Vocês são culpados também!!
“Susan Neumann foi a primeira testemunha no julgamento de Leilani Neumann, que foi acusada de homicídio por negligência em segundo grau da sua filha, Madeline Neumann.
Susan, que é nora de Leilani, testemunhou que esta última lhe contou que “o espírito da morte tinha entrado na sua casa”.
Ariel Neff, outra das noras de Leilani testemunhou que fez três chamadas telefónicas para a polícia a pedir se alguém poderia ir ver Madeline, uma vez que Ariel sabia que os pais desta “acreditavam em fé e não em médicos”.
O advogado de acusação defende que qualquer mãe teria entendido que algo de mal se estava a passar com a filha. Leilani, acreditando que as curas vêm de Deus, foi negligente e matou a sua filha orando, no lugar de a levar a a um médico, quando esta ficou demasiado fraca para andar ou falar
A pena máxima para uma se sentença desta natureza é 25 anos na prisão.
Antes da sessão se iniciar, Leilani Neumann leu da Bíblia e circulou várias vezes as mesas onde se sentam os advogados de defesa e da acusação enquanto orava.”
Ver aqui.
Todos vocês que defendem as virtudes da “fé” e da “oração” também são culpados! Se vocês conhecessem este monstro que passa por mãe, diriam para ela levar a filha a um médico, mas também diriam para ela ter fé e rezar por ela. O facto de juntarem as duas coisas na mesma esfera proporciona um ruído de fundo que faz com que as pessoas pensem que oração é bom, que traz resultado, que proporciona conforto.
Vocês seriam incapazes de expressar a opinião que oração não traz qualquer benefício, que não ajuda em nada, que só derrota o propósito de encontrar soluções verdadeiramente eficazes. Vocês palmilham corredores de hospitais, átrios de igreja, passeios de Fátima, rezando pelos doentes e por aqueles que morrem, sabendo, de uma forma consciente, que não estão a adiantar nada aos processos de cura, ou à diminuição dos males das pessoas. Vocês desenvolvem as vossas falsas esperanças em altares construídos com as lágrimas daqueles que sofrem.
Espero que sintam vergonha! Vergonha de perpetuarem ilusões e falsidades.
E nós os ateus somos culpados também. Por não expor mais este estilo de enormidade, por não nos insurgirmos mais contra a promoção da “oração como cura”: quantos de nós conhecemos alguém que disse que acreditava que era por rezar a deus que um familiar ia ficar melhor? E quantos de nós abanamos os ombros em sinal de descrença, mas fizemos um sorriso de aceitação?
E quanto a este monstro, que reze muito. Que reze até sair sangue pelas narinas e pelos olhos. Que reze até ficar sem insulina e que sinta o que a filha sentiu enquanto se contorcia de dores numa cama. E que leve a Bíblia para a prisão, para passar os 25 anos que a esperam a ler esse “guia de morais e de comportamentos” de uma ponta à outra e de volta ao princípio.
Terra, século 21.
Madeline Neumann. 1997-2008

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Todos os dias são um bom dia para nos sentirmos envergonhados seja com o que os seres humanos são capazes de fazer uns aos outros seja com algumas opiniões de todo lamentáveis….
Terra, século 21.
Cumprimentos
Faço minhas as palavras do Ricardo Silvestre
Caro Ricardo,
Confundir a fé, a oração e a experiência religiosa com perturbações mentais é um erro primário. Não lhe chamo desonestidade porque não creio que seja essa a tua atitude, mas objectivamente é até mais que um erro.
Saudações,
Alfredo Dinis
Ricardo, tens que me desculpar mas tenho que me desmarcar de algumas ideias que apresentas neste teu artigo. Em primeiro lugar, eu acho que o que está aqui em causa é o facto de a mãe não ter garantido o acompanhamento médico necessário para salvar a filha. Se isso aconteceu porque acredita nas orações, porque é viciada em jogo é preferiu ir para o casino, porque é dependente de drogas e teve uma “trip” demasiado longa para se aperceber da gravidade da situação da filha ou, simplesmente, por ignorância, para mim é irrelevante. O que está aqui em causa é a negligência enquanto mãe por não garantir os cuidados médicos necessários.
