No Reino Unido tem se verificado um número cada vez maior de pessoas que estão a pedir a anulação do seu baptismo.
Apenas numa semana, 1500 Ingleses pagaram por um certificado de anulação de baptismo, que é proporcionado pela National Secular Society (NSS).

Estes dados são apresentados num sítio religioso

Neste momento a NSS estima que à volta de 100.000 pessoas possam ter iniciado este processo. A NSS pediu à igreja anglicana se iria instaurar um procedimento para a anulação do baptismo, como já aconteceu com a igreja católica, mas os representantes dessa primeira igreja disseram que não reconheciam esse procedimento.
E deixo aqui um clip da BBC com a mesma notícia
Peça o seu também
Não foram encontrados artigos relacionados.
Quando vejo notícias destas fico sempre contente por não ter de fazer estas coisas para deixar de pertencer estatisticamente falando aos membros de um agrupamento religioso.
Caro Ricardo
Porque não uma atitude idêntita através do Portal ateu???
Seria uma atitude bem-vinda.
Saudações
É com cada ideia…
como fazemos pra anular os baptisados na igreja catolica em portugal?
Se o baptismo é algo de trivial para um ateu não percebo em que medida uma pessoa se sente mais ateu ou coerente ou sei lá que mais… pelo simples facto de anular o seu a menos que pessoas assim atribuam uma relevância e importância ao acto do baptismo quando eu pensava que era um dominio exclusivo de quem é crente pois só os crentes vêm o baptismo como muito mais do que simplesmente o acto de molhar a cabeça numa pia….
Caro José
Quando me perguntam se sou católica, respondo que não. Invariavelmente, perguntam-me: “mas és baptizada, não és? Então, és católica.”
Para as estatísticas da Igreja, sou católica. E irrita-me que alguém me classifique como algo que não tive opção de escolha, porque aconteceu quando tinha apenas 4 meses de idade.
Se os meus pais me tivessem inscrito no Partido Comunista quando tinha essa tenra idade, e agora não sentisse qualquer simpatia por esse mesmo partido político, a primeira coisa que faria seria desvincular-me do mesmo.
Infelizmente os católicos insistem nesta coisa de estatísticas e formalidades. E só por isso, por uma questão de coerência (porque a considero importante) estaria disposta a anular o meu baptismo.
Caro José
Pessoalmente estou-m nas tintas para o baptismo, mas incomoda-m q a igreja m conte entre os fieis para interesses próprios…
NÃO EM MEU NOME…
Saudações
José,
Ninguém se sente menos ateu, apenas se sentirão menos “católicos”. Há quem não queira ter o seu nome nos registos. E quanto temos um Cardeal que diz que em Portugal há 88% de católicos…
Rui
Já disse várias vezes que não dou valor às estatisticas sobre religião sejam elas feitas pela igreja sejam feitas por qualquer grupo independente é claro que Portugal não têm 88% de católicos só se incluires os não-praticantes… E eu nem gosto desse termo “não praticante” o que é que significa? Quando alguêm me diz que é católico mas não praticante não posso deixar de ficar abismado pelo que essas “estatisticas sobre religião” não têm validade para mim…
Mas o argumento tambem funciona ao contrário pelo que não acredito nas estatisticas que dizem que povos nórdicos têm 88% de ateus ainda que historicamente o comunismo nessas zonas no passado tenha favorecido o ateísmo…
Mas não respondeste à minha questão sendo o baptismo inócuo para um ateu qual é a relevância ou não de anular um acto que foi praticado nessas pessoas quando estas ainda nem sabiam andar e falar quanto mais terem noção do significado desse acto (até porque não estamos a falar do transcendente o baptismo é uma cerimónia bem real quer se goste ou não…)
O argumento de não querer pertencer às “estatisticas” parece-me pobre isto na minha opinião.
Cumprimentos
Vou sugerir uma ideia para ultrapassar o fardo de ter de pedir a anulação do batismo. Porque se perde tempo preenchendo papeladas e se gasta dinheiro. No caso dos católicos não sei se isso tem custas mas pelo que li sobre o caso inglês, acho que pagam 3 libras.
