Com este artigo damos início a mais uma secção aqui no Portal Ateu. Nela pretendemos divulgar obras de divulgação ou ficção ligadas ao ateísmo ou que consideremos relevantes para a sua sustentação. Poderemos também divulgar outros tipos de expressões artísticas relacionadas com o ateísmo ou que se limitem simplesmente a interpretar o fenómeno religioso de formas alternativas.
Para iniciar esta secção optámos por listar uma série de livros importantes que recomendamos a qualquer ateu que se preze. Nos emails que recebemos, esta é uma das questões que mais vezes nos é colocada: Quais os livros que posso ler para melhor entender o ateísmo?
Esta lista poderá ir sendo actualizada ao longo do tempo e não está organizada por nenhum critério específico. Alguns destes livros não são declaradamente sobre ateísmo, mas abordam questões importantes para a sua interpretação como sendo a história das religiões, ética e moral, filosofia, etc…
Boas leituras!
História do Ateísmo
Autor: George Minois
Editora: Editorial Teorema
Quebrar o feitiço – A religião como fenómeno natural
Autor: Daniel C. Dennet
Editora: Esfera do Caos
Tratado de Ateologia
Autor: Michel Onfray
Editora: Edições Asa
A Desilusão de Deus
Autor: Richard Dawkins
Editora: Casa das Letras
O Anti-Cristo
Autor: Frederico Nietzsche
Editora: Guimarães Editores
O Fim da Fé – Religião, Terrorismo e o Futuro da Razão
Autor: Sam Harris
Editora: Tinta da China
Em que crê quem não crê? – Diálogo sobre a ética no final do milénio
Autores: Umberto Eco / Carlo Maria Martini
Editora: Gráfica de Coimbra
Deus não é Grande – Como a religião envenena tudo
Autor: Christopher Hitchens
Editora: Dom Quixote
Ética Prática
Autor: Peter Singer
Editora: Gradiva
Religião – Tudo o que é preciso saber
Autor: Karl-Heinz Ohlig
Editora: Casa das Letras
Elementos de Filosofia Moral
Autor: James Rachels
Editora: Gradiva
Deus e os Filósofos
Autor: Keith Ward
Editora: Estrela Polar
Mentiras Fundamentais da Igreja Católica
Autor: Pepe Rodríguez
Editora: Terramar
A Bíblia
Autor: Desconhecido
Editora: Várias
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Bons dias!
É uma lista bastante interessante e variada. Dos livros aconselhados, apenas li a “Desilusão de Deus”, o “Quebrar o Feitiço” e o “Tratado de Ateologia”. Tenho de procurar ler o resto. (Minto. Também já li algumas partes da Bíblia
)
Pessoalmente, considero que “Um Mundo Infestado de Demónios- A Ciência como uma Vela na Escuridão”, de Carl Sagan, editado pela Gradiva, é também um livro de muito interesse para qualquer ateu e naturalista.
Embora não seja sobre ateísmo , versa sobre a necessidade do cepticismo e da Ciência na luta contra a superstição. Foi um dos livros essenciais ( assim como a “Desilusão de Deus”) para a minha libertação de todas as superstições. É simplesmente fantástico.
Ouvi também falar de um livro que me despertou interesse, chamado “Sense and Goodness without God: A Defense of Metaphysical Naturalism” de Richard Carrier. Infelizmente não está distribuído em Portugal, e é um pouco caro para o meu bolso na Amazon.Se alguém leu, poderia, por favor, dizer-me se vale a pena? Muito Obrigado e desculpem o incómodo.
Excelente ideia esta, Helder – e bastante construtiva.
Indo na mesma onda que tu, não queria deixar de dar o meu contributo bibliográfico para ver se começamos a agitar o marasmo intelectual deste povo anestesiado. O que eu proponho são leituras REALMENTE inteligentes que não tem nada a ver com os “livros-lixo” referenciados por alguns militantes anti-abeto (G.K. Chesterton? Ahahahahahah!)
Esta lista foi retirada do site de Robert Price que é, hoje em dia (e para mim, obviamente), a autoridade máxima em estudos bíblicos.
A lista que eu vou dar, deveria ser classificada como LEITURA DE INTERESSE PÚBLICO (ou seja, leitura não só destinada ao ateu ou ao interessado em história das religiões, mas a qualquer português que saiba de inglês técnico tão bem como o José Sócrates). Então aqui vai:
http://www.robertmprice.mindvendor.com/study_list.htm
Leiam e ACORDEM!
