A campanha “autocarro ateísta” foi lançada esta semana.
Já tínhamos referido esta iniciativa aqui no Portal Ateu, mas novos dados justificam falar novamente neste assunto.
Para relembrar, a British Humanist Association lançou uma campanha de colocar um anúncio em autocarros londrinos com a frase “Provavelmente não existe Deus. Deixe de se preocupar com isso e viva a sua vida”
Defensores do ateísmo e secularismo saíram em divulgação desta ideia, e comprometeram-se a ajudar na procura de dinheiro para a concretizar. Richard Dawkins prometeu igualar qualquer contribuição até 5.500 libras (perto de 7 mil euros), e 11.000 libras (perto de 14.000 euros) se a Associação conseguisse reunir todo o dinheiro necessário. Esta quantidade de dinheiro permite a colocação de 30 anúncios num igual número de autocarros durante 4 semanas.
Agora vem a notícia absolutamente espantosa.
Os nossos amigos ateístas do Reino Unido aderiram massivamente à campanha, e com pequenos donativos, a Associação conseguiu, só no primeiro dia, reunir 31.000 Libras (perto de 40.000 euros)!!! E agora já vai em 57.000 Libras quando o alvo inicial era 5.000 libras. Fantastico.
E ainda dizem que é difícil mobilizar a comunidade ateísta.
O sítio na net para fazer um donativo é este.
Outros artigos relacionados:
Oi Ricardo,
Lendo este e o teu anuncio noticioso anterior, nao entendi bem o que os movimentos organizados de ateismo pretendem.
“Provavelmente não existe Deus” e’ uma afirmacao com a qual concordo, embora nao seja nenhuma novidade partindo de um ateu. Obviamente que se pode sempre coloca’-la onde se quiser (se houver o dinheiro que falas para isso, em vez de gasta’-lo noutras coisas). “Deixe de se preocupar com isso” da’ a impressao que a questao “Deus nao existe?” nao e’ de muito interesse para um ateu. Eu acho que e’. Mas enfim…
“e viva a sua vida” ja’ e’ algo completamente independente quer do ateismo, quer do teismo. E’ algo muito mais dentro do individualismo puro e duro. Se algue’m e’ apologista de “viva a sua vida” anuncia’-lo a outros e’ pelo menos do ponto do vista do acto incoerente.
Eu estou disposot a fazer também um pequeno donativo.
Ai o Dawkins a querer aproveitar-se e a roubar os seus fieis….
“Provavelmente não existe Deus.Deixe de se preocupar com isso e viva a sua vida”…
A publicidade também já chegou ao proselitismo agnosticista…
Afinal como podem os crentes entender os “ateus” quando estes parecem ser o sinónimo de uma religião que presta culto ao “DEUS ZERO” ou ao “NADA” como se fosse um deus …
Se não acreditam mesmo, porque querem impedir que os outros acreditem? terão medo de estar enganados ou não vá o diabo tecê- las e coisas do género? Se para ateus Deus é nada porque temem que se continue a crer no “nada”?
Porque não ficam Tranquilos!!!?
onde está a neutralidade e o respeito que dizem ter? Usam as mesmas “técnicas” para impor à malta umas férias espirituais! ai! ai ai! Tanto trabalho para nada! era isto que eu achava ser o pensamento (não o sentimento) do “ateu”
Parece que afinal podem estar tão confusos intelectualmente como os crentes.
Qualquer dia teremos duas testemunhas de “deus zero” a bater-nos à porta para anunciar que não existe o fim dos tempos nem o mal nem o pecado nem nada: só a razão, a ciência e a boa vida e sem pesos de consciência.
E, entretanto vendem alguns artigos não religiosos porque o dinheiro é sempre importante ´sobretudo quando é gasto nas faixas de autocarros em vez de ajudar os países de terceiro mundo que os tais crentes ainda não ajudaram! `
É isto o ATEÍSMO? ah aha aha ah
desculpem mas é tão cómico mandar levantar alguém de uma “cadeira” para nós nos sentarmos e usando a “cadeira” do mesmo modo…
acredito que neste momento já há “ateus” envergonhados de certas formas e manifestações ateístas…Lol
Sede criativos, pelo menos isso!
boas viagens (em especial nos tais autocarros) e que DEUS vos proteja na mesma!
Uma verdadeira Cruzada Ateísta… Que Deus nos livre e guarde!
O facto, Paula, é que a existência de deuses e religiões já deu vários problemas para a população mundial, sejam eles ateus ou não.
Basta pensar no terrorismo isâmico e na queda das torres gémeas. Foram mortas com certeza pessoas ateias que não estavam minimamente interessadas com o deus deles, mas no entanto morreram devido ao fanatismo deles.
Agora, mais recentemente, o caso dos Hindus e dos cristãos na Índia. Esse é um problema mundial, que causa tanta preocupação a ateus, a cristãos, a hindus, etc… Por isso, se a existência de religiões pode causar tantos problemas, nada mais legítimo por parte dos ateus como lutar contra a propagação desse “vírus” que são as religiões..
Parece-me uma excelente campanha, principalmente para quem não souber o que fazer ao dinheiro. Deixo algumas perguntas no ar:
1 – Caso um ateu visse uma mensagem num autocarro a dizer “Deus provavelmente existe, viva a sua vida em conformidade” iria mudar alguma coisa na sua forma de encarar a questão de deus ou mudaria alguma coisa na sua vida? Porque haveria esta mensagem de mudar fosse o que fosse na vida dos crentes?
2 – Se achamos, enquanto ateus, secularistas e humanistas que o lugar das religiões é dentro dos templos respectivos ou na casa de cada um, porque trazemos nós a questão para a rua?
3 – Serão os ateus ingleses tão pouco imaginativos que não conseguiram pensar numa melhor forma de provocar o pensamento critico sobre a questão de deus?
4 – Finalmente, quanto tempo passará até que algum fanático religioso se recuse a entrar num destes autocarros e acuse a companhia de transportes de discriminação?
