Dubai, Dubai, Badajoz à vista.
“Uma mulher russa de 28 anos em visita ao Dubai, foi levada a tribunal por beber um sumo de laranja em público durante o Ramadão
De acordo com a Código Penal Federal dos Emirados Árabes Unidos, qualquer ingestão pública de comida ou bebida durante o mês de jejum dos muçulmanos é proibida, com a punição a ir de uma multa de ~500 euros até pena de prisão por um mês.
A réu disse que não fazia ideia que esse comportamento era ofensivo. O tribunal levou em consideração as circunstâncias atenuantes, mas manteve o veredicto de culpa e condenou ao pagamento de uma multa de ~250 euros.
Milhares de visitantes da Europa e da Ásia visitam o Dubai que é uma região relativamente liberal quando comparado com outros territórios dos Emirados.”
Ver aqui.
Portanto, a ver se entendemos isto, os EAU fazem um investimento monstro em Dubai para atrair os turistas. Pessoas de outras culturas e de outras religiões gastam o seu dinheiro para visitar esse pais e essa cidade, e o dogmatismo que “não se pode comer” durante este mês porque são “ordens de deus” continua em vigor mesmo para aqueles que não observam as excentricidades do islão?
Isto quer dizer que podemos prender os estrangeiros que venham a Lisboa durante as festas do santo António porque não querem comer sardinhas?
Tudo isto é ridículo, tudo isto é “fado”.
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Caro Ricardo, não compreendo como ainda se espanta com atitudes de quem tem amigos imaginários… Insanidade por insanidade, prender quem bebe um sumo ainda é o menos grave, a menos que também seja um sumo imaginário que estava reservado para o amigo invisível dos anfitriões, isso sim seria mais grave…
LOL. Boa Rodrigues. Realmente isto dos amigos invisíveis e das suas exigências.
Mas aquilo que me incomoda é o facto de os muçulmanos continuarem a querer jogar dos dois lados do tabuleiro: querem se modernizar, mas continuam agarrados aos dogmas da idade do bronze, querem relações com o ocidente, mas querem que o ocidente seja aquele a fazer todas as concessões, querem dinheiro (como se precisassem mais) mas querem manter a sua “integridade” moral religiosa.
Faz-me lembrar um artigo que coloquei aqui sobre as mulheres não poderem conduzir na Arábia Saudita: mas por causa de interesses económicos, pode ser que se abra uma excepção. Ou o caso dos muçulmanos no Reino Unido ou em França ou Alemanha que querem viver no ocidente, mas com as regras e leis do islão.
Enfim.
Ricardo,
É evidente que estas regras nos parecem ridículas. Imagino, contudo, que muitas das nossas regras também possam parecer absurdas aos olhos do comum cidadão oriundo de um daqueles países.
No entanto, acho que compete aos visitantes dos países respeitarem as regras dos países que visitam. Afinal, espero que todos os visitantes estrangeiros em Portugal respeitem as nossas regras. Penso que o mesmo princípio se deve aplicar em caso contrário. Podemos achar ridícula a regra mas se ela existe é compreensível que quem legisla e controla a queira fazer cumprir.
Repara no investimento feito no Algarve (Allgarve?) para atrair turistas ingleses, por exemplo; isso não significa que eles venham para cá conduzir à esquerda…
Um abraço.
Sim, realmente para quem se queixa dos Muçulmanos quererem-nos impôr as regras deles, este texto não foi de todo coerente.
Muito bem Hélder, um britânico não conduz à esquerda (uf, ainda bem) quando está de férias no Algarve (não em respeito à nossa cultura mas sim à nossa lei), mas somos tolerantes o suficiente para não obrigar uma mulher na rua a despir a burka já que esse não é um hábito cultural nosso (e já vi muitas). Toleramos um turista a fazer os pedidos na sua lingua materna porque gostamos que ele gaste cá o seu dinheiro (o turismo mais não é que uma série de estratégias para agradar aos visitantes e levá-los a deixar o seu dinheiro) mas aqueles senhores não toleram uma turista que pagou com O SEU DINHEIRO um sumo (desconhecendo ou não o período de jejum) e o sumo (suponho) foi servido por um qualquer barman local que talvêz conheça melhor os costumes daquelas gentes que a turista. Como o barman reza pelas mesmas baboseiras não consta que tenha sido punido.
Já agora, porque não fecham eles os restaurantes já que não podem comer em público$ (ops, não é “$”, é “?”, enganei-me na pontuação)
Rodrigues, claro que não obrigamos a despir a Burka, porque cá toda a gente se veste como bem lhe apetece é essa a “regra” . Péssimo exemplo. Pior que o de Santo António.
Agora a questão não é assim tão linear, por um lado tem de haver respeito pelos costumes dos outros. Mas seria um crime por exemplo, ficarmos indiferentes aos apedrejamentos de mulheres. Questão complexas..
complexa….
