Quando procurava uma imagem para colocar num artigo de opinião (este aqui) deparei-me com esta imagem muito pia.

Não deixei de reparar neste detalhe curioso

Aparentemente as ovelhas não estavam muito interessadas na aparição da “virgem santíssima”.
Vem isto validar a opinião do nosso amigo Alfredo Dinis que as aparições são “fenómenos internos” às crianças, uma vez que as ovelhas não parece que estavam para ai viradas?
Ou então é por serem ovelhas?
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As ovelhas sabem reconhecer os cogumelos comestiveis dos cogumelos alucinógenos.
Sempre pensei que versados e arautos da racionalidade soubesse que a capacidade de alguém se espantar é própria do ser humano….. dizem até que é a primeira atitude filosófica do Homem.
As ovelhas e restantes animais, não se espantam com o “paranormal”, não lhe dão importância, nem sabem o que é o “normal”. Desde que algo não lhes meta medo; é sempre considerado natural.
Não acredito nos milagres de Fátima, mas acho que o autor da pintura é um pouco mais culto do que certos ateus.
Afinal, estranho seria se pintassem ovelhas a ajoelharem-se e a adorarem um fenómeno por o considerarem sobrenatural e extraordinário (!!?)
Da mesma forma, quando há um grave acidente numa estrada; com mortes de pessoas; as vaquinhas do pasto ao lado continuam na sua vida.
Comparar ovelhas com humanos; é mesmo de quem tem uma visão de Homem muito reduzida.
Temo por alguns ateus, provavelmente, noutros casos que não o paranormal, também só dão importância ao assunto quando os animais se mostram interessados por ele…..
Lúcido Irracional, você é o que está descrito na bíblia como uma besta do car****, Mateus 2:13.
“As ovelhas e restantes animais, não se espantam com o “paranormal”, não lhe dão importância, nem sabem o que é o “normal”. Desde que algo não lhes meta medo; é sempre considerado natural.
Não acredito nos milagres de Fátima, mas acho que o autor da pintura é um pouco mais culto do que certos ateus.”
Mais uma das suas belas contradições. Como podem elas não se espantar com um fenómeno “paranormal” que para si nem sequer aconteceu? Ora se um evento não acontece, faz sentido que tudo permaneça na mesma, e as belas ovelhinhas continuem a comer as ervinhas, e tal como a imagem sugere, o francisco até aproveite para libertar algum stress aos animais.
“Afinal, estranho seria se pintassem ovelhas a ajoelharem-se e a adorarem um fenómeno por o considerarem sobrenatural e extraordinário (!!?)”
Recomendo-lhe que visite mais museus de arte sacra pre-renascentista, por exemplo, tem em Lisboa o Museu de Arte Antiga, no qual pode ver diversas obras, de homens que por ventura poderia achar bem mais cultos, que a maioria dos ateus (como refere) onde pode verificar que muitas das criaturas representadas, quando perante fenómenos sobre-naturais ou mesmo um simples papa (representante de Cristo na Terra) se ajoelham, pois os animais, segundo a bíblia reconhecem sempre o seu Senhor, ao contrário dos humanos, logo visto haver uma relação mestre-servo, saberiam ajuelhar-se perante o Senhor Todo-Poderoso do Universo, ou um qualquer seu representante do “Reino dos Céus”.
“Não acredito nos milagres de Fátima, mas acho que o autor da pintura é um pouco mais culto do que certos ateus.”
Peço-lhe que faça o obséquio de me indicar a que pessoas se refere, de modo a poder expressar a minha opinião em relação ás mesmas.
Cumprimentos,
Zoister.
Discordo do Lúcido Irracional acima. Concordo quando ele diz que o autor da pintura é uma pessoa culta. Culta o suficiente para pintar um quadro com o mesmo capricho que tantos bons pintores sempre carregaram: a atenção aos detalhes.
Por mais que animais não deem a mesma importância que nós damos aos fatos, eles não são alienados; o mundo é o mesmo. Para ser realista, o pintor deveria colocar ovelhas mais distantes, devido ao medo do estranho e do diferente. Pelo contrário, o quadro mostra ovelhas ainda mais próximas da imagem do que as crianças. Se o pintor for caprichoso, então ele disse aí: “a virgem apareceu apenas para as criancinhas”. Mas se o pintor for um caprichoso ateu, então ele disse aí: “a virgem foi uma ilusão/autosugestão das criancinhas”.