Finalmente alguém racional no meio disto tudo… Concordo inteiramente consigo Helder… (coisa rara) abraço
Ricardo
É que os ateus não podem se expor muito por questães já conhecidas por todos nós (discriminação no trabalho, entre a família etc)
Mas isso são sinais claros de que muita gente pensa como nós.
Abraços.
Paula
Talvez você não tenha interpretado bem.
Isso não é um culto ao nada, ao vazio, ao Deus zero.
Por que estariam impedindo que os outros acreditem? Isso seria um anúncio como outro, por exemplo, use creme dental desta marca, mas você não precisa usar.
Por que os ateus não podem se manifestar?
Por que as igrejas e seus fiéis também não ficam tranqüilos, como você diz? Por que estão sempre querendo evangelizar os outros?
Não é a mesma coisa?
Que direito as igrejas e os crentes têm de dizer aos que não crêem que fiquem quietos, que não toquem no assunto, etc?
Acho que o medo é de vocês.
Com todo respeito, é assim que vejo.
Abraços.
não, Helder. Desta vez estás a falar sem saberes os detalhes. Dai eu deixar os links para as pessoas irem ler as notícias na integra.
Esta iniciativa não é para “converter” ninguém ao ateísmo, mas sim para responder a uma vaga de anúncios em Londres por parte de organizações religiosas com mensagens “calmantes” como “When the son of man comes, will he find faith on the earth?”, Luke 18:8″ (quando o filho do homem voltar, encontrará ele a fé na terra? Lucas 18:8),
e
“You will be condemned to everlasting separation from God and then you spend all eternity in torment in hell, Matthew 25:41″ – (Você será condenado a uma eterna separação de Deus e passará a eternidade num tormento no inferno – Mateus 25:41)
e ainda
“Jesus spoke about this as a lake of fire which was prepared for the devil and all his angels – Matthew 25:41″ – (Jesus falou sobre este lago de fogo que está preparado para o demónio e todos os seus anjos – Mateus 25:41) – (um simpático este Jesus Cristo).
Dai a mensagem, “deixe de se preocupar com isso e viva a sua vida”.
Mas o que é realmente interessante é ver as “ovelhas” prontas para anunciar quem é racional e que não é nestas questões de ateísmo.
Quem não seja crente e que tenha uma opinião que se aproxime à maneira como essas “ovelhas” vêm o ateísmo, esse não crente é logo apelidado de “racional” ou que traz “lufadas de ar fresco” dentro do Portal Ateu.
A preocupação e comovente. Claramente ansiosas estão as “ovelhas” de mostrar aos ateus “fundamentalistas” e “irracionais” qual e o melhor modelo de ateísmo.
Podem não concordem com as pessoas, mas ah, concordam com as ideias.
Ridículo.
Perce e Hanzi
Talvez nenhum crente consiga efectivamente interpretar bem os “ateus” e VICE VERSA ;o)
e é isso precisamente que lamento!
E ainda me deixa mais triste as pessoas que só conseguem fixar o pensamento, o olhar e coração no mal feito por alguns crentes de diversas religiões… e minimizem o melhor que também foi e ainda é feito!
Pena que considerem pessoas como Luther King, por exemplo, uma espécie resultante de uma “virose”!
“Por que as igrejas e seus fiéis também não ficam tranqüilos, como você diz? Por que estão sempre querendo evangelizar os outros? ” este foi precisamente o argumento que me levou a comparar o ateísmo a uma espécie de religião de culto a NADA
Não vos pedi que ficassem quietos… apenas que fossem mais originais para que vos possa entender melhor!
Com igual respeito
Perce Polegatto:
“Que direito as igrejas e os crentes têm de dizer aos que não crêem que fiquem quietos, que não toquem no assunto, etc?
Acho que o medo é de vocês.
Com todo respeito, é assim que vejo”
Não creio que seja racionalmente adequado,neste tipo de debates,generalizarmos os assuntos nos termos em que você coloca,ao estilo de”vocês,os crentes,têm é medo”.
Se andarmos neste tipo de dialéctica,na senda de “vocês,os crentes,assim e assado” ou “vocês,os ateus,assado e cozido”,nunca mais entraremos num diálogo construtivo.Isto,com o mesmo respeito,que,sinceramente,lhe retribuo.
Claro que o anúncio em causa tem pendor claramente proselitista.E,cá por mim,é-me completamente indiferente esta curiosa tentativa de “evangelização” ateísta,quando tanto se critica as religiões de usarem da mesma propensão proselitista.
Se alguns ateus querem ir por este caminho,que vão.Têm todo o direito de o fazer.
Mas,neste caso,nem me parece que a mensagem publicitária tenha génese ateísta,mas antes agnóstica:”Provavelmente não existe Deus. Deixe de se preocupar com isso e viva a sua vida”.E,do meu ponto de vista,muito mal elaborada,tendo em vista a causa a que se adstringe.”Provavelmente” sabe-se lá que percentagem será essa de Deus não existir ?…Por outro lado,para milhões de pessoas,Deus não é motivo de preocupação,mas de consolo.Quando o humano secularista falta,quando muita solidão se propaga e muita desumanidade impera,Deus,para muitos milhões de pessoas,é ainda um refúgio interior que pacifica e esperanceia.
Helder Sanches:
“Se achamos, enquanto ateus, secularistas e humanistas que o lugar das religiões é dentro dos templos respectivos ou na casa de cada um, porque trazemos nós a questão para a rua?”
As religiões não estão dependentes de alguns ateus acharem que o seu lugar é residuallmente situado aos templos e lares de cada um.
Podem achar à vontade.Mas,no que ao Cristianismo concerne,milhões de crentes acham que a melhor forma de manifestarem a sua religiosidade é precisamente irem ao encontro dos que mais sofrem,humana e socialmente.
