que eu faça, senão rir-me de si (e, por extensão, de todos os ateístas)?
Se reparar, os gregos dedicaram muito tempo a estudar os distúrbios mentais. É que, na Grécia existiam bastantes ateus para cobaias. Sabia disso?
Já aqui disse, e mantenho, que os ateístas estão na fase virginal do pensamento humano. Muito mais próximos do “bicho-homem” do que do Homem civilizado, têm particularidades que admiro.
Salvé,
Quem já está habituado aos meus comentários, sabe que eu não sou um tipo fácil de se aturar. Alguns crentes poderão mesmo ter bastantes razões de queixa. Mas uma coisa é certa: as minhas «investidas» menos dóceis vinham sempre na sequência de uma conversa, de uma ideia, de uma piada em torno da religião.
Por muito violentos ou acalorados que fossem os meus diálogos com pessoas como o Bernardo Motta ou o Alfredo Dinis – pessoas cuja ideologia se situa nos antípodas da minha –, sou suficientemente inteligente e humilde para reconhecer que estou perante indivíduos regidos por um sentido de decência, por ideias condutoras, por posturas construtivas (pelo menos, à maneira deles…!).
Considero inqualificável o que se tem vindo a passar aqui no Portal Ateu com comentadores como o Zeca Portuga ou o Lúcido Irracional: o primeiro, pode classificar-se como um fascista ignorante que destila veneno e azedume em vez de ideias; o segundo é um fala-barato que adora desconversar, movido ainda por um total espírito de contradição (ele é e diz exactamente o oposto daquilo que todos os outros são e dizem). Juntam-se depois mais uns quantos fanáticos à festa e eis que estão reunidos todos os ingredientes para que este Portal se degrade de forma considerável, tornando-se um cenário de javardice onde alguns pretendem lavar a sua roupa suja (já que não devem ter outro sítio para fazê-lo – pelo menos, não sem que corram o risco de apedrejamento ou agressão…).
É triste que isto aconteça: num dos poucos Portais onde se poderia discutir religião de forma aberta e construtiva, há-de sempre aparecer alguém que usa a democracia para sabotá-la. Eu não vou entrar no diálogo simplista e dizer “estão a ver? Os crentes são intolerantes e fanáticos!”. Não. Isto não tem a ver com crença ou descrença: tem mesmo a ver com estupidez. Há pessoas que são naturalmente estúpidas e contra isso, não há nada a fazer – seja convertê-las ao cristianismo ou desconvertê-las para o ateísmo, não há remédio que solucione o mau carácter e a postura nojenta que assumem perante a vida e perante os outros.
Só gostava mesmo de dizer que, enquanto o nível andar assim tão por baixo, meus caros confrades ateus e crentes, eu navegarei noutras paragens.
Saudações em Silvestre!
PS: Ricardo…eu entendi a tua ideia de quereres iniciar o teu processo de apostasia careca: isto vai consumir-te e demorar tanto tempo que no final da história, vamos ver-te com barba e cabelo até aos pés, não é?
Bem pensado!
Lucas,
peço desculpa, mas o nível da critica à religião neste blog raramente é construtivo e nunca é aberto.
“Juntam-se depois mais uns quantos fanáticos à festa e eis que estão reunidos todos os ingredientes para que este Portal se degrade de forma considerável”
Ca lata….os artigos do Bruno com as piadas ordinárias da virgem é que visam manter o nível…qualquer dia ainda se lê um “vai levar no (…)” aqui no portal…. é para breve.
Comentário alterado pela Administração do Portal Ateu. Enquanto eu andar por aqui não se irá ler tais frases – Ricardo Silvestre.
