Não resisti a pegar de novo no tema de Fátima, pois em breve chegará às salas de cinema (mais) um filme sobre o milagre dos pastorinhos (notícia da Ecclesia e onde se pode ver o trailer).
Depois do documentário publicitado neste espaço por mim no ano passado, chega-nos agora “The 13th Day“, da autoria de Ian e Dominic Higgins.
Fátima aparece numa altura em que a igreja sofria “perseguições”, que é como quem diz, perda de direitos, afastamento das mais variadas esferas do Estado e mesmo expropriações, na sequência da revolução de 1910. Ao mesmo tempo emergia o comunismo “ateu” em terras da Rússia, algo que preocupou imenso a classe clerical e a primeira grande guerra atingia o seu auge. Entretanto surgiu um regime político cujos instrumentos de distracção do povo incluiram os três “Fs” (uma maneira de dizer You’ll scratch my back, I’ll scratch yours).
Gostaria de ver um documentário imparcial sobre o fenómeno. E seria engraçado se encontrassem alguma das testemunhas que tenha presenciado a alucinação colectiva mas sem ter visto efectivamente nada (uma maneira de dizer alguém que não viu o que os outros quiseram ver), ou então alguém que tenha “visto” mas que entretanto (ou tardiamente) se apercebeu da histeria.
A não perder nas salas de cinema, cinema fantástico inspirado em factos reais!
PS: Uma tese bem mais interessante sobre esta questão de Fátima pode ser vista aqui.
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Rui
Conheces o livro, Fátima e a Ciência, de Fernando Fernandes,Joaquim Fernandes e Raul Berenguel ?Se já o lês-te, em que parte do livro é que se diz que o que se passou em Fátima, se deveu a um fenómeno de alucinação ou histeria colectiva?
Ilídio Barros,
Não conheço o livro (mas obrigado pela sugestão).
Fenómenos como este parecem fruto não do que as pessoas efectivamente vêem, mas sim do que querem ver. Às vezes basta meia dúzia dizer que vêem para que tal alastre em cadeia aos outros.
Juntam-se vários factores, tempos difíceis, povo iletrado…
Rui,
Totalmente de acordo consigo, porém e como já disse Richard Dawkins, no seu livro “A Desilusão de Deus”:
“visões experienciadas por grandes massas, como o relato de que 70 000 peregrinos em Fátima viram o Sol «rasgar os céus e abater-se sobre a multidão», em 1917, são mais difíceis de descartar”
Um abraço!
Quando não se sabe explicar, inventa-se o fenómeno da alucinação colectiva… Será racional explicar o fenómeno como alucinação conjunta de milhares de pessoas? Não. Só quem quer acreditar nisso…
Sim, Ricardo Sá. Uma tia-avó minha esteve presente no local. O que os ateus ainda não perceberam é que tudo pode ser justificado com alucinação colectiva. É pena não continuarem a haver alucinações colectivas com tantas pessoas, foi só naquele dia….Já que a igreja está a perder influência a um ritmo alucinante, porque é que não inventam outro milagre ?
Várias teses podem ser desenvolvidas. Eu aposto na psicologia de massas. Algo que pegou e alastrou, como uma doença.
E inventar novos milagres está cada vez mais difícil, pois agora o povo é um nadinha mais educado…
João Ribeiro a 1 Março, 2009 às 3:32 pm, disse: “Uma tia-avó minha esteve presente no local. ”
Não querendo de modo algum invadir-lhe a esfera pessoal, seria possível colocar aqui um relato de como ela descreveu o fenómeno?
“E inventar novos milagres está cada vez mais difícil, pois agora o povo é um nadinha mais educado…”
É que é mesmo só um nadinha…pelo que não faria diferença absolutamente nenhuma. E já agora acha que a igreja ia-se arriscar submeter-se ao ridículo? Porque Fátima não foi notícia só em Portugal…mesmo que o povo português fosse ignorante.. há outros lá fora.
Eu não a conheci pessoalmente, só o que a minha avó contou. Falou do sol a andar à roda e de aparição de figuras religiosas. E ela dizia que não estava maluca, portanto tinha a noção que o que ela contava não era fácil de acreditar.
