Uma opinião da L. Abrantes

Bom demais para ficar numa caixa de comentário, deixo aqui uma opinião da L. Abrantes sobre a questão de Fátima, e das aparições, e dessa franquia religiosa que bem conhecemos, que aproveito de uma “conversa” que a L está a ter com o Alfredo Dinis.

(L, eu exerço os meus direitos como Administrador do Portal Ateu para andar a colocar os teus argumentos em destaque… so there)

Sem mais a acrescentar…

Da L. Abrantes

Da L. Abrantes

Da L. Abrantes

(vejam se acertam com o artigo definido: é “a” L. Abrantes. “A” L. Abrantes – got it??!)

“É uma surpresa saber que as aparições de Fátima não são reconhecidas pela Igreja. De facto, julgava que tinham sido reconhecidas como verdadeiras logo nos anos 20. Julgo, igualmente, que isso será uma surpresa para a maioria dos crentes que vai regularmente a Fátima em peregrinação. Pensava também que o facto de existir uma basílica (duas, aliás) provava exactamente o reconhecimento das mesmas pela Igreja Católica.Tenho de confessar também a estupefacção perante o facto da Igreja beatificar as crianças quando não reconhece as Aparições oficialmente.

Sei que há actividades benéficas em prol da humanidade em Fátima para além do cortejo e veneração a uma estátua. Como há o mesmo tipo de actividades por parte de organizações seculares a fazer o mesmo. Não é isso que está em causa aqui.

A mensagem de Fátima, corrija-me se estiver errada, é uma mensagem de paz (pelo menos é o que eu oiço frequentemente), passa também por “rezar o terço todos os dias” e “não mais ofender a Deus”. Sei que a Igreja Católica não incentiva o rastejar nem o andar de joelhos, mas também não afirma categoricamente que esse não é o caminho para alcançar seja o que for.

Há algum tempo, houve aqui no Portal Ateu, um artigo sobre os comentários dum membro da Igreja Católica que exortava as crianças a serem como os beatos Francisco e Jacinta. A fazerem sacrifícios e a sofrerem tal e qual como os pastorinhos fizeram. Este tipo de linguagem de sacrifício e sofrimento continua bem presente no Cristianismo e em particular no seio da Igreja Católica. Sei que o professor vai dizer-me que as descrições feitas pela Irmã Lúcia tem de ser analisadas à luz da época e do contexto psicológico das crianças. Mas continuam a existir elementos da Igreja que não têm essa visão e que usam este tipo de discurso para a população em geral.

O que me parece é que há uma teologia cujo alcance é só obtido por uma elite educada que sabe bem onde estão os pontos fracos de algumas crenças e que tentam dar a volta às questões através da linguagem simbólica, metafórica, transcendental e que por isso, nunca poderá ser interpretada literalmente. Uma maneira de se salvaguardarem…

Assim, as aparições são “visões internas”, a linguagem do Velho Testamento tem de ser contextualizada no tipo de texto que se trata, na época em que foi escrito, etc. Agora ficaria realmente surpreendida se me respondesse que a Ressurreição também é metafórica e simbólica…”

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