Há um livro de autores portugueses que, penso, tem passado um pouco despercebido:
“Evolução e Criacionismo, uma Relação Impossível”
Edições Quasi, 2007
Coordenação de Augusta Gaspar com a colaboração de Teresa Avelar, Octávio Mateus e Frederico Almada.
Não esqueçamos o “grande” Bertrand Russel e o recomendadíssimo “Porque não sou Cristão”, Brasília Editora, 1970 (a edição que tenho é um bocado antiga).
Caro Lucas,
Obrigado por esta excelente lista de livros. Alguns já me tinham sido recomendados pelos meus professores de teologia, nos anos 80.
Cordiais saudações,
Alfredo Dinis
Vejam algumas das dezenas de mitologias que o Lisandro Hubris derruba no e-book Lampejos de Reflexões Mitológicas, e que pode ser lido grátis via Internet.
Pois hoje em dia, com o simples esforço de ser o e-book do Lisandro Hubris, em minutos você reformulará dezenas de mentiras que há milhares de anos vem parasitando a mente dos místicos.
Veja porque é mentira que:
A Torah foi traduzido em 72 dias, por 72 sábios.
O ufanista Josué teria detido o Sol.
A “Trindade cristã” é uma crendice.
Nero não responsabilizou os cristãos
Jesus é um “Frankenstein” religioso.
No Inicio os vegetais não produziam frutas!
A expulsão dos hiksos virou o Êxodo bíblico.
A “Virgem Maria” é só uma aculturação de SEMÍRAMIS.
O “Sinal da Cruz” teve origem na Babilônia
Jesus foi um bastardo e não o prometido Messias.
O “recenseamento cristão” é um engodo
A Páscoa cristã plagiou a lenda da Deusa Ostera
As muralhas de Jericó foram construídas e derrubadas milhares de anos depois…
http://www.4shared.com/file/79827483/933a5465/Lampejos_de_Reflexes_Mitolgicas__Livro_Atesta_de_Lisandro_Hubris_.html
Caro Lisandro,
Li as primeiras dezenas de páginas do seu livro e fiquei admirado de o Lisandro parecer ignorar todas as mudanças de interpretação da Bíblia, por exemplo, sobre a criação de Adão e Eva, do paraíso terrestre, etc., que se têm verificado entre os cristãos a partir do século XIX. A interpretação literal do Génesis e de muitas outros textos bíblicos já foi há muito tempo substituida por uma interpretação metafórica e alegórica, tendo em conta o progresso que se fez no conhecimento histórico e cultural de povos e textos não hebreus. Pode crer que nada do que li até agora foi para mim novidade, nem me deixou preocupado ou assustado.
Sou crente, cristão, interesso-me por ciência – biologisa, física, astronomia, neurociências – e isso não contradiz nada daquilo em que acredito.
Cordiais saudações,
Alfredo Dinis
Não tens nada que agradecer Alfredo:
Aguardo que saias depressa do “dark side of the Force”!
Eheheheheh
Excelente lista de livros, alguns dos quais tive a sorte e o prazer de ler, no entanto gostaria de recomendar aos amigos deste Portal, um que eu já anteriormente me referi, mas que ficará decerto melhor aqui neste artigo:
O Livro Negro do Cristianismo – Dois Mil Anos de Crimes em Nome de Deus
Autores: Jacopo Fo, Sérgio Tomat, Laura Malucelli
Editora: Não Conheço Nenhuma em Portugal, mas este livro encontra-se em download gratuito em diversos sites, basta usar o Google.
Acho a lista muito boa, e resume obras importantes para o ateísmo moderno e contemporâneo.
Não conheço todas as obras, e possivelmente teria mais a protestar, mas para já deixo só um protesto…
Não entende o que faz na lista o livro do aldrabão do Pepe Rodriguez.
Não se trata de discordância: discordo radicalmente de tudo o que o Peter Singer escreve, por exemplo, mas é um autor de inegável honestidade intelectual.
O Pepe é um mentirosozeco, um vígaro, um troca-tintas, um tipo sem espinha.