Repara, se a mãe tivesse levado a filha ao médico a tempo e, em paralelo, fizesse as orações que muito bem entendesse, viria algum mal para a criança? Não me parece.
Embora o sistema americano seja bastante sui generis, não acredito que a mãe venha a ser acusada por ter rezado. Irá, certamente, ser acusada, isso sim, de negligência.
Por outro lado, ao ler o teu artigo fico com a sensação que achas que as pessoas não deviam rezar. Porquê? Quem quiser rezar, que reze, desde que com isso não prejudique terceiros. Podemos achar que é um acto inconsequente, mas isso não invalida que não possa ser útil para o bem estar de quem reza e, se isso acontecer, já tem algum fundamento, por mais aberrante que nos possa parecer. Quantas pessoas acharão que ter um blogue, escrever um diário, ler uma revista cor de rosa ou ver um jogo de futebol é perfeitamente irrelevante? No entanto, essas actividades, por mais inúteis que possam parecer têm, no mínimo, a particularidade de fazer sentir bem quem as pratica enquanto as pratica e, por si só, não prejudicam ninguém, tal como as orações.
Finalmente, em relação ao teu último parágrafo – mesmo sabendo que o escreveste no “calor da revolta” – acho-o demasiado violento e muito pouco humanista. Diria mesmo que está muito ao estilo de algumas passagens do Antigo Testamento. Tens que deixar de ler a Bíblia.
Agora, podes vir uma vez mais “acusar-me” de moderado e racional que eu até agradeço.
Helder
“O que está aqui em causa é a negligência enquanto mãe por não garantir os cuidados médicos necessários.”
Neste caso, a causa da negligência foi exactamente a “fé” colocada no poder da “oração”!
E ao contrário do Alfredo e de ti, eu não acho que aqui existam “perturbações mentais” ou “negligência”. A mãe estava perfeitamente lúcida e consciente do que estava a fazer. De forma nenhuma diferente daqueles que em Portugal levam os filhos ao “exorcista” ou ao “curandeiro” ou ao “pastor”. É igual. São todas essas pessoas detentoras de um estado de “perturbação mental”? São todas elas “negligentes”?
Aos olhos dos religiosos não são. A “oração como cura” é um processo não só promovido como “santificado”.
Mas, não é totalmente inócuo porque sabemos perfeitamente que se intromete nos tratamentos médicos (quando se chega a esse ponto) .
Exemplo?
Um entre muitos
Em Vinhais há um padre que “exorciza os males do corpo e da alma com oração”, “procedimento” este com a bênção do Bispo de Bragança. Frase chave deste padre? “Exorcismo é oração”.
http://novoateismo.blogspot.com/2007/08/atentado-sade-pblica.html
É isto aceitável? É isto algo que não pode ser criticado sobre o manto da “oração é inconsequente, quem quiser reze, desde que não prejudique terceiros?” Não estão terceiros a ser prejudicados!?!?
Concordo com o que disse o amigo Hélder Sanches, embora ás vezes perante estes casos, também concorde com o Ricardo Silvestre.
, se torna a única panaceia.
A verdade é que em momentos de desespero, em que as soluções não existem e a esperança nos falta, nem que seja por uma semi-consciente auto-ilusão, que nos ajuda a suportar a dor do momento, a tendência de acreditar em algo, chamemos-lhe deus, santo, sorte, caos ou o tal “esparguete voador”
È claro que neste caso, em que havia solução e por culpa de um demente fanatismo, teve o resultado que sabemos, não existe compreensão possível, e é o paradigma de até onde pode chegar a estupidez humana, quando cega com qualquer dogma, seja ele qual for.
Obrigado pelo seu comentário “polusantus”
De nada Ricardo Silvestre, eu é que agradeço o previlégio de poder participar neste portal.
Caro Ricardo,
A afirmação: “Susan, que é nora de Leilani, testemunhou que esta última lhe contou que “o espírito da morte tinha entrado na sua casa” revela a perturbação mental da senhora.
