Vergonhas episcopais

“O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga, deixou esta Segunda-feira duras críticas às políticas do governo em matérias relacionadas como o casamento, o aborto e a eutanásia.

O Arcebispo de Braga fez uma referência directa à tentativa de “redefinição legal do casamento (e, desse modo, do conceito de família), de modo a nele incluir uniões entre pessoas do mesmo sexo”, situação que classificou como “grave”.

Falando no discurso de abertura da Assembleia Plenária da CEP, que decorre em Fátima até dia 24, este responsável defendeu que “a identidade própria da família” não pode “confundir-se com qualquer outro tipo de convivência”.

“A desestruturação familiar chega a estar na origem de fenómenos tão graves como a toxicodependência e a delinquência juvenil. Mas mesmo quando não se atingem estes extremos, não pode dizer-se que será salutar uma sociedade onde a situação de crianças que não são simultaneamente educadas pelo pai e pela mãe deixou de ser excepção e passou a ser regra”, apontou o presidente da CEP.

As críticas do Arcebispo de Braga alargaram-se às “ameaças e atitudes de negação do direito a nascer e a viver”, apontando o dedo a uma “mentalidade deliberadamente anti-natalista”.

O discurso do presidente da CEP passou ainda pelas “anunciadas propostas de legalização da eutanásia, que apresentam a morte como resposta ao sofrimento da doença e da fase terminal da vida”.

“Há que valorizar a vida, mesmo na doença e na sua fase terminal. A doença não retira dignidade à vida”, defende D. Jorge Ortiga.

Noutro âmbito, o Arcebispo de Braga apontou o dedo à “legislação, recentemente aprovada, que consagra a obrigatoriedade da disciplina de educação sexual, sem atender à necessidade de respeitar as convicções das famílias, pode vir a traduzir-se noutro atentado aos seus direitos”.

“Atendendo a experiências já realizadas entre nós, são justificados os receios de que os programas dessa disciplina possam chocar com as concepções éticas das famílias em matéria tão delicada”, acrescentou.”

Ver aqui.

Aiii.

Lá vamos nós novamente.

“A desestruturação familiar chega a estar na origem de fenómenos tão graves como a toxicodependência e a delinquência juvenil.”

Provas, se faz favor. Estudos sociológicos que mostrem que é significativamente maior a taxa de jovens que são toxicodependentes ou delinquentes porque vêm de uma família com duas pessoas do mesmo sexo, ou por pais solteiros, ou em união de facto, ou o que quer que seja que não seja a “família” que estes senhores defendem. Quando me mostrarem os números e a “família na ascensão cristã” desempenhar sempre melhor nestas variáveis eu aceito este argumento.

“não pode dizer-se que será salutar uma sociedade onde a situação de crianças que não são simultaneamente educadas pelo pai e pela mãe deixou de ser excepção e passou a ser regra”

Mas quem é que diz?!! Qual é o manual técnico ou científico que mostre que uma criança que não tenha pai ou mãe na sua família não pode ser um elemento “saudável” na sociedade? E o que dizer a mães, ou pais viúvos, que viram o seu conjugue morrer e agora querem criar os seus filhos com todo o amor que lhes podem dar???? É uma falta de consideração para estas pessoas estas palavras deste senhor.

E não passou a ser regra coisa nenhuma!! Mia uma vez, os exageros e a histeria é a única forma destes “líderes espirituais” passarem a sua mensagem.

“mentalidade deliberadamente anti-natalista”.

O que??!?!!??…

O que?!?!?

(a abanar a cabeça)

“Há que valorizar a vida, mesmo na doença e na sua fase terminal. A doença não retira dignidade à vida”

Aparentemente, unicamente para vocês. Aparentemente o vosso dogmatismo que só “deus pode dar ou tirar a vida” faz com que percam a vossa humanidade e a vossa compaixão, e deixem uma pessoa sofrer horrivelmente, ou viver uma vida que magoa todas as pessoas à volta, por que “a dignidade da vida” sendo um “acto divino” não pode ser terminada por livre vontade daquela que é única possa a quem pode interessar o assunto: a pessoa em fase terminal ou o guardião legal de uma pessoa nessa fase.

Deviam ter vergonha estes senhores. Deviam ficar caladinhos e não fazerem estas figuras tristes e ridículas. Espero que nunca tenham um familiar numa condição tão extrema que a morte seja a melhor solução, e que façam esse familiar passar por um “inferno na terra” para ter a alma pronta para um, se calhar, pós-vida.

Uma vergonha!

“legislação, recentemente aprovada, que consagra a obrigatoriedade da disciplina de educação sexual, sem atender à necessidade de respeitar as convicções das famílias, pode vir a traduzir-se noutro atentado aos seus direitos”.

Quais direitos?!? Mas que porra, pá!!

Esta gente não pensa no que diz??!

Quais direitos?

E não, não se ensine a educação sexual nas escolas!

Os pais que ensinem aos filhos aquilo que acharem melhor, entre o intervalo de jantar a ver a bola, e o colocar na cama depois de um jogo na consola: “Filho, o pai quer-te ensinar uma coisa”!

E depois temos a gravidez indesejada, as doenças venéreas, a intimidação e a vergonha, a incompreensão, a disfunção social e emocional, entre outras coisas maravilhosas que podem sempre ser tratadas num confessionário.

Os “líderes espirituais” que Portugal tem e merece

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