Aliás, o título da obra já fala por si. Mas não há capítulo do seu livreco onde ele não meta a pata na poça. Está quase tudo errado, no livro dele.
Se o Helder discordar desta minha afirmação, podemos fazer o seguinte: faz-se um post com os capítulos todos do livreco do Pepe, e eu comento capítulo a capítulo.
Um abraço,
Bernardo
BERNARDO disse:
“Não entende o que faz na lista o livro do aldrabão do Pepe Rodriguez.(…)
O Pepe é um mentirosozeco, um vígaro, um troca-tintas, um tipo sem espinha.
Aliás, o título da obra já fala por si. Mas não há capítulo do seu livreco onde ele não meta a pata na poça. Está quase tudo errado, no livro dele.
Se o Helder discordar desta minha afirmação, podemos fazer o seguinte: faz-se um post com os capítulos todos do livreco do Pepe, e eu comento capítulo a capítulo.”
Não vai ser preciso capítulo a capítulo…porque devem bastar, por exemplo, 3…
Ora, vamos a eles:
Cap. III: “O nascimento prodigioso de Jesus: uma narrativa mítica que se encontra em contradição com a maior parte do Novo Testamento”
Cap. VIII: “Jesus nunca instituiu – nem teve a intenção de instituir – uma nova religião ou Igreja, fosse ela católica ou sequer cristã.”
Cap. XII: “Jesus nos Evangelhos, preconizou a igualdade de direitos da mulher, o que não impediu que a Igreja Católica se transformasse numa instituição que a marginaliza social e religiosamente.”…
…E veremos quem é o “mentirosozeco”, o “vígaro”, o “troca-tintas”, o “tipo sem espinha” e o … “aldrabão”…
O que eu gosto no João Pedro Moura é o seu optimismo.
Como há-de imaginar, caro João Pedro, eu não diria tais coisas sobre o Pepe se não lhe conhecesse, não só a laia, mas também a obra.
Não há uma só linha por ele escrita que me meta medo, e por uma razão simples: as mentiras não metem medo, apenas as verdades.
O Pepe representa um tipo de crítica do mais sujo e rasca que se tem feito contra a Igreja, e cujo combustível é a ignorância.
Antes de partirmos para a justificação das minhas palavras (coisa fácil, mas laboriosa), queria esmiuçar um pouco mais as “teses” do Pepe nas quais o João Pedro Moura depositou a sua total confiança (sabe-se lá porquê).
Capítulo III:
Estaremos, julgo eu, a falar do nascimento de Cristo a uma virgem? É esse o sentido do termo “mítica”?
É o nascimento virginal de Cristo que o Pepe diz estar “em contradição” com o Novo Testamento?
Responda só, João Pedro: é isto?
Se for, é fácil explicar a asneira.
Se existirem outros aspectos “míticos” que queira que eu aborde, refira-os, por favor, de forma enumerada, objectiva e clara. A frase que citou é inatacável, porque “narrativa mítica” é uma expressão impossível de trabalhar.
Capítulo VIII: Jesus nunca quis instituir uma Igreja, patati, patatá, etc…
Esta, por acaso, é clara, e fácil de explicar.
Capítulo XII: Jesus preconizou “igualdade de direitos” da mulher, o que não impediu, patati, patatá, etc, etc…
É isto?
Se bem percebi, Jesus seria um combatente pela igualdade dos direitos da mulher, e depois, a Igreja borrifou-se para o Seu ensinamento, e decidiu marginalizar a mulher, certo?
É esta a “tese”?
É só porque é importante balizar as questões, antes de as criticar como elas merecem.
Uma abordagem anticatólica típica é a de criticar a Igreja sobre pontos de vista contraditórios. Por exemplo, criticando a Igreja por ser uma religião de passividade e inacção, ao mesmo tempo que se criticam as cruzadas. E depois, criticando a Igreja porque seria supostamente machista, e ao mesmo tempo, criticar o facto de as igrejas estarem sempre todas cheias de mulheres, em larga maioria face aos homens.
É importante evitar a tentação de atacar por ter cão, e por não o ter.
Se o João Pedro Moura concordar, e não tiver nada a acrescentar, eu presumo que estas são as questões que o Pepe levanta, e que o João Pedro Moura segue fielmente, e quer agora que eu discuta.
Dê-me, por favor, luz verde para avançar. Ou então, especifique mais alguma coisa que queira especificar.
