“O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga, deixou esta Segunda-feira duras críticas às políticas do governo em matérias relacionadas como o casamento, o aborto e a eutanásia.
O Arcebispo de Braga fez uma referência directa à tentativa de “redefinição legal do casamento (e, desse modo, do conceito de família), de modo a nele incluir uniões entre pessoas do mesmo sexo”, situação que classificou como “grave”.
Falando no discurso de abertura da Assembleia Plenária da CEP, que decorre em Fátima até dia 24, este responsável defendeu que “a identidade própria da família” não pode “confundir-se com qualquer outro tipo de convivência”.
“A desestruturação familiar chega a estar na origem de fenómenos tão graves como a toxicodependência e a delinquência juvenil. Mas mesmo quando não se atingem estes extremos, não pode dizer-se que será salutar uma sociedade onde a situação de crianças que não são simultaneamente educadas pelo pai e pela mãe deixou de ser excepção e passou a ser regra”, apontou o presidente da CEP.
As críticas do Arcebispo de Braga alargaram-se às “ameaças e atitudes de negação do direito a nascer e a viver”, apontando o dedo a uma “mentalidade deliberadamente anti-natalista”.
O discurso do presidente da CEP passou ainda pelas “anunciadas propostas de legalização da eutanásia, que apresentam a morte como resposta ao sofrimento da doença e da fase terminal da vida”.
“Há que valorizar a vida, mesmo na doença e na sua fase terminal. A doença não retira dignidade à vida”, defende D. Jorge Ortiga.
Noutro âmbito, o Arcebispo de Braga apontou o dedo à “legislação, recentemente aprovada, que consagra a obrigatoriedade da disciplina de educação sexual, sem atender à necessidade de respeitar as convicções das famílias, pode vir a traduzir-se noutro atentado aos seus direitos”.
“Atendendo a experiências já realizadas entre nós, são justificados os receios de que os programas dessa disciplina possam chocar com as concepções éticas das famílias em matéria tão delicada”, acrescentou.”
Ver aqui.
Aiii.
Lá vamos nós novamente.
“A desestruturação familiar chega a estar na origem de fenómenos tão graves como a toxicodependência e a delinquência juvenil.”
Provas, se faz favor. Estudos sociológicos que mostrem que é significativamente maior a taxa de jovens que são toxicodependentes ou delinquentes porque vêm de uma família com duas pessoas do mesmo sexo, ou por pais solteiros, ou em união de facto, ou o que quer que seja que não seja a “família” que estes senhores defendem. Quando me mostrarem os números e a “família na ascensão cristã” desempenhar sempre melhor nestas variáveis eu aceito este argumento.
“não pode dizer-se que será salutar uma sociedade onde a situação de crianças que não são simultaneamente educadas pelo pai e pela mãe deixou de ser excepção e passou a ser regra”
Mas quem é que diz?!! Qual é o manual técnico ou científico que mostre que uma criança que não tenha pai ou mãe na sua família não pode ser um elemento “saudável” na sociedade? E o que dizer a mães, ou pais viúvos, que viram o seu conjugue morrer e agora querem criar os seus filhos com todo o amor que lhes podem dar???? É uma falta de consideração para estas pessoas estas palavras deste senhor.
E não passou a ser regra coisa nenhuma!! Mia uma vez, os exageros e a histeria é a única forma destes “líderes espirituais” passarem a sua mensagem.
“mentalidade deliberadamente anti-natalista”.
O que??!?!!??…
O que?!?!?
(a abanar a cabeça)
“Há que valorizar a vida, mesmo na doença e na sua fase terminal. A doença não retira dignidade à vida”
Aparentemente, unicamente para vocês. Aparentemente o vosso dogmatismo que só “deus pode dar ou tirar a vida” faz com que percam a vossa humanidade e a vossa compaixão, e deixem uma pessoa sofrer horrivelmente, ou viver uma vida que magoa todas as pessoas à volta, por que “a dignidade da vida” sendo um “acto divino” não pode ser terminada por livre vontade daquela que é única possa a quem pode interessar o assunto: a pessoa em fase terminal ou o guardião legal de uma pessoa nessa fase.