“Mais uma das suas belas contradições. Como podem elas não se espantar com um fenómeno “paranormal” que para si nem sequer aconteceu?”
Porque mesmo que tivesse acontecido as ovelhas nunca se espantariam!
Ai ai…… Se aconteceu ou não não interessa para aquilo que estou a discutir.
Interessa é que se acontecesse algo de paranormal as ovelhas não se admiravam; não têm essa capacidade.
E interessa que o pintor, acreditando que aquilo aconteceu, tenha sido coerente em pintar as ovelhas distraídas perante o paranormal.
Interessa também que o ateu que fez o artigo não tenha ponta por onde pegar; pois se quiséssemos avaliar a coerência do pintor deste quadro pelo facto das ovelhas estarem distraídas com o paranormal; isso nada tem de extraordinário; pois se ocorrer algo de paranormal, as ovelhinhas nunca se vão admirar. É assim a natureza das ovelhinhas; das vaquinhas e demais animais perante a vida. Não se espantam, não se admiram, essas são características humanas; o que permite ao Homem criar Filosofia e valores.
” Ora se um evento não acontece, faz sentido que tudo permaneça na mesma, e as belas ovelhinhas continuem a comer as ervinhas, e tal como a imagem sugere, o francisco até aproveite para libertar algum stress aos animais.”
Pois, uma vez espalhei-me de bicicleta numa estrada nacional e fiquei cheio de sangue no chão. Ao meu lado pastavam umas vaquinhas, que ficaram na mesma; repare-se bem, nem um “xiiiiiii, ganda tralho, o homem partiu-se todo” disseram,
Querem ver que, pelo facto das vaquinhas terem ficado na mesma, a pastar; eu não caí?
Esperem, era suposto as vaquinhas ficarem preocupadas comigo; chocadas com o acidente?
E agora, imaginem que eu faço um quadro onde me pinto cheio de sangue, esparramado no alcatrão. Ao lado desenho as vaquinhas a pastar. Como é que vocês podem avaliar se eu estou a mentir ou não; dizendo “epá, já foste apanhado; então desenhas as vacas distraídas do acidente? Não me lixes..:”
Eu disse:
“Afinal, estranho seria se pintassem ovelhas a ajoelharem-se e a adorarem um fenómeno por o considerarem sobrenatural e extraordinário (!!?)”
E alguém respondeu-me:
“Recomendo-lhe que visite mais museus de arte sacra pre-renascentista, por exemplo, tem em Lisboa o Museu de Arte Antiga, no qual pode ver diversas obras, de homens que por ventura poderia achar bem mais cultos, que a maioria dos ateus (como refere) onde pode verificar que muitas das criaturas representadas, quando perante fenómenos sobre-naturais ou mesmo um simples papa (representante de Cristo na Terra) se ajoelham.”
Então, mais confirma aquilo que eu estou a dizer. Para começar, um papa não é um fenómeno sobrenatural; é um homem.
Depois, se alguém desenhar animais a curvarem-se perante fenómenos sobrenaturais “estranho é”. Provavelmente tem uma representação simbólica e o autor não pretende retratar um fenómeno que acredite ter acontecido como está literalmente pintado; mas, se mesmo que alguém tenha pintado um fenómeno sobrenatural em que acredite, e ponha animais maravilhados com o sobrenatural, “estranho será”. Será só mais uma pessoa que acredita que os animais se espantam e maravilham. É outro inculto e não vejo onde está a minha contradição. Até admito que existam quadros desses pintados por religiosos, é para o lado que durmo melhor…
Quanto ao quadro de que estamos a falar; o autor foi culto e coerente em não pintar animais maravilhados…
Eu disse:
“Não acredito nos milagres de Fátima, mas acho que o autor da pintura é um pouco mais culto do que certos ateus.”
Alguém perguntou:
“Peço-lhe que faça o obséquio de me indicar a que pessoas se refere, de modo a poder expressar a minha opinião em relação ás mesmas.”