Lucas Samuel,nao deixe de comentar,voce escreve bem demais pra nao comentar.Se o Ricardo nao quer vinculo nenhum com a Igreja Catolica opcao dele, que so compete a ele.Seja uma boa pessoa,esqueca a igreja,pode ate se esquecer de Deus,mas seja uma boa pessoa.Existem excessos de ambas as partes,mas acho,sinceramente,que a parte que acredita em Deus tem menos justificativas para esses excessos.Faco parte dos que creem,gracas a deus,mas sinceramente nao sei como alguns ateus ainda “nao perderam as estribeiras”com tanta enchecao de linguica de alguns cristaos.PAZ E AMOR,Sigamos os ensinamentos de CRISTO,com ou sem igreja
“o Lúcido Irracional [....] um fala-barato que adora desconversar, movido ainda por um total espírito de contradição (ele é e diz exactamente o oposto daquilo que todos os outros são e dizem)”
Para os mais distraídos, como parece ser o caso do Lucas Samuel que me acusa de “contradição”, o comentário 17 era ironia. Não tenho os católicos por criminosos, alguns frequentadores deste portal é que adjectivam dessa maneira qualquer pessoa que discorde deles, como se ser católico fosse o maior dos crimes.
Já tinha dito: escusam de me responder; desde que não chateiem ou refiram o meu nome despropositadamente, como foi o caso num artigo de Ricardo Silvestre e agora nesta caixa de comentários, eu discuto argumentos e ideias, não pessoas que não conheço!
Felizmente sempre tive o prazer de conhecer o Ricardo (live in true colors) careca. Eu proprio, a par do catolicismo professo a convicção ( em part time ) da calvicie. Parece-me, no entanto, que não será a ideia mais importante da iniciativa aqui retratada. Se a tua apostasia decorre de uma necessidade própria, profunda, respeito-a como respeito as tuas ideias. Enquanto católico praticante não me incomoda que não te sintas representado pela Igreja Católica nem, diga-se, por qualquer outra religião. No entanto não gostaria de saber que o meu amigo, porque tenho a certeza de o ser, tomou a actitude por puro afrontamento à instituição e aos seus membros. Não te dignificaria, nem ao que professas. Como sugestão chamo a tua atenção para algum radicalismo relativamente à liberdade que pareces não conceder aos outros para livremente optar por continuar a acreditar.
É so uma sugestão companheiro, mas acho que alguns comentarios mais violentos (que felizmente não partiram de alguem que se assume como crente) se devem em larga medida à tua própria fobia à fé que tornas extensiva aos crentes. Espero que seja só uma imprecisão linguistica motivada pelo teu entusiasmo.
Abraço em Cristo.
João
de João Carlos:
“Como sugestão chamo a tua atenção para algum radicalismo relativamente à liberdade que pareces não conceder aos outros para livremente optar por continuar a acreditar”
Desculpa?!?
Desde quando??
Eu sou humanista! Como tal, defendo o direito das pessoas fazerem o que bem quiserem, desde que não infrinjam as leis, não façam mal aos outros, não obriguem as pessoas (principalmente quando são novas demais para se defender) a fazer coisas que elas não querem fazer, e desde que não se metam na minha vida. De resto, podem acreditar no grande rádio no céu se é isso que as fazem feliz.
Infelizmente, aqueles que recebem as tuas “saudações em cristo” tem o péssimo hábito de se esquecerem disso, e não se cansam de tentar impor as suas interpretações dos “ensinamentos” do fundador da tua igreja a todos os outros, mesmo aos que não acreditam.
Como tal, acho muito irónico que me venhas criticar de radicalismo.
“É so uma sugestão companheiro, mas acho que alguns comentarios mais violentos (que felizmente não partiram de alguem que se assume como crente”
Ora vê lá melhor!
Em face do exposto, muito me apraz saber que o meu discurso é incómodo.
Folgo muito em sabê-lo.
Aliás, estava a ver que não consegui atingir nenhum ateísta.
A Insensibilidade funciona como um dos primeiros graus de insanidade mental.
Sempre defendi, aqui e em todos os locais (incluindo na ONU, onde este lavrador já pode dizer coisas) em que se tratam de questões sérias, que é indispensável e urgente impor o respeito entre as pessoas, começando por respeitar as suas ideologias e as suas crenças.
Ora, num local onde o insulto aviltante, a injuria ultrajante, a propositada.
Já recebi ameaças, insultos vários, já vi os meus comentários serem alterados de forma indecente, cobarde e canalha (tornando-se insultuosos para mim), já fui banido de alguns recantos ateístas… e por aí fora.
Em nome da liberdade de expressão, podem os ateístas ofender toda a gente, porém acham-se intocáveis e impolutos.