Saudações,
Alfredo Dinis
“Todos vocês que defendem as virtudes da “fé” e da “oração” também são culpados!”
Bandidos!
“Se vocês conhecessem este monstro que passa por mãe, diriam para ela levar a filha a um médico.”
Ah….pois, diriam para ela levar a filha ao médico; são mesmo bandi…não,espera; a criança morreu por não ter sido levada ao médico…então, se os crentes dissessem para ela levar a filha ao médico….eram…cúmplices com a pessoa que não levou a criança ao médico provocando-lhe a morte! Genial!
” mas também diriam para ela ter fé e rezar por ela.”
E a criança morreu por causa das rezas….ou foi por não ter sido levada ao médico?!
“O facto de juntarem as duas coisas na mesma esfera proporciona um ruído de fundo que faz com que as pessoas pensem que oração é bom, que traz resultado, que proporciona conforto.”
Exacto, faz com que as pessoas pensem que a oração é boa, e que ir ao médico é ainda melhor para curar uma doença.
O “facto de juntarem as duas coisas” demonstra que sabem que a importância das duas coisas. ( Na minha opinião, também sabem distinguir os planos e a importância “das duas coisas”; mas isto sou eu que sou um tolerante com criminosos como o são todos os religiosos)
“Espero que sintam vergonha! Vergonha de perpetuarem ilusões e falsidades.”
Acho que já nem vão dormir. Nas próximas horas espera-se uma afluência extraordinária aos serviços de emergência de psiquiatria, resultando de um surto de culpa por parte da população religiosa que reza a Deus….
“E nós os ateus somos culpados também.”
Esta culpa não morre mesmo solteira. Isto é Justiça como nunca se viu.
São culpados porquê?
“Por não expor mais este estilo de enormidade, por não nos insurgirmos mais contra a promoção da “oração como cura”:”
Serviu de aviso, da próxima vez que virem alguém rezar num corredor de hospital; preguem-lhe duas bofetadas e gritem bem alto “Blasfémia”!
Também podem rasgar as vossas vestes como forma de demonstrar repúdio.
” quantos de nós conhecemos alguém que disse que acreditava que era por rezar a deus que um familiar ia ficar melhor? E quantos de nós abanamos os ombros em sinal de descrença, mas fizemos um sorriso de aceitação?”
A culpa, a culpa é demasiado pesada. Também eu sorri quando uma criança me disse que ia pedir ao “pai do céu” para me curar uma dor de dentes. Como fui eu capaz de semelhante coisa; ela só estava a demonstrar bons sentimentos, depois disso foi-me buscar um copo de água relembrando-me que eram horas de tomar o analgésico.
AI a minha vergonha, salvai-me deste sofrimento, eu não aguento este fardo! Eu vi uma criança a dar os primeiros passos para se tornar homicida e não fiz nada.
“E quanto a este monstro, que reze muito. Que reze até sair sangue pelas narinas e pelos olhos. Que reze até ficar sem insulina e que sinta o que a filha sentiu enquanto se contorcia de dores numa cama.”
Uf….ainda bem que os Estados Unidos da América plenos de fanatismo e intolerância religiosa ainda têm a noção daquela coisa chamada….”direitos humanos”, e não consideram que os critérios sobre a justiça vindos de leitores assíduos do jornal 24 horas e do noticiário da TVI, sejam os melhores para elaborar leis penais decentes….
Provavelmente um religioso diria que aquela mãe nunca mais terá paz nesta vida; que a doença mental é uma coisa lixada, que lamenta profundamente toda esta tragédia humana e a respectiva condição e sofrimento dos diferentes envolvidos, e que qualquer sofrimento que se desejasse à mão como vingança, não lhe restituiria a vida.
Por isso é que eu não gosto nada de conversar com religiosos. São demasiado previsíveis e terra-a-terra.
Ateus é que está a dar; nunca sabemos de onde virá o próximo ataque à religião. São de uma criatividade extraordinária.
Continuem….