Deviam ter vergonha estes senhores. Deviam ficar caladinhos e não fazerem estas figuras tristes e ridículas. Espero que nunca tenham um familiar numa condição tão extrema que a morte seja a melhor solução, e que façam esse familiar passar por um “inferno na terra” para ter a alma pronta para um, se calhar, pós-vida.
Uma vergonha!
“legislação, recentemente aprovada, que consagra a obrigatoriedade da disciplina de educação sexual, sem atender à necessidade de respeitar as convicções das famílias, pode vir a traduzir-se noutro atentado aos seus direitos”.
Quais direitos?!? Mas que porra, pá!!
Esta gente não pensa no que diz??!
Quais direitos?
E não, não se ensine a educação sexual nas escolas!
Os pais que ensinem aos filhos aquilo que acharem melhor, entre o intervalo de jantar a ver a bola, e o colocar na cama depois de um jogo na consola: “Filho, o pai quer-te ensinar uma coisa”!
E depois temos a gravidez indesejada, as doenças venéreas, a intimidação e a vergonha, a incompreensão, a disfunção social e emocional, entre outras coisas maravilhosas que podem sempre ser tratadas num confessionário.
Os “líderes espirituais” que Portugal tem e merece
Outros artigos relacionados:
Portanto o Ricardo defende que os pais são incapazes de educar os filhos e por isso o Estado deve impor a educação sexual, mesmo contra a vontade dos próprios pais?
Os país não podem educar os filhos na fé, mas o Estado pode impor a sua moral sobre a sexualidade a todas as crianças é isso que o Ricardo defende?
“Portanto o Ricardo defende que os pais são incapazes de educar os filhos e por isso o Estado deve impor a educação sexual, mesmo contra a vontade dos próprios pais?”
Isso já foi feito na URSS, e não me admiriva nada que volta-se a ser feito novamente. É esta a maravilhosa liberdade que os Ateus apregoam??
Se um ateu quiser ensinar a um filho que Deus não existe, estou perfeitamente de acordo que tenham direito pra o fazerem , agora se um pai quiser ensinar certos principios morais a um filho e o estado se intrometer contra esse ensino, isso é injusto e ninguem de boa fé pode aceitar uma isso seja crente ou não crente.
Z,
A educação sexual não é educação moral. Ainda não vi o programa mas pelo que já li a disciplina consiste em ensinar as consequências do sexo e como preveni-las. A melhor arma que podemos dar a uma pessoa é informação.
E há sempre a questão de o estado ter de se defender a si mesmo. as doenças venéreas existem, assim como as gravidezes indesejadas. Não se pode forçar a abstinência (e era só o que faltava…) logo vamos usar a outra arma no combate a estes problemas sociais particularmente dispendiosos, a informação.
O Z pode educar as suas crianças como quiser mas elas hão-de agir como quiserem e se elas quiserem ir contra a sua educação é dever do estado que as únicas consequências que elas sofram sejam emocionas e as que o Z quiser impor.
É curioso mas há uns tempos houve um questionário nos vários países da união Europeia (acho que vi os resultados no expresso) e verificou-se que a idade média da primeira relação sexual para adolescentes com grandes conhecimentos de sexualidade era cerca de 2 anos superior à de adolescentes com poucos conhecimentos. Não sei se a cultura sexual causa um interesse tardio no sexo mas é um resultado assaz curioso.
Z, não é impor moral, é dar informação. Ou prefere que fiquem na ignorância?
De acordo com Jorge Ortiga:
“[A] legislação, recentemente aprovada, que consagra a obrigatoriedade da disciplina de educação sexual, sem atender à necessidade de respeitar as convicções das famílias, pode vir a traduzir-se noutro atentado aos seus direitos”.
Sejamos práticos.
O que isto quer dizer é que um pai possui o direito manter na ignorância a sua prole e perpetuar o tabú cultural que existe sobre informações úteis de saúde pública.
Possuo seríssimas dúvidas de que ele tenha realmente esse direito…e estes senhores ao virem tentar legitimar este posicionamento não estão concerteza a prestar um bom serviço à comunidade.