Senão, evito perder o meu tempo, antes de as questões estarem devidamente assinaladas e circunscritas.
Cumprimentos
BERNARDO disse:
“Se o João Pedro Moura concordar, e não tiver nada a acrescentar, eu presumo que estas são as questões que o Pepe levanta.”
O Bernardo, na invectiva com que se referiu ao Pepe Rodriguez, não exprimiu nenhuma condição, apodando-o logo de “aldrabão, mentirosozeco, um vígaro, um troca-tintas, um tipo sem espinha.”
Por isso, cabe ao Bernardo, na suposição de que já “balizou as questões, antes de as criticar como elas merecem”, justificar a linguagem insultuosa com que mimoseou o Pepe Rodriguez…
João Pedro Moura,
Insultuosa é a obra do Pepe.
É muito engraçado, isto… O cristão é sempre um belo saco de pancada. O “psicólogo” Pepe escreve um arrepio de aldrabices intitulado, de forma até óbvia para quem está atento, “Mentiras Fundamentais da Igreja Católica”. Logo aqui, o título já fala por si. Depois, mete pelo meio casos históricos de farsa e de embuste já bem conhecidos, mas que ainda fazem vítimas junto dos não esclarecidos, como é o caso emblemático o que o Pepe diz sobre a questão da Taxa Camarae.
Um “psicólogo” pode assim, de forma impune, escrever mentiras, fazê-las traduzir, divulgá-las, ganhar adeptos, até ao ponto de aparecer no “book roll” do Portal Ateu. Bravo!
Mas o cristão, o desgraçado do cristão, que está fartíssimo de ser exovalhado, cuspido, insultado, difamado, injustamente criticado, abusado e vilipendiado, esse é que é o mau da fita?
Tenha dó, João Pedro.
Sem tempo útil para escrever um livro de refutação contra o Pepe, ou contra TODOS os autores que decidem fazer da sua vida uma guerra anti-católica permanente, e porque já estou e estive ocupado a escrever textos de refutação contra os anti-catolicismos injustos de Dan Brown, Michael Baigent, Richard Leigh, Henry Lincoln, Margaret Starbird, Daniel Jonah Goldhagen, Susan Zucotti, John Cornwell, e sei lá mais quantos, que já perdi a conta, vou procurar este fim-de-semana algumas horas para lhe deixar aqui algumas reflexões sobre o famoso (e fumoso) texto do Pepe…
Cumprimentos
O João Pedro Moura também não parece ter a noção de que há aqui uma clara desvantagem minha face ao Pepe:
a) mentir é sempre fácil, sobretudo em matéria histórica: inventam-se uns factos, distorcem-se outros: o público, afinal de contas, não é especialista: se o leitor já não gostar da pinta da Igreja Católica, papa tudo o que lê sem criticar
b) corrigir dá um trabalho dos diabos: eu tenho uma profissão para além disto; já perdi a conta ao dinheiro que gasto na compra de livros de trampa, que me vejo forçado a ler, com vontade de rir (ou chorar) em cada página, e que me consomem horas só para esclarecer
Por exemplo, é fácil dizer que há um documento chamado Taxa Camarae no qual um Papa diz que se pode pagar para ter os pecados perdoados. Vê? Custou-me uma linha. Acrescento umas datas, refiro o nome de um Papa, e já está.
E agora? E refutar isto?
É o cabo dos trabalhos. Internet, bibliotecas, perguntas a quem sabe, leitura, muita leitura, horas de reflexão e de estudo, e depois, a compilação de um trabalho de centenas de linhas sobre a Taxa Camarae, a explicar a história da Europa naquele período, o que fazia o Papa, a sua vida, de onde vem, o que fez e o que disse, e o esclarecimento do dito documento, do que é que trata e do que é que contém. E pronto: pode-se passar ao próximo parágrafo do Pepe, e lidar com mais umas burradas…
Vê a enorme injustiça disto tudo?
Espero que veja…
Bernardo,
Não é para ser mau feitio mas quem trouxe a ideia de comentar os capítulos não foi o João Pedro Moura.
“Se o Helder discordar desta minha afirmação, podemos fazer o seguinte: faz-se um post com os capítulos todos do livreco do Pepe, e eu comento capítulo a capítulo.” Comentário 10
O João Pedro Moura tornou a coisa mais simples e no comentário 11 escreveu: “Não vai ser preciso capítulo a capítulo…porque devem bastar, por exemplo, 3…”
Eu estou curiosa, é só isso.