Errata:
“e que qualquer sofrimento que se desejasse à mão como vingança, não restituiria a vida à criança.”, em vez de:
“e que qualquer sofrimento que se desejasse à mão como vingança, não lhe restituiria a vida.”
Caro Alfredo
Disseste:
“A afirmação: “Susan, que é nora de Leilani, testemunhou que esta última lhe contou que “o espírito da morte tinha entrado na sua casa” revela a perturbação mental da senhora.”
Não concordo contigo. O que a crente Leilani disse não é muito diferente do que se espera de uma pessoa religiosa e que acredita em deus, satanás, vida depois da morte, infernos e paraísos. Não é muito diferente dos católicos Portugueses que levam um filho a um exorcista porque tem “o demónio dentro do corpo”, ou quando vão ao pastor porque “têm um mau olhado”. Sinceramente não vejo a diferença.
E mais, se esta Leilani fosse perturbada mental, não estava a ser agora julgada por negligência, mas sim por insanidade.
Um abraço para Braga
Caro Ricardo,
Se quiseres continuar a criticar a religião, concretamente o cristianismo pelo lado dos ‘maus olhados’, podes continuar. Este é o tipo de crítica que não belisca ninguém. Com críticas como esta, podes crer, o cristianismo pode ‘dormir descansado’.
Nem todas as perturbaçõesm mentais incapacitam as pessoas para serem julgadas em tribunal.
Saudações,
Alfredo
Lúcido Irracional
Eu não concordo com muitas coisas que o Silvestre escreve, mas numa coisa ele tem razão, você é mesmo desonesto nos seus comentários
“Se vocês conhecessem este monstro que passa por mãe, diriam para ela levar a filha a um médico mas também diriam para ela ter fé e rezar por ela.”
Esta frase não pode ser desagregada para uma análise por secções. Ainda por cima quando ao faz-lo distorce o que foi escrito. A frase deve ser lida na sua totalidade pois o seu sentido é associativo.
Não se esqueçam de imputar tambêm uma parte das responsabilidades neste lamentável desfecho à inoperância do sistema judicial americano.
Uma situação destas em Portugal configurava sem duvida a perda temporária do poder paternal garantindo os respectivos tratamentos à criança.
Já que se fala tanto de culpados é melhor ficarmos-nos pelos principais e evitarmos instrumentalizar a morte duma criança usando esta como arma de arremesso ideológico que não beneficia ninguêm.
Cumprimentos
“Se vocês conhecessem este monstro que passa por mãe, diriam para ela levar a filha a um médico mas também diriam para ela ter fé e rezar por ela.”
“Esta frase não pode ser desagregada para uma análise por secções. Ainda por cima quando ao faz-lo distorce o que foi escrito. A frase deve ser lida na sua totalidade pois o seu sentido é associativo”
Então contextualize lá a frase, para eu poder pedir desculpa
Eu acho que se a pessoa em causa tivesse visto o que escreveu no que toca à primeira afirmação ” Diriam para ela levar a filha ao médico”,; não teria perdido tempo com “sentidos associativos”, do “ruído de fundo”, que “faz com que as pessoas julguem que a oração é boa”; como se o facto da oração poder ser considerada “boa” contribuisse em alguma coisa para que não se vá ao médico ou que se mate um filho por negligência.
Quem é desonesto?
ó Ricky, vá passear macacos
.
Ter fé não implica ter este tipo de comportamento irracional. Basta relembrar que na história já houve pessoas que interpretaram erroneamente a teoria da evolução levando a grandes massacres….
E não se vai culpar as pessoas que aceitam esta teoria, diga-se…nem o mal é da teoria… é das pessoas que a interpretam.
Para já não admito que um ateísta reles e indecente, seja silvestre, selvagem ou indígena, me culpe de algo que eu não fiz.
Em segundo lugar, porque eu não alinho em campeonatos de desonestidade, não reconheço qualquer tipo de validade às declarações sobre moral, vindos dos ateístas que se recusam a aceitar regras moral. Um ateísta evocar moral disfarçada de legalidade, é cúmulo da imbecilidade.
