Richard Dawkins fez 68 anos… e ainda não foi vaporizado por nenhum deus.
Nada mau.
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Circula na internet este comentário a Dawkins
RESPOSTA AO ARGUMENTO PRINCIPAL DE DAWKINS NO SEU “GOD DELUSION”
O argumento de Richard Dawkins acerca da “complexidade” de Deus (e consequente improbabilidade), desenvolvido no seu livro The God Delusion, é absurdo.
No entanto, ele tem o mérito de reconhecer a sintonia do Universo para a vida, bem como o facto de esta se basear em quantidades inabarcáveis de informação, ambas as coisas de probabilidade ínfima.
De acordo com o argumento de Richard Dawkins, se o Universo e a vida são altamente improváveis, por serem complexos, Deus só pode ser ainda mais improvável, por ser ainda mais complexo. Daí que a existência de Deus seja muito improvável.
Qual é o ponto fraco deste argumento? É simples.
Ele supõe que Deus, à semelhança do que sucede com o Universo e a vida, é o resultado de combinações improváveis de matéria e energia pré-existente.
Mas o Deus da Bíblia revela-se como o criador da matéria e da energia! Ele não é uma combinação improvável de uma e outra. Estas é que devem a sua existência a Deus, já que a energia não se pode criar nem destruir a ela própria.
Assim, diferentemente do que se passa com o Universo e a Vida, Deus não é constituído por um conjunto de “peças” externas e independentes, de combinação altamente improvável. Ele não é composto por matéria e energia pré-existentes, como sucede com a vida.
De resto, a própria vida não é só matéria e energia, mas também informação, uma grandeza imaterial que não tem uma origem material, mas sim imaterial, mental. A matéria e a energia não criam informação. Só uma inteligência cria informação codificada.
O DNA tem uma componente imaterial (informação codificada, código ou cifra) e material (compostos químicos). Ele é inteiramente consistente com a ideia de que um Deus sobrenatural criou a vida num mundo material. Mas a vida não é só matéria e energia. Ela também é informação codificada.
E a informação codificada não surge por processos naturalísticos. Pelo menos, tal nunca foi observado. Não existe nenhum processo natural ou sequência de eventos que produza informação codificada.
Deus não tem as propriedades da natureza. Deus é sobrenatural.
Ele é Espírito.
Pelo que não faz qualquer sentido tentar averiguar estatisticamente a complexidade de Deus, como se ele fosse o resultado de uma combinação acidental de peças componentes (hipótese sobre a qual Dawkins chega mesmo a fantasiar).
Tentar comparar a probabilidade da existência de Deus com a probabilidade do Universo e da Vida é comparar grandezas qualitativamente incomensuráveis entre si, sendo que Deus é espiritual, eterno, infinito, omnipotente e omnisciente.
Em toda a sua aparente racionalidade, o argumento de Richard Dawkins manifesta toda a sua estultícia. Considerando que este pretendia ser o argumento irrespondível e decisivo do livro The God Delusion, imediatamente vemos que se trata de um exercício de profunda ingenuidade intelectual, destituído de qualquer plausibilidade.
Na verdade, o argumento de Richard Dawkins refuta a existência de um “deus” composto de matéria e energia pré-existentes, combinados numa entidade divina constituída por múltiplas peças.
Nesse ponto, os criacionistas concordam inteiramente com Dawkins. Só que esse argumento está longe de refutar a existência de um Deus vivo, espiritual, infinito, eterno, omnisciente e omnipotente, pessoal, moral, criador de toda a matéria e energia, como o que se revela na Bíblia.
Pelo contrário.
Todo o livro de Richard Dawkins, na medida em que reconhece a sintonia do Universo para a vida, a dependência da vida de informação codificada e a sua radical improbabilidade, acaba, inadvertidamente, por tornar ainda mais claro que só a existência de um Deus espiritual, racional, eterno e infinito, tal como a Bíblia revela, é que é racionalmente plausível.
Não percebo como é que alguém defende e acredita no Deus da Biblia, o que é simplesmente ridiculo, minimalista e redutor de toda e qualquer forma de inteligência.
Caro Zoister,
Quer explicitar a sua afirmação?
Saudações,
Alfredo Dinis
Bernard Vogel, autorize-me a colocar algumas questões, que segundo o seu post presumo que sejam ajustadas. Quando afirma que “O DNA tem uma componente imaterial (informação codificada, código ou cifra) e material (compostos químicos). Ele é inteiramente consistente com a ideia de que um Deus sobrenatural criou a vida num mundo material.” Está a afirmar que é inato no Homem saber da existência de Deus, que o ser humano está “programado” para esse conhecimento. Admito que esteja certo, efectivamente a história identifica que independentemente do tempo e espaço o ser humano sempre recorreu ao Divino para compreender o sentido da vida. Mas isto implica uma reflexão, se essa informação é correcta não deveríamos todos acreditar no mesmo Deus? O Bernard invoca no seu post a Bíblia, mas o que torna o Deus dos cristãos mais verdadeiro do que o Deus dos muçulmanos, dos Indus, ou da mitologia grega? Voltando à Bíblia, será que quem interpretou essa informação estaria mais apto a descodifica-la do que eu? E se Deus existe, como justifica que seja racional e espiritual quando só estamos à mercê de manifestações matérias?