O caro carlos valadas, levado na onda assim como o caro Z, confundiu um pouco as coisas quando afirmou:
«[...] se um pai quiser ensinar certos principios morais a um filho e o estado se intrometer contra esse ensino, isso é injusto e ninguem de boa fé pode aceitar uma isso seja crente ou não crente.»
Um pai tem seguramente o direito de passar a informação que quiser, agora sonegar informação à prole que lhe pode ser vital é que me parece ser uma irresponsabilidade parental grave e censurável.
Informar com isenção e rigor é uma função do Estado, e neste caso, exactamente para colmatar essas lacunas de informações de base sobre saúde pública que deverão ser partilhadas por toda a população, considero-o por enquanto o único garante à altura.
Abraços
Peço desculpa, mas não se pode dar educação sexual sem um juízo moral. Eu não digo que a educação sexual é má ou não deve ser dada.
Penso é que os país devem poder escolher a educação que querem dar aos filhos. Tirar aos pais essa liberdade é dar ao Estado o poder de decidir como educa as crianças. É o príncipio do 1984 ou do Admirável Mundo Novo…
Queria dizer “pais” e não “país”.
Quando se é religioso não se pode dar educação sexual sem preconceitos baseados em mitologia, isso não.
Agora….a educação sexual laica é baseada em dados que provêm da ciência…não de parangonas morais sem sentido.
“Penso é que os país devem poder escolher a educação que querem dar aos filhos. Tirar aos pais essa liberdade é dar ao Estado o poder de decidir como educa as crianças. É o príncipio do 1984 ou do Admirável Mundo Novo…”
É bom ver que está em estado de alerta relativamente a sistemas políticos do tipo big brother, mas só quando toca ao mundo não religioso….pena é que viva dentro de um e não se aperceba disso…há quem lhe chame fé.
Os pais não são donos dos filhos, e não podem negar-lhes informação ciêntífica que potencialmente lhes pode aumentar a esperança e a qualidade de vida.
A sua visão da parentalidade é completamente troglodita.
Existe uma postura recorrente destes senhores bispos que se torna necessário denunciar: “o casamento enquanto instituto católico”.
De facto, se o Arcebispo de Braga e a ICAR se julgam detentores do monopólio do casamento católico, eles estão inteiramente correctos: se não quiserem gays, anões, pernetas, negros, amarelos, ou quem quer que seja no seu reduto, estão no seu direito de o fazerem. Aliás, só vai para o covil de Daniel quem gostar de ser comido pelo leão.
Outra coisa será a ICAR dizer o que deve ou não deve ser o casamento enquanto instituto laico, definidor de relações entre indivíduos. Aqui, a ICAR não pode nem deve meter o bedelho. Ou melhor, se quiser meter o bedelho, pode dizer aos seus paroquianos mais militantes que se candidatem à Assembleia da República e que tentem mudar as leis do Estado.
Esta tentação de olhar para o casamento como um feudo monopolizado pela instituição Igreja, tem obviamente de terminar. E se os responsáveis políticos da Nação não têm coragem para assim o afirmar, que o afirmem os cidadãos conscientes.
Quanto à questão Estado/ensino/religião, acho que os meus confrades ateus já disseram tudo: sonegação de informação praticado pelas famílias mais pias é pura desonestidade intelectual. E mesmo que, não sonegando, queiram apimentar essa informação com fantasias teístas, também estão no seu direito; apercebam-se é das consequências para as gerações vindouras: perpetuação de uma estrutura de pensamento infantil com o consequente não-amadurecimento de todas as faculdades intelectuais que no ser humano existe em potência – mas que tantas vezes é reprimido por falta de decência de quem educa.
Aliás… eu acho que a educação religiosa enquanto sinónima de educação moral, enraizou-se na ideia de muita gente, apenas por um motivo: preguiça.