Se um ateísta me culpa por uma mãe negligente que, sei lá onde (nem me interessa), não ter prestado o auxilio devida a uma filha e em consequência disso ela morreu, também, posso culpar (chamar assassinos coniventes) os ateístas que defendem e aprovam (apoiam) a lei do aborto que já matou em Portugal (em 2 anos) quase 40 000 bebés (numa escala meramente matemática, 40 000 vidas é um universo muito superior a este caso); também posso acusar os ateístas de serem os responsáveis pelas mortes com requintada negligencia e malvadez praticadas pelas autoridades chinesas na pessoa das crianças abandonadas, sobretudo meninas, que morrem de fome e miséria, algumas presas a camas, nos orfanatos ateus da China.
Quando esta semana soube (por um bloguista que conhece a situação) que uma certa professora do país, caixa nos jornais e TVs, era ateístas militante, também posso culpar os teístas pró tias práticas (que são muito poucas, porque os ateístas no ensino não têm expressão numérica).
Como estou (“vocês” engloba toda a gente que lê este disparate) a ser vítima de calúnia e injúria infundada (crime previsto na lei portuguesa), tenho que admitir que os ateístas continuam a ser um cancro que corroer a sociedade.
Fazer crer que os crentes são irresponsáveis por ser crentes, ou que ateístas são muito mais responsáveis do que os crentes, é uma imbecilidade pueril, canalha e fedorenta, que demonstra quanto inquinada está a capacidade intelectual dos ateístas; para além de testemunhar o renascimento, dentro das pregações ateístas, de um fenómeno horrendo que grassou pela Europa nos anos 30/40 – a ideia sebenta e lerda de uns palermas que achavam pertencer a uma “raça” superior, com direitos de ascendência, in totum, sobre os demais.
Se alguma coisa me enoja nestes ateístas, é o seu cérebro de cabaça (ou abóbora) tão pútrida que já confundem bolores com massa cinzenta!
Estes arborícolas silvestres estão enganados: a vossa massa cinzenta é bafio, é mofo!
Onde se lê: “também posso culpar os teístas pró tias práticas”; porque isto não é esperanto; deve ler-se
” <também posso culpar os ateístas por tais práticas “
Ha de facto um fenómeno horrendo que grassa na Europa, mais propriamente em Portugal.
Responde ao nome ZecaPortuga, e é tão estupido que nem percebe que o é.
Não te mordas pá. Com a peçonha que destilas morrias de certeza.
Podes rezar o que quiseres, e aproveita para pedir a um dos 100 padres Irlandeses acusados, para te fazer a folha.
Afinal mudei de opiniao. Morde-te muito – de preferencia na lingua e vai morrer longe.
Caríssimo Lúcido:
Estes dias recomendavam, algures aqui, que curasse em uma linguagem mais moderada, mais lisura e cortesia com esta ralé.
Aceito tal observação como válida e bem intencionada. Não é em vão que é proferida pela mente mais brilhante, sobejamente superior, a todos os restantes comentadores deste “contra legem “ apeadeiro do ciberespaço.
Em circunstâncias normais, e computando “ad rem” a validade de uma observação feita por quem propriedade para o fazer, eu não diria nada. Mas, para que conste, caríssimo sr. aquilo que aqui digo funda-se nos insultos maldosos, nas ameaças patéticas de que foi vítima em sites/blog afins, para além dos comentários que assolam o meu blog e o meu e-mail.
Não tenho feitio para tolerar insultos gratuitos, vis e cobardes como aqui vemos.
Repare que estamos a falar de gente que de dedica, simplesmente a insultar, enxovalhar, maltratar e injuriar religiões e crentes.
Percebo-o e aceito que tenha razão.
Sou católico mas não sou santo!
Caro Alfredo,
Por acaso, os “maus olhados” até estava a imputar às seitas cristãs protestantes, mais os seus “pastores” e “ministros de fé”, que a cobro de uns quantos euros, fazem muita oração para afastar as “bruxarias” como apresentei aqui: http://www.portalateu.com/2009/04/11/pode-se-apresentar-uma-queixa-por-burla-religiosa/
Mas não é que o catolicismo também possa “dormir assim tão descansado”: afinal são vocês que andam a formar padres exorcistas no Vaticano.