A mentira é uma coisa terrível que abomino. Se há mentira há sempre injustiça mas que se propôs para a tarefa hercúlea foi o Bernardo
Catarina,
Tem toda a razão no que diz.
Eu lanço-me sempre em tarefas hercúleas, para as quais muitas vezes acabo por não conseguir o tempo de que preciso.
Não estou, de forma alguma, com o meu último comentário, a lançar a culpa do tempo que vou gastar nas costas do João Pedro Moura.
Só quis deixar bem claro que há aqui uma tremenda desigualdade entre o mentiroso e o que tenta corrigir a mentira. Falo por experiência própria, porque gastei 10 anos de tempo livre na escrita de um trabalho que desmonta uma grossa mentira (http://bmotta.planetaclix.pt), e a mentira continua perfeitamente viva. E será sempre assim.
Se me estou a queixar, e desculpem-me se me queixo publicamente, é porque há aqui uma tremenda injustiça.
«A mentira é uma coisa terrível que abomino. Se há mentira há sempre injustiça mas que se propôs para a tarefa hercúlea foi o Bernardo»
Precisamente por estarmos alinhados nisto, na abominação que é mentir, é que eu me lancei na tarefa hercúlea. Por manifesta falta de tempo, vou começar por abordar os capítulos sugeridos pelo João Pedro, e juntar algumas contestações que me são mais fáceis de apresentar, porque já tenho material pronto para as rebater, enquanto que alguns dos capítulos do livro do Pepe exigem muito mais esforço para refutar.
Só queria que tivessem a noção disto: perante um livro como o do Pepe, que me causa profunda repulsa (não pelo ataque ao cristianismo, mas pelo ataque ao rigor histórico e pela sistemática violação da honestidade intelectual), eu sinto-me como aquele mosquito na colónia de naturalistas: por onde começar?
Cumprimentos,
Bernardo
BERNARDO disse:
1- “Insultuosa é a obra do Pepe.”
O Bernardo chega a ser tão fanático, na defesa estrénua do seu catolicismo, que qualquer crítica mais burilada, radical e atentatória dos fundamentos eclesiásticos, é logo transformada numa obra insultuosa!…
Estes católicos da pesada nem admitem que um autor ateu possa ser sério nas suas investigações e proposições e contrarie a doutrina oficial. Não!
Pepe tem de ser insultuoso, para o Bernardo e quejandos…
…Mas o Bernardo e quejandos nunca são insultuosos para os “pepes”…
2- ““Mentiras Fundamentais da Igreja Católica”. Logo aqui, o título já fala por si.”
Logo o título fala o quê, sr. Bernardo???!!!
Será que não pode um autor falar de mentiras na Igreja católica?!
3- “Depois, mete pelo meio casos históricos de farsa e de embuste já bem conhecidos, mas que ainda fazem vítimas junto dos não esclarecidos, como é o caso emblemático o que o Pepe diz sobre a questão da Taxa Camarae.”
Onde é que está o “embuste” e a “farsa” da “Taxa Camarae”?!
4- “vou procurar este fim-de-semana algumas horas para lhe deixar aqui algumas reflexões sobre o famoso (e fumoso) texto do Pepe…”
Pois… já para lhe poupar outras tantas horas, é que eu lhe propus, apenas, aqueles 3 capítulos do livro do Pepe. E bastam também umas 3 citações de cada um dos capítulos que referi do dito livro, para o senhor implicar com elas…
Isto é uma caixa de comentários e não uma caixa de artigos. Temos que nos autolimitar…
Portanto, 3 vezes 3 dá 9. 9 citações, no máximo, para o Bernardo comentar e dizer de sua justiça. Se quiser menos… também pode ser. Disponha…
BERNARDO disse:
5- “Mas o cristão, o desgraçado do cristão, que está fartíssimo de ser exovalhado, cuspido, insultado, difamado, injustamente criticado, abusado e vilipendiado, esse é que é o mau da fita?”