Eu, porém, não me sinto na obrigação de respeitar quem não me respeita. Podem dizer que isso é pouco católico, mas quem se queixa é quem não aceita os valores católicos.
Desde logo, não conheço nenhum espaço dedicado ao ateísmo. Conheço apenas espaços dedicados a insultar, maltratar, vilipendiar e enxovalhar crentes, religiões, ministros das várias confissões, as crenças, etc.
Acresce ainda o facto de os ateístas acharem que são mais inteligentes, mais “actuais”, mais “in”, mais importantes… etc.
Estou a ver o Ricardo a achar-se superior e dizer que não liga a lavradores como eu, até porque isso enriqueceria o meu curriculum. Então não é que o rapaz se acha um gajo importante!? Então não é que ele se compara com quem nem sequer conhece (nem nunca conhecerá)!?
Que ridícula tristeza! Que abismal cretinice!
Como disse Camões:
“Eu que falo humilde baixo e rudo,
De vós não conhecido nem sonhado;
Da boca dos pequenos sei, contudo,
Que o louvor sai muitas vezes acabado.
Não me falta, na vida, honesto estudo
Com longa experiência misturado.
…”
(se não for exactamente por estas palavras, anda lá perto…não tenho os Lusíadas à mão)
Ricardo!
A qualidade de humanista não decorre de uma auto-qualificação mas dos actos que praticas e das palavras que proferes.
Diria mais, decorre do que te leva a fazer o que fazes.
Não és humanista porque queres mas porque és.
Por isso suavisa lá o discurso sob pena de so chegares a quem prefere discutir o teu gosto em penteados. Já me deves conhecer o suficiente para saber que não percebo nem de modas nem de agricultura. Deixo isso pra quem sabe e quer.
Saudações em Cristo.
João
A notícia do Diário de Notícias trouxe-me até aqui.
Parabéns ao Ricardo Silvestre pela iniciativa. Julgo que uma maior divulgação desta possibilidade (apostasia) levaria muita gente a pedir a desvinculação da Igreja Católica. Também penso que é um acto de coerência e que vale o esforço. É um acto simbólico, mas a vida é feita de simbolismos. Já tinha pensado teoricamente nesta possibilidade mas não sabia que na prática era realizável. Falta de informação…
Considero-me agnóstico e respeito a Igreja Católica e todas as outras igrejas e religiões, desde que elas também respeitem determinados valores universais. Não concordo que baptizem crianças mas também não acho que seja um fenómeno que mereça ser combatido. É natural que os pais procurem encaminhar os filhos para aquilo que consideram o correcto. Cabe depois a cada um decidir em consciência e livremente o seu caminho. E aí sim faz sentido a apostasia, que merecia ser divulgada e encarada com normalidade. Quem o faz não é necessariamente anti-cristo ou anti-Igreja católica.
Força Ricardo, continua a divulgar esta possibilidade!
Cumprimentos
O nome que deram a este portal pouco tem a ver com ele.
Com uma rápida passagem por aqui se percebe que quem o criou pouco percebe de ateísmo, ou tão pouco de religião (seja ela qual for).
É curioso que na tentativa de erradicar Deus da mente de alguns ( pois os que o têm no espírito não são o segmento alvo deste portal) se imponham sistemas de crenças mais intolerantes, difamadores, tóxicos e perversos que o que é acusado.
É mais curioso ainda perceber que a única religião visada é a católica (será a única que advoga a existência de Deus?), e que todas as restantes (que não são poucas) estão dispensadas das critícas vilipendiosas deste portal.
Filmam-se apostasias em que disponibilzam procedimentos e templates para quem esteja interessado. Um verdadeiro serviço público seria postarem minutas de contratos de trabalho, arrendamentos, etc…esses sim com alguma utilidade na vida prática.
A apostasia, como o baptismo, é algo que fazemos como celebração pessoal (da existência e crença em Deus ou do oposto). Faz tanto sentido publicar intenções e cerimónias de apostasia como de baptismo. Depois de ver os vídeos, só se sente impelido a fazer apostasia quem não olhar para estes assuntos com alguma seriedade.
Proponho que se deixem dos vossos delírios de cruzadas de anti-missionarismo numa tentativa de desenvangelização de Portugal e (e)levem o ateísmo a maiores níveis de credibilidade.