Todos os ateus que não sabem que os animais não têm a capacidade de se espantar, maravilhar, admirar; e que essa é uma característica do Homem. Se houver religiosos que também não saibam isso, o pintor referido também é mais culto do que eles. Para agnósticos e pessoas com bigode a mesma coisa.
Eu disse a “certos ateus”, referindo-me ao autor do artigo e ao primeiro que o comentou.
Alguém escreveu:
“Por mais que animais não deem a mesma importância que nós damos aos fatos, eles não são alienados; o mundo é o mesmo.”
Ai o mundo é o mesmo?!
Então não é….
Olhe, os animais captam e processam informação do mundo de modo idêntico ao nosso, logo, até vivem e compreendem o nosso mundo, não é? É que a realidade é só uma e igual para todos os seres….
Isto há com cada artista…..
“Para ser realista, o pintor deveria colocar ovelhas mais distantes, devido ao medo do estranho e do diferente.”
Ena, pois é, as ovelhas têm a noção de estranho e de diferente. É como as galinhas e rinocerontes, se virem um homem a andar de bicicleta pela primeira vez, fiquem de boca aberta….
Alguém escreveu:
“Pelo contrário, o quadro mostra ovelhas ainda mais próximas da imagem do que as crianças. Se o pintor for caprichoso, então ele disse aí: “a virgem apareceu apenas para as criancinhas”. Mas se o pintor for um caprichoso ateu, então ele disse aí: “a virgem foi uma ilusão/autosugestão das criancinhas”.
Isto é um excerto do novo livro do Dan Brown, O Código Pastorinhos??!
Ainda haverá outra hipótese; o pintor é culto, sabe que as ovelhas não têm capacidade de se admirar; acredita que a aparição foi real, logo; nunca desenharia ovelhas pasmadas e maravilhadas….
A imagem de baixo é quase pornográfica! Não percebo esta gente que se diz católica, com uma ovelha de rabo alçado e um pastorinho naquela posição!
“Ainda haverá outra hipótese; o pintor é culto, sabe que as ovelhas não têm capacidade de se admirar; acredita que a aparição foi real, logo; nunca desenharia ovelhas pasmadas e maravilhadas….”
ah ah ah ah… ahahahahahahaha!!
De fazer chegar as lágrimas aos olhos de tanto rir.
Foi exactamente isso que o “pintor” estava a pensar quando desenhou as ovelhas!!
Porque, estão a ver, o “pintor”, para além de pintor, era um metafísico de primeira, um transcendente de excelência, um perspicaz de pasmo. Alias, escritos deste “pintor” sobre a “inteligência animal nos fenómenos de aparições” inspiraram gerações de filósofos, pensadores, e artistas.
Rídiculo!
Não percebo esta gente que se diz racional e consegue associar pornografia entre humanos e animais como quem fala do que comeu ao pequeno almoço, de forma rebuscada e preocupantemente doentia…
Já dizia o Poeta:
Inutil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos!
Onde Sancho vê moinhos,
D.Quixote vê gigantes.
Vê moinhos? São moinhos!
Vê gigantes? São gigantes!
Convenhamos apenas que os gigantes que este ateu vislumbrou são…..bizarros.
Levantam legítmas preocupações sobre a sua escala de valores e que meios costuma frequentar….
Por outras palavras, quem se lembraria de semelhante análise do quadro, senão um tar….bem, senão alguém digno de pena?
Lucido (i)Racional, a primeira frase do meu post diz tudo. Posso até dizer que é uma verdade universal, tão autistas como as suas.
“Pois, uma vez espalhei-me de bicicleta numa estrada nacional e fiquei cheio de sangue no chão. Ao meu lado pastavam umas vaquinhas, que ficaram na mesma; repare-se bem, nem um “xiiiiiii, ganda tralho, o homem partiu-se todo” disseram”
Claro, as vaquinhas, tal como as ovelhinhas do Francisco, da Jacinta e da Lucia, as vacas também falam não é verdade? Sugiro que pare de ver filmes de domingo á tarde com vacas falantes ou que ajam como humanos. Releia o meu post se tem duvidas.
Se não gosta do Ricardo Silvestre, porque vem comentar um artigo dele? Tem assim tanta necessidade de atenção?