Sudações
ADORO ESSE BLOG!!! KKK…
“Repare que estamos a falar de gente que de dedica, simplesmente a insultar, enxovalhar, maltratar e injuriar”
“Não tenho feitio para tolerar insultos gratuitos, vis e cobardes como aqui vemos.”
Olha lá pá, estás a falar de ti proprio ou de nós?
Tu ja vistes o monte de estrume que escreves aqui e no teu blog manhoso? E ainda te admiras? Mas tu es estupido? – pergunta retorica.
Caro Zeca Portuga tem toda a razão. Não interprete as palavras que lhe dirigi como um conselho moral para a sua vida. O amigo lá sabe de si e do mal que lhe fizeram.
Como disse, percebo que apenas dê a alguns ateus do seu próprio veneno, como não sou católico não o posso criticar por supostamente estar a agir contra uma doutrina que eu próprio também não sigo ou compreendo na totalidade; mais ainda, mesmo que fosse católico penso que a coerência também me impediria de dizer a outro católico como é que ele deveria viver ou agir à luz desse modo de vida.
Referi que não se pode tomar o todo pela parte,e dizer que determinado grupo é naturalmente selvagem ou inferior. Nisso penso que estamos de acordo, não se trata de selvajaria natural, mas de escolha premeditada e livre por uma “filosofia” bastante redutora daquilo que é o Homem e bastante perigosa se seguida à letra. Muitas das vezes, isto é resultado de ignorância e preguiça de certos ateus em aprofundar os temas sobre os quais tanto falam.
Tem todas as razões e mais algumas para se sentir ofendido com artigos como este.
Quem o aconselha a ir “morrer longe” pela forma como o Zeca Portuga reagiu a este artigo inacreditável não tem noção do que é ser-se acusado responsável moral ou cúmplice ideológico de um crime, de uma forma totalmente despropositada e gratuita.
Eu ainda tentei ironizar com a situação, de tão descabida e fantasiosa que ela é; mas, veja lá; apareceu logo um defensor do autor a acusar-me de desonestidade.
Por outro lado, se reparar bem, muitos ateus discordam deste artigo. O mais digno talvez fosse um pedido de desculpas e a retirada de tão vergonhoso artigo do “ar”; mas cada um manda na sua casa e tem os seus próprios critérios.
Caro Portuga, tenha só cuidado para não odiar os ateus. Não por uma questão de caridade( não sou o seu guia espiritual) mas de saúde:
Dizem que sentimentos como este:” E quanto a este monstro, que reze muito. Que reze até sair sangue pelas narinas e pelos olhos”; para além de pateticamente choramingas e demagogos, como se o seu autor fosse o único a achar mal que se mate assim uma criança; e de não resolverem qualquer problema; são causadoras de úlceras e outras maleitas psicossomáticas a quem os estimule. Isto está apurado cientificamente.
Por outro lado, não sei se conhece uma obra de C.S Lewis chamada Screwtape Letters ( As cartas do Inferno); mas nesse livro, é dito que uma das coisas que os demónios não toleram, é que se brinque com eles. Às vezes reparo que o amigo Zeca tem momentos geniais de humor. Sinceramente, acho que deveria apostar mais nesse tipo de discurso.
Não que eu esteja a dizer que os amigos ateus sejam “demónios” com chifres; embora o livro que eu refira seja uma autêntica caricatura do ateísmo. Demónio no sentido de “adversário”, penso que faz mais sentido para este caso.
Por outro lado, há duas coisas que os demónios adoram; que lhes dêem muita atenção e que os ignorem, dizendo que eles não existem ou que são inofensivos.
O truque está em conseguir o equilíbrio, às vezes não é fácil…..
Cumprimentos
“como não sou católico”
“Por outro lado, há duas coisas que os demónios adoram; que lhes dêem muita atenção e que os ignorem, dizendo que eles não existem ou que são inofensivos.”