Até essa altura, sugiro que chamem as coisas pelo nome e alterem a designação para portalantiteísta.com.
Cara Marta Lopes
Obrigado pelo seu comentário, onde nos acusa de sermos intolerantes, mostrando que é Intolerante, nos acusa de sermos arrogantes com uma refinada presunção, e nos diz que não temos legitimidade para criticar ao mesmo tempo que acha que tem legitimidade para fazer exactamente o mesmo.
Ficava por aqui na minha resposta, mas a Marta precisa que seja corrigida nos seguintes pontos:
1. “Com uma rápida passagem por aqui se percebe que quem o criou pouco percebe de ateísmo”
Se a Marta está assim tão incomodada com o nosso (pouco) conhecimento de ateísmo, mostre-nos uma alternativa de alguém em Portugal que “perceba muito de ateísmo”.
2. (…)se imponham (no Portal Ateu) sistemas de crenças mais intolerantes, difamadores, tóxicos e perversos que o que é acusado” – aqui não se “impõem sistemas de crenças”.
Ou a Marta não sabe o que quer dizer a palavra “imponham”, ou não sabe o que quer dizer a frase “sistemas de crença”. Quanto a ser difamador, tóxico ou perverso, isso é uma opinião que lhe assiste. Se acha que sim, bom para si.
3.” É mais curioso ainda perceber que a única religião visada é a católica (será a única que advoga a existência de Deus?), e que todas as restantes (que não são poucas) estão dispensadas das critícas vilipendiosas deste portal.”
Isto só mostra que a Marta é tendenciosa e só vê o que lhe interessa, ou então está claramente a ser injusta. Eu apostava que é um pouco dos dois (um nota: “críticas” é com assento no primeiro í)
4. “Filmam-se apostasias em que disponibilzam procedimentos e templates para quem esteja interessado. Um verdadeiro serviço público seria postarem minutas de contratos de trabalho, arrendamentos, etc…esses sim com alguma utilidade na vida prática.”
Este sítio não é nenhuma repartição pública. Se a Marta quiser esse serviço, procure nos lugares específicos.
5. “Proponho que se deixem dos vossos delírios de cruzadas de anti-missionarismo numa tentativa de desenvangelização de Portugal e (e)levem o ateísmo a maiores níveis de credibilidade.Até essa altura, sugiro que chamem as coisas pelo nome e alterem a designação para portalantiteísta.com.”
Obrigado pelas propostas apresentadas. Se quiser ajudar a “elevar” a credibilidade do ateísmo faça mais do que escrever comentários num sítio da internet. Quanto à sua sugestão, não posso falar pelo resto da Administração do Portal Ateu, mas não me parece que uma mudança de nome esteja para breve. Mas espero que tenha gostado da mudança do visual.
Passe bem
Olá Ricardo,
O meu objecto de crítica é a vossa atitude o vosso é a própria igreja (ministério e fiéis).
A tiny difference Ricardo…
1. Efectivamente em Portugal qualquer teólogo tem mais autoridade para falar de ateísmo. O que se vê por aí são (ditos) ateus a falarem da (e não de) teologia. Qualquer um dos líderes das prínicipais religiões em Portugal pode melhor falar de ateísmo seja ele D. José Policarpo (Ig. Católica Romana), o Primaz D João (Ig. Católica Ortodoxa), ou Ahmad (da comunidade Ismaelita), o rabino Di Martino (ig. Judaica) ou o Sheik Munir (da Comunidade Islâmica), como exemplos (e para as primeiras impressões). Temos especialistas que merecem todo o respeito como o Prof. Dias Farinha ou os Teólogos Anselmo Borges ou Peter Stilwell.
2.Quanto ao sistema de crença que tanto o ofendeu…Errei na expressão e peço, por isso desculpa, é sim um sistema de descrença…ainda assim um sistema e imposto porque mais facilmente me entra (a mim e a outros) pelos olhos que as missas nas igrejas aos ateus.