Mas os que estavam lá fora não me parece que tenham presenciado o milagre. Apenas apanharam a onda…
E no início a igreja não se quis submeter ao ridículo. Apenas o fez quando viu que podia tirar alguns dividendos do suposto “milagre”.
Só quis dizer que a igreja, quando “inventa” estas coisas inventa para o mundo inteiro. E para países com o nível de educação muito superior ao nosso.
O facto de a igreja não aceitar imediatamente o milagre, tem a haver com o facto dos crentes também terem espírito crítico.
Ver o Sol «rasgar os céus e abater-se sobre a multidão» é muito fácil : é o efeito alucinatório de se olhar fixamente para o Sol, sem protecção, durante algum tempo (o que não recomendo, porque provoca lesões na vista).
Tendo em atenção o nível cultural de então dessas “testemunhas, começando umas pessoas a ter “visões” sob tal efeito e chamando outras a fazer o mesmo … e lá temos explicada a “alucinação colectiva” !
A questão é: o que quer que tenham visto, alucinação ou não, foi intervenção divina? Foi Nossa Senhora?!
Isto faz-me lembrar a idolatria dos aviões em algumas sociedades tribais contemporâneas. Os aviões são manifestação do divino como o foi o dito fenómeno do sol…
Gostaria de salientar ao Rui Janeiro, que a revolução comunista ( por assim dizer), só teve lugar em finais de 1917. É altamente improvável, que o clero de Portugal se preocupasse em 1910 com esse assunto, em pânico, como o senhor disse e muito bem com a sua “degradada” posição interna. Quanto aos ” videntes”, nem em 1910, nem nunca tiveram o mais ligeiro vislumbre do que era a cena política internacional. Havia o hábito de fazer perguntas à Lúcia sobre os assuntos mais variados. As respostas, por vezes eram preocupantes para os mentores da iniciativa e tiveram de ser “lavadas” posteriormente por vários autores fatimistas que publicaram fantasiosas obras, mais de acordo com o futuro estatuto de estrelas do firmamento celeste dos ” videntes”. Provavelmente, foi devido à incómoda tendência para a ficção da Lúcia, que ela foi sequestrada e tirada da circulação para não comprometer tão interessante e lucrativo “acontecimento”.
Cumprimentos
Manuel Freire
Caro Manuel Freire,
E o mais engraçado é que as revelações dos segredos apareceram com vinte e dois anos de atraso…
Cumprimentos,
RJ
Victor,
Já ouviste falar no Drº José Maria de Proença de Almeida Garret?
Um abraço!
Caro Rui Janeiro,
A questão dos ” segredos”, foi uma das maiores alhadas em que a Lúcia meteu a história de Fátima e se meteu
a ela mesma, ao se apresentar como desmiolada no falar e perigosa nas afirmações que punha na boca da ” aparição”. Dá um ar de grande cumplicidade com a suposta visão, partihar segredos. Dá “crédito” à “vidente” ser depositária de assuntos de, imagina-se, tão grande importância, mas o pior é quando o ” segredo” é revelado,
Mas vejamos realmente a história do segredo, sim, porque de início, ou seja em 1917, era de um só segredo, mas com três partes, que se tratava.