É muito mais fácil dizer a uma criança: “não faças isso porque o menino Jesus não gosta e podes ser castigado” do que lhe explicar: “sabes meu filho, vivemos num contexto social, em que todos ganharíamos se procedessemos correctamente segundo uma visão de interesse colectivo…blá, blá, blá…”. Só que, enquanto esta última resposta iria gerar mais perguntas (maravilhosamente saudáveis!) por parte da criança: “o que é o contexto social? O que é o proceder correctamente? O que é o interesse colectivo? etc.”. a “resposta-à-menino-Jesus” fecha o diálogo! É assim porque É ASSIM! Deus o ordenou desde todo o sempre! E já agora, vai lá melgar a tua mãe porque tenho mais que fazer…
E assim vamos educando o nosso povo na preguiça não-inquisitiva, na molenguice acéfala que tem desde sempre tornado este país num reduto de trogloditas futeboleiros. Sem incentivo filosófico e verdadeiros estímulos de curiosidade, continuaremos a ser um povo de gente completamente “porreira”, é certo, mas confrangedoramente banal e completamente desinteressante.
O que o homem diz não é nada de novo, apenas a doutrina da ICAR.
Quanto à imposição da educação sexual, tal já tem sido objecto de queixa na blogosfera pró-vida e anti contracepção. Falam numa “ditadura” na qual a castidade, a fidelidade e o casamento não têm lugar. E efectivamente não têm!
E quanto ao casamento e à família, o que é que se esperava? Para eles a definição de família resume-se à tradicional. Entretanto a sociedade vai andando, aumentando os filhos fora do casamento, diminuindo a percentagem de casamentos religiosos e baptismos, aumentando o divórcio e os casamentos de grau superior a 2, etc etc. Assim se vê a verdadeira influência deles na sociedade.
Portugal é um país cada vez mais “pós-católico”.
“A desestruturação familiar chega a estar na origem de fenómenos tão graves como a toxicodependência e a delinquência juvenil.”
Que provas é que são precisas?!? Basta o senso comum a funcionar e ninguêm precisa de um curso para isso… Parece-me óbvio que familias disfuncionais potenciam em maior grau adultos problemáticos no futuro claro que haverá sempre exepeções…
“Há que valorizar a vida, mesmo na doença e na sua fase terminal. A doença não retira dignidade à vida”
A eutanásia é um problema ético e não religioso além disso esta carece de um debate a sério em Portugal antes de sequer falarmos em questões legais.
“legislação, recentemente aprovada, que consagra a obrigatoriedade da disciplina de educação sexual, sem atender à necessidade de respeitar as convicções das famílias, pode vir a traduzir-se noutro atentado aos seus direitos”.
Sim hoje a maioria dos pais demitem-se das suas responsabilidades educativas mas nem todos querem que o Estado seja a babysiter dos filhos o mesmo é válido para a televisão e os jogos pelo que é imprudente fazer tais generalizações..
Um pai consciente pode abordar essas questões quando achar pertinente pois sabe avaliar o nivel de maturidade intelectual e emocional do filho algo que nem sempre corresponde à idade biológica do mesmo e portanto possui ferramentas de avaliação muito mais precisas do que aquelas que podem ser enquadradas num qualquer diploma legal…
José, é muita ingenuidade sua pensar que o Sr Ortiga não se estava a referir exactamente ao tipo de desestruturação familiar que na sua opinião é resultante da autorização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Esse é o argumento base da opinião dele.
Ou então, o José está a ser mais “papista que o papa”, como se costuma dizer.
Embora não duvide da sapiências daqueles que aqui comentam e duvide ainda menos da sapiência de quem faz os programas de educação sexual para as escolas, mesmo assim prefiro a liberdade de educar. É arriscado, é vdd, mas a liberdade implica riscos.
Trocar a liberdade pela certeza já o fizemos muitas vezes no século passado. Chama-se ditadura.
Continua por explicar porquê essa necessidade de equiparar a uniões homosexuais com as hetrosexuais.
“Continua por explicar porquê essa necessidade de equiparar a uniões homosexuais com as hetrosexuais.”
Constituição da República das Bananas Portuguesa:
Artigo 13.º
Princípio da igualdade
1. TODOS os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, SEXO, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou ORIENTAÇÃO SEXUAL.”
Quem está mal, pode imigrar para o Estado ditatorial do Vaticano.
Senhor Lucas
1- Eu nunca disse que os cidadãos homosexuais não têm a mesma dignidade nem são iguais perante a Lei.