Para alguem que nao é catolico, tens opinioes muito catolicas.
E chamar amigo a alguem como o ZecaPortuga, tb nao é muito abonatorio para quem o trata com essa cortesia.
Pára tudo!….O primeiro a enfiar o barrete foi o Pica-tolos….hummmm…querem ver que não gostou da piada sobre os demónios…
Zeca Portuga, cada vez o percebo melhor.
Não só me inquirem e interrogam pelo uso de expressões religiosas; como dizem que chamar amigo a um católico não é “abonatório”…..
Está tudo visto; defenda-se e esteja atento amigo Zeca, olhe que alguns deles, se pudessem, ressuscitavam o Afonso Costa…..
Pica
E chamar amigo a alguém como o Zeca Portuga…
Poderia vossemecê aproveitar para umas lições gratuitas: de cultura, de capacidade de argumentação, de raciocínio lógico, etc. Mas, sobre tudo poderia aprender a respeitar as convicções dos outros.
O Lúcido diz-se não católico, mas nem por isso me tratou da forma indecente eu os ateístas fazem.
Se vossemecê, sr pica-tolos, tivesse a milionésima parte da educação e civismo do Lúcido… eu até lhe chamava um ateu.
Neste aprisco de ovelhas tresmalhadas (e cristãos abortados) não residem ateus. Só há ateístas.
Curiosamente, ontem mesmo, um ateu (não ateísta, mas sim ateu) me dizia o seguinte (a propósito de um convite para domingo de manhã):
“Domingo de manhã, não! Tu vais para o teu culto – cultivas a alma: vais à missa; eu que sou mais simples, vou para o meu culto – cultivo o corpo: vou fazer uns kms de bicicleta!
Os dois estamos a fazer o que achamos certo. Portanto não devemos sacrificar isso pra resolver problemas!”
O Vital é um russo ateu. Não é um ateísta, detesta ateístas, mas não detesta crentes!
É necessário lembrar que um ateísta só o é verdadeiramente quando é, em primeiro lugar, racionalista.
Apesar do sentimento de revolta que a situação acima suscita, o racionalismo não é compatível com o tipo de generalizações como esta patente logo no título deste post: “vocês…”.
Na situação descrita, a única pessoa cujo comportamento está em causa é Leilani Neumann e mais ninguém.
Saudações
Mas os ateus também são tolerantes e sabem dar a outra face.
No outro dia, no decorrer de uma conversa, disse a um ateu:
- És mesmo estúpido!
Ao que o ateu me respondeu:
-És mesmo católico!
Ora, quem me perdoa uma ofensa dessas, dando-me um elogio como resposta; tem de ser alguém muito caridoso. Ainda por cima, tratou-se de um elogio exagerado, já que entre as minhas virtudes, se as tiver, não consta a característica de pertencer a tão distinto e respeitável grupo social.
Decididamente, os comentários a alguns artigos estão a baixar a um nível constrangedor. O que não consigo compreender é o espírito masoquista de quem só sabe recorrer à crítica fácil, seja por ignorância, incapacidade de fazer melhor ou pura parvoíce e não consegue deixar de vir para aqui meter o nariz. É muito estranho.
Gostava que alguém me desse um exemplo apenas de um site religioso onde aos ateus seja dada a liberdade de expressão que por aqui damos aos crentes. Repito, apenas um exemplo…
É que no mínimo, se a intenção não é discutir matérias numa base argumentativa, mostrem a vossa religiosidade também no respeito que este espaço merece e não apenas através do proselitismo saloio que para aqui se vê.
Ora, se eu não vou para nenhum site religioso provocar, ofender e gozar com os crentes, porque raio hei-de gramar isso no meu (e de outros) próprio espaço? Para aqueles que apenas vêm para aqui achincalhar, recomendo duas alternativas:
- Esta é a primeira
- A segunda é que, se pensarem em vir visitar o Portal Ateu, enfiem primeiro a cabeça numa bacia de água benta e rezem 200 avé-marias – sem tirar a cabeça – enquanto pensam no próximo disparate inconsequente que não irão escrever nos comentários do Portal Ateu.
