«O Vaticano terá recusado a nomeação de Caroline Kennedy e de dois outros nomes propostos pela Casa Branca para o posto de embaixador norte-americano junto da Santa Sé, devido às divergências com a administração Obama relativamente ao aborto e à investigação com recurso a células estaminais.
(…) grupos católicos conservadores consideraram a escolha de Caroline Kennedy, filha do antigo Presidente John Kennedy, “inapropriada” e “um insulto calculado à Santa Sé”, devido às posições públicas que assumiu em defesa do direito ao aborto (…)
Desde que o Vaticano e os Estados Unidos estabeleceram relações diplomáticas, em 1984, o embaixador norte-americano junto da Santa Sé tem sido sempre um opositor do aborto, tanto sob administrações republicanas, como sob administrações democratas» [Público]
Segundo o Guardian, Douglas Kmiec (professor de direito constitucional e ex-conselheiro de Reagan) foi outro dos nomes rejeitados. Metida ao barulho está também uma distinção por parte da maior universidade católica americana a Obama, coisa que tem irritado a hierarquia da Santa Sé (tradução: não se podem dar doutoramentos honoris causa a quem não concorda connosco).
A poucos meses de distância das eleições e com Obama a subir nas sondagens era certo que como presidente uma das suas medidas seria o fim do bloqueio à investigação em células estaminais, coisa que apenas rivalizou com o bloqueio económico a Cuba durante a Administração Bush. E assim que cantou vitória começaram logo a chover emanações vaticanistas em defesa dos organismos microscópicos. Agora mais parece que amuaram.
Se McCain tivesse ganho ficavam todos contentes, pois apesar deste ser favorável à investigação das ditas células, teriam provavelmente uma (ou um) Sarah Palin católica na rifa…
Ainda vai correr muita tinta…
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