Como seria de esperar num país civilizado…

«A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) deliberou, hoje, que os ‘Gato Fedorento’ não violaram os limites legais de liberdade de expressão e de criação artística no sketch, transmitido no programa “Zé Carlos”, da SIC, quando parodiaram o computador Magalhães, comparando-o a uma eucaristia. A ERC encerra, assim, um processo aberto depois de 122 queixas terem sido apresentadas por telespectadores que consideraram que a rábula “Louvado sejas, ó Magalhães” era ofensiva “para os católicos, ao ‘achincalhar’ a Eucaristia e símbolos religiosos considerados sagrados” (…)

A ERC procura ainda fazer doutrina e considera que “há no humor e na sátira uma dimensão subversiva e um potencial de transgressão” e que a leitura deste tipo de trabalhos pressupõe “uma interpretação simbólica e não literal da mensagem”. Assim, prossegue a ERC, o humor e a crítica dos “Gato Fedorento” é “dirigida ao Governo e não a qualquer instituição da Igreja”. Mais ainda, “a religião, incluindo a fé católica ou qualquer outra, não é um campo vedado à sátira humorística num Estado de Direito democrático, que reconhece as liberdades de expressão e de criação artísticas”.» [Expresso]

Depois do que destaquei deste artigo creio que não terei muito mais a dizer

Outros artigos relacionados:

  1. Louvado sejas, ó Magalhães!
  2. As queixinhas na ERC
  3. O que a ERC tem de aturar