Já começou

Choveram felicitações e mensagens de apoio de todos os cantos do mundo aquando da vitória de Barak Obama. A esperança de que o candidato democrata traga a mudança (depois de oito anos de Bushismo) é comum e quase universal.

Líderes, intelectuais e diplomatas de todos os credos, raças e nacionalidades destacaram as caracerísticas e qualidades do novo presidente americano, tais como:

Your victory has demonstrated that no person anywhere in the world should not dare to dream of wanting to change the world for a better place” [A sua vitória demonstra que qualquer pessoa em qualquer lugar deve ter o sonho de querer mudar o mundo para algo melhor; Nelson Mandela]

Your election raises in France, in Europe, and elsewhere in the world, an immense hope” [A sua eleição levanta uma imensa esperança em França, Europa e resto do mundo; Nicolas Sarcozy]

Mas no meio de isto tudo já há quem tente pressionar, criticar ou mesmo demonstrar alguma hostilidade, tal como aconteceu da parte de Dimirtri Medvedev (Presidente da Rússia), Hamid Karzai (Presidente do Afeganistão) ou entre os soldados estacionados no Iraque e Afeganistão. As pressões começaram também da parte de um pequeno pontificado numa península europeia onde se fala italiano.

At the Vatican, a statement urged Mr. Obama to show “respect of human life” and expressed the hope that “God should illuminate the way” for him in his “great responsibility.” [Um comunicado do Vaticano incita Obama a mostrar "respeito pela vida humana" e manifestou a esperança de que "Deus iluminará o seu caminho" dentro da sua "grande responsabilidade"]

O governo republicano de G. W. Bush, muito influenciado por políticas conservadoras associadas ao fanatismo cristão, foi responsável por cortes orçamentais na investigação em células estaminais embrionárias e pela tentativa de os quase erradicar. O presidente cessante ainda nos passados meses vetou uma alteração a essa lei (o fim das restrições) emanada pelo Senado.

Ainda apenas passou uma semana da eleição do primeiro afro-americano na história dos EUA e o Vaticano, pela mão do seu cardeal mexicano Javier Lozano Barragan, ministro da Saúde da Santa Sé, veio pressionar Obama para voltar atrás nas suas (mais que previstas) intenções de alterar as leis ligadas à investigação em células estaminais embrionárias (lembrando ainda que Obama pediu que fossem revistas todas as medidas executivas da administração Bush). Afirmou que “a pesquisa em células estaminais embrionárias não resultou em nenhuma significativa cura até agora e que não é boa para nada”.

Tanto Obama como o “vice” Joe Biden (que é católico) apoiam esta investigação de modo a arranjar terapias para doenças como a de Alzheimer.

O que resta saber é qual teria sido a atitude de McCain em relação a esta temática caso tivesse vencido as eleições (recorde-se que é a favor, apesar de ser um conservador nos outros temas “fracturantes”). E, consequentemente, a atitude do Vaticano nas mesmas condições.

Só lhe peço uma coisa, Senhor (Presidente) Obama. Mande-os para um certo sítio!

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