O cónego Nunes Formigão, que em 1927, com o pseudónimo ” Visconde de Montelo” haveria de escrever uma das muitas obras de enfabulação fatimista, entrevistou a Lúcia em 1917, em Setembro. Na ocasião, perguntou-lhe se era verdade que a ” senhora” lhe tinha revelado um segredo. Lúcia respondeu afirmativamente. Inquirida sobre a quem dizia respeito o dito segredo. Lúcia, afirmou que só tinha a ver com eles ( ela e os primos),
Nesse diálogo retratado em ” As grandes maravilhas de Fátima”, Lúcia diz ainda, que se o povo conhecesse o seu conteúdo ficava na mesma. Vinte anos mais tarde, afirma ao escritor Antero de Figueiredo ( Fátima), que ninguém na terra tem poder para a fazer revelar o segredo. No entanto, e apesar disso, já com a “vidente” posta de lado, começam a aparecer a partir de 1942 alusões explícitas ao ” segredo”, tranformado em três ” segredos”. O primeiro, segundo ” Jacinta”, que já não estava viva para desmentir a suas supostas afirmações, foi a vista do inferno, coisa que não se percebe bem o que teria de tão secreto. O segundo diz respeito a uma aurora boreal, que seria o sinal para a aniquilação da Rússia. O dito fenómeno, tinha sido visto em 1938 e portanto fazer futurologia… com acontecimentos passados não é lá muito difícil. Quanto à terceira parte do pretenso segredo, a coisa é ainda mais cómica. Em ” Fátima altar do mundo” o cónego Galamba de Oliveira, afirma que a terceira parte está na posse do bispo de Leiria, e que será aberta após a morte da vidente, ou, o mais que tardar em 1960. É claro que na altura, 1960 aparecia a uma distância segura. De facto, e com muitas peripécias pelo meio e muitas especulações que inclusivé, afirmavam o fim do mundo e o regresso de Cristo à terra, finalmente o VATICANO recebeu licença do céu ,para revelar a tão esperada terceira parte. Isto aconteceu no ano 2000 e foi então dito que o segredo, referia-se ao atentado contra o Papa João Paulo II, a 13 de Maio de 1981. Realmente é assombroso. Um segredo de 1917, revela em 2000, acontecimentos de…1981. Com este nível de precisão celeste, qualquer um faz futurologia regressiva. Nem é preciso o conhecimento divino.
Já agora e para terminar, aconselho uma visita ao site ” Católico apostólico romano”, onde, para além de um extenso texto sobre a questão escrito pelo actual Papa ( que eu aconselho vivamente a masoquistas em fase terminal), se diz o que acabei de escrever sobre a tal terceira parte,” ipsis verbis”.
Cumprimentos,
Manuel Freire
Caro Rui,
O actual Papa não afirmou em lado nenhum que a terceira parte do segredo de Fátima se referia ao atentado ao Papa João Paulo II. Não há nenhuma afirmação destas em lado nenhum, embora muitas pessoas possam ter essa convicção pessoal. Convém sermos rigorosos e objectivos nas nossas afirmações, muito mais nas nossas críticas, não te parece?
Um abraço,
Alfredo Dinis
Caro Manuel Freire,
O actual Papa não afirmou em lado nenhum que a terceira parte do segredo de Fátima se referia ao atentado ao Papa João Paulo II. Não há nenhuma afirmação destas em lado nenhum, embora muitas pessoas possam ter essa convicção pessoal. Convém sermos rigorosos e objectivos nas nossas afirmações, muito mais nas nossas críticas, não te parece?
Cordiais saudações,
Alfredo Dinis
Caro Rui,
Peço desculpa pelo lapso. Não era a ti que me queria dirigir mas ao Manuel Freire.
Cordiais saudações,
Alfredo Dinis
Caro Alfredo Dinis,
Nunca disse no meu comentário que tinha sido o actual papa a afirmar que a terceira parte do ” segredo” de Fátima era o atentado contra João Paulo II, a 13 de maio de 1981. O que eu disse é que tinha sido o Vaticano a afirmá-lo. Não sei se dá algum crédito ao “site” Católico Apostólico Romano, mas se dá, vá lá ver se não está lá essa afirmação com todas as letras.
No entanto, e ainda no mesmo “site” e na mesma página, o Cardeal Joseph Ratzinger, na altura prefeito para a congregação dos santos , afirmou:
– Não era razoável que o santo padre, quando depois do atentado de 13 de maio de 1981, mandou trazer o texto da terceira parte do ” segredo” tivesse lá identificado o seu próprio destino?
Se era razoável ou não cada um responda por si. Mas, segundo este escrito de alguém muito próximo de João Paulo II, foi o próprio papa que achou que a terceira parte do tal “segredo” dizia respeito ao atentado à sua vida. O “site” Católico Apostólico Romano, não faz mais do que fazer eco dessa afirmação. Aliás, a 26 de junho de 2000, e oficializando tudo isto, o Vaticano, distribuíu um comunicado, com a assinatura do cardeal Angelo Sodano, chefe da secretaria do Vaticano, onde tudo o que acabei de dizer é afirmado com a maior clareza.