Você não vai querer impedir o trabalho dos missionários,pois não ? Não vai querer impedir Madres Teresas de Calcutá ou Leonardo Boffs de se empenharem nas questões sociais e na defesa consequente dos mais pobres e oprimidos,ou vai ?…
Ou preferiria que o lugar dos cristãos fosse ao estilo mais convencional do Opus Dei ?…
Abraço
Mas infelizmente, Paula, geralmente (eu sei que estou a generalizar, não venham já para cima de mim a dizer que estou a fazer discriminação), os religiosos são muito mais fanáticos e radicais do que os ateus. Eles procuram impor a sua fé como verdade absoluta, chateando toda a gente. E, seja-se um ateu, católico, judeu, o que for, a mensagem “vá viver a sua vida” é um excelente conselho para toda a gente. É bom tanto a nível individual uma pessoa ser mais introspectiva, pois deixará de chatear as outras pessoas com a religião, e ganharão mais amigos com isso; tornar-se-ão mais produtivas para o país onde vivem pois tendo mais amigos e sendo, por isso, mais feliz; enfim, uma grande quantidade de vantagens. Agora, o ateísmo não se está a impor a ninguém através daquele anúncio. Não se está a anunciar como uma verdade absoluta ou coisa do género.
Por exemplo, aquelas Testemunhas de Jeová que andam por aí a bater de porta em porta: essa gente é chata mesmo!! Deviam precisamente seguir o conselho “vá viver a sua vida”. Se toda a gente fizesse isso, de certeza que o mundo passaria a ser um lugar melhor e onde pudessem coexistir as várias religiões sem problemas.
Discordo. Todo o dinheiro gasto com os gulosos da Carris já é demais. Além disso, penso que outras mensagens coladas nos autocarros poderiam ser mais eficazes para alcançar o propósito desejado:
“Sim! Estou atrasado e vais chegar tarde a casa idiota! Ainda acreditas em Deus?”
“Já atropelei uns quantos porque o gajo que me conduz é um bêbado! Ainda acreditas em Deus?”
“Para o próximo mês o dinheiro do passe aumenta! Ainda acreditam em Deus?”
“Cabe sempre mais um pelintra para o povo ir todos os dias como sardinha em lata. Ainda acreditam em Deus?”
“Já viram algum cardeal cá dentro seus bimbos? Continuem a acreditar em Deus, ó carneirada!”
Acho uma belissíma iniciativa. Tambem acho que deviam juntar dinheiro para pôr anúncios desses nos estádios de futebol (aliás podiam por “Já viu como joga o Benfica? ainda acredita em Deus?), na t.v. e mesmo em outdors. Deve dar o mesmo resultado…
(Falando mais a sério, acredito que é um direito de qualquer pessoa fazer publicidade, desde que respeite a lei.)
Parece-me que a Paula tem toda a razão no que diz, se os ateus se levantam contra o proselitismo, como é que usam as mesmas armas para fazer valer as suas ideias? Se defendem que a religião devia estar confinada às igrejas ou templos, porque é que acham que o ateísmo não deve estar confinado à sede da associação ateísta? Parece-me uma retórica pouco coerente. Por mim façam estas campanhas à vontade, se acham que é a melhor maneira de aplicar o vosso dinheiro, força nisso.
“Ou preferiria que o lugar dos cristãos fosse ao estilo mais convencional do Opus Dei?”
António, para si há pessoas mais importantes do que outras, e trabalhos mais importantes do que outros? O que o fundador do Opus Dei diz é que todos os trabalhos, desde que honestos, podem e devem ser santificados, porque é a missão que Deus tem para cada um de nós. E que por isso TODOS, e não apenas os padres e freiras, são chamados a ser santos. Já S.Paulo tinha dito que todos somos membros diferentes do mesmo Corpo. Uma pessoa fechada num escritório o dia inteiro pode ser tão santa como madre Teresa, caro António. Não são só os missionários que são um exemplo a seguir, há muitas pessoas entre nós, no Opus Dei e em toda a Igreja, que santificam o trabalho, por muito que não os veja, porque a grande maioria das coisas de Deus são feitas no silêncio, e sem grandes alaridos.
Um abraço
Ricardo,
Não há detalhes nos links que valham à tua argumentação. Achas, então, que faz sentido acharmos aberrantes as mensagens que referes e como resposta fazer-se exactamente o mesmo? Tens todo o direito de o achar, eu acho absurdo.
Quanto às opiniões de quem é racional ou deixa de ser, não te preocupes com isso. Há tantos aspectos da vida em que ajo irracionalmente, tirando daí um enorme prazer. Isto para te dizer que o mundo não é a preto e branco. É meritório o teu trabalho na divulgação de notícias sobre ateísmo, agora não esperes que apenas por serem iniciativas ateístas eu vá a correr concordar com elas. No dia em que perdermos o sentido critico sobre o ateísmo estaremos transformados em indivíduos iguais àqueles que tão regularmente criticamos.
Abraços.
Mau!!
O menino Helder anda preguiçoso.
Ou é porque andas com demasiado trabalho…. eheheeh
ficam aqui os links, ok??
portalateu.com/2008/07/08/autocarro-ateista/
guardian.co.uk/commentisfree/2008/jun/20/transport.religion
“agora não esperes que apenas por serem iniciativas ateístas eu vá a correr concordar com elas”
A correr, talvez não, mas a andar calmamente e apreciar a vista, sim : P
Paula
De minha parte, jamais consideraria Luther King algo menor que ele realmente foi. Ele (e outros de formação religiosa como Gandhi, não importa de que cultura) são referências para mim, tanto quanto ateus como Stálin são abominados por mim.
Não creio na existência de deuses nem de um deus único, por isso, obviamente, não compartilho idéias religiosas, promessas abstratas, mitos.
O ateísmo (pelo menos para mim) não é culto a nada mesmo.
Não é uma bandeira, um clube, uma instituição.
É uma conseqüência de uma formação filosófica, científica (mas não necessariamente) ou da simples observação da vida real.
Os ateus reagem às hostilidades que partem dos religiosos, afinal, que dizem coisas como: “Se você pensa assim, fique quieto, por que contar aos outros?”
Repito: não é a mesma coisa? “Se você é cristão, fique quieto, viva com sua fé, por que ficar espalhando por aí?”
O que defendo é que não haja arbitrariedades.
Não podemos permitir que volte alguma coisa como a Santa Inquisição ou que a superstição vença a razão e nos leve de volta a uma era das trevas.