3. Reconheço que não sou imparcial em relação à existência de Deus, como qualquer pessoa com identidade religiosa. Quanto ao facto de ser tendenciosa e injusta, bem…o Ricardo tem de dizer algo que ataque o carácter….é a sua forma de desmontar argumentos. Mas se sou tendenciosa e injusta porque raio o alvo dos meus comentários não têm sido os Ateus (os verdadeiros, é claro!) e as restantes religiões. Não me viu fazer comentários em relação à validade das crenças ou descrenças de cada um mas sim em relação a atitudes.
Não se incomode em corrigir a ortografia Ricardo, com toda a certeza vai encontrar mais erros de teclar ao longo do texto.
4. Pois parece uma repartição pública Ricardo. Já agora porque não põe a sua carta em pdf e com campos editáveis, era capaz de facilitar o trabalho.
5. Se me identificasse com o ateísmo certamente faria algo que não fosse escrever neste sítio. Preocupe-se mais com a forma como expõe os conteúdos (cujo tema é de valorizar) e menos com o visual.
Marta,
Enquanto colaborador deste portal, sinto que as suas palavras me são também dirigidas.
Começo por lhe dizer que está aqui porque quer. Eu não vou à sua igreja, e se for, tenho o cuidado de limpar os pés à entrada, e de não me pôr aos berros a dizer que o padre é tolo. É uma questão de educação, e de cortesia. Parece-me que você não tem muito de nenhuma delas.
Quanto à ideia de um teólogo ser a melhor escolha para alguém falar de ateísmo com propriedade, é tão ridícula, que lhe vou dar um exemplo que talvez você tenha capacidade intelectual para compreender:
Um médico a falar sobre como se sente uma mãe quando amamenta. (repare que ele leu de certeza imenso sobre mamas, e sobre amamentação)
Por ultimo um conselho: Se você é católica, tem de certeza uma baixa auto-estima. Ao menos mude para uma religião que trate as mulheres com igualdade em relação aos homens. Com o seu jeitinho, ainda acaba a celebrar missa.
Aos comentários da Marta Lopes quero apenas fazer duas observações:
1 – Irei colocar em .pdf e .doc o texto da carta para quem quiser utilizar, podendo fazer download aqui mesmo do Portal Ateu (Marta, obrigado pela ideia)
2- Se eu me identificasse com o cristianismo (ou qualquer outro ismo) também escreveria neste sítio.
A título de rebate, diria que a Marta é daquelas pessoas que acha que a verdadeira religião é a dos canudos e a das batinas. Desengane-se, minha cara, a verdadeira religião não é só isso. É, principalmente, aquela com que somos confrontados no dia-a-dia: bombistas suicidas, padres pedófilos, desrespeito pelos direitos humanos, irresponsabilidade social e, sobretudo, muita hipocrisia e um grande negócio.
Ámen!
A Marta diverte-me:
“Efectivamente em Portugal qualquer teólogo tem mais autoridade para falar de ateísmo. Qualquer um dos líderes das prínicipais religiões em Portugal pode melhor falar de ateísmo seja ele D. José Policarpo (Ig. Católica Romana), o Primaz D João (Ig. Católica Ortodoxa), ou Ahmad (da comunidade Ismaelita), o rabino Di Martino (ig. Judaica) ou o Sheik Munir (da Comunidade Islâmica) (…) ou Peter Stilwell.
Acredita mesmo no que escreveu? Ou está a brincar?
Dos exemplos que deu:
D. José Policarpo: “Todas as expressões de ateísmo, todas as formas existenciais de negação ou esquecimento de Deus, continuam a ser o maior drama da humanidade”
Peter Stilwell:“ Há algumas forças, uma certa campanha para apagar o religioso. Uma campanha liderada por pessoas que se afirmam ateias e combatem a religião”.
E o Sheik Munir, o representante máximo de uma religião que tem como um dos seus cânones que “os infiéis devem ser convertidos” e “que os apóstatas devem ser mortos”.
Toda a autoridade!! Toda! Claro que podem falar de ateísmo, e podem dizer este estilo de barbaridades… porque afinal, conhecem mais do ateísmo que todos os outros.
Fantástica argumentação da sua parte.
(e já agora, “principais” não leva acento)
“(…), é sim um sistema de descrença…ainda assim um sistema e imposto porque mais facilmente me entra (a mim e a outros) pelos olhos que as missas nas igrejas aos ateus.”
