Nenhuma contradição!
Por Ricardo Silvestre • 10 Out, 2008 • Categoria: Nacionais, NotíciasNuma entrada no myciw.org, o fórum da comunidade islâmica na web, levanta-se um tópico de discussão sobre o “Alcorão, contradições e erros…críticas diversas “.
O administrador do fórum, um tal de “Tayeb” sai logo em defesa do “livro sagrado” afirmando que deve-se estudar as traduções do corão, uma vez que isso dará oportunidade para “nos manter ocupados com as acusações que andam ser escritas na Internet.”
Estas acusações não são apresentadas, nem explicadas. Mas adiante.
Aquilo que mais me despertou a atenção foi este comentário.
De uma claudia_sofia
“Não foram encontradas nenhumas contradições oficiais no Qur’an. As contradições que se encontram, geralmente na internet, são de pessoas que procuram promover a sua própria religião que não a do Islão e/ou são pessoas anti-Islão que acreditam que esta religião não é compatível com o avanço tecnológico, e/ou ainda pessoas que não têm qualquer conhecimento da língua árabe ou guiam-se por meras traduções, etc.”
Ahhh. Ora ai está. Aqueles que criticam o islão fazem-no porque não percebem árabe, e se percebessem, viam que não havia “contradições” no corão.
Esta pessoa precisa de conhecer o trabalho de Ibn Warraq com o seu brilhante livre: Why I’m not a Muslim. E não venham com a mesma desculpa que “é por causa das traduções”. Ibn é um muçulmano.
Mas deixo aqui algumas pistas, para quem estiver mais interessado.
O corão é suposto ser a palavra de alá, e como tal infalível. Vejamos exemplos de contradições nesse livro.
corão 1:1-7. A prece inicial a alá são as palavras de Maomé em louvor a deus, e a pedir a sua ajuda e orientação.
corão 113-1. “eu tomo refugio com o Deus da Manhã”. Novamente, estas são as palavras de Maomé, que procura refugio.
E isto repete-se em 81:5, 84:16-19, 6:114.
Existem contradições de números, numas suras alá criou a terra em 8 dias (2 dias para a terra, 4 para alimento, e 2 para os céus). no entanto nos versos 7:54, 10:3, 11:7, 25:29, é apresentado que alá criou os céus e a terra em 6 dias.
E há a questão dos Jardin(s) da Eternidade, dos grupos de pessoas que vão existir no dia do julgamento, quem leva as suas almas para o paraíso, se um anjo da morte, se anjos de morte, se alá ele mesmo.
E a coisa continua por exemplos e exemplos.
Parece é que alguém não entende o significado da palavra “contradição”.
Se calhar eles nem deram pelas contradições porque para o ler “um olho chega”
“Esta pessoa precisa de conhecer o trabalho de Ibn Warraq com o seu brilhante livre(sic): Why I’m not a Muslim. E não venham com a mesma desculpa que “é por causa das traduções”. Ibn é um muçulmano.”
Se ele é muçulmano porque é que escreveu um livro intitulado “Why I’m not a Muslim”? isso parece-me contraditório e ele fala de contradições?….
Catarina…
e depois?
É muçulmano mas não acredita no deus islâmico. O mesmo se passa com Judeus que não acreditam em deus.
E exactamente por causa de ser um muçulmano que cresceu com o islão, é que o coloca numa posição privilegiada para ver as contradições do corão.
Esse seu argumento não faz sentido.
Ricardo há uma pequena diferença. Os judeus são um povo. Há muitos judeus de outras religiões. Os muçulumanos são os que acreditam no islão. Pode dizer que ele é arábe, mas não q é muçulumano.
Obrigada Z, era isso que estava a tentar dizer de forma jucosa e não como ataque. É terrível isto de na escrita se perder muita da intenção original por falta de engenho ou arte.
como diria o Capt Pickard…. “make it so”.
Ibn é um árabe que era um muçulmano.
Ricardo
Criticamos o Islão porque não conhecemos o árabe, menos ainda podemos julgar as traduções.
Também critico a Bíblia equivocadamente porque, afinal, não conheço o hebraico nem o aramaico nem outras porradas de línguas mortas que devem ter cxruzado toda a Ásia Menor durante séuclos na Antiguidade.
E, claro, o Alcorão é muito compatível com a tecnologia sim. Só alguns detalhes destoam, por exemplo, em vez de executarem adúlteros e homossexuais com uma injeção letal, usam pedras.
Que métodos atrasados, não?
É tudo muito calro.
Para ignorantes, completamente ignorantes e querem continuar a ser ignorantes, não há nenhuma contradição.
Ainda há lá mais esta pérola.
“O pior muçulmano é melhor que o melhor dos não muçulmanos.”
Esta ideia justifica o pior dos crimes e dos criminosos islâmicos.
Quer dizer que se Hitler fosse muçulmano, jamais seria condenado pelos maometanos.
off topic:
Ouvi rumores que no Reino Unido será retirado dos livros escolares qualquer menção ao Holocausto porque “ofende” os muçulmanos, que acreditam que tal nunca aconteceu…