Como ser humano, tentando ser imparcial, penso que a reação hostil parte dos que crêem e não o contrário. Sempre a religião perseguiu os cientistas, nunca o contrário.
Quanto a essa campanha do ônibus, Ricardo esclareceu melhor.
Concordo com você quando você fala na mediocridade disso, na falta de criatividade ou em fazer algo mais útil e proveitoso.
Mas, do ponto de vista da liberdade de expressão, é tão válido quanto qualquer manifestação religiosa. Por que pode haver uma procissão ou um grande encontro de fiéis numa praça pública e, se os ateus fazem isso, ficam a um passo de serem apedrejados?
Pessoalmente não gosto desse Provavelmente Deus não existe.
No meu caso, não tenho dúvidas.
Abraços.
Perce
Finalmente fico satisfeita por ler “alguém” com coerência de pensamento que deseja ser imparcial…
Quanto à hostilidade discordo porque sendo crente e desejando ser imparcial (Imparcialidade…acho que é isso que Cristo me sugere no amor ao próximo ;o)) vejo muita hostilidade mútua…infelizmente!
E pior, vejo hostilidade entre os crentes e sei que ela também existe na intimidade do ateísmo: Vejo também hipocrisia em todo o lugar MAS NÃO EM TODA A GENTE (crente/ateu) Lol… e é o que me leva também a acreditar nos “Homens de boa vontade” !!!
Se a religião surge como fenómeno humano anterior à ciência é natural que fossem os religiosos os primeiros incrédulos
e até perseguidores…mas que interessa isso HOJE, que coexistem as duas dimensões? ( a ciência também persegue a religião quando não a considera esta racional!) Mas porquê defendermo-nos da repetição dos erros do passado, em vez de olhar o futuro com a possibilidade de complementaridade ou pelo menos de respeito sério… As possibilidades da ciência destruír a ética são as mesma da religião destituir o homem do seu raciocinio ciêntifico quando uns ou outros perderem o bom senso, não acha?
Afinal os mártires religiosos e ciêntificos dessas épocas morreram em vão e coitados de nós que devíamos demonstrar ter aprendido essa lição e ainda não o fizemos!
Para mim ser crente não é sinónimo de entender tudo é apenas ter a CERTEZA, perante tantos absurdos, que DEUS EXISTE mesmo quando eu ainda tenho as mesmas dúvidas existenciais dos restantes mortais…
Espero não ter deixado confuso ;o)
saudações
Cara Paula,
Concordo bastante consigo na questao ciencia/religiao. A partir do momento em que ambas coexistiram foi necessaria uma revisao do papel de cada uma. Hoje talvez ainda valha a pena discutir esses papeis, porque tambem estou de acordo que ha muito absurdo em ambos os lados.
Em relacao ao seu ultimo paragrafo nao posso discordar em relacao a si, como caso particular que respeito, mas discordo em relacao a religiao institucionalizada que toma um cariz missionario. I.e. eu tendo certeza deverei levar o outro a chegar a mesma certeza que eu. Creio que existe esse acto missionario de base em muitas religioes, e mais recentemente no ateismo tambem, e acho que ele levanta muitos dos conflitos desnecessarios, ferindo muitas vezes o proprio objectivo abstracto que tem: colocarem-nos ‘na’ verdade. I.e. partem do pressuposto que a verdade e uma e unica.
cumprimentos.
Cara Perce Polegatto,
Aquilo que muitas vezes chamamos de “Epoca das Trevas” e um conceito bastante parcial e tendencioso que abrange um periodo historico muito longo onde ocorreram muitas coisas, fundamentais ate para o surgimento do pensamento cientifico contemporaneo. A adopcao das teses aristotelicas por Tomas de Aquino por exemplo.
cumprimentos.
Antonio
Admito, não se deve generalizar, tem razão.
Quanto ao que você menciona, “evangelização” ateísta, eu, sinceramente, não vejo assim e não faço parte de nada parecido, como uma campanha para “desconverter” pessoas (outros devem fazer, aí está novamente o exemplo da generalização, tão traiçoeira).
Às vezes dá vontade mesmo de gritar a todos que despertem desse sonho maluco cheio de deuses, santos e certezas em posteridades absurdas. Também porque assistimos historicamente ao trabalho árduo de inúmeros cientistas, que apenas procuravam compreender a verdade, que acabaram nos beneficiando em tantos aspectos, particularmente na medicina (além de uma nova visão que temos hoje do mundo), serem menosprezados por supersticiosos ignorantes que crêem em exorcismos ou nos poderes da água benta etc.
Essa é a sensação que me ocorre, algo despertado pelo senso de injustiça e submissão, nesse caso, tão perniciosa.
E quando você cita Deus para os que necessitam desse consolo espiritual, concorda comigo: não vejo um deus de verdade e sim a necessidade, a carência humana dessa idéia, desse mito, somente.
Grande abraço.
Paula
Você tem altura moral e intelecutal para conversar tranquilamente com qualquer um de nós.
Infelizmente também, nem todos são como você, acredite.
(E vale o que postei acima ao Antonio, que também prega essa postura, de não generalização e não hostilidade, claro.)
Fui religioso até meus 18 ou 19 anos, isso ajuda um pouco porque sei como é estar do outro lado. Como sempre levei tudo a sério, minha fé era também levada a sério.
Essa mesma seriedade (mas não austeridade, sou até muito bem humorado) também me trouxe às minhas convicções atuais, que você sabe quais são.
Não faço distinção de mitos ou deuses de nenhuma religião, Jesus, Maomé ou Shiva são, para mim, representações de uma mesma ilusão. Mas se servem para vivermos melhor, tudo bem. Só não acredito na veracidade disso, nos milagres etc.
Estou dizendo isso tudo apenas para que saibam que há ateus simplesmente blasfemadores, outros mais filosóficos, outros que são seres humanos admiráveis e outros que se tornam ditadores assassinos, portanto a descrença nem sempre é uma afronta ou uma teimosia intelectual.
Sempre que penso em ciência (não sou da área da ciência, aliás) pesno em algo bom para todos nós, não em bombas atômicas ou armas biológicas.