Cumprimentos,
Zoister.
Rui Janeiro:
Se analisarmos a imagem à luz da religião cristã, podemos encontrar um certo paralelismo… tente imaginar que a criança é um padre e a ovelha é uma criança… ficou mais claro agora?
“Por outras palavras, quem se lembraria de semelhante análise do quadro, senão um tar….bem, senão alguém digno de pena?”
Diria mais que será alguém com a perspicácia e sentido de humor que lhe falta para analisar a pintura em questão. Realmente o beato está numa posição quase tirada de um qualquer livro de kamasutra para iniciados. Todos os pastores o fazem Lucido
Silvestre, caro ateu equivocado: digo que o pintor é culto porque demonstra saber que os animais não se espantam ou admiram com o “improvável”. Nem sabem o que isso é….
Ridículo é o seu nível de argumentação. Parece acabado de sair do infantário. A sua ordem de soltura é por esta hora?
Não sabia, vou tomar isso em atenção, só para não o chatear mais com aquilo que o caro amigo não consegue compreender….
Cordiais e respeitosas saudações, espero que não leve a mal alguma ironia. Mas como o senhor já me tinha dito que não perdia tempo comigo, nem me iria dirigir mais a palavra; não pude deixar de levar a mal que perdesse a tempo a responder-me de forma tão imbecil e intelectualmente inválida.
Já agora, caso leve mesmo a mal as palavras que lhe dirijo, faça-me o favor de em primeiro lugar dizer se é aceitável aquilo que o caro Zoister me chamou: “Lúcido Irracional, você é o que está descrito na bíblia como uma besta do car****, ”
Sempre pensei que viesse comentar para se demarcar e sublinhar que tal tipo de linguagem não é admissível, quer vise ateus ou religiosos.Como um dos responsáveis do portal, era isso que esperava quando vi que tinha comentado algo. Vejo que me enganei, decidiu que perder tempo a escrever ahahahah, era mais fundamental.
Cumprimentos.
Zoister, quem lhe disse que eu não gosto do autor do artigo?
É um prazer ler aquilo que ele escreve; o que não é impossibiltador de constatar que se trata de um inculto no que toca à maioria dos temas que escolhe tratar.
Também reparei que o amigo disse isto:
“Diria mais que será alguém com a perspicácia e sentido de humor que lhe falta para analisar a pintura em questão. Realmente o beato está numa posição quase tirada de um qualquer livro de kamasutra para iniciados. Todos os pastores o fazem Lucido”
Lamento desiludi-lo; não sei que livros costuma ler ou que sítios frequenta feliz da vida; só lhe posso dizer que nem todos os pastores se conspurcam com ovelhas.
Tenho pena de si por ter essa opinião de tão digna e útil classe profissional, mas mais grave ainda é o amigo achar que tais bizarrices são próprias de um qualquer iniciado nas lides da sexualidade humana; chegando ao ponto de dar a entender que são normais tamanhas javardices.
É que o amigo acha que se chega a tais conclusões doentias por “perspicácia e sentido de humor”. Eu chamo-lhe atitude doentia e isenta da noção de valores.
Como disse sobre o outro seu colega, tenho pena de si.
“Lúcido”
Eu disse que não trocava argumentos consigo, não que “não iria lhe dirigir mais a palavra”. Get your facts straight.
E acho imensa piada a essa sua atitude de “Madalena ofendida”: se por um lado protesta que lhe chamam nomes, por outro lado no comentário chamou-me de “infantil”, “imbecil” e “estúpido” (ou intelectualmente inválido…whatever).
Você é desinteressante como polemista, suportando-se em demagogia e contorções argumentativas para tentar mostrar que tem sempre razão e todos outros é que estão errados.
Reduza-se à sua insignificância de não saber mais do que os outros sabem sobre o que vocês chamam de “sobrenatural” e “divino”.
Na verdade, concordo com o Zoister, você tem uma grande necessidade de ser o centro das atenções e de aumentar o seu complexo de “Jesus Cristo”.
Lúcido,
http://www.youtube.com/watch?v=jB96MjG7iSI ao minuto 2:56.