Peço desculpa João mas acho que o meu exemplo foi excelente, por cá toda a gente se veste como bem lhe apetece porque somos tolerantes, por lá nem com os turistas o conseguem ser.
Episódios como este são desprezíveis e inaceitáveis. A comunicação social deveria difundir estes casos um a um exasperadamente, de modo que esta gentinha ficava lá com o bom Alá, e comia e areizinha do deserto.
Ficam avisados: ao viajarem para estes países, e não conhecendo os meandros dos milhares de dogmas destes doentes, arriscam a vossa liberdade.
Desejava muito visitar o Egipto pelo gosto que nutro pelas civilizações da antiguidade clássica, no entanto, temo pela minha segurança e pela minha vida e não me envergonho de o admitir.
Se querem ficar isolados, pois que fiquem.
Desprezíveis e inaceitáveis ou não, se é a lei do país quem lá vai apenas tem que a cumprir. Percebo perfeitamente a posição do Luís Simões; existem muitos países que também gostaria de visitar mas nunca o farei por considerar que o meu sentimento de liberdade é superior à curiosidade que possa ter de os conhecer.
No entanto, acho que não podemos criticar os locais por fazerem cumprir a lei. Nesse aspecto, aparentemente, são mais eficazes que nós que continuamos a “fechar os olhos” a muitas infracções públicas da lei (touros de morte, por exemplo).
Hélder, concordo em absoluto com seu segundo parágrafo, mas também tem de haver rasonabilidade e bom senso na aplicação das leis. Estamos a falar dum simples gesto humaníssimo e inconsciente de beber um sumo.
Virando as coisas ao contrário, estive recentemente numa formação, por intermédio da empresa onde trabalho, na Alemanha, onde havia tambem, formandos árabes. Houve a obrigatoriedade de disponibilizarem uma sala com indicação da orientação para Mecca, lavabos para lavagem prévia, e 15 minutos depois do almoço para oração (a formação começava 15 minutos mais tarde para todos). Os não muçulmanos eram 12. Os muçulmanos eram 3.
Pelos vistos a tolerância e aceitação (para lá do razoável, neste caso) só funciona num dos lados, mas isso presumo que já toda a gente o saiba.
Tudo isto me revolta, pelas atitudes estúpidas de alguns fundamentalistas pagam todos os religiosos porque existe a tendência humana (que eu assumo sofrer) de generalizar um comportamento individual a todo o grupo. A minha visão dos religiosos em geral (seja de qualquer credo) é muito negativa, só que tenho educação e tolerância suficiente para um convívio saudável e para trocar ideias com todo o tipo de pessoas como faço aqui. Alguns (como o caso do António) já conseguiram reverter um pouco a imagem que formei mas os maus exemplos estão em todo o lado…
Luís Simões
Obrigado por partilhar essa história.
É escusado dizer que não concordo na totalidade com o Helder. A diferença na argumntação dele e na minha vai um pouco ao encontro daquilo que o Luís escreveu: “respeitem as nossas leis na terra de alá, enquanto nos respeitaremos a lei de alá na vossa”.
Infelizmente o ocidente está a abdicar no que se refere a esta falácia. É esperado que seja perfeitamente admissível que um ocidental tenha de respeitar as leis enquanto em países muçulmanos, mas não se exige o mesmo a todos os muçulmanos enquanto estejam no ocidente: exemplo, a questão do véu em França, da “lei sharia” em Inglaterra, da mesquita de Colónia, do transporte de cães em taxis conduzidos por muçulmanos nos USA, etc, etc.
Esses idiotas acreditaram em um sujeito maluco que viveu a 14 séculos atrás,dz que era menssageiro de Deus.Ora se queira eles acreditarem respeito,mas fz com que nós cristãos acredite,isso já demais.Pois fomos aculturados em cristiníanismo com o greco romano.Agora vem com essa de quererem arrebater o ocidente através do ventre de suas mulheres isso nós ñ vamos deixar acontecer.O ocidente é cristão queira eles sim ou não.Fora islamicos com sua cultura retróga.
A Arabia Saudita tem um hábito muito engraçado de persuadir outras culturas;no seu solo jamais admite outra religião,mas financia com sua graça mesquitas em paise que lhes dão liberdade,proibem biblias ,mas doa alcorões a paises de religião cristã.E esse povo ainda que que o ocidente seja islamico e acredite em seu profeta,ora acreditem vocês,porque nós acreditamos é no senhor Jesus ,só ele possui a verdade é imaculado ,nunca feriu ninguém ,mas sim fez foi curar ,ao contrário do profeta de Alah(Muhamed),que feriu matou e asaltou em nome de sua fé.JESUS É A SALVAÇÂO!!!!!!!!