Saudações também.
Desculpe, escrevi intelecutal: intelectual, claro.
Pedro
Tem razão, é outra generalização de minha parte.
Pode ter sido até pela opressão da Igreja que muitas idéias novas despertaram.
Abraços.
Às vezes “desapareço” por um tempo deste site, por questões de trabalho, falta de tempo etc. Portanto, se eu deixar de responder a alguém, fica meu e-mail para quem quiser se comunicar comigo, à vontade.
pperce@bol.com.br
ou
percepolegatto@gmail.com
Abraços a todos.
Os ateus estão sempre a criticar a Igreja Católica por andar a fazer peditórios e a questionar a finalidade do dinheiro e agora nenhum (ou quase nenhum) ateu se queixa deste peditório que têm como único fim a “evangelização”. É interessante que agora ninguém diz que se podiam ajudar pessoas desfavorecidas com esse dinheiro.
Aconselho a retirarem o post para manter a coerência.
Ricardo Silvestre
“Nada há de melhor para o homem do que comer e beber e gozar o bem-estar, fruto do seu trabalho.” Esta frase está na Bíblia. Curiosamente a frase do autocarro é muito semelhante. Dawkins lê a Bíblia? Provavelmente, sim. Joga em dois tabuleiros: pelo sim pelo não deve rezar em privado. Não vá o diabo tecê-las.
Caro Ricardo Sa,
Concordo consigo no seu ultimo post. O ideal seria mesmo que os peditorios nao fossem sob bandeiras teistas ou ateistas. Estariam ambos dispostos a fazer isso, o importante, em conjunto e sem protagonismos?
Cumprimetnos.
Só agora tive oportunidade de entrar nesta discussão embora a tenha seguido atentamente. Esta ideia da frase no autocarro (e não lhe chamem publicidade, é apenas a constatação de um facto) é engraçada e gostava de a ver em Portugal. Pelo que li, em Londres, foi uma papaia atirada ao ar que alguém apanhou e abriu a conta para o peditório. Mas nem foi preciso fazer grandes pedinchices pois as pessoas aderiram em massa. Será que cá iria ter o mesmo sucesso? É que pouco ou nada vejo a ser feito, a nível oficial, para divulgar o ateísmo e promover a igualdade de religiões ou a falta delas. AAP, vamos ganhar mediatismo!!!
Quando falam em publicidade ao ateísmo, quase me apetece bater em alguém tal é a raiva… Não andamos a vender nada, queremos apenas dizer que estamos aqui, que há muita gente que diz que acredita no deus A, B ou C só por dizer, porque em toda a sua vida lhes disseram que existe um fulano que sabe tudo mas não o vemos porque é muito tímido e… Ok, tu dizes, eu acredito… Acredito que há por aí muito ateu que ainda não admitiu ser por medo da discriminação, julgam estar sozinhos.
A haver campanha desse género, ainda vamos ter que a pagar. A igreja faz campanhas no principal canal da televisão PÚBLICA, todos os Domingos durante cerca de uma hora e no segundo canal durante meia hora por dia, e, mais grave, eu estou a pagar!!! Estado laico???
Caro Rodrigues,
Gostei bastante da sua intervencao. Gabo-lhe a frontalidade. Acho que e precisamente so isso: “ganhar” e “mediatismo”. Nao vejo como a propaganda que se discute aqui “promove a igualdade de religioes”. Pode explicar?
Parece-me algo que rapidamente caira num slogan tipo aquele que aqui mesmo se diz “deus nao existe” com outros “tu acreditas num deus? ai, ai, ai, isso e que nao pode ser”. Sera afinal mais um conjunto de principios e pressupostos usados por pessoas que querem institucionaliza-los. Varios irao lucrar com isso (e essa a pretensao??). Nao tenho duvidas. Faco votos que o lobby (porque ira se-lo, tal como qualquer outro) contribua para uma sociedade melhor e nao so para um clube de “penso diferente, logo existo” ou “posso lucrar com isto, logo faco”.
cumprimentos
esqueci-me (antes de comecares a bater…):
Se “pouco ou nada” ves ” a ser feito” e se tens esse espirito e conviccao, porque nao arregacas as mangas e poes maos a obra? Nem e preciso grande esforco, segundo constataste. Depois sei que contarao os resultados do peditorio e, claro, contarao o que farao com os mesmos.
cumprimentos
Rodrigues, a missa dominical na televisão é serviço público para milhares de idosos e doentes que n podem ir até à Igreja. A televisão do Estado deve servir o público, em todas as suas necessidades. Se há milhares de pessoas que querem assistir à missa mas não podem, é dever do Estado garantir que elas o possam fazer.
O Rodrigues quer um Estado Laico, eu tambem. Não quero é que a sociedade tenha quer ser laica. Se há um interesse (cultural, social ou religioso) em certo programa televisivo, então o Estado deve assegura-lo.
Quanto ao programa, n se preocupe, n paga nada. O programa Ecclesia é pago e produzido pela Igreja. A RTP 2 limita-se a transmiti-lo.
Pedro
Feliz ou infelizmente sou um cidadão anónimo, não tenho um pingo de mediatismo para desenvolver uma campanha deste género. Sou tão activo na divulgação do ateísmo quanto me é possível ser. Não tenho o menor problema em me declarar como ateu quer junto da minha (conservadora) família quer junto dos meus colegas de trabalho (somos 3 ateus numa equipa de cerca de 30 pessoas). Posso afirmar que já tive algumas chatices mas não baixo os braços nem perco o ânimo.
Talvez o Portal Ateu possa passar à prática e fazer cá o mesmo, angaria os fundos, contacta as entidades e mantém-nos a par das dificuldades sentidas. Aceita o desafio Hélder, Ricardo e companhia?
Z
Não existem milhares de idosos e doentes que não podem ir à mesquita?
“Quanto ao programa, n se preocupe, n paga nada. O programa Ecclesia é pago e produzido pela Igreja. A RTP 2 limita-se a transmiti-lo.” Os programas “Ecclesia” ou “A fé dos Homens” são pagos e produzidos pela igreja, ainda bem, mas e se eu pagar e produzir um programa qualquer, ser-me-ão garantidos os mesmos direitos de transmissão? E o tempo de antena em televisão, não custa dinheiro ao estado?