Caro Alfredo Dinis (#3)
Tem a explicação que solicita em : Richard Dawkins fala sobre “Deus, um Delírio”
http://www.youtube.com/watch?v=Desb4TwzkTg
e com legendas para que se perceba melhor, sem margem para dúvidas.
Cordialmente
Ao Bernard Vogel
Essa “resposta” não explica coisa nenhuma.
“Mas o Deus da Bíblia revela-se como o criador da matéria e da energia! (…) Ele (deus) não é composto por matéria e energia pré-existentes, como sucede com a vida. ”
“vida não é só matéria e energia, mas também informação, uma grandeza imaterial que não tem uma origem material, mas sim imaterial, mental.”
“. Não existe nenhum processo natural ou sequência de eventos que produza informação codificada (…) Deus não tem as propriedades da natureza. Deus é sobrenatural. ”
“Tentar comparar a probabilidade da existência de Deus com a probabilidade do Universo e da Vida é comparar grandezas qualitativamente incomensuráveis entre si, sendo que Deus é espiritual, eterno, infinito, omnipotente e omnisciente.”
“(…) inadvertidamente, por tornar ainda mais claro que só a existência de um Deus espiritual, racional, eterno e infinito, tal como a Bíblia revela, é que é racionalmente plausível.”
lixo…lixo…lixo!!
Tudo argumentos que nem vale a pena uma minuto desperdiçado a contrapor.
Os argumentos são sempre os mesmos: fantasias, histórias da carochinha, super poderes, mistério, e disparates.
Ridículo ao extremo.
Parabéns Bernardo, eu também noutros comentários penso já ter demonstrado o absurdo dos argumentos de Dawkins… e esse é genial também. Basicamente as leis da física não têm de ser iguais em todo o lado.
Caro João Ribeiro
Não percebo a que se refere no seu comentário (#7), uma vez que não há aqui neste post ninguém a comentar com esse nome. Parece haver alguma confusão no seu entendimento.
Mas já que diz o que disse, vou esperar calmamente que o Bernardo a quem se refere seja capaz de lhe explicar a si, João Ribeiro, esse crime de lesa pátria que é o seu dizer ao que “basicamente as leis da fisica não tem que ser iguais em todo o lado”.
Sugiro-lhe que não confunda as leis de deus com as leis da ciência.
Sabe … é que para se aprender as leis da ciência exige-se esforço, aprendizagem, espirito crítico e analítico, fazer o tpc, ao passo que para as leis de deus basta simplesmente acreditar-se nisso. E só enfia barretes quem quer.
Cordialmente
Caro Victor,
“Certo dia pedi educadamente que meu colega de trabalho abrisse a gaveta de minha bancada e pegasse uma bolinha vermelha. Ao passo de alguns minutos e de muito procurar, nada encontrou. Disse que nada existia na gaveta alem do vazio e do cheiro de tinta, mas mesmo assim continuei afirmando que ali se encontrava “uma bolinha”. Após procurar mais uma vez e não encontrar, se dirigiu até mim e disse: – O que levas a crer que ali, em uma gaveta empoeirada, existe uma bolinha? e eu respondi: – Simplesmente creio, é questão de fé. Voçê poderá ver também se assim acreditar, verá claramente sua forma redonda e sua cor avermelhada!”
Como voçê mesmo disse: “basta simplesmente acreditar-se nisso. E só enfia barretes quem quer”
Saudações.
Victor, não me chateie.. já fiz um texto com as razões que me levam a acreditar em Deus… não tenho culpa que você os desconheça…. e seja você embarretado pela onda Dawkins que ter fé é acreditar porque sim.
Quanto ao Bernardo/Bernard ? Você está simplesmente armado em criança? Ou não tem nada de inteligente para dizer?
Caro Vitor,
Se os argumentos que segundo Dawkins mostram a inexistência de Deus são os do vídeo, isso deixa-me profundamente desapontado. A grande personagem do vídeo é a ‘cobra falante’. Só os criacionistas insistem na interpretação lietral do Génesis. Dawkins e os seus seguidores precisam de generalizar isto a todos os cristãos para manterem os seus argumentos. Erradamente diz-se no vídeo que Francis Collins acredita na ‘cobra falante’, o que é falso. Basta ler o seu livro ‘A Linguagem de Deus’. Dawkins precisa dimunuir o valor de Collins chamando-lhe administrador e não cientista. Quer mesmo que tome tudo isto a sério? Não há mesmo mais nada melhor que este vídeo?