O texto do Cardeal Ratzinger sobre os “segredos” de Fátima a que faço referência no “site” Católico Apostólico Romano, é um delírio fantasioso do princípio ao fim que faz J.K.Rowling ( autora de Harry Potter) parecer uma principiante na arte da enfabulação.
Mais ainda, faz tábua rasa de tudo o se sabe, e que eu já referi em escritos anteriores, nos quais Lúcia Marta diz taxativamente que os ” segredos” dizem respeito apenas, aos três pastores.
Não sei se isto lhe chega quanto a rigor e objectividade, mas faço minhas as suas palavras e convido-o a apresentar de uma forma rigorosa e objectiva, argumentos em contrário.
Cordiais saudações,
Manuel Freire
Caro Manuel Freire,
O que me diz não chega para fundamentar a sua tese de que o Vaticano reconhece oficialmente que a terceira parte do segredo de Fátima se refere ao atentado ao Papa João Paulo II. Mesmo que ele próprio estivesse convencido disso. Mesmo que Ratzinger pensasse que esse convencimento é razoável. Mesmo que todos os católicos pensem que esse convencimento é razoável, e que o facto de o atentado ao Papa João Paulo II ter acontecido no dia 13 de Maio é praticamente um sinal do céu de que a terceira parte do segredo de Fátima se referia ao atentado ao Papa João Paulo II.
Nada disto é suficiente para fundamentar a tese de que é esta a posição oficial do Vaticano. Não é esta a posição oficial do Vaticano nem nunca será, pode crer.
Saudações,
Alfredo Dinis
Caro Alfredo Dinis,
A “minha tese” de que o Vaticano reconhece oficialmente que a terceira parte do “segredo” se refere ao atentado a o papa João Paulo II, nem é tese nem é minha. São documentos oficiais da Igreja que o afirmam. Quais, leia os meus escritos anteriores.
Nem mais.
A minha tese é outra e pode crer que há muitos documentos, para além do bom-senso que a provam. Mas isso não está de momento em causa.
Depreendo do que diz, que não acredita naquilo que o Vaticano diz nos seus orgão oficiais e oficiosos. Nem na opinião do falecido papa João Paulo II. É consigo. Pode crer que está bem acompanhado. De qualquer forma, só gostaria de lhe dizer que a sua objectividade, de que, segundo o senhor eu sofro da falta, é apenas … subjectividade. Subjectividade, que depende do sujeito. Realmente, não o vi concretizar nada. E realmente, não tem nada para concretizar, uma vez que o senhor apenas expressou opiniões, pontos de vista, nada de concreto.
Já agora, veja se consegue apresentar erros nas minhas afirmações, ou mesmo inexactidões. Em que é que eu fui pouco rigoroso?
Cordiais saudações,
Manuel Freire
Caro Manuel Freire,
Afirma: “Realmente, não o vi concretizar nada”
Realmente eu não tenho nada a concretizar porque nada há a concretizar. Eu não posso concretizar um ‘documento-não-existente’, um ‘ser poss«ivel’ que não é, po rsua natureza, concretizável. Quem diz que existe um documento real e oficial a dizer que o Vaticano aplica a terceira parte do segredo de Fátima ao Papa João Paulo II é o Manuel Freire. Não basta dizer vagamente que está no site do Vaticano. Se está lá, vá lá copiá-lo e publique-o aqui. A isto eu chamo objectividade e rigor. Pode ser?
Saudações,
Alfredo Dinis
O silêncio é o mestre dos mestres, pois ensina sem falar!
“Quando não se sabe explicar, inventa-se o fenómeno da alucinação colectiva… Será racional explicar o fenómeno como alucinação conjunta de milhares de pessoas? Não. Só quem quer acreditar nisso…”
Quando não se sabe explicar, inventa-se que foi Deus. Já os Gregos quando não tinham explicações para os relâmpagos diziam que era Zeus que estava chateado.