Ui!!! Reflicta bem sobre este chorrilho de disparates que proferiu!…
Não será possível alguém fazer uma crítica dos cristãos e do cristianismo, sem que cristãos como o Bernardo se sintam “cuspidos (???!!!), insultados (???!!!), difamados (???!!!), enxovalhados (???!!!), abusados (???!!!) e vilipendiados (???!!!) ???!!!
O que é isto, sr. Bernardo???!!! Uma guerra medievalesca ou doutros tempos inquisitoriais?!… Uma imitação da linguagem e atitudes da hedionda escumalha islâmica???!!! É isto que vossemecê vê à sua volta???!!! Lutas encarniçadas e denegridoras entre ateus e cristãos???!!!
O Bernardo patenteia, frequentemente, um tamanho ressabiamento e raiva na sua linguagem católica, que, extrapolando para épocas de antanho, imagino o Bernardo em funções de inquisidor-mor do reino ou delegado regional de tão honroso cargo eclesiástico, aviando os hereges para fogueiras e calabouços, e redigindo actas raivosas e ressabiadas, vituperando o outro, o diferente, o “vígaro”, o “aldrabão”, “troca-tintas”, “mentirosecos” e “tipos sem espinha”, quiçá com esta espinha quebrada pelas torturas horrendas da nefanda corja inquisitorial…
Tenha calma e…juízo…
6- “a) mentir é sempre fácil, sobretudo em matéria histórica: inventam-se uns factos, distorcem-se outros: o público, afinal de contas, não é especialista: se o leitor já não gostar da pinta da Igreja Católica, papa tudo o que lê sem criticar.”
Olhe, Sr. Bernardo, esse seu fraseado acima tem tanto valor como o fraseado simétrico: “mentir é sempre fácil, sobretudo em matéria histórica: inventam-se uns factos, distorcem-se outros: o público, afinal de contas, não é especialista: se o leitor já gostar da pinta da Igreja Católica, papa tudo o que lê sem criticar.”…
7- “Por exemplo, é fácil dizer que há um documento chamado Taxa Camarae no qual um Papa diz que se pode pagar para ter os pecados perdoados. Vê? Custou-me uma linha. Acrescento umas datas, refiro o nome de um Papa, e já está.”
De facto, seria muito fácil…
Quiçá, mais difícil vai ser o Bernardo demonstrar que a famigerada Taxa Camarae Apostolicae nunca existiu…
8- “E agora? E refutar isto?(…) Vê a enorme injustiça disto tudo?”
“Refutar isto”?! Refute! Não é o que costuma fazer, aqui, neste e noutros blogues, de seu livre arbítrio?!
Coitadinho… vítima da “injustiça disto tudo”!…
Ditosos tempos aqueles em que a sua Igreja dominava a liberdade das pessoas e castigava os prevaricadores, poupando tempo em diálogos pacíficos e respeitadores com os “outros”, arrumando rapidamente as contendas, com gesto fácil e potente, decorrente da aliança entre o trono e o altar…
E agora, que tremenda maçada, o sr. Bernardo ter que discutir com os malvados incréus, conforme lho impele a sua gloriosa missão do apostolado para os ateus…
Olá pessoal, aqui vai mais um livro interessante, que ando a ler, espero que gostem:
Titulo: The Jesus Mysteries – Was the “Original Jesus” a Pagan God?
Autores: TIMOTHY FREKE & PETER GANDY
Aqui vai mais alguns livros muito, muito imteressantes:
Mircea Eliade – Tratado da histora das religiões
Bart D. Ehrman – Os monges que trairam jesus – a historias dos copistas que alteraram a biblia
Regis Debray – Deus um itinerario
O fogo sagrado
Werner Jaeger – Cristianismo primitivo e a paideia grega (ou como o cristianismo primito aproveitou a cultura dos pagãos para beneficio próprio, apesar de ser inspirada pelo diabo, comentario meu)
S. Freud – Moisés e o monoteismo
Anónimo – A arte de não crer em nada e Livro dos três impostores (organização e prfácio de Raoul Vaneigem)
(existe outro sem ser pelo R. Vaneigem não me lembro quem, lamento)
Raoul Vaneigem – Da (in)humanidade da religião
Heresias
Contre le christianisme (creio que não está cá editado, se por acaso estiver digam P.F.)
Jean Meslier – Memoria (este sr padre é um caso curioso)
De certeza que esqueço alguns mas quando chegar a casa verei o que falta…
Boas leituras.
