Purple rain, purple rain

Este é o estilo de notícias que só prova que a “religião envenena tudo”.

Parte desta notícia é do The New Yorker.

“Sete anos atrás, Prince tornou-se numa Testemunha de Jeová”. Mudou-se entretanto para Los Angeles para que ter a possibilidade de entender melhor a mente e o coração dos gigantes da música. “Eu queria estar perto de pessoas, estabelecer contacto com as pessoas”, disse Prince, “neste sítio é tudo sobre religião, é o que une as pessoas. Todos têm a mesma religião, por causa disso, eu quis sentar-me com essas pessoas, entender a maneira como vêem as coisas, como lêem as Escrituras”.

Prince mudou a sua fé depois de um longo debate com um músico seu amigo que durou dois anos. “Eu não vejo como uma conversão, mais como uma descoberta, tal como Morpheus e Neo na” Matrix”. Prince frequenta uma igreja local, e como os seus colegas de religião, ele vai de porta em porta num acto de proselitismo. “Muitas vezes as pessoas ficam surpreendidas, mas na maior parte das vezes ficam à vontade muito facilmente“.”

Ver aqui.

Se ficássemos só por aqui, a coisa nem era tão desoladora. Um dos ícones da música da minha juventude e idade adulta jovem, decide vestir o seu melhor fato (purpura, pois claro) de domingo, e anda de porta em porta a perguntar aos Californianos se já descobriram Jesus, assim à Morpheus com a pílula vermelha e a pílula azul. Até aqui tudo bem. É um desperdício de tempo e de talento, mas o senhor saberá o quer (acho eu).

Mas o pior vem a seguir.

“Confrontado sobre qual a sua perspectiva em assuntos sociais de interesse para os Californianos – casamento entre pessoas do mesmo sexo, e interrupções voluntárias de gravidez, Prince bateu com os seus dedos numa Bíblia e disse “Deus veio à terra e quando viu as pessoas a fazerem aquilo que queriam, Ele clarificou todos esses assuntos e foi como tivesse dito “Basta”.Prince tem assumido progressivamente uma postura anti-valores liberais, devido a associações com conservadores cristãos.”

Ver aqui.

A ver se entendo. A mesma mente que nos deu “Come”, “Pussy Control”, “Sexy motherfucker”, “Raspberry Beret” e outros clássicos de música lasciva, sexy e libertina, anda agora preocupado com quem anda a dormir com quem?

Really?

“Viu a luz”, imagino eu…

Ficamos nós a perder

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