«O padre Luiz Couto (apoiante da Teologia de Libertação), que é também deputado federal do Partido dos Trabalhadores (PT), foi afastado das funções de sacerdote pela Arquidiocese do Estado de Paraíba, por defender o aborto e o uso de preservativos (…) A polémica surgiu depois de Couto se declarar favorável ao uso de preservativos e criticar a intolerância e a discriminação dos homossexuais, em entrevista publicada pelo jornal de Paraíba O Norte.» [IOL Diário]
O arcebispo de Paraíba, em relação ao caso, afirmou «Lamentavelmente, declarações sumárias e ambíguas a respeito do uso de preservativos, união de homossexuais são posições diametralmente contrárias à orientação oficial do Vaticano. Isso é intolerável»
É ainda dito que «o padre-deputado pode voltar a exercer a função de sacerdote, desde que se retrate publicamente das declarações feitas na entrevista» (curiosamente o verbo “retratar” tem sido usado nos últimos tempos, relembrando a polémica do bispo negacionista).
O partido a que o padre pertence manifestou solidariedade e classificou de intolerante a atitude da hierarquia católica: «demonstra uma intolerância afeita aos tempos do obscurantismo e em dissonância com os avanços da sociedade contemporânea e da própria Igreja».
E o padre Couto afirmou… Que a atitude do Vaticano em relação ao preservativo é um «sinal de atraso» e que se devem «apoiar as mulheres que interrompem a gravidez» (apesar de se opor ao aborto).
O que é que se esperava de uma instituição que se mantém irredutível e ortodoxa em relação a estas temáticas?
O que é que se esperava de uma instituição que oculta crimes de pedofilia sem expulsar ou excomungar os responsáveis, mas onde a mínima coisa que envolva os “temas fracturantes” é motivo para a sua reacção instantânea e dilaceradora?
Mas nem tudo é mau, pois este tipo de atitudes apenas contribui para uma coisa, que é…
Afastar mais crentes da Igreja!
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