Como ateu não acredito em seres sobrenaturais benignos, malignos nem assim assim… Como tal acho os cultos satânicos tão ridículos como qualquer outra crendice, no entanto se um qualquer culto satânico passasse um programa na tv do estado, estou certo que veria o caro amigo Z tão indignado quanto eu.
Pedro
Por incrível que pareça só agora li o seu post 33 e vi que deixou perguntas no ar.
Aqui não tentamos fomentar a igualdade de religiões, expressei-me mal, deveria ter escrito “promover a igualdade entre religiões e a falta delas”.
“Parece-me algo que rapidamente caira num slogan tipo aquele que aqui mesmo se diz “deus nao existe” com outros “tu acreditas num deus? ai, ai, ai, isso e que nao pode ser”. Sera afinal mais um conjunto de principios e pressupostos usados por pessoas que querem institucionaliza-los. Varios irao lucrar com isso (e essa a pretensao??). Nao tenho duvidas. Faco votos que o lobby (porque ira se-lo, tal como qualquer outro) contribua para uma sociedade melhor e nao so para um clube de “penso diferente, logo existo” ou “posso lucrar com isto, logo faco”.”
A Associação Ateísta Portuguesa existe como instituição e não se trata de um grupo de “penso diferente, logo existo”, é antes uma instituição respeitável que não visa o “posso lucrar com isto logo faço”. Só para lhe dar uma ideia, para ser associado paga a ninharia de 1€/mês, imagino que pouco lucro daí possa advir. Talvez por ser uma associação nova e com poucos fundos que não consiga atingir algumas metas mas estou certo que que interessados em ajudar não faltam.
Caro Rodrigues, às vezes penso que os ateus esquecem o bom-senso, tal é o ódio às religiões, especialmente à religião católica. Se fosse fazer uma sondagem, acha que o número de catolicos em Portugal é o mesmo que o numero de muçulmanos ou satanicos? Por favor!
O Estado deve servir os interesses da população, mas de acordo com os seus costumes e cultura. Porque é que há muito mais campos de futebol em Portugal do que cortes de badminton? Não acha injusto para os que querem jogar badminton? Qual é a solução, acabar com os campos de futebol? Tenha bom-senso, é tudo o que é preciso.
Olá Pedro!
Sempre no seu melhor! Assim é que é… estou atrasada na resposta (n23)
As suas palavras:
“tendo certeza deverei levar o outro a chegar a mesma certeza que eu”
Eu diria apenas: deverei testemunhar ao outro a minha certeza! Afinal a VERDADE, para o outro, só pode ser assumida como tal com o seu próprio consentimento e aí o missionário nunca entra: é na LIBERDADE e na INTIMIDADE que se opta por Deus… quem não consegue viver sem o absoluto que é Deus impulsiona a missão de ANUNCIAR como se acreditasse que o seu anúncio causasse o tal consentimento no outro…é neste “acreditar do seu anúncio” que está a autenticidade do espírito missionário pois a “conversão à verdade absoluta depende mais do evangelizado do que de o evangelizador”
São os que tem “fome e sede” de Deus…mesmo que se sintam super-hiper- mega- racionalíssimos ;o) que O aceitam.
saudações
Pedro
Bastava haver um muçulmano e um satânico neste país para ter reconhecidos os seus direitos pelo estado já que a constituição reconhece os cidadão como iguais sem distinção de crendice ou outras insanidades mentais, como laico, todos os cidadão são iguais aos seus olhos, assim, se passa essa hora de histeria colectiva na tv, deveria passar as histerias colectivas de todos os outros cultos ou, talvez o mais lógico, deve abster-se desse tipo de poluição das ondas hertzianas.
Não defendo que se devam demolir os estádios de futebol para construir corts de badmington, estes poderiam ser construídos no lugar onde há igrejas, o desporto promove a sanidade física e a religião promove a insanidade mental.
Rodrigues, posto isto não diga que é laico, é anti-clerical. Quer impedir que as pessoas tenham direito à religião, ou seja, defende um estado totalitário, que tira a liberdade aos cidadãos. Em relação ao desporto que as pessoas escolhem praticar, acha muito bem que se discrimine (positivamente) os desportos mais populares, o que faz todo o sentido. E já agora eu não estava a falar dos estádios de futebol, estava a falar dos campos de futebol em parques, ou perto de zonas habitacionais.
Por outro lado, acha que as pessoas não podem ter direito ao culto, e que a religião mais popular não deve ser discriminada positivamente, mas deve ser igualada a todas as “religioes”, mesmo que sejam de apenas uma pessoa. Não me parece coerente da sua parte.
Rodrigues, não existem. Os católicos em Portugal, embora não sejam a esmagadora maioria, ainda são uma maioria, especialmente entre os católicos. Os muçulumanos mantêm-se uma minoria.
Quanto ao programa, o Rodrigues quer fazer alguma programa que seja de interesse para um grupo social? Se sim, acho que deve ter tempo na televisão estatal. Se não, acho que então n deve ter. Simples e eficaz.
Um dos postulados da liberdade é tratar de maneira igual o que é igual e de maneira diferente o que n é igual. Ou seja, se há uma maioria religiosa, com uma forte implementação social, que se encarrega de acorrer a uma larga fatia da população, então deve ser tratada de modo diferente de outras comunidades religiosas minoritárias.
Diferente é garantir a liberdade religiosa. O Estado deve garantir que todos os crentes possam praticar a sua religião livremente no respeito pelo Estado de Direito.
Quanto à religião promover a insandidade, respondo-lhe com o exemplo do comunismo ateu, que destruiu igrejas e matou milhares de religiosos. A religião pode levar a insanidade, tal como o ateísmo.