Estou esclarecido; eu pensava que como não queria tocar argumentos comigo; também não me ia dirigir a palavra. Afinal enganei-me, vai dirigir-me a palavra sempre que for para me dar baile. Boa sorte na tentativa….
Se concorda com o Zoiester quando a isto “Lúcido Irracional, você é o que está descrito na bíblia como uma besta do car****, o que eu já desconfiava, não leve a mal que tenha algumas opiniões suas como imbecis, infantis e estúpidas.Aliás, por eu ter percebido que não tinha dito nada sobre essas ofensas, é que desde caracterizei desse modo a sua última intervenção desse modo; não a sua pessoa,mas, como disse, whatever; é como quiser….
“é que desde logo caracterizei a sua última intervenção desse modo”; assim é que é.
Lúcido,
Se vires o link que aí deixei percebes que é uma piada.
……hum…….andam-se a esgrimir opiniões contrárias sobre crenças e ainda ninguem referiu o facto de que a aparição / fenómeno paranormal / fenómeno extra-terrestre / fenómeno alucinogénico (riscar o que vos meter mais impressão) ocorre sobre um “Bonsai”. Isso sim é ridículo e inepto da parte do pintor, não saber tirar as medidas e estabelecer a proporção sobre as coisas. Não sei quem é o pintor mas revela mediocridade!
Félix, se percebesses a vontade que me dá de rir ver uma coisa que já tinha visto ( e como eu se calhar meio mundo); talvez fosses mais racional a gerir o teu tempo. Mas obrigado por, não contente em me fazeres perder dois segundos até perceber qual era o grande sketch em causa, ainda te dares ao trabalho de dizeres que se tratava de uma piada. É que eu nem tinha percebido, obrigado. Teve muita graça, há uns cinco anos atrás, e lamentavelmente não é uma piada da tua autoria.
Espero que quando acontecer falarmos de música, não me venhas informar de que o Michael Jackson começou a usar o moon walk nos seus espectáculos….
Olha, tem graça, ainda sobre a gestão irracional do tempo por indivíduos tidos como supra-racionais, o mesmo serve para um camarada teu:
Zoister, se eu sou uma “besta do car***”, por que razão perdes tempo a comentar o que eu escrevo?
Ai ai…… essa tua mania de veres bestas em todo o lado e de te afeiçoares a elas. Cura-te, pá, Isso tem tratamento.
Caro Eu_, tem toda a razão, o pintor em termos de filosofia animal era culto; mas no que toca à perspectiva, era uma técnica que não dominava.
O Lúcido veio dar uma lufada de ar fresco a este antro.
Há muito tempo que não vejo alguém com um raciocínio tão nobre. Uma mente brilhante deixa a sua marca nos comentários que faz.
Isto é, simplesmente, 5 *****:
“Comparar ovelhas com humanos; é mesmo de quem tem uma visão de Homem muito reduzida.
Temo por alguns ateus, provavelmente, noutros casos que não o paranormal, também só dão importância ao assunto quando os animais se mostram interessados por ele…”
Para mim, e já aqui o disse, os ateístas são demasiado animalesco para serem humanos actualizados.
E, se alguma coisa falta ao ateísmo, é uma visão humana da sociedade, é a solidariedade, a hombridade frente aos principais dramas humanos, a completa despreocupação com os que sofrem (o “próximo”, como dizem os cristãos), uma posição do mais refastelado egoísmo… mas também uma sombria solidão.
O mundo que os ateístas pregam é um mundo gélido, eivado de uma falta de “sentido comum” (de causa comum, de projecto social), um mundo de compartimentos estanques, onde o “bicho homem” (pelo menos, quando visto na pessoa dos outros), não é mais do que um simples animal pensante. Como tal, todo o que é humano é animal, e… agora percebe-se… tudo o que é animal, também pode ser humano!
Não sei se tenha pena.
Quem está errado, vê o mundo inteiro a dizer-lhe que está errado, e mesmo assim insiste no erro… não sei se merece pena!
Rodrigues,
É só mensagens subliminares! Não me admiro que chamem aos crentes “rebanho”…
E o Irracional não percebe a piada. Ó homem, acorde para a vida!
Caro Zé Portuga, obrigado pelas suas palavras mas penso que o amigo exagera nos elogios.