2- Por mais que se tente negar o óbvio os casamentos entre pessoas do mesmo sexo não podem produzir os mesmos direitos que os casamentos hetrosexuais porque quando duas pessoas de sexo diferente celebram um contracto (que é o que o casamento é) obtêm uma serie de direitos conexos (relativamente à constituição da familia por exemplo) que não podem ser concedidos a casais homosexuais por mera impossibilidade biológica algo a que nem a lei pode contornar.
Esses direitos não são explicitos na Lei (só têm filhos quem quer obviamente…) mas estão seguramente equacionados por presunção da própria Lei quando se celebra um casamento.
Portanto a minha questão mantêm-se porquê é que têm de se fazer essa equiparação quando se podem atribuir os direitos possiveis aos casais homosexuais sem se recorrer há palavra “casamento” evitando-se essas polémicas.
Lembro-lhe que não à muito tempo o partido do Governo rejeitou alargar os direitos (nomeadamente a nivel das sucessões) nas uniões de facto (que já são admitidas em Portugal) para os homosexuais porquê?
Parece-me que esta equiparação é apenas o Politicamente correcto em acção….
Cumps
Senhor José,
“Por mais que se tente negar o óbvio os casamentos entre pessoas do mesmo sexo não podem produzir os mesmos direitos que os casamentos hetrosexuais porque quando duas pessoas de sexo diferente celebram um contracto (que é o que o casamento é) obtêm uma serie de direitos conexos (relativamente à constituição da familia por exemplo) que não podem ser concedidos a casais homosexuais por mera impossibilidade biológica algo a que nem a lei pode contornar”
“Que não podem ser concedidos a casais homossexuais por mera impossibilidade biológica algo a que nem a lei pode contornar”??????
Bem… eu não sei o que dizer de tamanha barbaridade. Por tua iniciativa, ainda hoje não tínhamos medicamentos com inscrições em Braille ou rampas de acesso a deficientes em edifícios! Qual a impossibilidade biológica que obsta a um casamento entre pessoas do mesmo sexo? Por absurdo que pareça, imagina que ambos pretendem manter-se castos durante todo o casamento: já não tinhas objecções de carácter biológico a este tipo de casamento?
“Esses direitos não são explicitos na Lei (só têm filhos quem quer obviamente…) mas estão seguramente equacionados por presunção da própria Lei quando se celebra um casamento”.
Presunção! Ora aí está uma palavra bem ajustada a quem se arroga de inventar ou perceber na Lei, algo mais (ou menos!) do que aquilo que ela contempla.
“Lembro-lhe que não à muito tempo o partido do Governo rejeitou alargar os direitos (nomeadamente a nivel das sucessões) nas uniões de facto (que já são admitidas em Portugal) para os homosexuais porquê?”
Porque a política é um jogo demagógico destinada a satisfazer uma pseudo-noção de conforto incutida constantemente à população.
Cumprimentos
Senhor Lucas
“Qual a impossibilidade biológica que obsta a um casamento entre pessoas do mesmo sexo?”
Apenas a impossibilidade de produzir descendência no resto são relações idênticas às outras (em termos afectivos) era apenas isso que queria dizer com impossibilidade biológica….
“Presunção! Ora aí está uma palavra bem ajustada a quem se arroga de inventar ou perceber na Lei, algo mais (ou menos!) do que aquilo que ela contempla.”
O regime do casamento tal como está constituido em Portugal (e nota que este regime de casamento que hoje gozamos já se encontra totalmente desligado do direito canónico assumindo-se hoje como um regime civil e laico) comtempla tambêm (para além da dimensão afectiva que é importante mas não exerce direito positivo e das questões patriomoniais etc) não exclusivamente claro a dimensão dos filhos e de facto a constituição liga a figura do casamento à constituição de familia e às questões da maternidade e paternidade.
Mas a Constituição prevê também a absoluta igualdade entre todos os cidadãos e isso inclui a igualdade de acesso à constituição de familia ora não podendo os casais homosexuais constituir uma familia natural como se assegura a igualdade dessas Pessoas?