Realmente os ( alguns) ateus são muito justos. Estão preocupadinhos com os sentimentos dos muçulmanos e hindus etc.. por não serem tão favorecidos como os Católicos em Portugal, mas por outro lado, querem a religião fora da vida pública. Ou seja, os muçulmanos e hindus vão continuar quietinhos que estão muito bem, e que tenham lá as as sessões de maluqueira em privado. A forma de todos serem tratados igualmente é proibir a manifestação pública a todas as religiões! Ainda por cima quando a maioria da população é religiosa, e os ateus uma minoria. Haja justiça!
Para o Rodrigues, quer ver quem é verdadeiramente insano? http://www.godandscience.org/apologetics/religion_as_child_abuse.html
Veja lá que adolescentes é que lhe parecem mais equilibrados?
De facto exagerei no meu último comentário e não é muito habitual de minha parte. Eu de facto considero que não é natural ter amigos imaginário, logo o termo insanidade, se eu tivesse um e lhe chamasse José ou Joaquim seria internado de certeza, agora se decidir chamar-lhe Deus já dizem que sou uma pessoa normal.
Não venho defender os coitadinhos dos muçulmanos ou dos satânicos por serem minorias, as religiões e crendices enfio-as todas no mesmo saco, no entanto existem e deveriam ter os mesmos direitos. A nossa Constituição garante a igualdade de direitos a todos os cidadãos independentemente das suas crenças religiosas. Não posso é admitir que o estado só financie a emissão de programas de carácter católico e esqueça as minorias, o mais justo seria não ter qualquer programa de carácter religioso. Sendo este um estado laico, o estado não deveria financiar ou facilitar uma religião, deveria ser neutro, é essa a definição da laicidade do estado.
João Ribeiro:
Do estudo que aqui apresentou:
“Scientific data shows that teaching children the moral principles of religion has a positive impact on their behavior, as would be expected intuitively.” – Dados científicos revelam que ensinar às crianças os princípios morais da religião tem um impacto positivo no seu comportamento, como intuitivamente se esperava.”. Contraponho, e uma cadeira de desenvolvimento pessoal e social? Não teria os mesmos efeitos? E concordo com Dawkins, é de facto violento o ensino da religião a uma criança, recuo à minha infância e revejo a minha avó a dizer “não faças isso que Deus castiga”, é violento para uma criança viver sempre mergulhada no medo. Concluindo, de facto podem os comportamentos juvenís negativos não ocorrer com tanta frequência nos jovens religiosos mas estes não têm esses comportamentos por medo, não por acharem socialmente incorrecto.
É violento dizer que “não faças isso que Deus castiga?” Que exagero… E dizer não faças isso que o pai ou a mãe castiga? Também é violento? Não se pode avisar as crianças?
“Contraponho, e uma cadeira de desenvolvimento pessoal e social? Não teria os mesmos efeitos?”
Talvez uma cadeira de desenvolvimento social e pessoal pudesse ter efeitos semelhantes e pela análise dos gráficos parece que os ateus bem estão a precisar dela.
Mas o seu ponto é muito interessante, ensinar valores trazidos pela religião, mas sem Deus, porque na sua opinião pessoal, que tem de ser respeitada obviamente, Deus não existe. Logo aí tem de ser dado algum crédito à religião por pôr alguma moral num animal chamado Homem. E depois é também interessante denotar que há morais que parecem ter sido trazidas efectivamente pela religião, caso contrário o comportamento dos não religiosos no gráfico devia ser semelhante ao dos religiosos.
Portanto não é só a religião que tem de evoluir, para uma sociedade mais civilizada, é também o ateísmo…
“Concluindo, de facto podem os comportamentos juvenís negativos não ocorrer com tanta frequência nos jovens religiosos mas estes não têm esses comportamentos por medo, não por acharem socialmente incorrecto.”
A conclusão que me parece mais óbvia, é que em termos de comportamento cívico os religiosos andam a ser mais bem educados que os ateus.
Eu também posso dizer que você só não mata a sua sogra por medo de ir preso…. que tal? É verdade? Ou é porque você tem um comportamento civilizado fruto do seu entendimento pessoal e da sua educação?
Claro que é violento, já por aqui escrevi que não é com vinagre que se apanham moscas, se colocam um estigma tão negativo no vosso deus, toda a vida do jovem se vai reger pelo medo e não pelo pensamento racional. Em paralelo alguns pais ameaçam as criancinhas com o polícia, se essa criança se perder na rua, numa grande cidade, acha que ela vai pedir ajuda ao polícia? Ou o trauma da imagem do polícia é mais forte?
Não nego o que os gráficos evidenciam e nem vou aqui por em causa a sua veracidade, no entanto não acho que a educação religiosa seja a forma mais saudável de chegar ao mesmo efeito. Também uma lobotomia poderia ter resultados idênticos e não anda aí ninguém a abrir cabeças às criancinhas.
Os padrões morais da vida em sociedade não são exclusivos dos cristãos ou dos religiosos em geral. O João tem uma visão negativa da nossa filosofia de vida idêntica à que eu tenho da vossa, no entanto não conheço nenhum ateu com comportamentos negativos e conheço religiosos com grandes desvios de personalidade, alguns padres até…
Posso acrescentar que educo as minhas filhas na ausência absoluta de religião e vejo que elas são crianças equilibradas, que não me dão chatices (embora ainda sejam muito novinhas) e não vivem no medo como eu vivi.
Olá Rodriges!
Permita-me a intromissão… mas o medo não é uma resposta racional ao que a razão desconhece ou às vezes até ao que conhece?
Não é o medo que previne os mais banais comportamentos perigosos ou negligentes ?( como por exemplo: ir ao médico face a um sintoma mais ou menos comprometedor da saúde…ou vamos ao médico na CERTEZA ABSOLUTA da cura? Se não há medo, há confiança em alguma coisa ou em alguém…mas pode acontecer sentir o medo e a confiança em interdependência)
Melhor: o Rodrigues ( depois de deixar de se sentir aterrorizado com Deus e/ou religião) nunca mais sentiu MEDO?
Nem por algo que possa acontecer às suas filhas?
Como gere esse sentimento? Tranforma-o em confiança, não é?
Penso que é isso (transformar em confiança) que deixou por fazer depois de a sua avó lhe dizer “não faças isso que Deus castiga”! Assim já percebia que ela quereria dizer não faças isso PORQUE DEUS TE AMA!
