Preocupações

Numa investigação jornalística no Reino Unido, o Jornal “The Evening Standard” (pode ver o link aqui) apresenta uma das facetas do “islão como uma religião de paz e tolerância”

“Mais de 200 muçulmanos encontravam-se no encontro público na Tower Hamlets quando o organizador do encontro, Anjem Choudary anunciou que iriam ter no encontro a presença, via telefone, do Sheikh Omar Bakri Muhammad directamente do Líbano. Anjem continuou então para dizer aos presentes que “como muçulmanos, nós não vamos nos submeter a nenhuma lei feita pelo homem, nenhum governo ou nenhum primeiro-ministro. Nos submetemo-nos a Allah. Jihad é um dever e uma luta, e nos temos essa obrigação nos ombros. Nos não iremos descansar enquanto a bandeira do Islão não estiver sobre a porta do 10 Downing Street [residência oficial do primeiro-ministro britânico].

Quando Bakri tomou a palavra, exortou os muçulmanos a não respeitar a lei Inglesa. Continuou para elogiar Osama bin Laden, e exortou os muçulmanos presentes a “lutar e morrer pelo Islão, pois esse é o caminho para Jennah [o paraíso na religião islâmica]“.

Para além de um grupo de anciãos nas filas da frente, a maior parte dos presentes eram muçulmanos na casa dos 20 anos, vestidos numa mistura de roupas muçulmanas e ocidentais. No fundo da sala, segregadas por divisões, estavam perto de 50 mulheres vestidas com as suas burkhas.

Este encontro aconteceu em resposta a uma medida tomada pelo governo britânico que tem como objectivo a proibição de “pregadores de ódio poderem incitar à violência nas comunidades britânicas”.

Choudary, o organizador, é um advogado com 41 anos de idade e disse ao Standard que “o governo pode decidir que a presença de Omar Bakri não conduz ao bem público, mas ele não foi acusado de nenhum crime, e como tal, não vejo que haja alguma restrição em contacta-lo por telefone”. Isto apesar de Bakri ter prometido aos Ingleses um “11 de Setembro todos os dias” e ter sido associado a múltiplos grupos de extremistas que lhe valeram o nome “the Tottenham Ayatollah

O encontro chamou-se “Ergue-te para defender a honra dos muçulmanos” e tinha sido promovido por múltiplos websites extremistas islâmicos. Para além da presença de Bakri, também estavam presentes Abu Muaz, lider da UK Salafi Youth Movement, Abu Yahya, porta-voz do Followers of Ahlus Sunnah Wal Jama’aah.

Abu Muaz, por exemplo, falou contra outros imans no Reino Unido que são tolerantes. Ele disse que o “dialogo não é suficiente”, e que era tempo de “entrar em acção”. “Nós devemos destruir o Ocidente”, declarou.”

Só para relembrar, no passado mês de Abril, tivemos em Lisboa o movimento fundamentalista islâmico Tabligh Dava, e que a reunião deste movimento com os representantes da comunidade islâmica em Portugal foi barrada a observadores externos, assim como não houve qualquer palavra sobre o conteúdo do encontro para a imprensa.

Desculpem a minha preocupação, sim?

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