Eu penso que se devia manter a estrutura geral do casamento como o contracto que se estabelece entre um homen e mulher que para além de todos os direitos e deveres definidos legalmente comtempla tambêm (não obrigatoriamente note) a vertente reprodutiva , e criar-se um quadro legal semelhante para uma realidade que é nova e diferente assegurando-se assim os direitos desses Cidadãos.
Cumprimentos
Senhor José,
“Apenas a impossibilidade de produzir descendência no resto são relações idênticas às outras (em termos afectivos) era apenas isso que queria dizer com impossibilidade biológica…”
Portanto, qualquer casal (mesmo que seja hetero), terá de fazer um teste de fertilidade para casar; todos os casais inférteis estão proibidos de se casar. Se continuas a esticar a lógica desta maneira, eu não sei onde vamos parar. Daqui a pouco vamos ter de criar uma Comissão de Avaliação para a Análise da Viabilidade do Casamento (CAAV).
“a constituição liga a figura do casamento à constituição de familia e às questões da maternidade e paternidade”.
Não tens nada disso na constituição. Nem poderás ter. Um estado não pode obrigar um casal a ter filhos (pelo menos, um estado democrático).
“Eu penso que se devia manter a estrutura geral do casamento como o contracto que se estabelece entre um homen e mulher que para além de todos os direitos e deveres definidos legalmente comtempla tambêm (não obrigatoriamente note) a vertente reprodutiva , e criar-se um quadro legal semelhante para uma realidade que é nova e diferente assegurando-se assim os direitos desses Cidadãos”
Sejamos claros José: o que te incomoda a ti e a todos os crentes deriva essencialmente de um sensação de repulsa corpórea: “dois gajos aos beijos! Iac! Que nojo”. Devo dizer igualmente que não é uma imagem que me entusiasme, mas pelo menos eu sei distinguir entre aquilo que é a minha sensibilidade pessoal (hetero) e os direitos que devem estar assegurados para pessoas com outras sensibilidades (homo). Essa imagem incomoda-nos hoje, porque habituámos a metê-la na gaveta dos nossos tabus. Na Grécia antiga, isto seria coisa banal e incomodaria pouca gente.
Devo no entanto dizer que compreendo o estereótipo daquilo que vocês temem: “como é possível uma criança ser educada por drag-queens histéricas que só querem é forrobodó no Arraial Pride?” Ora… associar homossexualidade a irresponsabilidade, devassidão, inconstância sentimental, etc., é associá-la a um estereótipo que não tem necessariamente de corresponder à realidade. Por isso, acho um bocadinho patéticas e contraproducentes algumas manifestações de “pseudo-libertação gay” quando elas vêem travestidas dessa histeria toda: funcionam exactamente ao contrário daquilo que deveriam; ou seja, reforçam o estereótipo preconceituoso. A meu ver, existem formas bem mais produtivas dos casais homo fazerem valer os seus direitos; nesse âmbito, acho que as Associações homo que existem em Portugal, não ajudam em nada a sua causa. Bem…mas isso é outra história que em nada refuta a premissa fundamental: deveriam caber aos casais homossexuais os mesmos DIREITOS e DEVERES que assistem qualquer casal hetero.
Cumprimentos
Lucas Samuel disse:
“Por isso, acho um bocadinho patéticas e contraproducentes algumas manifestações de “pseudo-libertação gay” quando elas vêem travestidas dessa histeria toda: funcionam exactamente ao contrário daquilo que deveriam; ou seja, reforçam o estereótipo preconceituoso.”
Exactamente o meu sentimento em relação aos novos-ateístas.
“Exactamente o meu sentimento em relação aos novos-ateístas”
Eu também achei a indumentária Honoris Causa do Dawkins em Valência um pouco para o abichanado…
EI EI EI!!!
Uma pessoa não se pode ausentar por uma manhã que é logo este descontrole ateísta?!?
Hummmmm!??!?! Que é isto?!?!? Hummmmm?!?!?!
Mau…
Lucas, por causa a constituição liga o casamento à constituição de família. Tal como aliás a própria lei, para qual a constituição remete a regulamentação do casamento.
Senhor Lucas
“Portanto, qualquer casal (mesmo que seja hetero), terá de fazer um teste de fertilidade para casar; todos os casais inférteis estão proibidos de se casar. Se continuas a esticar a lógica desta maneira, eu não sei onde vamos parar. Daqui a pouco vamos ter de criar uma Comissão de Avaliação para a Análise da Viabilidade do Casamento (CAAV).”