Não se trata de defender o medo…mas parece-me que esse sentimento nos caracteriza mesmo fora da questão do religioso!
Vencer alguns medos é sinal de crescimento intelectual mas apenas quando dão lugar à confiança pois só nesse sentimento é possivel a PAZ interior.
Quanto ao que diz”não conheço nenhum ateu com comportamentos negativos e conheço religiosos com grandes desvios de personalidade, alguns padres até…”
Eu reconheço comportamentos negativos em Ateus e em Religiosos porque esses comportamentos muitas vezes não são resultado da fé mas sim da falta dela!
INFELIZMENTE você é que anda muito distraído…
Olá João Ribeiro!
Tenho acompanhado as suas respostas e vejo em si uma absoluta abertura ao diálogo entre a FÉ e o ATEÍSMO… é por pessoas assim que vale a pena este portal:
as suas palavras:
“não é só a religião que tem de evoluir, para uma sociedade mais civilizada, é também o ateísmo…”
e que seja a civilização do AMOR ;o)
Rodrigues, primeiro, o ponto n é “n faças pq Deus castiga”. Quem ensina assim, ensina mal. N é esse o ensinamento da Igreja.
Ponto dois, assim como há o programa ecclesia há programas de outras religiões (informe-se antes de dizer disparates.
Ponto três, obviamente que uma religião que tem cerca de 1 milhão e meio de fiéis, que é uma presença activa na sociedade, na educação, no apoio social, na cultura, tem mais relevo do que uma minoria não activa.
Olá Paula
Parece que não me percebeu, eu não afirmei que não tenho medo de nada nem tão pouco afirmei que se trata de um sentimento a repelir ou evitar, acho sim pouco saudável crescer a pensar que existe um ditador que sabe de tudo e me castiga se me portar mal. Passei a analogia com o medo que é incutido a algumas crianças com o polícia, se o seu filho fosse criado a ouvir “se te portas mal chamo o sr polícia”, acha que se ele se perdesse numa grande cidade, desconhecida para ele, iria ter com um polícia a pedir ajuda? Seria para ele mais útil entrar numa igreja?
Acredite que sou uma pessoa justa e já trocámos alguns pontos de vista, não creio que a Paula me tenha achado um radical nessas conversas, tenho é por obrigação, como ateu, de mostrar que existe outra maneira de ver o mundo sem o apoio de amigos imaginários, assim, falando racionalmente, compreendo o vosso ponto de vista de que a emissão televisiva das missas ao Domingo seja serviço público, no entanto é algo que fica mal a uma televisão de um estado supostamente laico. Já programas como o “Ecclesia” ou “A fé dos Homens”, a sua emissão é completamente aberrante pois em nada se trata de serviço público, trata-se sim de propaganda religiosa. Estou certo de grandes revoltas caso venha a existir um programa de tv de divulgação do ateísmo.
Z, de facto vejo pouca televisão e a que vejo não é veículada pelos canais do estado, no entanto, para minha cultura geral, informe-me de um programa exibido pela tv do estado, em sinal aberto, de outra religião que não a católica.
De facto concordo que é errado incutir o medo seja do que for a uma criança, não é saudável para o seu desenvolvimento, e concordo consigo que não faça parte dos ensinamentos da igreja, mas o facto é que até padres e freiras incutem actualmente esse medo, o exemplo deve partir deles. Tive uma freira como catequista que lhe posso garantir, por esses motivos, ser um dos seres mais horripilantes que já conheci, daí, para além de ser ateu, tenho um horror a freiras.
Rodrigues
Acredito que quer ser uma pessoa justa…e eu também quero ser assim: já há algo mais em comum!
Não me percebeu também relativamente ao medo que se deve tornar confiança… ? se cresceu com medo, alguma coisa falhou na sua experiência do religioso… e certamente não foi DEUS o culpado!
Eu não educo o meu filho no medo a DEUS eu CONFIO no “meu amigo imaginário” e por isso mesmo, só lhe posso transmitir essa confiança: e é uma confiança que sobretudo um pai (e uma mãe) conhece e deseja que os seus filhos sintam em relação a si próprio.
Não acrescento mais porque a nossa paternidade é ainda insuficiente para perceber aquela que DEUS exerce sobre nós…
Realmente há “seres que se manifestam horripilantes” de tal modo que , quase fazem outros desistir do seu mais profundo desejo de santidade e de comunhão com Deus MAS, a mim ainda não convenceram ! Lol
saudações
Rodrigues, eu n julgo os ateus pelo Bruno Miguel Resende. Se o fizesse tinha que deduzir que são todos convencidos e egocêntricos.
Na RTP2 depois (ou antes, n tenho a certeza) do prograa Ecclesia passa sempre um programa de uma confissão religiosa diferente.
Não aludir ao Bruno Miguel Resende em vão. 1º mandamento da religião Bruniana. Mas aos comuns mortais confiro o meu perdão divino, as suas perdições começam no abismo a que eles chamam montanhas.
Cumprimentos.
Não foi em vão. O Bruno é o exemplo perfeito para contrapor aos crentes que ensinam que se deve amar a Deus par n ir para o inferno…
Ao Bruno e ao Z
Se acreditas no amor…AMA!
Hanzi Keat, entenda o seguinte, os que matam “em nome de um deus” são exatamente igual aos que matam “em nome de nada”, veja quantas guerras e sangue e homicídios e confusões são exercidas em nome de nada. Os que o fazem “em nome de um deus” só usam um delírio pessoal, assim como os que o fazem em nome do amor, em nome do petróleo, em nome da democracia (inclusive muito interessante este nome DEMO cracia) , em nome de qualquer outra coisa. Logo, Deus não tem nada haver com isso, até porque aquele que realmente conhece a Desu e guarda seus mandamentos não tem o caracter destruidosr, pois deus não tem o carater destruidos e sim de mansidão , ~perdão, amor , etc. Essem sim, são verdadeiros cristãos, o resto é só resíduo das filosofias e pesamentos elaborados de uma sociedade sem moral.