Sistema Católico de Saúde

Segundo a agência Ecclesia a Ministra da Saúde anunciou em Fátima um acordo com as Capelanias Hospitalares em relação à assistência espiritual e religiosa católica romana nos hospitais do Sistema Nacional de Saúde, “temos um acordo de colaboração com a Pastoral da Saúde que está praticamente terminado”, disse Ana Jorge no sítio de turismo religioso católico romano.

Segundo a Ministra “a melhoria da qualidade dos doentes nas instituições de saúde passa pela dimensão terapêutica da espiritualidade”, omissão da palavra católica, será abordada a notícia corrigindo este terrível erro jornalístico.

“Temos que respeitar os direitos dos doentes (católicos!)”, declarou a Ministra, tendo José Nuno, chefe das filiais vaticanistas presentes nos hospitais acrescentado o seguinte: “será um decreto-lei regulamentador da assistência espiritual e religiosa (católica!) nos hospitais que terá em conta as exigências da Concordata (concordância entre Estado e Vaticano somente)”.

José Nuno declarou também que: “não está nada arrependido de termos optado por regulamentar a assistência espiritual e religiosa (católica!) em geral nos hospitais (públicos supostamente)”.

A Ministra acrescentou que: “A saúde é global, não é só o tratamento físico, a espiritualidade (católica!) entra neste campo global.”, aparentemente a psicologia e outras ciências não associadas ao tratamento físico serão aniquiladas. Substituição por exorcismos?

José Nuno definiu “Um conceito de prestação de cuidados de saúde que não passa sem a assistência espiritual e religiosa (católica!).”, alegando o princípio de representatividade, ou sem hipocrisias, o fascismo da maioria (católica não-praticante!), finalizando: “Acabou o tempo da inerência e da reverência e chegou o tempo da exigência e da competência. Se quisermos estar à altura deste desafio, manter-nos-emos e reforçaremos a nossa presença nos hospitais”.

Não foi abordado o tema do exorcismo, que tem ganho força nos últimos tempos, um ano passou desde que o presidente do Vaticano, Ratzinger, ordenou ao bispos que criassem esquadrões de exorcistas para combaterem o diabo. Terá o Sistema Católico de Saúde forma de albergar esquadrões de exorcistas? Os não-católicos poderão prescindir do amável serviço religioso ou terão de ter a liberdade de serem católicos? Poderão requerer serviços de sanidade mental ao Estado ou terão de ser exorcizados? Poderão os não-católicos solicitar serviços espirituais e religiosos como poesia, dança do ventre, consumo de ópio, teatro, cerveja e tremoços, música ao vivo, sadomasoquismo, sexo tântrico, ópera, consumo de dietilamida do ácido lisérgico, malabarismos com fogo, orgias em banheiras com espuma e sais de banho, espectáculo com palhaços,…?

Temas não abordados aparentemente, mas que também só dizem respeito à concordância entre o Estado português e o Estado vaticanista. Como o Estado vaticanista acredita que quase de certeza que Hitler e Estaline estava possuídos por demónios, Pio 12 inclusive tentou um exorcismo de longa distância, parece interessante a perspectiva de poder curar estas doenças metafísicas, ultra-físicas, trans-físicas e idioto-físicas no Sistema Católico de Saúde.

Afinal parece que o filme “The Exorcist” afinal era um documentário…

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