A sério?! O “sistema” é assim tão eficaz a entrar pelos olhos dentro? Uau. Afinal parece que estamos a fazer algo bem
“(…)Mas se sou tendenciosa e injusta porque raio o alvo dos meus comentários não têm sido os Ateus (os verdadeiros, é claro!) e as restantes religiões. Não me viu fazer comentários em relação à validade das crenças ou descrenças de cada um mas sim em relação a atitudes.”
Para além dos erros ortográficos, também a nível de estrutura frásica a Marta deixa-me desconcertado.
“(…) Preocupe-se mais com a forma como expõe os conteúdos (cujo tema é de valorizar) e menos com o visual.”
Obrigado pela sua preocupação sobre a qualidade dos conteúdos que coloco no Portal Ateu. A “valorização” que dou (ou na maior parte das vezes a “desvalorização”) ao ateísmo é resultado da minha preocupação com os apologistas religiosos que acham que podem me dizer o que fazer porque dizem falar por um “amigo invisível” que é descrito num livro escrito por homens na Idade do Bronze.
Já agora, a Marta entrou de férias e está aborrecida, é?
Olá Rui,
Em momento nenhum fui mal educada com ninguém.
Acreditei que a oportunidade que davam às pessoas, que não partilham da vossa opinião, de aqui exporem o que pensam era construtiva e desinteressada. Provavelmente enganei-me.
Se ao expressar uma opinião diferente (nem sequer contrária) da vossa sou apelidada de falta de educação, então devo dizer-lhe que efectivamente, escolhi mal o local e as pessoas para trocar umas ideias sobre religião, a legitimidade desta, a fé e a ausência dela…ou qualquer outro assunto.
Se a falta de cortesia e educação nas minhas palavras inadvertidamente feriram ouvidos ditos ateus, olhem com atenção, e com a isenção que o bom senso vos permitir, para o que escrevem.
Tenho concerteza Rui, “capacidade intelectual” suficiente para perceber que a sua intervenção não veio senão numa tentativa de fazer ofensas veladas ao meu carácter. Como aliás tem sido a vossa estratégia.
A comparação que arranjou também é fraca para não dizer despropositada. Se um teólogo ou líder religioso não está habilitado a falar de ateísmo, deixe-me então perguntar-lhe que autoridade tem o Rui, que já disse que não vai à minha igreja (sem saber qual é ou se tenho sequer uma igreja) para criticar as minhas opções?
Em relação à minha auto-estima, aproveito para dizer que passa muito bem senão, vendo a natureza dos comentários do portal e a forma com que vem sendo habitual o ataque ao carácter de quem pensa diferente, nem sequer teria deixado a minha opinião.
No que repeita à religião não vou mudar para coisa nenhuma, e como deve calcular, muito menos por um conselho seu.
O fundamental da minha passagem pelo portal ateu é que gostaria (se ainda me for permitido) de dizer que lamentavelmente o que, bem espremido, daqui se tira são tentativas perniciosas de tornar a religião num veneno social e isto está longe ser um fórum de discussões sérias e saudáveis sobre um assunto que vos merece mais respeito.
Mesmo que pudesse celebrar missas devo dizer que dificilmente seria escolhida para a tarefa pois tenho tanto jeito para pregar como vocês para o ateísmo.
Marta,
“que já disse que não vai à minha igreja (sem saber qual é ou se tenho sequer uma igreja) para criticar as minhas opções?”
Vou falar por mim mas eu não tenho qualquer problema com as suas opções para ocupações de tempo. O meu problema surge quando alguém usa argumentos baseados no sobrenatural para criticar as minhas opções.
Isto da liberdade religiosa passa principalmente por não impor a religião própria nos outros. Se isto fosse uma realidade não tenho dúvidas que este portal não existia. Mas somos sistematicamente bombardeados com informação que não mandamos vir, os meus impostos estão a ser usados para pagar proselitismo nas escolas públicas, e outras actividades religiosas. Eu não posso ficar calada. Assim como não fico calada quando uma instituição pública quer gastar o meu dinheiro em qualquer outra coisa que para mim não fazem sentido. Naturalmente tenho que ceder à maioria mas não vou deixar de manifestar o meu descontentamento.
