“Crise… isso não importa nada”.

“O atraso na regulamentação da Concordata “começa a ser demasiado”, diz D. Carlos Azevedo, presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social. Em entrevista ao programa Diga Lá, Excelência, do PÚBLICO, Renascença e RTP2, o bispo diz que, da parte do episcopado, tem havido “uma grande paciência” nas negociações sobre temas como as capelanias dos hospitais, das prisões e militares.

“É preciso que o Governo tenha determinação para levar por diante” as promessas de legislar rapidamente, diz Carlos Azevedo na entrevista, cujos excertos principais serão publicados na edição do Público deste sábado. “Da nossa parte, quando nos enviam textos para rever, temos revisto e dado o nosso sentir. Mas aguardamos. O quase tem sido dito muitas vezes, está a haver uma grande paciência.”

A situação de vazio legal existente “tem provocado situações de confusão” nas prisões e nos hospitais, acrescenta o bispo.

Para o bispo que tutela actualmente a acção social da Igreja, as instituições católicas de solidariedade social estão muitas vezes “demasiado dependentes do Governo e isso não é bom”. Essas organizações devem fazer “pontes com as autarquias e órgãos sociais do Estado”, mas com uma atitude de “maior independência”. Não por ser ano de eleições, mas porque deve ser essa a atitude da Igreja.”

Ver aqui.

“Começa a ser demasiado”…

É inacreditável a arrogância destes “líderes espirituais”.

Ah sim? É “demasiado”?! Não há nada de mais sério para o Governo da Nação tratar, se calhar? Economia, educação, saúde, justiça?

Não, este senhores querem que sejam eles as prioridades da nação? E porque? Porque se gera “confusão”, claro está.

Eu tenho uma solução.

E que tal… não haver qualquer “confusão”, com o Estado assumindo-se como um verdadeiro estado laico, sem quaisquer concordatas com esta ou aquela religião?

Que me diz a isto, Sr. Azevedo?!?

Ah, espere… como disse? A igreja católica tem direitos que as outras não têm. Ah sim? O Estado tem de ter a “determinação” de claramente favorecer um amigo imaginário sobre outro amigo imaginário, e à custa dos impostos de todos os outros que não acreditam no seu amigo imaginário ou em qualquer amigo imaginário?

Mas por outro lado, se querem que o Estado assuma compromissos com os capelães, por outro lado, querem ser menos dependentes do mesmo. Querem mais independência, mas querem mais pontes…

Uma vergonha nacional. E esperem até ver o Estado a ceder a estas “ameaças de falta de paciência”.

E para terminar, de realçar que as “cadelinhas do circo” continuam a latir com entusiasmo quando estes “líderes espirituais” resolvem agraciar os Portugueses com as suas neuroses. Para o jornal o Publico e para a RTP2 a coisa é evidente: “Diga Lá, Excelência”.

Patético!

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