A eleição de Barak Obama deu azo a muitas reacções um pouco por todo o mundo. Já estava algo curioso para saber como uma certa organização islâmica iria reagir, o que aconteceu esta semana.
Em reacção às intenções da nova administração americana de retirar do Iraque para o Afeganistão (de modo a eliminar uma certa organização terrorista), surge agora a resposta da Al-qaeda, atribuída ao seu “vice”, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri.
«“O anúncio de que [Obama] vai retirar os soldados do Iraque para os enviar para o Afeganistão é uma política condenada ao fracasso” (…) “se ele continuar a insistir na fracassada política americana terá a mesma sorte de Bush, do [antigo Presidente paquistanês] Pervez Musharraf, a mesma que tiveram os soviéticos e britânicos antes deles” (…) “a América continua o mesmo cruzado criminoso de sempre”, “com um coração cheio de ódio, uma mente afogada em ganância e um espírito que espalha o mal, a morte, a repressão e o despotismo”. Assim sendo, pede aos muçulmanos que “continuem a atacá-la” e acrescenta que “só o sacrifício dos ‘mujahidin’ permitiu neutralizar os projectos expansionistas” americanos.» [Público]
E relembrando o provérbio Once you go ex-Muslim, you never go back, al-Zawahiri, muito ao estilo dos conservadores americanos quando tentaram fazer uso das origens e do próprio nome do novo Presidente dos EUA de modo a o associar ao “inimigo”, proferiu as seguintes palavras (entre o intolerante e o insultuoso):
«“Nasceste de um pai muçulmano, mas escolheste ficar ao lado dos inimigos dos muçulmanos”, refere, numa referência ao compromisso assumido pelo Presidente eleito de continuar a aliança com o Estado israelita. (…) Obama “não é um honrado negro americano” como Malcom X (cujas imagens surgem a acompanhar a gravação) mas um “abeed al-beit”, expressão árabe para escravo doméstico, mas que a legendagem em inglês do vídeo traduz por “negro da casa”, termo depreciativo para os negros que serviam os donos brancos»
Condoleeza Rice e Colin Powel , a actual e o anterior “secretary of state” (ministro dos negócios estrangeiros; curiosamente os dois são também afro-americanos) também são apontados no vídeo.
Da parte dos comentadores muçulmanos, mesmo entre os mais radicais, foi apontada uma vitória de John McCain, o que traria poucas mudanças, conta um estudioso da Al-qaeda ao New York Times. Este indica que a alusão a Malcom X (advogado afro-americano, muçulmano, activista pelos direitos dos negros, assassinado em 1965) não é inédita, já que durante um ano mensagens de líderes da Al-qaeda incluiram referências ao famoso activista, “numa tentativa deseperada de apelar aos muçulmanos afro-americanos, sector da sociedade americana menos hostil à organização terrorista” (dos quais cerca de 63% possuem uma “má visão” da organização).
Enfim, por mais defeitos e má fé que se aponte aos americanos, quem tem o “coração cheio de ódio (a tudo o que não concorde com eles, nomeadamamente os infiéis e os muçulmanos moderados), uma mente afogada em ganância (a organização é acima de tudo política e tem objectivos económicos, usando a religião como factor de manipulação) e um espírito que espalha o mal, a morte, a repressão e o despotismo” sei eu muito bem. Não distingue entre brancos e negros, apenas entre quem está com eles e quem não está.
Aqui está a “religião de paz” na sua pior vertente.
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é com coisas de tamanho signifaco mundial que eu me pergunto “o que é presiso fazer para consientizar as pessoas que a religião a crença a ignorancia esta acabando com o mundo todo?” caros crentes, olhem para la, para o oriente médio, o que vocês veem? uma sociedade movida pela crença esta acabando com a vida de milhares de pessoas? e o que vemos aqui? a diferença é que aqui naõ temos tanto derramamento de sangue? a crença, me obtenho ao catolisismo aonde vamos parar? ps: “ironia vamos esperar o satanas aparecer?”