O Ricardo disse que uma das razões para o seu pedido de apostasia era deixar de pertencer ao grupo que a ICAR diz representar. Isto é perfeitamente coerente e como ele, outras pessoas sentem o mesmo, como se pode ver nos comentários de algumas pessoas aqui, e se podemos facilitar o processo melhor. Não estou à espera que concorde. Eu não concordo com imensa coisa que aqui se diz mas não pode estar à espera que batemos palmas quando tenta por em causa todo o trabalho que fazemos.
Quanto à sua crítica que só dizemos mal da ICAR, é verdadeiramente tendenciosa uma vez que, pelo menos eu, nunca o fiz aqui no portal e já escrevi alguns artigos. É verdade que se fala muito dela mas isso é porque estamos em Portugal e a ICAR é a instituição religiosa com mais relevância por cá. Se estivéssemos em Inglaterra não duvido que seria a “Church of England”.
Em última análise se este portal a incomoda tanto pode não lê-lo. Espero que não o faça.
Cara Marta,
“Se ao expressar uma opinião diferente (nem sequer contrária) da vossa sou apelidada de falta de educação,”
Presumo que queria dizer “…sou apelidada de mal educada,” ou “…dizem que tenho falta de educação,”
“Com uma rápida passagem por aqui se percebe que quem o criou pouco percebe de ateísmo, ou tão pouco de religião (seja ela qual for).”
Como classificaria a frase acima?
“Tenho concerteza Rui, “capacidade intelectual” suficiente para perceber que a sua intervenção não veio senão numa tentativa de fazer ofensas veladas ao meu carácter.”
(Escreve-se com certeza, Marta)
Não pretendeu ser uma ofensa velada ao seu carácter, apenas uma duvida sobre a sua capacidade intelectual, que aliás acertou na mouche, senão não me teria respondido que “A comparação que arranjou também é fraca para não dizer despropositada.”
Porque a comparação é rigorosa: Nunca se fala com mais autoridade do que quem está ou já passou pelas situações.
Você acha que um oncologista pode falar mais habilitadamente, sobre os efeitos secundários que se sentem durante a quimioterapia, do que alguém que a está a fazer?
Portanto, alguém auto-iludido sobre a existência de uma figura sobrenatural, não tem autoridade para se pronunciar sobre aqueles que não tem fé. Apenas porque não sabe o que é ser ateu. (tal como você também não sabe)
“que autoridade tem o Rui, [...] para criticar as minhas opções?”
Nenhuma, desde que você não venha ao nosso Portal com essa mesma intenção. (e já provou que a sua intenção é criticar)
“…gostaria (se ainda me for permitido) de dizer que…”
Como imagina, podemos apagar os seus comentários num piscar de olhos. Como já reparou, não o fazemos. Estamos a dar-lhe toda a liberdade para dizer aquilo que quer.
“..o que, bem espremido, daqui se tira são tentativas perniciosas de tornar a religião num veneno social…”
A religião não precisa da nossa ajuda.
“…sobre um assunto que vos merece mais respeito.”
Presumo que queria dizer “que vos deveria merecer mais respeito.”, e de facto não tenho grande consideração por quem se auto-ilude, incomodam-me sobretudo quando os religiosos são intolerantes e inconvenientes, como é o seu caso.
“…tenho tanto jeito para pregar como vocês para o ateísmo.”
De facto tem falta de jeito. Mas não tem falta de vontade.
Aproveito para lhe recomendar menos televisão e mais leitura. Vai ver que lhe melhora a escrita.
Com elevada estima,
RR
“Efectivamente em Portugal qualquer teólogo tem mais autoridade para falar de ateísmo”
Já agora, alguém me explica o que é um teólogo?
Raciocinando:
H0: Deus não existe.
H1: Deus existe.
(CONTAS CONTAS e CONTAS)
Não existem provas concretas que permitam afirmar com um intervalo de confiança a 95% (LOL!) que Deus existe.
H0: O mestre do universo, Gambuzino não existe.
H1: O mestre do universo, Gambuzino existe.
(CONTAS CONTAS e CONTAS)
Não existem provas concretas que permitam afirmar com um intervalo de confiança a 95% que o criador Gambuzino existe.