Lá por não termos uma explicação, não quer dizer que foi Deus que decidiu andar a brincar com o sol. Se calhar foi Nossa Senhora, parece que já tem poderes sobrenaturais para mexer com as leis da física. Parece que Deus não é o único ser Omnipotente.
Ou então foi histeria de massas, afinal existe tanta prova ser isso como existe para ter sido Deus a provocar o evento. Ou então foi outro acontecimento natural como uma nuvem de pó, uma teoria já avançada por vários pessoas.
Ou ainda qualquer acontecimento para o qual ainda não temos explicação…
Caro Alfredo Dinis,
Vou-lhe dar mais alguns pormenores sobre o documento a que faço referência:
Foi posto a circular e distribuído em seis línguas pelo Vaticano através do seu chefe da secretaria, cardeal Angelo Sodano, acompanhado de uma cópia de um suposto original de Lúcia Marto. Isto passou-se a 26 de Junho de 2000. E não pense que não teve o devido destaque. A imprensa de quase todo o Mundo fez eco desse texto, alguma com comentários bastante irónicos, para não dizer mais. Como se isso não chegasse, o cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a doutrina da fé, revelou o texto ao vivo na televisão italiana.
A revelação do “terceiro segredo”, fez corar de vergonha muitos católicos, abismados por tão grande desfaçatez. Quanto aos ateus, mesmo os mais habituados ao trapezismo mental da Igreja, ficaram de boca aberta com a “explicação” apresentada. Realmente, desvendar no ano 2000, um suposto segredo de 1917, que se referia a acontecimentos de … 1981, mostra uma arterioesclerose mental num estado muito adiantado e uma enorme falta de respeito pelos crentes, que não mereciam tão grande enxovalho e que já tinham esquecido ( se é que o conheciam) o caricato episódio da aurora boreal, a que fiz referência num outro comentário.
Eu já percebi que o senhor não quer ser esclarecido. Qualquer um que estivesse nessa posição, usaria as pistas que lhe dei, estudaria os documentos ( muitos estão ao dispôr de qualquer um na internet) e depois falaria, ou ficaria calado, esmagado pelo peso da incómoda verdade. Consequentemente, ponho aqui ponto final no assunto.
Cordiais saudações,
Manuel Freire
Quando não se sabe explicar, inventa-se o fenómeno da alucinação colectiva… Será racional explicar o fenómeno como alucinação conjunta de milhares de pessoas? Não. Só quem quer acreditar nisso…”
Quando não se sabe explicar, inventa-se que foi Deus. Já os Gregos quando não tinham explicações para os relâmpagos diziam que era Zeus que estava chateado
Gostaria de saber, na sua visão, quais as explicações coerentes sobre as milhões de curas consideradas impossíveis e sem justificativas pela ciência.
Se todos procurassem seguir a vida e os ensinamentos de Cristo, da forma como realmente ele nos pede, não tenho dúvidas de que teríamos um mundo melhor. Infelizmente, os homens são falíveis, portanto a Igreja é falível, as religiões são falíveis. A culpa não é da religião, da Bíblia e sim dos homens que não põem em prática os ensinamentos. É o mesmo que se colocar a culpa na política e não nos políticos. Quanto à questão do ateísmo, cada um tem o livre arbítrio de optar pelo caminho de sua escolha. Se DEUS realmente não existir, nada nos acontecerá após a morte. Mas e se ele realmente existir? Lendo a bíblia os ateus saberão o que lhes reserva. Qual seu pensamento a isso?
“Se DEUS realmente não existir, nada nos acontecerá após a morte. Mas e se ele realmente existir? Lendo a bíblia os ateus saberão o que lhes reserva. Qual seu pensamento a isso?”
Que parte da Bíblia? Acho que o menino só deve ter lido alguns capítulos porque “a” Bíblia diz muita coisa – e coisas antagónicas – acerca do que acontece depois da morte.