Seria assim:
Os interessados em apagar os seus nomes das listas de batismo, enviariam (devidamente documentado) o seu nome para a AAP. Por sua vez a AAP reenviaria essa lista para a ICAR e em simultâneo para um órgão governamental e talvez para a defesa dos direitos humanos também.
Com essa lista na mão, a associação poderia exercer pressão sobre o poder político afim de demonstrar que os católicos não são tantos como a igreja pretende demonstrar e deste modo o estado ser obrigado a reconhecer e a fazer valer os direitos dos não crentes.
Se as organizações ateístas de todos os países se unirem e em cada país for feito o mesmo, isto vai provocar alterações fortes nos sectores governamentais com poder de decisão.
Seria uma forma menos burocrática e uma demonstração de força pois ficariam registados com visibilidade ao invés do que acontece actualmente que só o próprio sabe e que a igreja não declara ficando caladinha como se a estatística continuasse igual.
É apenas a minha opinião. Se alguém tiver outra melhor e mais prática que avance com a ideia. Sem ideias nada se faz.
José,
Houve comunismo nos países nórdicos?
Não esqueçamos que na Europa de Leste a religiosidade prevaleceu.
Uma pessoa não tem o direito de não querer ter o seu nome nos registos de uma organização com a qual não se identifica, despreza e em alguns casos detesta? Pode ser uma questão de orgulho e até de vergonha.
A minha opinião está bem expressa neste artigo do qual se deve lembrar:
http://www.portalateu.com/2009/01/11/eu-nunca-fui-catolico/
Cumprimentos
Rui
“Houve comunismo nos países nórdicos?”
A revolução comunista de 1917 foi à porta desses paises se os ecos dessa revolução chegaram a lugares tão dispares e distantes como Cuba e Coreia do Norte acha sensato pensar que esses paises não foram influenciados por essas ideias?
De qualquer forma foi sem duvida um lapso da minha parte (às vezes escrever na net é assim…) e pelo facto apresento desculpas.
“Não esqueçamos que na Europa de Leste a religiosidade prevaleceu.”- Obrigado por confirmar a minha ideia de que as estatisticas religiosas são pouco rigorosas e fiáveis.
Uma pessoa não tem o direito de não querer ter o seu nome nos registos de uma organização com a qual não se identifica, despreza e em alguns casos detesta? Pode ser uma questão de orgulho e até de vergonha.
As pessoas não vivem num jarro elas podem estar associadas a muita coisa e nem o saberem (algo que o advento da internet em muito ajudou…) portanto o problema ai não será só da igreja..
Rui uma pessoa que detesta a igreja é alguêm que valoriza a igreja porque só detesta-mos aquilo que nos é importante o mesmo é válido no amor… Ora se alguêm detesta a igreja e quer anular o baptismo é porque valoriza o baptismo e lhe atribui um significado que não faz sentido pelo menos a um ateu….
“A minha opinião está bem expressa neste artigo do qual se deve lembrar:” Nesse artigo Eu e o Senhor João Felix chegamos a um consenso minimo porque será?
Cumprimentos
-> http://www.cnpd.pt/bin/direitos/direitos.htm
” Direito de rectificação e eliminação
* Tem o direito de exigir que os dados a seu respeito sejam exactos e actuais, podendo solicitar a sua rectificação.
* Tem o direito de exigir que os seus dados sejam eliminados dos ficheiros de endereços utilizados para marketing.
* O exercício do direito de rectificação e eliminação é exercido directamente junto do responsável pelo tratamento. ”
Cumprimentos
José,
“Rui uma pessoa que detesta a igreja é alguêm que valoriza a igreja porque só detesta-mos aquilo que nos é importante o mesmo é válido no amor… Ora se alguêm detesta a igreja e quer anular o baptismo é porque valoriza o baptismo e lhe atribui um significado que não faz sentido pelo menos a um ateu….”
É certo que o desprezo é o pior e compreendo o que quer dizer.
Mas se alguém é membro de entidade X ad eternum por sugestão ou imposição dos pais quando ainda não tinha auto-determinação, não terá essa pessoa o direito de sair dela pelo simples facto de não se identificar com ela? O valor dado ao baptismo é o de um simples papel, documento, cartão de sócio! Mas algo que o faz membro permanente da organização em causa e que o usa para a contabilidade dos membros.