A opção de constituir ou não familia é uma decisão que cabe por inteiro ao casal em nenhum comentário meu disse que a componente reprodutiva é um requesito essensial para se contrair matrimónio agora é inegável que a figura do casamento tal como está estabelecida em Portugal comtempla entre outros direitos a vertente procriativa agora essa vertente tal como os afectos embora importantes no casamento não exercem direito positivo.
“Não tens nada disso na constituição. Nem poderás ter. Um estado não pode obrigar um casal a ter filhos (pelo menos, um estado democrático).”
Lê o artigo 36º
“Sejamos claros José: o que te incomoda a ti e a todos os crentes deriva essencialmente de um sensação de repulsa corpórea: “dois gajos aos beijos! Iac! Que nojo”. ”
Eu estou-me nas tintas para o que os homosexuais fazem na cama não é nada da minha conta nem me afecta directamente , mais nas minhas relações com os outros perguntar a orientação sexual a alguêm é a ultima coisa que me passa pela cabeça.
Relativamente à grécia antiga tens toda a razão mas ai estamos a falar de um tipo de sociedade e época com um nivel de liberalização sexual imcomparável hoje em dia mesmo nos paises mais liberais do mundo (poligamias, orgias públicas, incesto , pedofilia tens tudo nesse periodo….) enfim uma época em que não existiam quaisquer condicionamentos morais no sexo se disseres que a tradição cristâ esteve na origem desse condicionamento tambem concordo contigo se bem que não ache isso algo de negativo em si mesmo, a existência de algumas regras no comportamento são essensiais para o bom funcionamento da sociedade ainda para mais no mundo de hoje atormentado pelas DST.
A unica coisa negativa para mim foi a vizualização do sexo por parte da igreja de então como algo de sujo e feio…
Tambêm concordo as paradas do “orgulho gay” são contraproducentes e reforçam os esteriótipos acerca dos homosexuais.
“Deveriam caber aos casais homossexuais os mesmos DIREITOS e DEVERES que assistem qualquer casal hetero.”
E poquê essa insistência apenas na palavra “casamento” não se pode criar uma alternativa que comtemple os homosexuais sem ter que alterar o conceito de familia na minha opinião pode e anda-se a discutir mais uma questão de conceitos do que de direitos.
E isso é o ganha pão dos políticos do politicamente correcto em que condensar esses direitos em algo que não se chame “casamento” já é descriminação…
Cumprimentos
“Não tens nada disso na constituição. Nem poderás ter. Um estado não pode obrigar um casal a ter filhos (pelo menos, um estado democrático).”
“Lê o artigo 36º”
Li e reli. Mas não vejo aqui nada que me contradiga:
“Artigo 36.º
Família, casamento e filiação
1. Todos têm o direito de constituir família e de contrair casamento em condições de plena igualdade.
2. A lei regula os requisitos e os efeitos do casamento e da sua dissolução, por morte ou divórcio, independentemente da forma de celebração.
3. Os cônjuges têm iguais direitos e deveres quanto à capacidade civil e política e à manutenção e educação dos filhos.
4. Os filhos nascidos fora do casamento não podem, por esse motivo, ser objecto de qualquer discriminação e a lei ou as repartições oficiais não podem usar designações discriminatórias relativas à filiação.
5. Os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos.
6. Os filhos não podem ser separados dos pais, salvo quando estes não cumpram os seus deveres fundamentais para com eles e sempre mediante decisão judicial.
7. A adopção é regulada e protegida nos termos da lei, a qual deve estabelecer formas céleres para a respectiva tramitação.”
Como é evidente, não reside aqui nenhuma obrigação biológica de procriação!
“a existência de algumas regras no comportamento são essensiais para o bom funcionamento da sociedade ainda para mais no mundo de hoje atormentado pelas DST”.
Mas essas regras só se aplicam a casais gay? Senão, qual a pertinência da afirmação?