Assim, o estudo sobre Deus ou Gambuzino, é igualmente válido e credível, uma vez que a existência de qualquer um dos dois não está provada. Como é que se pode estudar algo que, provavelmente, não existe?
Por conseguinte, uma licenciatura em Teologia é tão válida como uma em Gambozinologia.
Para a marta não, estes tipos são Os Habilitados. Ao que o Scolari responde: “E o burro sou eu?”
Assinado Nuno, Pastor Gambozinico
Licenciado em Gambozinologia pela Universidade Gambozinológica Portuguesa
Não sei se repararam mas o Papa Bento XVI alterou recentemente algumas normas canónicas:
http://catolicosnarede.wordpress.com/2009/12/15/motu-proprio-%E2%80%9Comnium-in-mentem%E2%80%9D-do-santo-padre-o-papa-bento-xvi/
http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=76730
Quais as implicações destas alterações no processo de apostasia aqui descrito? Já não é possível pedir a separação formal da Igreja Católica? Alguém me consegue esclarecer?
Olá,
Com um atraso de 30 anos (uma vez que comecei a ser Ateia – tinha eu sete anos – quando comecei a perceber o que significava a religião) tenho pronto o meu pedido de apostasia, em Português e em Francês (já para prevenir), para enviar segunda-feira de manhã para a Paroisse Portugaise de l’Église du Sacré-Coeur de Gentilly, França.
Só depois de receber uma resposta/comprovativo é que se faz o pedido da certidão de baptismo, certo? E faz-se esse pedido para a mesma Igreja, presumo…
Aproveito para agradecer o excelente serviço público (sim, estive a ler os comentários) que aqui prestam. Já há uns bons anos que falava em anular o meu registo de baptismo. Só não sabia exactamente como. Obrigado pela ajuda!
Abraço,
Mais uma dúvida: é absolutamente necessária a audiência com o padre responsável pela Igreja onde fomos baptisados? É que eu fui baptisada em França! Adoro Paris, mas neste momento não me convém lá ir só para ir ter um conversa com um padre!!
Help!
Eu copiei, enviei uma versão portuguesa e outra francesa, com cópia do BI e cópia do certificado de baptismo e recebi agora um mail do Padre a dizer o seguinte:
“Exª Srª D. Sandra da Cunha,
Após leitura atenta da carta de Vossa Excelência, venho por este meio comunicar-lhe que os cânones por si invocados para o objectivo que pretende não se aplicam de modo nenhum ao presente caso. Sugerimos que se possa aconselhar no Tribunal Eclesiáistico da Diocese da sua residência para levar a bom termo tão veemente e determinada decisão, pois cremos que poderá estar a ser mal patrocinada do ponto de vista jurídico.
Também com os melhores cumpreimentos e as minhas mais humildes desculpas por responder neste formato,
P. Pedro Marques”
E agora?
Cara Sandra Cunha
Veja por favor o seu e-mail.
R
“Cumprimentos a todos do portal”
À medida que mergulho nas águas mais profundas do portal mais peixes “sem olhos” encontro, é impressionante!!!
Como acontece mesmo em águas oceânicas profundas, estes peixinhos nunca desenvolveram a “visão”; uma, porque não precisam mesmo dela na escuridão e outra mesmo que lhes mostrem a claridade, não terão mecanismos “cerebrais” desenvolvidos o bastante para que “VEJAM”!!!
Ora, com cardumes assim, só me vem um sentimento: ” PENA”
Sim, muita pena pois os coitadinhos nunca verão a claridade, nunca verão seus predadores que os engolem inteirinhos para depois talvez cuspi-los ou vomitá-los em alguma praia…alguns vivos, mas tontos demais para perceberem o que os comeu…
Sem a escuridão para os “proteger” serão como ovelhas mansas no meio de “lobos com olhos bem abertos”.
Por tudo isso e para que não digam que no PORTAL ATEU ninguém os avisou:
” FUJAM PEIXINHOS, REFUGIEM-SE NA ESCURIDÃO PORQUE LÁ É SEU VERDADEIRO LUGAR”
Portugueses, esqueçam o MAR, agora a musica é:
– Por CÉUS nunca d’antes IMAGINADOS !!!
E muitos peixinhos evoluiram e criaram asas… vivendo felizes para sempre!!!