Cordiais saudações,
Alfredo Dinis
Caro Alfredo Dinis
Não subscrevo a sua interpretação de que nessa entrevista, uma mera entrevista promocional de um livro, Dawkins tenha “diminuido” Collins como sugere. Dawkins limitou-se a clarificar que a importantissima descoberta do genoma humano foi o resultado de um gigantesco trabalho de equipa, e sobre Collins reconheceu que para além de cientista “ele é um cara brilhante, foi um esforço de equipa e ele foi o administrador que o organizou”.
O que é confirmado no próprio site do National Human Genome Research Institute, acerca de “Francis S. Collins, M.D., Ph.D.” – “He led the successful effort to complete Human Genome Project (HGP), a complex multidisciplinary scientific enterprise directed at mapping and sequencing all of the human DNA, and determining aspects of its function”.
Se vir bem, diz Dawkins de Collins :”mas eu não acho … que ele acredita na cobra falante” (4:22), ao que o entrevistador replicou “Eu o entrevistei. Ele com certeza acredita”. E daí a estupefacção de Dawkins: “Ele acredita ?”.
Como pessoa culta e aberta que inegavelmente é, presumiria que o meu caro Alfredo Dinis provavelmente já tenha lido o livro em questão, e consequentemente esteja a par das teses que põem em causa a Bíblia (e não só). Pelo meu lado, e porque gosto de conhecer os argumentos das partes interlocutoras, irei fazer o meu tpc e ler o livro que amavelmente refere (e aqui aproveito para agradeer a sua sugestão) para formar a minha própria e independente opinião
Independentemente de se subscrever ou não as suas opiniões, Dawkins tem um mérito inegável : pôz as pessoas a pensar e a questionar-se sobre o que é religião e a validade dos argumentos dos respectivos crentes. E era sobre esse tema que gostaria de ver reflexões, reflexões construtivas para um debate entenda-se, quer de crentes quer de não crentes (de qualquer religião).
Pela minha parte pretendo contribuir para o debate com um texto sobre o assunto, mas estou certo de que perdoará que eu esteja ainda a aguardar que a “direcção do portal” despache primeiro outro(s) artigo(s) de opinião já redigidos.
Cordialmente
gostaria de dar os meus parabéns ao Dawkins pessoalmente. sou um grande fã. estou a reler o delírio de Deus e gosto imenso desta parte que vou citar. afinal de contas é um bom argumento
pág 108
As provas de tomás de aquino
“4. O argumento da gradação
apercebemo-nos de que as coisas, no mundo, diferem entre si. Mas só avaliamos esses graus comparando-os com um máximo. Os humanos podem ser bons e maus, o que quer dizer que a bondade máxima não pode estar em nós. Assim sendo, tem de haver um outro máximo que estabeleça o padrão da perfeição, e a esse máximo chamamos Deus.
Isto é um argumento? Também podemos dizer que as pessoas variam em mau cheiro, mas só podemos fazer a comparação tendo como referência um máximo perfeito de mau cheiro imaginável. Por conseguinte, é forçoso que haja alguém notória e incomparavelmente fedrorento, e a esse alguém chamamos Deus.”
giro n é? os religiosos é q são capazes de n acharem mt graça
Caro JC,
Os argumentos de Tomás de Aquino são interessantes mas não constituem as ‘provas’ da existência de Deus que fazem mais sentido hoje. Considero que não há provas filosóficas nem científicas da existência de Deus. Dawkins baseia-se nos argumentos dos criacionistas, que são uma minoria, e em argumentos passados que hoje são pouco citados pelos cristãos. Fica um pouco perturbado quando lhe indicam algum cientista que acredita em Deus. É o caso de Francis Collins. Mas há muitos outros. Qual é a reacção de Dawkins? Utiliza o argumento ad hominem. Quando não se pode refutar uma ideia procura-se ridicularizar ou diminuir a pessoa que a defende. Dawkins desvalorizou Collins, – e com isto o Vitor está de acordo! – afirmando que ele era apenas o adminstrador da equipa que realizou o projecto Genoma. Não sei se Dawkins quer dizer que Collins se limitava a organizar o horário de trabalho da equipa e lhe pagava os salários.
Impressiona-me o facto de os não crentes que lêem Dawkins e outros autores na sua linha o fazem de uma forma totalmente acrítica. Parece que Dawkins é infalível, e nada há que se lhe possa apontar como inexacto ou discutível. E muitas vezes são exactamente estes não crentes que acusam os crentes de dogmatismo e pensamento acrítico.
Estou há já alguns anos a procurar em Dawkins um argumento interessante sobre a não existência de Deus, mas ainda não encontrei nenhum. Já o ouvi pessoalmente numa conferência sobre o assunto e fiquei com a impressão que ele é um excelente comunicador, mas os conteúdos da sua comunioação são muito fracos.
Cordiais saudações,
Alfredo Dinis