“E poquê essa insistência apenas na palavra “casamento” não se pode criar uma alternativa que comtemple os homosexuais sem ter que alterar o conceito de familia na minha opinião pode e anda-se a discutir mais uma questão de conceitos do que de direitos”.
E porquê o medo da palavra “casamento”? Defendes a criação de uniões de 1ª classe a uniões de 2ª ? Não vejo qual a lógica da distinção senão aquela proveniente de um mero preconceito segregacionista.
Cumprimentos
“Como é evidente, não reside aqui nenhuma obrigação biológica de procriação!”
Eu não disse isso. Eu apenas disse que o casamento tal como está instiuido em Portugal prevê a constituição de familia algo que não é imposto, obviamente fica ao critério de cada casal constituir ou não essa familia. E isso não é regulado por essa lei geral como diz o ponto 2 e bem mas sim no nosso caso pelo código civil.
O que intressa é a visão geral que ai está, de que uma das vertentes do casamento (se for essa a vontade dos cônjuges claro) é a constituição de uma familia isso parece-me claro.
“Mas essas regras só se aplicam a casais gay? Senão, qual a pertinência da afirmação?”
Claro que não aplicam-se a todos!
“E porquê o medo da palavra “casamento”? Defendes a criação de uniões de 1ª classe a uniões de 2ª ? Não vejo qual a lógica da distinção senão aquela proveniente de um mero preconceito segregacionista. ”
Não se trata de segregar ninguêm trata-se apenas criar uma figura semelhante ao casamento que assegure direitos e deveres semelhantes mas para uma realidade que é diferente dos casamentos convencionais.
Cumprimentos
Este tipo de declarações, até me causa má disposição!!!
mas deixem-nos continuar com estas ideologias aberrantes, deixem-nos continuar a defender ideias que já não convencem ninguém…
Depois dizem porque não percebem que os lugares de culto estão cada vez mais vazios!
Ignorantes dum raio!
defendem é vidas irreais!
falam de modos de vida que não existem faz muito na nossa sociedade!
Falam das pessoas, famílias e duma educação que não se adapta nem no aqui nem no agora! e querem servir de modelo?
E depois onde baseiam as vossas declarações retrigadas?
Continuem assim, absurdos…
Que o que ganham cada vez mais é a indignação das pessoas!
Depois de ter o azar de dar convosco, ainda por cima encontro estas opiniões de gente vulgar e com a mania de que tudo sabem, só porque completaram o nono ano de escolaridade.Vocês ateus de (…) nada sabem e só abrem a boca para dizer asneiras. Coitados daqueles de espirito fraco e maliaveis, que dão convosco e acham que falam bem.
Das vossas entranhas só sai enxofre e da vossa boca o hálito é pestilento.Vocês almas perdidas, nada sabem.
(Comentário alterado pela Administração do Portal Ateu… ao menos aqueles que completaram o nono ano de escolaridade sabem escrever “espírito” e “maleáveis”)
Vade retro, Carlos, vade retro…
É interessante esta onda de gente acéfala.
Porquê a “coincidência” de vários ataques num espaço de tempo tão curto?
Será isto uma medida de desespero?
De frustração perante a sua própria incapacidade de nos converter?
Terão percebido finalmente que são patéticos?
E agora um aviso:
A internet parece anónima, mas não é. Sempre que vieres ao Portal Ateu, ou quando escreveres um comentário, fica registado o teu IP. Para os mais distraídos, que só tem olhos para os assuntos de deus, o IP é um numero único no mundo inteiro que o vosso computador utiliza para poder comunicar com os outros computadores na Internet.
Portanto Carlos Miguel deixa-te de tretas, que se for preciso, até se descobre onde tu moras.
Podemos ter entranhas assim ou assado, mas percebemos MUITO de ciência e de computadores. (E temos mais que o nono ano)
Tu criatura tola, nem sabes escrever “maleáveis”
Oh, Rui, não vale a pena… Não é o caso do Carlos Miguel, mas temos recentemente mais um caso de múltipla personalidade nas caixas de comentários do Portal. O Fran e o Claudinei, que andam por aí noutros artigos, são a mesmíssima pessoa que julgam que assim nos aborrecem muito mais. Enfim, manias…
É o milagre da multiplicação dos comentários…