A ignorância dos crentes em relação ao “seu” livro é deveras confrangedor…
Calma caro Lucas Samuel (nomes bíblicos, que feliz coincidência!!)!! Quem realmente lê ou leu a bíblia sabe bem a que me referi. Diversas são as passagens do livro sagrado que mostra o destino cruel para aqueles que não crêem em DEUS. Para se discutir sobre determinado assunto faz-se necessário no mínimo conhecê-lo. Aliás, você não me respondeu qual sua opinião sobre as milhares de curas que a ciência não consegue explicar. Ah, obrigado pelo menino!! Quero ver essa sua marra é num momento de dor e sofrimento. Se amar a vida, as pessoas, ao próximo, consequência do amor maior a DEUS tudo isso for ignorância, serei um eterno ignorante, pelo menos se as palavras da bíblia se confirmarem, terei meu sofrimento amenizado!! JESUS TE AMA LUCAS SAMUEL!!
Caro Lucas, esqueci de perguntar a você o significado da palavra CONFRANGEDOR. Procurei no Aurélio e não encontrei amigo. Abraço!!
confrangedor, de confranger – moer; antormentar; angustiar
Rocha,
“qual sua opinião sobre as milhares de curas que a ciência não consegue explicar”
Sobre essas curas, não sei. Mas no seu caso já fiz o diagnostico, e digo-lhe agora qual é o tratamento a seguir:
1. Nada de televisão. (Sobretudo nada de novelas Brasileiras)
2. Deixe de frequentar a IURD
3. Um curso de verão sobre lógica e pensamento racional. (vai ver que isto até lhe dá jeito para o dia-a-dia)
Oh Rocha, meu amigo! É confrangedor que não saibas o que é “confrangedor”!
Contudo, tens desculpa para isso – afinal, quem utiliza um dicionário com nome de “Aurélio”, não pode esperar aumentar muito o seu léxico. Ora, como muito bem referiu o Taylor (que deve ter um dicionário melhor que o teu: provavelmente o “Tibúrcio”), “confrangedor, de confranger – moer; atormentar; angustiar”.
“Diversas são as passagens do livro sagrado que mostra o destino cruel para aqueles que não crêem em DEUS”
Ah! Seria bom começarmos pelo Livro de Eclesiastes (3:19-21):
“Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade. Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó”
Como ateu, não poderia estar mais de acordo! Portanto…se consideras “destino cruel” servir de comida para minhoca, bem…se calhar até pode ser! Eheheheh…
A MINHOCA TE AMA ROCHA!
Realmente as curas NÃO são inexplicáveis, apenas há umas explicações melhores que outras; e ter deus como explicação só levanta mais problemas. Até porque se você apresentar os factos a qualquer médico investigador ou cientista digno da profissão que carrega estes irão apresentar uma resposta baseando-se nas evidências que têm, utilizando a razão e lógica que tão bem funciona para a evolução intelectual humana. E tal como a história demonstra, estas acabam por prevalecer. E porquê? Porque é verdade…
PS. Na verdade Sr.Lucas, ou meu dicionário é o “Aurélio 2ªed”
(que raio de nomes dão ás coisas!). Provavelmente o Sr.Rocha terá que começar a parar noutras livrarias. Será que estamos a falar com o mítico humorista Fernando Rocha? Logo o nome “Tibúrcio” para o dicionário? (deveras engraçado…)
Rocha,
Cometário 28: “Gostaria de saber, na sua visão, quais as explicações coerentes sobre as milhões de curas consideradas impossíveis e sem justificativas pela ciência.”
Comentário 30: “Aliás, você não me respondeu qual sua opinião sobre as milhares de curas que a ciência não consegue explicar”
Em dois dias alguns milhões de curas foram explicadas ou apenas imagina a quantidade na sua cabeça? Depois, se uma cura não é explicada agora atribui-se-lhe a qualidade de “milagre”, mas entretanto explica-se daqui a umas décadas- em que ficamos?
E ainda me espanta o facto de tanta gente ainda usar argumentação “pascaliana”, uma faca de dois gumes…
RJ
Rui,
Utilizando o principio da navalha de Occam, depreendo que o Rocha (aparentemente primo da pêra) não sabe a diferença entre milhares e milhões.