Como o prometido é devido, aqui vai mais algumas leituras interessantes:
Ambrogio Donini – Historia do cristianismo: das origens a Justiniano
Maurice Sachot – A invençaõ de cristo
Gerard Messadié – Historia geral de deus
Historia geral do diabo
O homem que se tornou deus
E.P. Sanders – Jesus
Geroge Minois – As origens do mal
Historia dos infernos
Celso – Contra os cristãos (obra deste filosofo reconstruida (já que foi queimada pelos cristãos) através do pouco que chegou aos nossos dias e muito do que chegou foi graças, ironia das ironias, ao livro de Origenes “contra Celso”
Jack Miles – Deus uma biografia (alguém sabe se o livro deste sr chamado “Cristo: Uma crise na vida de deus” (creio que é assim que se chama) está cá editado???)
E agora alguns livros que não focam directamente a religião mas abrange esse tema e tambem interessantes:
Robin Dunbar – A historia do homem: uma nova historia da evolução da humanidade
Varios autores: Evolução: historia e argumentos (direcção cientifica: André Levy, Francisco Carrapiço. Helena Abreu e Marco Pina)
Simon Goldhill – Amor, sexo e tragédia: A contemporiedade do classicismo
E para relaxar numa praia, ou no campo:
Álvaro Santos Pereira – Diario de um deus criacionista
George Carlin – Quando jesus traz as costeletas?: inclui diálogos inéditos entre nossa Senhora e S. José
haveria muitos mais mas já chega senão ainda sou excomungado…
saudações
O filósofo Michel Onfray estará hoje dia 19 de Março no Institut franco-portugais
a apresentar um livro seu e outro de georges palante
http://www.ifp-lisboa.com/
amodos Jesus Cristo existe e deseja salvar todos vocês que compem esse site.
Leia mateus, capitulo 24 e veja o comprimento das profecias….
Caro Leonardo,
Mateus capítulo 24?
Fraquinho!
Aqui entre nós, estamos fartos de saber que Mateus era um pouco exageradinho, certo?
Por exemplo, só ele fala em terramotos quando jesus “morre” ao contrário de tudo o que afirmam João, Marcos e Lucas.
Mateus 27:51
«E eis que o véu do templo se rasgou em duas partes de alto a baixo, a terra tremeu, fenderam-se as rochas.»
Mas a parte exagerada de Mateus que prefiro é aquela em que deus inspira os humanos a escreverem que a Terra é plana:
Mateus 4:8
«O demônio transportou-o uma vez mais, a um monte muito alto, e lhe mostrou todos os reinos do mundo e a sua glória, e disse-lhe:
[Blá, blá, blá]»
Tal como qualquer criança sabe, isto só é possível se a superfície da Terra for plana ou côncava. (e admitindo que o céu está limpo
)
Mas fica no ar um mistério: Como será essa superfície? Circular? Poligonal? Ou irregular como uma nuvem?
Felizmente, somos esclarecidos neste ponto por Isaías no AT em:
Isaías 11:12
«Levantará o seu estandarte entre as nações, reunirá os exilados de Israel, e recolherá os dispersos de Judá dos quatro cantos da terra.»
A superfície da Terra poderá portanto ser uma superfície quadrada, rectângular ou em forma de trapézio, plana ou côncava, mas nunca uma superfície convexa como a superfície exterior de uma esfera.
Depois deste lixo científico que o seu deus nos revela nessa garatuja infeliz chamada bíblia, está realmente à espera que conceda algum crédito às fantasias de chegadas de ETs de Mateus 24?
Já agora… veja se arranja tempo para ler melhor o seu romance histórico favorito, e principalmente as idiotices gritantes de Levítico e Deuteronômio no AT.
Sucintos cumprimentos
Abraão Sivus
Caro Leonardo
Se se refere á profecia ” …Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo q não ficará aqui pedra sobre pedra q não seja derrubada. ..”, meu caro, profecias escritas depois dos acontecimentos, destruição do templo pelos romanos, são profecias muito faceis d s realizar.
Mas se quizer dou-lhe uma profecia q realmente se relizou, infelizmente, Mateus 27:25 “…E respondendo todo o povo, disse: o seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos. …”. Realmente pagaram bem cara essa profecia.