Agradeço-lhe a amabilidade, também me revejo em muitas das coisas que o amigo diz; embora não ache que seja uma boa opção certos excessos de linguagem que às vezes usa. Percebo que a sua ideia seja dar a alguns ateus do seu próprio veneno por algumas ofensas que estes dirigem aos crentes; reconheço-lhe muito mais criatividade e inteligência nos seus “ataques”; não sei se é propositado, mas o seu sentido de humor tem momentos geniais.
No entanto, nunca poderei concordar quando defende que os ateus, por definição, são atrasados mentais, selvagens ou animais. Mesmo que esteja a brincar ou a ironizar, o que me parece ser o caso.
Eu percebo que por uma questão lógica, a visão que os ateus têm do mundo e da vida se resume muito à parte “animal”, digamos assim, do Homem. Dizer que os ateus o fazem por não terem capacidade cognitiva ou civilizacional para pensarem de maneira diferente; parece-me algo errado. Caso contrário, nem perderíamos tempo a falar com eles, não lhe parece? Eu acho que quer o ateu quer o religioso têm capacidade de escolha e não são, por definição, intelectualmente inferiores. O que não quer dizer que não possam haver uns quantos estúpidos imbecis de um lado e do outro, porque os há; não tenho nenhuma dúvida sobre isso. Mas não é bonito apontar essas “qualidades” a quem as tem, nem tomar o todo pela parte.
Numa coisa tem razão, quando o ateu não é nitidamente estúpido, mas insiste em bater no ceguinho fingindo que não compreende as consequências da sua maneira de pensar ou os seus erros de raciocínio; deixa de ser digno de pena ou de compreensão, para ser digno de que o ignorem, visto que a desonestidade intelectual é um acto de má-fé.
Quanto aos amigos ateus que por aqui se divertem com as ofensas que me foram dirigidas:
Também posso mandar-vos para um sítio que eu cá sei e depois disponibilizar um link com uma “piada” daquela pobre alma chamado Fernando Rocha; onde ele cuspa a mesma ofensa; dizendo depois: “Epá, era uma piada”
Vejam lá se a moda pega; tornavam isto num sítio ainda mais agradável e elevado….
Já dizia o poeta:
IDE MAS É TRABALHAR!!!
[acrescento meu: em vez de perder tempo com argumentária deste calibre...]
O verdadeiro ateu não entra em discussões irracionais sobre religião. Ora se a religião é irracional não pode ser discutida por ninguém, muito menos por ateus. Porque senão o resultado é este que está aqui à vista, comentários ofensivos atrás de comentários ofensivos numa espiral de violência verbal que nada tem a ver com o tema da fé.
Um ateu que já tenha ultrapassado, absolutamente, todas as dúvidas sobre a sua fé, chega ao ponto em que percebe que não tem que convencer ninguém, porque isso é contrário aquilo em que passou a acreditar, que é: “Nada do que me acontece, se não for racional, tem que ter uma obrigatoriamente uma explicação irracional. Poderei nunca chegar a compreender algo até ao momento em que o estude profundamente.”
E mesmo que haja um estudo aprofundado sobre determinado tema, poderão passar gerações até que esse tema seja aceite e compreendido como normal, e não mágico ou divino, como por exemplo o magnetismo de uma bússola.
Por isso acho que a melhor forma de expressar o ateísmo não é pedir a um crente que prove que deus existe, porque isso é ridicularizar esse crente pedindo-lhe algo que sabemos ser impossível. E um ateu também não precisa de se sentir ofendido se lhe pedirem que prove que deus não existe. Esse pedido deve ser encarado com um sorriso nos lábios e a conversa interrompida neste ponto, porque não há nada a provar, as evidências estão todas aí para quem quiser ver. E como podemos discutir com alguém que não quer ver?
Lembrem-se, só perdemos uma discussão com um crente se lhe dermos argumentos para contrariar, e sendo a religião uma questão irracional está cheia de respostas contrárias a qualquer argumento racional, válido e provado. Vivam a vossa liberdade providenciada pelo ateísmo e não caiam na esparrela da discussão retórica sem sentido e sem conclusão válida à vista. Se o fizerem apenas estão a credibilizar aquilo em que não acreditam.