Tudo estaria bem se esse lapso fosse um caso isolado. Receio no entanto que naquela pêra, quero dizer… cabeça, existam lapsos, e confusões ainda maiores.
Mas parece que alguém o ama. Nem tudo está perdido
Realmente pelo menos senso de humor vocês o têm. Até mesmo os grandes cientistas reconhecem ser muito grande a possibilidade da existência de DEUS. E os milagres turma, vocês aceitando ou não, acontecem!! Infelizmente as pessoas só procuram a DEUS pela dor (grande maioria) ou pelo amor. Espero que vocês não precisem passar por nenhuma vicissitude para apelarem a DEUS!! Na hora do sufoco, todo ateu apela para DEUS hehe!! DEUS os abençoe, amem e sejam bem amados da mesma forma que o sou!!! O Senhor é meu pastor, nada me faltará…
Acabaram-se os argumentos que tornam necessário o recurso a essa retórica?
O Rui,vai ler Francis Collins
Eu sei que não sou o Rui para quem foi dirigida a sugestão, mateus.
Em qualquer caso, Francis Collins só prova uma coisa: Que é possível ser inteligente e ao mesmo tempo cego.
Podíamos fazer uma lista infindável de gente assim.
O único efeito que essa lista tem sobre mim, é a de me provocar tristeza.
Tristeza por haver tanta gente com tanto potencial, que acaba se deixar atolar no misticismo. por desespero, por falta de coragem, ou por pressão dos seus pares.
O Francis Collins tem todo o direito a expor as suas ideias. Claro que mais parece algo arrependido dos anos que passou como ateu, procurando através das suas teorias ver se ainda vai a tempo de conseguir um lugar no céu.
Mas ainda tem as suas virtudes, nomeadamente no que toca ao intelligent design…
Rui,
“Em qualquer caso, Francis Collins só prova uma coisa: Que é possível ser inteligente e ao mesmo tempo cego.
Podíamos fazer uma lista infindável de gente assim”.
Não te esqueças de lá incluir o frade Franciscano!
Um abraço.
Rui Rodrigues,
“Em qualquer caso, Francis Collins só prova uma coisa: Que é possível ser inteligente e ao mesmo tempo cego”.
O acaso que o diga! tem todo o direito de pensar assim,nos pensamos o mesmo em relaçao a voces.
Ilidio,
Nao te esquecas de mencionar Sao Paulo,o maior propagador do cristianismo,meu santo e poeta predileto
mateus,
“Nao te esquecas de mencionar Sao Paulo,o maior propagador do cristianismo,meu santo e poeta predileto”
Aqui tens: http://www.santuario-fatima.pt/portal/index.php?id=13872
Um abraço.
Rocha,
“Quero ver essa sua marra é num momento de dor e sofrimento”
Espero, para bem de todos nós, que o peso da nossa “cruz”, não coincida com o peso da “cruz” de Cristo!
Cumprimentos.
http://www.santuario-fatima.pt/portal/index.php?id=13872
???
Obrigado Ilídio Barros por nos fazeres ver a forma falaciosa e disparatada como se pretende ensinar “história” do cristianismo em Portugal.
Se tudo isto se transpuser para as aulas de EMRC, estamos não só a falar de injustiça nos concursos de professores, mas também, de ignorância histórica impressa no programa de uma disciplina!
Dose dupla!
Paulo, o masoquista… O verdadeiro fundador do cristianismo.
Lucas Samuel,
“Obrigado Ilídio Barros por nos fazeres ver a forma falaciosa e disparatada como se pretende ensinar “história” do cristianismo em Portugal”.
Respeito a tua opinião, porém, penso de maneira diferente!
“…estamos não só a falar de injustiça nos concursos de professores…”.
Penso que te referes ao facto de um docente de EMRC não se sujeitar a concurso público, quando se trata de leccionar uma outra disciplina que não a de religião e moral. Se é a isto que te referes, também acho esta situação pouco ética. Estamos, portanto, de acordo!
Um abraço.