E já agora, além da mencionada por Abraão Sivus e no seu seguimento, veja Mateus 27:52 “… E abriram-se os sepulcros e muitos corpos de santos(???) que dormiam(???) foram ressuscitados(???).”e 27:53, ” E, saindo dos sepulcros, depois da ressureição dele(????), entraram na cidade santa e apareceram(???) a muitos. …”. Estas são as minhas preferidas, era fã do X Files, acha mesmo q isto aconteceu??? E nenhum historiador menciona os acontecimentos??? Não creio…
E s m permite, não estamos aqui para destruir ninguém, mas sim para debater um assunto importante q tem repercursões na vida das pessoas, sejam elas crentes ou não crentes.
Saudações
Caro Abrãao Sivus
Com o devido respeito, permita-me discordar do que diz, porquanto a sua douta análise contêm várias inexactidões.
Em primeiro lugar o leonardo, é leonardo com “l” pequeno e não com “L” grande como V. Exa certamente reconhecerá, sem contestação racional plausível, perante a evidência científicamente comprovável.
Em segundo lugar, o leonardo refere-se a um “mateus”, com “m” pequeno, e não às citações que V. Exa. refere, um tal Mateus, com “M” grande, que ninguém conhece de lado nenhum nem viu em parte alguma, e consequentemente .
Em terceiro lugar, o leonardo refere-se ao “comprimento das professias”, ou seja ao espaço em R1 e não ao espaço em R2 a que V. Exa se refere (Circular? Poligonal? Ou irregular como uma nuvem?) – não dá para pôr aqui os números na posição figurativa devida mas certamente que os caríssimos leitores com formação matemática entendem.
Pelo que resulta, em quarto lugar, a de que estando-se no espaço R1, estaremos portanto a falar de sub-conjuntos de espaços R1 contidos no espaço Rn.
Ora, como certamente sabe, e se não sabe sugiro informar-se na delegação mais próxima da sua residência da Biblioteca Vaticânica, o conjunto dos sub-espaços R1 formam o anel dos espaços em R2, que por seu lado derivam o espaço R3, e assim sucessivamente até se atingir o espaço Rn, ie, a Luz, como se constata no Big-Bang quântico criador do Universo.
Só à vista desta dimensão espacial, seu contexto apropriado, é que se poderá finalmente analizar aquilo que importa e que o leonardo refere, o termo “compem”.
E aí suscitam-se várias questões nomeadamente a etimologia e epidemostolegia desse termo. Segundo o profeta Victorias o termo “compem” deriva do arabamaico “comprem”, enquanto que segundo o profeta Abramanias deriva do greco-romano “corrompem”.
Posto o que a dualidade causadora resultante será, traduzida para português moderno: comprem para salvar todos vocês “versus” corrompem para salvar todos vocês.
Ora os termos gregos correspondentes são SOMA, que quer dizer corpo vivo, e PTOMA, que quer dizer corpo morto.
Segundo Marcos 15:43-45 José pede a Pilatos o corpo-SOMA, vivo, e Pilatos anui, convencido que será um corpo-PTOMA, morto.
Daí que leonardo tenha toda a razão ao dizer que “Jesus Cristo existe”, ou seja está vivo e de boa saúde, e não morto como queriam fazer crer, e “deseja salvar todos vocês”, através do “compem”, implicita na ambiguidade dicotómica “comprem / corrompem”, ou seja “paguem / dêem dinheiro”, em bom português técnico socrático moderno.
Cordialmente
apenas li ainda a desilusão de deus e gostei bastante
Sendo brincalhão, pratico a religião do bom humor, como se pode ver em “Debate em Braga: o rescaldo” (#33, #34 e #36)
Assim o comentário acima, #27, será ininteligível se não se perceber que é uma réplica de paródia em tributo ao bom humor do Abraão Sivus que transparece em #9 de “Uma declaração bem vinda” e #75 de “Criador do Universo – os meus argumentos para acreditar”.
Cordialmente
«O Peter Pan não existe»
Reflexões de um ateu
Autor: Onofre Varela
Editora: Caminho
Comentário: Bom ateísmo na nossa lingua
« Jesus o galileu armado»
Autor: José Montserrat Torrents
Editora: Esfera do Caos
Comentário: História laica de Jesus
PS – Muito bom, uma prespectiva inovadora de Jesus baseada essencialmente nos evangelhos.