Muito obrigado pela vossa atenção.
Ricardo, tenho com alguma curiosidade acompanhado a evolução dos textos que certamente retratam a tua forma de pensar. Como qualquer outro fanático só te preocupas em encontrar vícios e malefícios naquilo que não aceitas. Assim confesso que terei que aceitar a responsabilidade que me imputas, como aceito toda aquele que decorre da minha condição de humano imperfeito. No entanto espero que aceites a responsabilidade pelos actos de todos os ateus (teus correlegionarios).
De qualquer forma prefiro a companhia desta mãe à de Estaline, Hitler ou outros do mesmo calibre.
Saudações em Cristo.
João
João, outro com a mesma conversa?!?!?
As saudações em cristo são sempre tiradas da mesma cartilha? Onde ao lado da frase “saudações em cristo” está a frase “não esquecer de acusar o ateísmo de todos os males do mundo” logo a seguir o corolário, “e não esquecer de colocar os nomes de Hitler e Estalin”
Outra vez a mesma ladainha?!?!?
Quantas vezes temos de passar por isto?!?
http://www.portalateu.com/2008/05/06/o-que-mais-sera-preciso-mostrar/
Hitler e Estalin fizeram as coisas que fizeram não porque fossem ateus ou cristãos, mas porque eram loucos e fanáticos.
Em contrapartida, Leilani matou a sua filha devido ao seu deus, à sua religião, e à sua fé.
arre!
Ricardo
Se insistes em tomar a parte pelo todo tens que te sujeitar a que eu o faça também.
Para já não há nenhuma lei, ou principio cientifico, que determine que as tuas ideias são mais validas que as minhas.
O facto de alguem praticar um acto convicto de que tem motivação religiosa não te confere mais o direito de acusar os demais crentes de cumplicidade do acto por aquele praticado.
Foi para isso que procurei chamar a tua atenção.
Quanto ao teu incomodo relativamente aos nomes que te associei, deve ser equivalente ao que eu sinto quando tu me tornas cumplice dos actos e opiniões que não me viste proferir.
Se não te sentes co-responsavel de actos praticados em nome da razão, da economia, da politica (tudo áreas cientificas), não pretendas sentar-te na cadeira do Todo-Poderoso e julgar os que pensam de modo diferente de ti.
(Devo lembrar-te que ainda não há muito tempo era cientificamente correcto sangrar os pacientes…)
Felizmente já há muitos médicos que deixaram essas práticas, como os há que acreditam como eu que não basta a razão e a ciencia para explicar a realidade que nos cerca.
Desculpa.-me lá mas prefiro ser estúpido a ser intolerante.
Saudações em Cristo.
João
PS.: Prefiro pensar que a pobre mãe, com razão ou sem ela, tem que se enfrentar todos os dias no papel de acusadora e acusada no tribunal da sua consciencia e talvez esteja mais em paz consigo propria que muitos dos seus acusadores.
PS1: Aproveito para agradecer o “arre” enquanto burro que certamente serei porque sei que foi proferido do fundo como palavra de estímulo. Não tentes nunca usar as esporas ta?
“(Devo lembrar-te que ainda não há muito tempo era cientificamente correcto sangrar os pacientes…)”. por João
Daí que é nosso dever aprender com os novos conhecimentos. Portanto, APRENDAM!
“A afirmação: “Susan, que é nora de Leilani, testemunhou que esta última lhe contou que “o espírito da morte tinha entrado na sua casa” revela a perturbação mental da senhora.” por Alfredo.
Qual a fronteira entre perturbação mental e crença religiosa? A partir de que ponto é que deixa de ser “crença” e passa a ser “perturbação”? Apenas o zeitgeist e o que a Igreja Católica (neste caso) aceita num dado momento cronológico?
Se eu esfregar o nariz 3 vezes por hora porque tenho a crença que morre menos uma criança no Sudão também não traz mal ao mundo, pois não?